quinta-feira, 25 de dezembro de 2025
NA DEFESA DO TRABALHADOR BRASILEIRO
Lula defende o fim da escala 6×1 em pronunciamento de Natal
Presidente brasileiro relacionou fim da escala extenuante de trabalho com maior cuidado com a família
25.dez.2025 - 10:20
São Paulo (SP)
Redação
Lula
Presidente fez tradicional pronunciamento de Natal exaltando ações sociais e combate ao crime organizado
| Crédito: Ricardo Stuckert/PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se comprometeu, na noite de véspera de Natal (24), em trabalhar para que seja aprovado o fim da escala de trabalho 6×1, com seis dias de jornada por um de descanso. Segundo Lula, é urgente combater “os privilégios de poucos e para garantir direitos de muitos”, e nisso ele incluiu o direito ao tempo de descanso e com a família.
“Não é justo que uma pessoa seja obrigada a trabalhar duro durante seis dias e que tenha apenas um dia para descansar o corpo e a cabeça, passear com a família, cuidar da casa e se divertir, e acompanhar de perto o crescimento dos filhos. O fim da escala 6×1, sem redução de salário, é uma demanda do povo que cabe a nós, representantes do povo, escutar e transformar em realidade”, disse, em pronunciamento transmitido em cadeia nacional.
Na fala, Lula destacou as conquistas da agenda internacional, em que o Brasil venceu, com diplomacia, o tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de conseguir 500 novos mercados para comercialização de produtos. “Nossa soberania e nossa democracia saíram vencedoras e o povo brasileiro venceu”, afirmou.
Lula também cobrou que os homens se comprometam na luta contra a violência contra a mulher e destacou êxitos no enfrentamento do crime organizado em 2025, que teve várias operações contra organizações criminosas. “Neste ano, a Polícia Federal comandou a maior operação já feita contra o crime organizado. O combate às facções criminosas chegou pela primeira vez ao andar de cima, e nenhum dinheiro ou influência vai impedir a Polícia Federal de ir adiante”, afirmou.
Confira o pronunciamento completo:
Minhas amigas e meus amigos, vencemos mais um ano. É tempo de juntar a família, renovar energias e celebrar a vida. E quando os fogos brilharem no céu, na noite do dia 31, estará encerrado um ano histórico no Brasil. Um ano difícil, com muitos desafios, mas um ano em que todos que torceram ou jogaram contra o Brasil acabaram perdendo. Um ano em que o povo brasileiro sai como o grande vencedor.
Primeiro, porque saímos do Mapa da Fome. Estar neste mapa significa que muita gente no país não tem o que comer. O Brasil tinha saído dessa situação em 2014, mas andou para trás, e encontramos um país com 33 milhões de pessoas passando fome. Por isso, retomamos o Bolsa Família, apoiamos a agricultura familiar, valorizamos o salário mínimo, investimos muito na geração de empregos e na alimentação nas escolas.
A outra grande vitória foi o fim do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Para milhões de brasileiras e brasileiros, o último dia do ano também será o último dia com Imposto de Renda descontado no salário. A partir de janeiro, com o fim do Imposto de Renda, milhões de famílias terão um dinheiro extra todos os meses. Isso vai aliviar as contas, aquecer ainda mais a economia e beneficiar o país inteiro.
Minhas amigas e meus amigos, a família é a base da nossa sociedade, e as famílias brasileiras conquistaram muito neste ano que chega ao fim. O programa Agora Tem Especialistas, lançado este ano, está reduzindo o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias no SUS. O Pé-de-Meia ajudou milhões de jovens a continuar na escola. O Gás do Povo e o Luz do Povo vieram aliviar as famílias mais humildes, porque não é justo que cozinhar e ver uma novela ou um futebol na TV comprometa o orçamento.
O Minha Casa Minha Vida voltou, alcançou a classe média, e está chegando também o Reforma Casa Brasil. Porque moradia digna é um direito fundamental que tem que ser garantido. Com a Transposição do Rio São Francisco, maior obra hídrica do mundo, o Governo do Brasil está levando água para milhões de famílias nordestinas.
Obra, aliás, é o que não falta hoje no Brasil. Em cada estado, em milhares de cidades, o Novo PAC está presente, espalhando trabalho e desenvolvimento pelo país. Por essas e outras, encerramos o ano com a menor taxa de desemprego da história. O emprego com carteira assinada bate recordes. A renda média dos trabalhadores é a maior que já houve. E a inflação acumulada em quatro anos será a menor de todos os tempos.
