PROFETAS DO PÂNICO: OS GRUPOS QUE PATROCINAM A CAMPANHA ANTICOPA
Existe uma campanha orquestrada contra a Copa do Mundo no Brasil. A torcida para que as coisas deem errado é pequena, mas é barulhenta e até agora tem sido muito bem sucedida em queimar o filme do evento.
Tiveram, para isso, uma mãozinha de alguns governos, como o do estado do Paraná e da prefeitura de Curitiba, que deram o pior de todos exemplos ao abandonarem seus compromissos com as obras da Arena da Baixada, praticamente comprometida como sede.
A arrogância e o elitismo dos cartolas da Fifa também ajudaram. Aliás, a velha palavra “cartola” permanece a mais perfeita designação da arrogância e do elitismo de muitos dirigentes de futebol do mundo inteiro.
Mas a campanha anticopa não seria nada sem o bombardeio de informação podre patrocinado pelos profetas do pânico.
O objetivo desses falsos profetas não é prever nada, mas incendiar a opinião pública contra tudo e contra todos, inclusive contra o bom senso.
Afinal, nada melhor do que o pânico para se assassinar o bom senso.
Como conseguiram azedar o clima da Copa do Mundo no Brasil
O grande problema é quando os profetas do pânico levam consigo muita gente que não é nem virulenta, nem violenta, mas que acaba entrando no clima de replicar desinformações, disseminar raiva e ódio e incutir, em si mesmas, a descrença sobre a capacidade do Brasil dar conta do recado.
Isso azedou o clima. Pela primeira vez em todas as copas, a principal preocupação do brasileiro não é se a nossa seleção irá ganhar ou perder a competição.
A campanha anticopa foi tão forte e, reconheçamos, tão eficiente que provocou algo estranho. Um clima esquisito se alastrou e, justo quando a Copa é no Brasil, até agora não apareceu aquela sensação que, por aqui, sempre foi equivalente à do Carnaval.
Se depender desses Panicopas (os profetas do pânico na Copa), essa será a mais triste de todas as copas.
“Hello!”: já fizemos uma copa antes
Até hoje, os países que recebem uma Copa tornam-se, por um ano, os maiores entusiastas do evento. Foi assim, inclusive, no Brasil, em 1950. Sediamos o mundial com muito menos condições do que temos agora.
Aquela Copa nos deixou três grandes legados. O primeiro foi o Maracanã, o maior estádio do mundo – que só ficou pronto faltando poucos dias para o início dos jogos.
O segundo, graças à derrota para o Uruguai (“El Maracanazo”), foi o eterno medo que muitos brasileiros têm de que as coisas saiam errado no final e de o Brasil dar vexame diante do mundo - o que Nélson Rodrigues apelidou de “complexo de vira-latas”, a ideia de que o brasileiro nasceu para perder, para errar, para sofrer.
O terceiro legado, inestimável, foi a associação cada vez mais profunda entre o futebol e a imagem do país. O futebol continua sendo o principal cartão de visitas do Brasil – imbatível nesse aspecto.
O cartunista Henfil, quando foi à China, em 1977, foi recebido com sorrisos no rosto e com a única palavra que os chineses sabiam do Português: “Pelé” (está no livro “Henfil na China”, de 1978).
O valor dessa imagem para o Brasil, se for calculada em campanhas publicitárias para se gerar o mesmo efeito, vale uma centena de Maracanãs.
Desinformação #1: o dinheiro da Copa vai ser gasto em estádios e em jogos de futebol, e isso não é importante
O pior sobre a Copa é a desinformação. É da desinformação que se alimenta o festival de besteiras que são ditas contra a Copa.
Não conheço uma única pessoa que fale dos gastos da Copa e saiba dizer quanto isso custará para o Brasil. Ou, pelo menos, quanto custarão só os estádios. Ou que tenha visto uma planilha de gastos da copa.
A “Copa” vai consumir quase 26 bilhões de reais.
A construção de estádios (8 bi) é cerca de 30% desse valor.
Cerca de 70% dos gastos da Copa não são em estádios, mas em infraestrutura, serviços e formação de mão de obra.
Os gastos com mobilidade urbana praticamente empatam com o dos estádios.
O gastos em aeroportos (6,7 bi), somados ao que será investido pela iniciativa privada (2,8 bi até 2014) é maior que o gasto com estádios.
O ministério que teve o maior crescimento do volume de recursos, de 2012 para 2013, não foi o dos Esportes (que cuida da Copa), mas sim a Secretaria da Aviação Civil (que cuida de aeroportos).
Quase 2 bi serão gastos em segurança pública, formação de mão de obra e outros serviços.
Ou seja, o maior gasto da Copa não é em estádios. Quem acha o contrário está desinformado e, provavelmente, desinformando outras pessoas.
Desinformação #2: se deu mais atenção à Copa do que a questões mais importantes
Os atrasos nas obras pelo menos serviram para mostrar que a organização do evento não está isenta de problemas que afetam também outras áreas. De todo modo, não dá para se dizer que a organização da Copa teve mais colher de chá que outras áreas.
Certamente, os recursos a serem gastos em estádios seriam úteis a outras áreas. Mas se os problemas do Brasil pudessem ser resolvidos com 8 bi, já teriam sido.
Em 2013, os recursos destinados à educação e à saúde cresceram. Em 2014, vão crescer de novo.
Portanto, o Brasil não irá gastar menos com saúde e educação por causa da Copa. Ao contrário, vai gastar mais. Não por causa da Copa, mas independentemente dela.
No que se refere à segurança pública, também haverá mais recursos para a área. Aqui, uma das razões é, sim, a Copa.
Dados como esses estão disponíveis na proposta orçamentária enviada pelo Executivo e aprovada pelo Congresso (nas referências ao final está indicado onde encontrar mais detalhes).
Se alguém quiser ajudar de verdade a melhorar a saúde e a educação do país, ao invés de protestar contra a Copa, o alvo certo é lutar pela aprovação do Plano Nacional de Educação, pelo cumprimento do piso salarial nacional dos professores, pela fixação de percentuais mais elevados e progressivos de financiamento público para a saúde e pela regulação mais firme sobre os planos de saúde.