Graças a esses avanços, temos os menores índices de pobreza e desigualdade da história. E só neste ano, dois milhões de pessoas deixaram o Bolsa Família porque melhoraram de renda. Para completar, com a nova Carteira Nacional de Habilitação do Brasil, a carteira de motorista ficou até 80% mais barata e muito mais acessível.
Minhas amigas e meus amigos, nós sabemos que o crime e a violência são dois grandes desafios do nosso país. Neste ano, a Polícia Federal comandou a maior operação já feita contra o crime organizado. O combate às facções criminosas chegou pela primeira vez ao andar de cima, e nenhum dinheiro ou influência vai impedir a Polícia Federal de ir adiante.
Quero aproveitar este momento, também, para falar que um povo tão gentil e capaz de produzir coisas tão belas não pode aceitar a violência contra a mulher. Vou liderar um grande esforço nacional envolvendo ministérios, instituições e toda a sociedade brasileira. Nós que somos homens devemos fazer um compromisso de alma. Em nome de tudo que é mais sagrado, seja um aliado.
Minhas amigas e meus amigos, o Brasil voltou a ser respeitado e admirado pelo mundo. Nove milhões de turistas estrangeiros nos visitaram este ano, um recorde histórico. E recebemos no coração da Amazônia, em Belém do Pará, o maior evento climático do mundo. A COP30 foi um sucesso e consolidou o Brasil como liderança global no tema mais importante deste século.
Mas também enfrentamos um desafio inédito: o tarifaço contra o Brasil. Mas mostramos ao Brasil e ao mundo que somos do diálogo, da fraternidade e não fugimos à luta. Apostamos na diplomacia, protegemos nossas empresas e evitamos demissões. Negociamos o fim do tarifaço, e ultrapassamos, agora em dezembro, a marca de 500 novos mercados para os nossos produtos. Nossa soberania e nossa democracia saíram vencedoras e o povo brasileiro venceu.
Minhas amigas e meus amigos, seguiremos combatendo privilégios de poucos para garantir direitos de muitos. E nenhum direito é tão urgente, hoje, quanto o direito ao tempo. Não é justo que uma pessoa seja obrigada a trabalhar duro durante seis dias e que tenha apenas um dia para descansar o corpo e a cabeça, passear com a família, cuidar da casa e se divertir, e acompanhar de perto o crescimento dos filhos. O fim da escala 6×1, sem redução de salário, é uma demanda do povo que cabe a nós, representantes do povo, escutar e transformar em realidade.
Minha amiga e meu amigo, o Brasil pertence a você. Olhe quem está com você nesta noite. Pense na sua família, em quem você ama, e tenha certeza: vocês venceram e vão continuar vencendo. Queremos um país onde cada brasileira e cada brasileiro tenha o direito de sonhar, e onde o esforço de cada um seja a garantia de um futuro melhor. Desejo a todas as famílias brasileiras um feliz Natal e um feliz Ano Novo cheio de paz, prosperidade e novas conquistas. Um grande abraço.
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Editado por: Rodrigo Gomes
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PT convoca atos no dia 8 de janeiro e espera por veto de Lula à dosimetria
Partido planeja reunir militância em cerimônia em Brasília e em manifestações pelo país
24.dez.2025 - 13:52
São Paulo (SP)
Redação
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Cartazes e bandeiras nas ruas do país denunciam tentativa de anistia a golpistas do 8 de janeiro
| Crédito: Luiza Melo/Brasil de Fato DF
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No dia 8 de janeiro de 2026, quando a invasão às sedes dos Três Poderes, em Brasília (DF), completa três anos, o Partido dos Trabalhadores (PT) irá realizar atos pelo país, com o tema Brasil nas ruas pela democracia. A agenda das manifestações, com horários e locais deve ser divulgada nos próximos dias.
Em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja uma cerimônia simbólica com a presença de autoridades, como ocorreu nos dois anos anteriores. Aliados também defendem que ele assine o veto ao Projeto de Lei (PL) da Dosimetria durante a solenidade.
Em 2024, a cerimônia no 8 de janeiro na capital federal contou com a presença dos chefes dos Três Poderes. Em 2025, o palanque foi esvaziado com a ausência dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado — Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), à época.
Sobre o PL da dosimetria
No dia 17 de dezembro, o Senado Federal aprovou o PL da Dosimetria, projeto de lei que reduz as penas para os golpistas do 8 de Janeiro. O texto foi aprovado por 48 votos a favor e 25 contrários e agora vai à sanção. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já sinalizou que vai vetar o documento na íntegra.
O projeto propõe uma mudança na punição para quem cometer os crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Quem for acusado de ter cometido dois ou mais crimes só será condenado pela pena mais grave aplicada e não a soma do conjunto de penas.
Um dos pontos mais importantes é o cálculo para a redução das penas e da progressão de regime. O PL define que os condenados poderão cumprir só 16% da pena em regime fechado, mesmo com uso de violência. A progressão também diminui para os reincidentes. Antes, quem já havia cometido crimes anteriormente tinha que cumprir ao menos 30% da pena em regime fechado. Agora serão 20%.
O principal beneficiado pela decisão é o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Condenado a 27 anos e três meses pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-mandatário poderá ficar apenas 2 anos e 4 meses preso na Superintendência da Polícia Federal. Sem esse projeto, Bolsonaro ficaria preso ao menos até 2033.
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Editado por: Nathallia Fonseca
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FORA SIONISTAS GENOCIDAS DA PALESTINA.
Ministro da Defesa de Israel afirma que ‘jamais abandonará’ a ocupação em Gaza
Israel Katz declara que país é um 'governo de assentamentos', enquanto ofensiva continua na Cisjordânia
23.dez.2025 - 15:40
Tabitha Ramalho
| Opera Mundi
Israel Katz afirmou que o Estado judeu estabelecerá novos assentamentos no norte de Gaza
Israel Katz afirmou que o Estado judeu estabelecerá novos assentamentos no norte de Gaza
| Crédito: Israel_katz / x
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O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou na terça-feira (23/12) que Israel jamais se retirará da Faixa de Gaza, que ocupa desde o início da guerra, ou das Colinas de Golã, território sírio ocupado desde 1967, prometendo estabelecer novos assentamentos nesses territórios, segundo The Jerusalem Post.
“Não sairemos um centímetro da Síria e, no norte de Gaza, estabeleceremos assentamentos Nahal (unidades militares historicamente usadas para criar fatos no terreno) nos locais das comunidades que foram evacuadas” durante a retirada israelense do enclave costeiro palestino em 2005, declarou ele.
As declarações foram feitas em uma cerimônia que marcou um acordo para realocar o quartel-general de uma brigada das Forças de Defesa de Israel (IDF) e construir novas moradias para colonos no assentamento de Beit El, na Cisjordânia ocupada.
Ao mesmo tempo, ele reiterou que o governo israelense é “um governo de assentamentos”. “Se a soberania for possível, nós a implementaremos. Estamos em um período de soberania prática”, disse Katz, acrescentando que, após a guerra na Faixa de Gaza, Israel tem mais oportunidades para estabelecer novos assentamentos. “Estamos profundamente enraizados em Gaza e jamais a abandonaremos completamente; isso nunca acontecerá”, enfatizou o ministro.
Katz ainda reforçou a política expansionista e belicista de Israel, afirmando que as Forças de Defesa de Israel continuam operando “no Líbano, na Síria, no topo do Monte Hermon, na zona de segurança e dentro de campos terroristas na Cisjordânia”.
Violência israelense também se intensifica na Cisjordânia
Segundo fontes médicas locais, nas últimas 24 horas cinco palestinos foram mortos e três ficaram feridos em diferentes incidentes.
Colonos israelenses, apoiados pelas forças de ocupação, realizaram ataques nesta terça-feira em várias áreas do sul da Cisjordânia ocupada, incluindo o campo de refugiados de Qalandiya e a cidade de Kafr Aqab, ao norte de Jerusalém ocupada, segundo a agência de notícias palestina, Wafa.
A Sociedade do Crescente Vermelho Palestino (PRCS) informou que suas equipes trataram três feridos, incluindo um na coxa causado por disparo de arma de fogo, outro por estilhaços de munição real e um terceiro resultante de agressão.
O governo estadual acrescentou que as forças de ocupação detiveram vários moradores e agrediram outros que foram mantidos sob custódia por um curto período.