Se quiserem lutar contra a corrupção, sugiro protestos em frente às instâncias do Poder Judiciário, que andam deixando prescrever crimes sem o devido julgamento, e rolezinhos diante das sedes do Ministério Público em alguns estados, que andam com as gavetas cheias de processos, sem dar a eles qualquer andamento.
Marchar em frente aos estádios, quebrar orelhões públicos e pichar veículos em concessionárias não tem nada a ver com lutar pela saúde e pela educação.
Os estádios, que foram malhados como Judas e tratados como ícones do desperdício, geraram, até a Copa das Confederações, 24,5 mil empregos diretos. Alto lá quando alguém falar que isso não é importante.
Será que o raciocínio contra os estádios vale também para a Praça da Apoteose e para todos os monumentos de Niemeyer? Vale para a estátua do Cristo Redentor? Vale para as igrejas de Ouro Preto e Mariana?
Havia coisas mais importantes a serem feitas no Brasil, antes desses monumentos extraordinários. Mas o que não foi feito de importante deixou de ser feito porque construíram o bondinho do Pão-de-Açúcar?
Até mesmo para o futebol, o jogo e o estádio são, para dizer a verdade, um detalhe menos importante. No fundo, estádios e jogos são apenas formas para se juntar as pessoas. Isso sim é muito importante. Mais do que alguns imaginam.
Desinformação #3: O Brasil não está preparado para sediar o mundial e vai passar vexame
Se o Brasil deu conta da Copa do Mundo em 1950, por que não daria conta agora?
Se realizou a Copa das Confederações no ano passado, por que não daria conta da Copa do Mundo?
Se recebeu muito mais gente na Jornada Mundial da Juventude, em uma só cidade, porque teria dificuldades para receber um evento com menos turistas, e espalhados em mais de uma cidade?
O Brasil não vai dar vexame, quando o assunto for segurança, nem diante da Alemanha, que se viu rendida quando dos atentados terroristas em Munique, nos Jogos Olímpicos de Verão de 1972; nem diante dos Estados Unidos, que sofreram atentados na Maratona Internacional de Boston, no ano passado.
O Brasil não vai dar vexame diante da Itália, quando o assunto for a maneira como tratamos estrangeiros, sejam eles europeus, americanos ou africanos.
O Brasil não vai dar vexame diante da Inglaterra e da França, quando o assunto for racismo no futebol. Ninguém vai jogar bananas para nenhum jogador, a não ser que haja um Panicopa no meio da torcida.
O Brasil não vai dar vexame diante da Rússia, quando o assunto for respeito à diversidade e combate à homofobia.
O Brasil não vai dar vexame diante de ninguém quando o assunto for manifestações populares, desde que os governadores de cada estado convençam seus comandantes da PM a usarem a inteligência antes do spray de pimenta e a evitar a farra das balas de borracha.
Podem ocorrer problemas? Podem. Certamente ocorrerão. Eles ocorrem todos os dias. Por que na Copa seria diferente? A grande questão não é se haverá problemas. É de que forma nós, brasileiros, iremos lidar com tais problemas.
Desinformação #4: os turistas estrangeiros estão com medo de vir ao Brasil
De tanto medo do Brasil, o turismo para o Brasil cresceu 5,6% em 2013, acima da média mundial. Foi um recorde histórico (a última maior marca havia sido em 2005).
Recebemos mais de 6 milhões de estrangeiros. Em 2014, só a Copa deve trazer meio milhão de pessoas.
De quebra, o Brasil ainda foi colocado em primeiro lugar entre os melhores países para se visitar em 2014, conforme o prestigiado guia turístico Lonely Planet (“Best in Travel 2014”, citado nas referências ao final).
Adivinhe qual uma das principais razões para a sugestão? Pois é, a Copa.
Desinformação #5: a Copa é uma forma de enganar o povo e desviá-lo de seus reais problemas
O Brasil tem de problemas que não foram causados e nem serão resolvidos pela Copa.
O Brasil tem futebol sem precisar, para isso, fazer uma copa do mundo. E a maioria assiste aos jogos da seleção sem ir a estádios.
Quem quiser torcer contra o Brasil que torça. Há quem não goste de futebol, é um direito a ser respeitado. Mas daí querer dar ares de “visão crítica” é piada.
Desinformação #6: muitas coisas não ficarão prontas antes da Copa, o que é um grave problema
É verdade, muitas coisas não ficarão prontas antes da Copa, mas isso não é um grave problema. Tem até um nome: chama-se “legado”.
Mas, além do legado em infraestrutura para o país, a Copa provocou um outro, imaterial, mas que pode fazer uma boa diferença.
Trata-se da medida provisória enviada por Dilma e aprovada pelo Congresso (entrará em vigor em abril deste ano), que limita o tempo de mandato de dirigentes esportivos.
A lei ainda obrigará as entidades (não apenas de futebol) a fazer o que nunca fizeram: prestar contas, em meios eletrônicos, sobre dados econômicos e financeiros, contratos, patrocínios, direitos de imagem e outros aspectos de gestão. Os atletas também terão direito a voto e participação na direção. Seria bom se o aclamado Barcelona, de Neymar, fizesse o mesmo.
Estresse de 2013 virou o jogo contra a Copa
Foi o estresse de 2013 que virou o jogo contra a Copa. Principalmente quando aos protestos se misturaram os críticos mascarados e os descarados.
Os mascarados acompanharam os protestos de perto e neles pegaram carona, quebrando e botando fogo. Os descarados ficaram bem de longe, noticiando o que não viam e nem ouviam; dando cartaz ao que não tinha cartaz; fingindo dublar a “voz das ruas”, enquanto as ruas hostilizavam as emissoras, os jornalões, as revistinhas e até as coitadas das bancas.
O fato é que um sentimento estranho tomou conta dos brasileiros. Diferentemente de outras copas, o que mais as pessoas querem hoje saber não é a data dos jogos, nem os grupos, nem a escalação dos times de cada seleção.
A maioria quer saber se o país irá funcionar bem e se terá paz durante a competição. Estranho.
É quase um termômetro, ou um teste do grau de envenenamento a que uma pessoa está acometida. Pergunte a alguém sobre a Copa e ouça se ela fala dos jogos ou de algo que tenha a ver com medo. Assim se descobre se ela está empolgada ou se sentou em uma flecha envenenada deixada por um profeta do apocalipse.
Todo mundo em pânico: esse filme de comédia a gente já viu
Funciona assim: os profetas do pânico rogam uma praga e marcam a data para a tragédia acontecer. E esperam para ver o que acontece. Se algo “previsto” não acontece, não tem problema. A intenção era só disseminar o pânico e o baixo astral mesmo.
O que diziam os profetas do pânico sobre o Brasil em 2013? Entre outras coisas:
Que estávamos à beira de um sério apagão elétrico.
Que o Brasil não conseguiria cumprir sua meta de inflação e nem de superávit primário.
Que o preço dos alimentos estava fora de controle.
Que não se conseguiria aprontar todos os estádios para a Copa das Confederações.
O apagão não veio e as termelétricas foram desligadas antes do previsto. A inflação ficou dentro da meta. A inflação de alimentos retrocedeu. Todos os estádios previstos para a Copa das Confederações foram entregues.
Essas foram as profecias de 2013. Todas furadas.
Cada ano tem suas previsões malditas mais badaladas. Em 2007 e 2008, a mesma turma do pânico dizia que o Brasil estava tendo uma grande epidemia de febre amarela. Acabou morrendo mais gente de overdose de vacina do que de febre amarela, graças aos profetas do pânico.
Em 2009 e 2010, os agourentos diziam que o Brasil não estava preparado para enfrentar a gripe aviária e nem a gripe “suína”, o H1N1. Segundo esses especialistas em catástrofes, os brasileiros não tinham competência nem estrutura para lidar com um problema daquele tamanho. Soa parecido com o discurso anticopa, não?
O cataclismo do H1N1 seria gravíssimo. Os videntes falavam aos quatro cantos que não se poderia pegar ônibus, metrô ou trem, tal o contágio. Não se poderia ir à escola, ao trabalho, ao supermercado. Resultado? Não houve epidemia de coisa alguma.
Mas os profetas do pânico não se dão por vencidos. Eles são insistentes (e chatos também). Quando uma de suas profecias furadas não acontece, eles simplesmente adiam a data do juízo final, ou trocam de praga.
Agora, atenção todos, o próximo fim do mundo é a Copa. “Imagina na Copa” é o slogan. E há muita gente boa que não só reproduz tal slogan como perde seu tempo e sua paciência acreditando nisso, pela enésima vez.
Para enfrentar o pessoal que é ruim da cabeça ou doente do pé
O pânico é a bomba criada pelos covardes e pulhas para abater os incautos, os ingênuos e os desinformados.
Só existe um antídoto para se enfrentar os profetas do pânico. É combater a desinformação com dados, argumentos e, sobretudo, bom senso, a principal vítima da campanha contra a Copa.
Informação é para ser usada. É para se fazer o enfrentamento do debate. Na escola, no trabalho, na família, na mesa de bar.
É preciso que cada um seja mais veemente, mais incisivo e mais altivo que os profetas do pânico. Eles gostam de falar grosso? Vamos ver como se comportam se forem jogados contra a parede, desmascarados por uma informação que desmonta sua desinformação.
As pessoas precisam tomar consciência de que deixar uma informação errada e uma opinião maldosa se disseminar é como jogar lixo na rua.
Deixar envenenar o ambiente não é um bom caminho para melhorar o país.
A essa altura do campeonato, faltando poucos meses para a abertura do evento, já não se trata mais de Fifa. É do Brasil que estamos falando.
É claro que as informações deste texto só fazem sentido para quem as palavras “Brasil” e “brasileiros” significam alguma coisa.
Há quem por aqui nasceu, mas não nutre qualquer sentimento nacional, qualquer brasilidade; sequer acreditam que isso existe. Paciência. São os que pensam diferente que têm que mostrar que isso existe sim.
Ter orgulho do país e torcer para que as coisas deem certo não deve ser confundido com compactuar com as mazelas que persistem e precisam ser superadas. É simplesmente tentar colocar cada coisa em seu lugar.
Uma das maneiras de se colocar as coisas no lugar é desmascarar oportunistas que querem usar da pregação anticopa para atingir objetivos que nunca foram o de melhorar o país.
O pior dessa campanha fúnebre não é a tentativa de se desmoralizar governos, mas a tentativa de desmoralizar o Brasil.
É preciso enfrentar, confrontar e vencer esse debate. É preciso mostrar que esse pessoal que é profeta do pânico é ruim da cabeça ou doente do pé.
(*) Antonio Lassance é doutor em Ciência Política e torcedor da Seleção Brasileira de Futebol desde sempre.
Mais sobre o assunto:
A Controladoria Geral da União atualiza a planilha com todos os gastos previstos para a Copa, os já realizados e os por realizar, em seu portal:
Os dados do orçamento da União estão disponíveis na proposta orçamentária enviada pelo Executivo e aprovada pelo Congresso.
O “Best in Travel 2014”, da Lonely Planet, pode ser conferido aqui .
Sobre copa e anticopa, vale a pena ler o texto do Flávio Aguiar, “ Copa e anti-copa ”, aqui na Carta Maior:
Sobre o catastrofismo, também do Flávio Aguiar: “ Reveses e contrariedades para a direita ”, na Carta Maior.
Sobre os protestos de junho e a estratégia da mídia, leiam o texto do prof. Emir Sader, " Primeiras reflexões ".
--
Fale Rio - Frente Ampla pela Liberdade de Expressão e Direito
à Comunicação - RJ
quarta-feira, 4 de junho de 2014
terça-feira, 3 de junho de 2014
SEMINÁRIO: CANAL DA CIDADANIA.