Desde o acordo de cessar-fogo de 11 de outubro de 2025, foram registradas 406 mortes e 1.118 feridos. Além disso, 653 corpos foram recuperados dos escombros de ataques anteriores, um triste indicador da dimensão da destruição.
EUA..PAÍS TERRORISTA
“Hoje, testemunhamos uma completa anarquia no Mar do Caribe, onde o roubo de propriedade alheia — ou seja, a pirataria e o banditismo, há muito esquecidos — estão sendo revividos. Defendemos consistentemente a desescalada e esperamos que o pragmatismo e a racionalidade do presidente dos EUA, Donald Trump, permitam encontrar soluções mutuamente aceitáveis para as partes, dentro das normas jurídicas internacionais”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.
Nas últimas semanas, militares dos EUA sequestraram dois navios petroleiros privados que carregavam petróleo venezuelano. Houve notícia de que um terceiro navio estaria sendo perseguido.
A Rússia, que já declarou apoio à Venezuela em outros momentos, reafirmou a posição. “Confirmamos ainda nosso apoio aos esforços do governo de Nicolás Maduro para proteger a soberania e os interesses nacionais, bem como para manter um desenvolvimento estável e seguro do país”, completou Zakharova.
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Editado por: Rodrigo Gomes
sexta-feira, 14 de novembro de 2025
#JUNTOS
Jovens da Bahia vão a Cuba estudar a medicina com valores humanos
O objetivo da instituição é formar especialistas em medicina geral integral, com alto nível científico e sólidos valores humanos
14 de novembro de 2025, 18:18 hAtualizado em 14 de novembro de 2025, 18:27 h
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Faculdade de medicina em Cuba
Faculdade de medicina em Cuba (Foto: Ascom)
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247 - A Secretaria de Saúde da Bahia informou nesta sexta-feira (14) sobre a abertura de um processo seletivo para 60 jovens do estado, interessados em estudar medicina em Cuba. Este ano, 30 jovens cearenses já viajaram para a ilha, para iniciar seus estudos de medicina. Os futuros médicos irão para a Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), localizada na capital cubana, onde serão formados como médicos generalistas em 6 anos.
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A ELAM é um projeto de cooperação e formação de médicos, iniciado em 1999, por iniciativa de Fidel Castro, após a passagem de dois furacões pela América Central, que causaram a morte de mais de 10 mil pessoas e milhões de desabrigados, o que gerou o envio de médicos cubanos, diante da escassez de médicos nessas nações.
O objetivo da instituição é formar especialistas em medicina geral integral, com alto nível científico e sólidos valores humanos, para contribuir com a assistência à saúde em países e áreas economicamente desfavorecidas, de acordo com o consulado cubano.
As bolsas são concedidas por governos e organizações sociais a jovens de baixa renda, com o único compromisso de retornar às suas comunidades, uma vez formados em medicina.
No 25º aniversário da fundação da ELAM, o presidente cubano, Miguel Díaz Canel, informou que a escola havia formado 31.180 médicos de 122 países, com representação em todas as regiões do mundo: 2.534 da África, 26.233 da América, 2.165 da Ásia, 7 da Europa e 241 da Oceania. Isso inclui centenas de estudantes dos EUA.
Atualmente, 1.877 estudantes de 100 países estão matriculados em todos os anos do curso de Medicina, tanto em Havana quanto no resto do país.
Jovens brasileiros também se beneficiaram desse projeto de formação. Até o momento, mais de mil jovens do país se formaram como médicos em Cuba.
#VERDADESEJADITA
Efeito Lula: desemprego chega a 5,6%, menor patamar da história
Número é o menor da série histórica, iniciada em 2012
14 de novembro de 2025, 09:39 h
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Governo Lula colhe mais uma vitória em benefício de milhões de trabalhadores
Governo Lula colhe mais uma vitória em benefício de milhões de trabalhadores (Foto: Ricardo Stuckert)
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247 - A taxa de desocupação no Brasil registrou 5,6% no terceiro trimestre de 2025, o menor índice desde o início da série histórica em 2012. O levantamento revela um quadro de estabilidade no mercado de trabalho, com pequenas variações entre os estados e redução no número de pessoas em busca de emprego.
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De acordo com dados divulgados pelo IBGE, a desocupação caiu em apenas duas das 27 unidades da federação na comparação com o trimestre anterior, permanecendo estável nas demais. Pernambuco (10,0%), Amapá (8,7%) e Bahia (8,5%) lideraram as maiores taxas de desemprego, enquanto Santa Catarina e Mato Grosso registraram as menores, ambas com 2,3%.