Seminário estadual discute Canal da Cidadania no Rio de Janeiro
Escrito por: Redação
Fonte: Observatório do Direito à Comunicação
Fonte: Observatório do Direito à Comunicação
O Canal da Cidadania será tema de um seminário estadual realizado no dia 7 de junho pela Frente Ampla pela Liberdade de Expressão (Fale-Rio), no Sindicato Municipal dos Jornalistas do Rio de Janeiro. O movimento de defesa do direito à comunicação tem tentado envolver a sociedade em torno dessa pauta, com o objetivo de ver a TV aberta ocupada por conteúdos voltados para a democracia, à justiça social, o bem-estar social, a expressão artística, a solidariedade e outros princípios não submetidos às determinações comerciais.
O evento tem início às 10h da manhã e segue até o fim da tarde. O sindicato está localizado na rua Evaristo da Veiga, 16, no 17º andar.
sexta-feira, 30 de maio de 2014
REGULAMENTAÇÃO DO MARCO CIVIL.
Regulamentação do Marco Civil terá nova consulta pública: prepare-se!
Escrito por: Redação
Fonte: Intervozes
Fonte: Intervozes
No último dia 23 de maio, durante lançamento da Política Nacional de Participação Social, a Presidenta Dilma Rousseff anunciou que o processo de regulamentação do Marco Civil da Internet ? assim como as demais etapas de elaboração da lei aprovada ? também será feito via consulta pública.
A data de lançamento da consulta e seu período de duração ainda não foram definidos. Mas o anúncio já coloca para todos os defensores da internet livre o desafio de nos organizamos para participar deste processo. Afinal, tendem a se repetir neste momento de regulamentação da lei disputas equivalentes às travadas ao longo da tramitação do projeto no Congresso Nacional, opondo, sobretudo, de um lado os interesses e direitos dos usuários e, de outro, os objetivos econômicos das operadoras de telecomunicações.
Em relação à neutralidade de rede, uma das importantes questões em jogo na regulamentação do Marco Civil são as hipóteses em que será admitido um tratamento diferenciado de pacotes. O texto da Lei nº 12.965/2014 ficou bem amarrado, pois exige que não ocorra dano ao usuário, que se respeitw a proporcionalidade, a transparência e a isonomia, que haja informação prévia e não se prejudique a livre concorrência. Ainda assim, os embates interpretativos estão abertos e lançam uma grande expectativa sobre as hipóteses de “priorização de serviços de emergência” e os “requisitos técnicos indispensáveis à prestação adequada dos serviços e aplicações” que, em conjunto, autorizarão a “discriminação ou degradação do tráfego“.
Outro aspecto que será alvo de disputas na regulamentação da lei envolve a preservação da privacidade dos internautas. O famigerado art. 15 prevê que as empresas mantenham os registros de acesso a aplicações online sob sigilo, em ambiente controlado e de segurança, pelo prazo de 6 (seis) meses. Por sua vez, o art. 13 impõe aos administradores de sistema autônomo o dever de guardar registros de conexão. Ambas as obrigações, que envolvem diretamente a proteção da privacidade e da liberdade de expressão na rede, dependem de regulamentação específica.
Por fim, em relação ao papel do Executivo previsto no Marco Civil, todas as diretrizes e deveres previstos no Capítulo V demandam a criação de decretos para começarem a se traduzir em medidas efetivas. Sem uma norma própria, dificilmente se cumprirá, por exemplo, a atribuição de realizar estudos periódicos sobre o uso e desenvolvimento da internet no País, ou a adequação da educação para que seja oferecida uma capacitação, integrada a outras práticas educacionais, para o uso seguro, consciente e responsável da internet como ferramenta para o exercício da cidadania, a promoção da cultura e o desenvolvimento tecnológico.
O quadro, portanto, requer novamente o amplo envolvimento da sociedade civil no debate público, para que as conquistas, obtidas com grande pressão popular quando o Marco Civil estava no Congresso Nacional, não se percam agora na sua regulamentação.
No blog Marco Civil Já! discutiremos nos próximos dias os principais pontos da regulamentação, assim como divulgaremos as informações sobre a consulta pública. Contamos com a sua participação! Por um Marco Civil com neutralidade de rede, privacidade e liberdade de expressão para todos e todas.
FINANCIAMENTO DA MÍDIA PÚBLICA.
Financiamento da mídia pública é debatido na Câmara
Escrito por: Redação FNDC e Agência Câmara
Fonte: Redação
Fonte: Redação
Em audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, participantes pedem liberação dos recursos para a mídia pública e estudo para fontes alternativas
Foi realizada nesta terça-feira (20), na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados, audiência pública para debater o financiamento da mídia pública no país. O objetivo é fomentar o debate e trazer nova ótica para a verba destinada aos veículos de comunicação públicos nas esferas nacional, estadual e municipal, para uma comunicação verdadeiramente democrática. A iniciativa foi requerida pela deputada Luiza Erundina (PSB-SP), em consonância com os anseios da sociedade civil organizada.
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) conseguiu, neste ano, a liberação de mais de R$ 300 milhões, referentes a uma parcela da Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública. Criada em 2008, a contribuição deve ser recolhida anualmente pelas operadoras de telefonia, mas a maior parte delas faz o depósito em juízo porque uma ação judicial contesta a obrigação.
A efetiva liberação dos recursos para uso da empresa ainda depende de trâmites burocráticos, mas o representante da EBC na audiência, Eduardo Castro, está otimista. Ele lembra que, pela lei, 75% dos recursos devem ser destinados à EBC, 2,5% para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e 22,5% para as demais emissoras públicas, como TVs e rádios comunitárias, educativas e universitárias.
Direito do cidadão, e uma obrigação do Estado, a comunicação e o direito à informação devem ser defendidos para todos. A importância dessa garantia está no fato de que a construção da subjetividade do povo, com seus valores, princípios e projetos passa fundamentalmente pelos meios de comunicação. “O que está em debate são disputas de projetos de sociedade. Se nós vamos construí-la com a participação das pessoas ou sob a ótica das grandes elites”, como afirma Orlando Guilhon, da coordenação executiva do Fórum Nacional Pela Democratização da Comunicação (FNDC).
O que se pretende ao debater investimentos na mídia pública não é a pulverização dos grandes veículos de comunicação, mas a criação de espaços onde o brasileiro possa ser ver representado, com todas as suas diferenças e particularidades. “Nós queremos o direito de ter um espaço competitivo e mostrar para o cidadão brasileiro que ele pode se ver na televisão, se ouvir no rádio e se ler no jornal”, afirma ainda Guilhon. Para que exista de fato democracia, é preciso que o espaço da comunicação seja tão amplo quanto as vozes que querem falar e aquelas que se querem ouvir, concluíram.
A fim de contribuir para o financiamento, o deputado Jorge Bittar (PT-RJ) apresentou no final de abril o Projeto de Lei 7460/14. O deputado explica que sua proposta destina 30% de todas as verbas públicas de publicidade, seja do governo federal, seja dos governos estaduais e municipais, às chamadas mídias alternativas - blogs e pequenos sites da internet, rádios comunitárias, TVs comunitárias e TVs educativas do País. "Tudo com esta finalidade: democratizar as comunicações e dar sustentabilidade econômica a esses veículos", ressaltou.
ADEUS,BARBOSA !!
Cada vez mais vem a tona toda a verdade sobre o julgamento da AP 470 e as maracutaias criadas pela mídia para condenar o PT e criminalizar as maiores lideranças que o partido já teve nesse país. E as lições que todos nós temos que aprender desse julgamento estão sendo aprendidas?
Nós que conhecemos as provas que estão nesse processo a favor das lideranças condenadas que foram escondidas e mascaradas por Joaquim Barbosa e pelos procuradores Antonio Fernando e Roberto Gurgel e , que já foram mostradas na Internet através de vários sites e blogs, sabemos que a justiça não foi feita em momento algum.
A corte, sob o comando de Ayres Brito e posteriormente, Joaquim Barbosa, se transformou numa fábrica de factóides e de teses absurdas, sem fundamento jurídico plausível, plantadas de comum acordo com a mídia num processo que continha todas as provas técnicas e evidentes de que não havia ocorrido os fatos denunciados pelo vingativo Roberto Jefferson.
Foi muito desalentador verificar a falta de solidariedade que ocorreu no início desse processo com as lideranças petistas. Mas, explica-se por conta da própria notoriedade que ganharam com as decisões que tiveram que tomar e o que fizeram para ajudar o PT e Lula a mudar o país. Aqueles que não conseguem se projetar pelas suas idéias e ações, projetam nos outros a sua frustração e a sua raiva por não conseguirem fazer e ser o que os outros são e fazem.
Assim foi com as lideranças petistas. Sua projeção fez com que muitos os odiassem. Tanto alguns companheiros de partido quanto pessoas de outros partidos e instituições. O PT no poder apesar de não ter conseguido radicalizar nas reformas de base tão necessárias a nossa sociedade passou a pavimentar caminhos de transformação que começaram a acontecer de forma vigorosa, iniciando um ciclo virtuoso de melhorias para o desenvolvimento do pais e para o povo brasileiro.
Tudo isso estava se tornando muito perigoso para aqueles que sempre governaram o país de forma indireta: as oligarquias empresariais e midiáticas.
Lula ajudou sem querer as mentiras da AP 470 tomarem corpo quando colocou Joaquim Barbosa no Supremo. É preciso entender o quanto Lula queria através do ato de nomear um negro para o STF dar um exemplo forte para a sociedade de abolição dos preconceitos e inclusão social. Barbosa é que não fez jus a marca simbólica que Lula tentou lhe passar.
Desde o início do processo da AP 470 esperou-se dele uma relatoria técnica que confirmasse o que os autos mostravam. Os inúmeros documentos e provas avalizadas pela Polícia Federal eram indiscutíveis. Mas, não… Barbosa quis passar pelo STF deixando uma mancha, a mancha da injustiça. As oligarquias midiáticas viram logo nele a oportunidade de continuar mandando no país.
Após um longo período até 2012, os antigos PGR´s, Ayres Brito, a mídia e Joaquim Barbosa nadaram de braçadas em suas elucubrações contra Zé Dirceu e os réus petistas. O linchamento público a que foram submetidos nunca aconteceu em nenhum momento da história do Brasil. Uma nova forma de tortura havia sido inaugurada em pleno período democrático.
Nós, dos blogs e das redes sociais, de posse de todas as informações e documentos exaustivamente pesquisados nos autos do processo impúnhamos à mídia corporativa o revés do contraditório. Sabíamos a verdade e sabíamos a grande manipulação política que estava sendo feita.
A ditadura da informação da mídia oligopolizada começou aos poucos a fazer água. Um longo trabalho de formiguinhas contra gigantes que crescia e se expandia. As jornadas de junho de 2013, com algumas ressalvas, mostraram isso quando de forma categórica passaram a questionar a Globo e as demais mídias oligopolizadas.
Logo, grandes juristas começaram a se colocar, pessoas, sabidamente conservadoras, mas, calcadas na justiça. Depois vieram outros juristas, associações de juristas, jornalistas, artistas, e a sociedade começou a perceber o que estava acontecendo.
O fechamento do processo num julgamento sem que as inúmeras provas fossem levadas em conta, o sequestro de documentos essenciais ao processo guardados em segredo de justiça em inquéritos ocultos, as prisões realizadas de forma totalmente arbitrárias e midiáticas, os entraves que até hoje são colocados as inúmeras petições dos réus solicitando que seja feita a justiça foram deixando o mundo jurídico em polvorosa. O judiciário começou a ser questionado diuturnamente pela sociedade civil que percebeu a necessidade de mais uma mudança para o Estado brasileiro, a Reforma do Judiciário. A mídia começou a minguar e ser questionada nas ruas o tempo todo. Um império que começou a se esfacelar diante de blogueiros tidos por eles como “sujos” e por uma militância corajosa e persistente.
Barbosa para fazer o que fez teve muitos prêmios, um apartamento em Miami, seu filho empregado na Globo, troféu recebido em mãos dos expoentes da mídia empresarial, entre várias outras benesses. Mostrou a que veio e expôs a hipocrisia de muitos que o idolatravam por ter feito o que a mídia queria.
Ontem, Barbosa conseguiu outro vexame, ser criticado pelo próprio atual procurador geral da república Rodrigo Janot e o Presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho. Veja a reportagem que foi publicada em alguns sites e blogs:
“O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Furtado Coêlho, criticou a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, de cassar autorizações judiciais que tinham garantido o direito ao trabalho externo a condenados no processo do mensalão. Para Coêlho, teria ocorrido uma interpretação “vingativa”.
“Não deve haver vitória do discurso da intolerância e do direito penal do inimigo. Se ele é meu inimigo não devo cumprir a lei”, disse Coêlho. “Essa interpretação vingativa de um caso concreto não pode suscitar prejuízo a 77 mil brasileiros (que estão presos no regime semiaberto)”, declarou, sem citar nomes, durante evento no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já havia criticado a decisão de Barbosa no mesmo evento.”
É preciso lembrar, que já em 2013, o grande jornalista Franklin Martins, ex-jornalista da Globo, conhecedor profundo dos meandros do sistema oligárquico de mídia do país chegou a conclusões importantes. O Blog O Cafezinho faz um comentário pertinente à respeito dessas conclusões:
“(…) o trecho que me chamou a atenção foi sua observação sobre a ruptura editorial da Globo, a partir da cobertura do mensalão. Franklin, que era comentarista político no Jornal da Globo, faz uma acusação grave ao jornalismo da emissora: ela se recusava a investigar a coisa mais importante, a origem do dinheiro do valerioduto, porque aquilo poderia atrapalhar a sua “teoria”.
Mais tarde, a Procuradoria, e Joaquim Barbosa – juiz responsável, desde o início, por acompanhar as investigações do Ministério Público – ajudariam a Globo a explicar a origem do dinheiro do valerioduto, ao encampar a tese do desvio do Fundo de Incentivo Visanet, em detrimento de um relatório da Polícia Federal, que dizia o contrário.
A PF, através do relatório do Inquérito 2474, assinado pelo delegado Luiz Flavio Zampronha, mostrava que a maior parte dos recursos de Marcos Valério tinha vindo de empresas controladas por Daniel Dantas, e que as negociatas de Valério tinham começado bem antes da era Lula.
Quanto ao Visanet, o Laudo 2828, também da PF, provaria que os recursos não estavam sob responsabilidade de Henrique Pizzolato, o único petista na cúpula do Banco do Brasil, derrubando a teoria de que havia um “núcleo petista” instalado dentro do BB, sob ordens secretas de Dirceu, para desviar os recursos necessários ao esquema de compra de voto.
“A Globo resolveu acabar com o pluralismo”, observa Martins, porque decidiu voltar a algo que estava em seu DNA: “comandar o país”.”
Os documentos que estão na AP 470 provam que todos os serviços que Barbosa disse que não foram feitos, usando-os como tese para criminalizar as lideranças do PT foram pagos às diversas empresas de mídia, entre elas, a Rede Globo.
O Banco do Brasil já afirmou que a Visanet é uma empresa privada e que os R$ 73 milhões que Barbosa disse que foram roubados pela quadrilha que ele inventou foram devidamente pagos e que os comprovantes são a prova disso. Notas fiscais de todas as empresas de mídia mais importantes do país.
Diante de tudo que aconteceu e ainda está acontecendo a Revisão Penal da AP 470 virá logo, para salvar o STF de ser escrachado e humilhado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos. E com a revisão penal finalmente a verdade virá à tona. Parece que o STF vai encontrar um jeito de se livrar do escândalo de ter sido pautado de forma vergonhosa pela mídia.
Joaquim Barbosa anunciou que sai do STF em junho. Vai se aposentar. O que fará da aposentadoria, poucos sabemos. Talvez ajude a campanha de Aécio Neves, seu amigo dileto de tantas horas e festas. Sabe-se lá o que pretende. Até Eduardo Campos quer cortejá-lo, afinal, mostrou que realmente é um homem leal à direita colonialista e subalterna aos EUA, a mesma a quem Eduardo Campos anda se ajoelhando.
A ditadura de Barbosa no STF chegará finalmente ao final. Sua carreira como primeiro magistrado negro a chefiar a maior corte judiciária do país será encerrada de forma constrangedora, sem qualquer contribuição mais relevante para a justiça do país.
Mas, ao fazer minha reflexão, percebi que pelo menos uma contribuição Barbosa deixa para todos nós, brasileiros. Foi através dele que pudemos ver de maneira mais contundente, sem enganações, como, na verdade, funciona o judiciário de nosso país, do que são feitos os magistrados que estão no STF e como nosso sistema penitenciário ainda é colonial. Temos uma corte, um judiciário e um sistema prisional que não cabem mais da forma como são, na sociedade brasileira grandiosa que todos nós estamos querendo.
As lições a serem aprendidas são muitas. As soluções para elas também. O PT acordou tardiamente. Poderia ter contribuído mais para mudanças substanciais no sistema político e judiciário brasileiro. Mas, antes tarde do que nunca. Que venham de uma vez agora as reformas que precisamos.
Reforma do sistema político e eleitoral, regulação e democratização da mídia, reforma agrária e reforma do judiciário, todas urgentes e bem vindas.
Que realmente as lições possam ter sido aprendidas. Quanto a Barbosa, um sonoro e contundenteADEUS! Que se vá de uma vez chafurdar no lixo da direita!!!
GREVE :TERCEIRIZADOS DA PETROBRÁS.
Reservas Estratégicas
Terceirizados do Edifício Sede da Petrobrás aprovam greve unificada para 2 de junho
Trabalhadores da Luso e da IMC estão juntos nessa mobilização

Os trabalhadores da Luso Brasileira locados no Edifício Sede da Petrobrás, em conjunto com os funcionários da IMC, aprovaram uma greve unificada dos terceirizados do Edise-Petrobrás para dia 2 de junho. Neste sábado, o representante da Luso Brasileira, Marcos Lira, compareceu para dar explicações, mas novamente não trouxe uma cópia da convenção de trabalho deles. A Luso só avançou parcialmente em um ponto da pauta de reivindicação, que passaria a cobrar 10 reais por cada consulta realizada no Plano de Saúde da empresa. Antes, o desconto era de 25% do valor da consulta. Os trabalhadores insatisfeitos avaliaram consensualmente que a proposta apresentada não contemplava a demanda e decidiram encaminhar a realização da paralisação.
Na mostra da crueldade dos patrões, os empregados da Luso foram obrigados a se reunir do lado de fora do Edise, sob chuva, pois os petroleiros que vem apoiando a mobilização foram impedidos de entrar na Petrobrás. Essa truculência elevou o nível de indignação dos presentes na assembleia. Os diretores do Sindipetro-RJ, Emanuel Cancella e André BucaresKy, manifestaram o total apoio dos petroleiros à luta dos terceirizados, inclusive garantindo a estrutura necessária à mobilização destes trabalhadores tão precarizados. Os petroleiros ainda informaram que receberam denúncias de que a gerente geral da Luso no Edise, Eloisa, está promovendo ameaças aos funcionários da limpeza, chegando a apontar possíveis devoluções e demissões de trabalhadores. Na assembleia, os trabalhadores declararam que não aceitarão qualquer tipo de punição e que qualquer medida nesse sentido levará a instalação de greve imediatamente.
Veja a pauta completa de reivindicações dos trabalhadores da Luso Brasileira apresentada na reunião com o diretor Marcos Lira no dia 24/05/2014:
1 – Pagamento de adicional de Insalubridade.
2 – Revisão da porcentagem de desconto de 25% no plano de saúde. Fixando um valor de cobrança pra não prejudicar a condição financeira do trabalhador.
3 – Revezamento de trabalho aos Sábados.
2 – Revisão da porcentagem de desconto de 25% no plano de saúde. Fixando um valor de cobrança pra não prejudicar a condição financeira do trabalhador.
3 – Revezamento de trabalho aos Sábados.
4 – Respeito aos trabalhadores da empresa por parte da funcionária Daniele que não respeita sequer as ordens superiores.
5 – Direito ao uso das copas nos andares.
6 – Liberdade de trabalho. Em função de perseguições injustificáveis. Sem que haja qualquer ameaça de punição.
7 – Revisão do adicional noturno dos trabalhadores.
8 – Os funcionários da noite reivindicam o direito que a lei faculta de não trabalhar em dias de feriados.
9 – Direito ao uso do plano de saúde sem nenhuma perseguição patronal. Pois doença não veio pra dar em poste.
10– Nenhuma perseguição aos trabalhadores que fazem reivindicações.
11 – Nenhuma discriminação a nenhum dos 10 membros da comissão. Pois esses foram eleitos pelos trabalhadores do Edise e fazem a transmissão de suas reivindicações junto a diretoria da Luso.
12 – Saber por quê não esta mais sendo sorteado o prêmio de melhor funcionário do mês e o que esta sendo feito desse prêmio ? E se está sendo sorteado por quê então as escondidas ?
13 – Liberdade pra colocar informativos no quadro de aviso sem que nada seja retirado. Já que este ato esta préviamente autorizado pelo diretor Marcos Lira e pelo fiscal Marcos Leite.
14 – Acréscimo na recarga do ticket e vale transporte ao funcionário que fizer hora extra
15 – Compensação das folgas a critério dos funcionários.
16 – Saber quando será entregue os tickets alimentação já que foi reivindicado essa mudança.
17 – Por quê funcionário agora tem que ser tratado como robô andando com lista de tarefa pendurada no pescoço sendo que ninguém é criança e nem vaca pra andar com coisa pendurada e por quê essa mesma lista só fala de obrigações e não de direitos como o horário de almoço ? Temos que trabalhar direto sem respirar ?
18 – Saber se a empresa recebe PL e não esta repassando aos funcionários ?
19 – Reclamar do responsável do setor de qualidade da empresa de nome Marcelo que esta hà alguns dias no Edise influenciando os encarregados a maltratar os funcionários.
20 – Reclamar dos encarregados Adalbérico, (Beto), que esta falando mal de todos os funcionários pra encarregada substituta criando um clima ruim no setor e também reclamar da encarregada Brasilite que maltrata os funcionários da tarde e recentemente fez com que uma funcionária, (dona Rejane), fosse devolvida injustamente.
21 – Saber por quê a empresa não fornece uma cópia do acordo coletivo aos funcionários e também da tabela de salários para conhecimento de todos ?
22 – Pagamento de hora-extra por trabalho aos domingos e feriados;
23 – Garantir vale-transporte para trabalhadores com deficiência;
24 – A empresa se comprometer a não mudar de forma forçada os trabalhadores da noite para o turno da manhã;
25 – Reajuste salarial de 37%, garantindo o mesmo ganho dos trabalhadores da Comlurb que fazem parte da mesma categoria de Asseio e Conservação dos da Luso.
5 – Direito ao uso das copas nos andares.
6 – Liberdade de trabalho. Em função de perseguições injustificáveis. Sem que haja qualquer ameaça de punição.
7 – Revisão do adicional noturno dos trabalhadores.
8 – Os funcionários da noite reivindicam o direito que a lei faculta de não trabalhar em dias de feriados.
9 – Direito ao uso do plano de saúde sem nenhuma perseguição patronal. Pois doença não veio pra dar em poste.
10– Nenhuma perseguição aos trabalhadores que fazem reivindicações.
11 – Nenhuma discriminação a nenhum dos 10 membros da comissão. Pois esses foram eleitos pelos trabalhadores do Edise e fazem a transmissão de suas reivindicações junto a diretoria da Luso.
12 – Saber por quê não esta mais sendo sorteado o prêmio de melhor funcionário do mês e o que esta sendo feito desse prêmio ? E se está sendo sorteado por quê então as escondidas ?
13 – Liberdade pra colocar informativos no quadro de aviso sem que nada seja retirado. Já que este ato esta préviamente autorizado pelo diretor Marcos Lira e pelo fiscal Marcos Leite.
14 – Acréscimo na recarga do ticket e vale transporte ao funcionário que fizer hora extra
15 – Compensação das folgas a critério dos funcionários.
16 – Saber quando será entregue os tickets alimentação já que foi reivindicado essa mudança.
17 – Por quê funcionário agora tem que ser tratado como robô andando com lista de tarefa pendurada no pescoço sendo que ninguém é criança e nem vaca pra andar com coisa pendurada e por quê essa mesma lista só fala de obrigações e não de direitos como o horário de almoço ? Temos que trabalhar direto sem respirar ?
18 – Saber se a empresa recebe PL e não esta repassando aos funcionários ?
19 – Reclamar do responsável do setor de qualidade da empresa de nome Marcelo que esta hà alguns dias no Edise influenciando os encarregados a maltratar os funcionários.
20 – Reclamar dos encarregados Adalbérico, (Beto), que esta falando mal de todos os funcionários pra encarregada substituta criando um clima ruim no setor e também reclamar da encarregada Brasilite que maltrata os funcionários da tarde e recentemente fez com que uma funcionária, (dona Rejane), fosse devolvida injustamente.
21 – Saber por quê a empresa não fornece uma cópia do acordo coletivo aos funcionários e também da tabela de salários para conhecimento de todos ?
22 – Pagamento de hora-extra por trabalho aos domingos e feriados;
23 – Garantir vale-transporte para trabalhadores com deficiência;
24 – A empresa se comprometer a não mudar de forma forçada os trabalhadores da noite para o turno da manhã;
25 – Reajuste salarial de 37%, garantindo o mesmo ganho dos trabalhadores da Comlurb que fazem parte da mesma categoria de Asseio e Conservação dos da Luso.
Fonte: Agência Petroleira de Notícias
Fotos: Rafael Duarte / Agência Petroleira de Notícias


ABRAÇO Á PETROBRÁS.
Urgente
Abraço na Petrobrás reúne movimentos sociais no Rio de Janeiro
Manifestação denuncia campanha midiática de privatização e defende fortalecimento do caráter público e do controle popular sobre a estatal petroleira. Assista aqui a cobertura da TV Petroleira.

Os petroleiros e os movimentos sociais promoveram um abraço simbólico em defesa da Petrobrás na frente do Edifício sede da companhia no centro do Rio de Janeiro, nesta quarta (28). A atividade foi uma resposta aos questionamentos levantados pela grande mídia no debate em curso no Congresso Nacional em relação a CPI da Petrobrás. A comissão organizadora do ato entende que todos os envolvidos em corrupção precisam ser responsabilizados pelo seu crime, mas a imensa maioria ética e trabalhadora não pode pagar pelo erro de poucos. Essas denúncias devem ser devidamente apuradas e não podem servir de pretexto para manchar a imagem de todo o corpo técnico e operacional da companhia, nem abrir brechas para justificar mais privatização.
A manifestação contou com depoimentos emocionados em defesa do trabalho inovador desenvolvido pela Petrobrás. Faixas contra a privatização do petróleo e discursos denunciando a entrega do nosso ouro negro para as multinacionais também compuseram a atividade. Por volta das 13 horas, os presentes deram as mãos e se perfilaram na frente da Petrobrás simbolizando o abraço na companhia que surgir nas décadas de 1940 e 1950 com o grande movimento popular organizado na campanha O Petróleo é Nosso.
- Sempre que a Petrobrás, enquanto empresa estatal construída pela luta do povo, é alvo de ataques privatistas os petroleiros se colocam a frente da sua defesa. Não podemos deixar que os erros dos atuais gestores da companhia arranhem tudo que representa a Petrobrás para a população brasileira. Os corruptos precisam ser responsabilizados e precisamos lutar por uma empresa cada vez mais pública – defende Francisco Soriano, diretor do Sindipetro-RJ.

O vice-presidente da AEPET, Fernando Siqueira, reforça a necessidade de valorizar os trabalhadores que ergueram a Petrobrás como grande potência do setor petróleo, destacando que "a Petrobrás tem 88 mil funcionários dedicados, honestos, dignos, éticos e não será meia dúzia de desvios que irá sujar essa história. O Abraço é um desagravo a essa campanha difamatória, afinal toda empresa tem suas ovelhas-negras sem que isso as desqualifique". O diretor do Sindipetro-RJ, Antony Devalle, frisou a importância da defesa da empresa nesse contexto, mas lembrou que mudanças precisam acontecer:
- É importante defender o instrumento que representa a Petrobrás para o povo brasileiro, para a classe trabalhadora. Não a Petrobrás como ela é hoje, embora com todos os seus problemas, ainda seja melhor a existência de uma Petrobrás do jeito que é, do que se não existisse, se fosse simplesmente a Shell, a ExxonMobil, a Repsol, a Total. Mas a Petrobrás que é fundamental nós defendermos é o projeto de uma empresa controlada pelos trabalhadores, pelo povo.
O Sindipetro-RJ, a Federação Nacional dos Petroleiros e a AEPET foram os principais mobilizadores do ato que ainda reuniu muitas outras entidades e movimentos do campo popular, sindical e estudantil que compõe a campanha Todo Petróleo Tem que Ser Nosso.
Fonte: Agência Petroleira de Notícias
Fotos: Adriano Facuri


Assinar:
Postagens (Atom)