Os resultados incorporam a reponderação da série histórica da PNAD Contínua, ajustada com base nas Projeções de População divulgadas em 2024, que já incluem os dados do Censo Demográfico de 2022.
Redução da desocupação em todas as faixas
Os dados mostram que os quatro grupos de tempo de procura por trabalho tiveram retração no número de desocupados em relação ao terceiro trimestre de 2024. Duas faixas atingiram níveis mínimos da série histórica: pessoas que buscam emprego entre um mês e menos de um ano (3,1 milhões) e aquelas com procura entre um e dois anos (666 mil). Entre os que procuram há menos de um mês (1,1 milhão) e há dois anos ou mais (1,2 milhão), os níveis são os menores desde 2015. No grupo de busca prolongada, o recuo chegou a 17,8%.
Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, o comportamento do trimestre está alinhado às movimentações típicas do mercado. “A taxa de desocupação diminuiu devido a um aumento marginal, não significativo, da ocupação e esse aumento promoveu a diminuição do tempo de procura”, explicou.
Desemprego entre mulheres continua superior ao dos homens
O levantamento aponta que a taxa de desocupação entre as mulheres permanece acima da média nacional, alcançando 6,9%, enquanto entre os homens ficou em 4,5%. O recorte por cor ou raça mostra que brancos estão abaixo da média (4,4%), enquanto pretos (6,9%) e pardos (6,3%) apresentam índices mais altos.
A escolaridade também influencia os resultados: pessoas com ensino médio incompleto registraram a taxa mais elevada (9,8%). Entre aqueles com nível superior incompleto, a taxa chegou a 5,8%, quase o dobro da observada para quem concluiu o ensino superior (3,0%).
Informalidade permanece estável e registra extremos entre os estados
A informalidade atingiu 37,8% dos trabalhadores do país no período. Maranhão (57,0%), Pará (56,5%) e Piauí (52,7%) exibiram os índices mais altos, enquanto Santa Catarina (24,9%) e o Distrito Federal (26,9%) mantiveram os menores patamares.
Kratochwill destaca que o indicador manteve estabilidade em relação ao trimestre anterior. Ele observa que houve queda de 130 mil trabalhadores sem carteira nos serviços domésticos, compensada pelo aumento de 111 mil trabalhadores informais no setor público. “Outro ponto importante é a relação da informalidade com a baixa escolaridade e baixo rendimento médio da região, o que é marcante nesses estados de maior informalidade”, afirmou.
Entre os empregados do setor privado, 74,4% tinham carteira assinada. Santa Catarina liderou com 88%, seguida por São Paulo (82,8%). No Maranhão, apenas 51,9% dos trabalhadores tinham registro formal.
A proporção de trabalhadores por conta própria foi de 25,3%, com destaques para Maranhão (33,1%) e Pará (29,9%).
Rendimento cresce no Sul e Centro-Oeste
O rendimento médio real habitual chegou a R$ 3.507, estável em relação ao trimestre anterior e superior aos R$ 3.373 registrados no mesmo período de 2024. Sul e Centro-Oeste foram as únicas regiões com aumento significativo, ultrapassando R$ 4 mil de média.
A massa de rendimento real habitual somou R$ 354,6 bilhões, com maior peso no Sudeste (R$ 176 bilhões), maior valor da série.
Metodologia
A PNAD Contínua é a principal ferramenta de monitoramento da força de trabalho no Brasil. A pesquisa mobiliza cerca de dois mil entrevistadores, alcançando 211 mil domicílios por trimestre. Após a adoção temporária de entrevistas por telefone durante a pandemia, o levantamento voltou à coleta presencial em julho de 2021.
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STF forma maioria para tornar Eduardo Bolsonaro réu
O deputado é acusado de tentar intimidar ministros do Supremo ao articular, nos Estados Unidos, sanções contra o Brasil
14 de novembro de 2025, 16:24 hAtualizado em 14 de novembro de 2025, 17:38 h
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Eduardo Bolsonaro - 14/08/2025
Eduardo Bolsonaro - 14/08/2025 (Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak)
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A maioria dos ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (14) tornar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) réu pelo crime de coação no curso do processo.
Em setembro, o filho de Jair Bolsonaro foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apurou a atuação do parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e ministros da Corte. A investigação foi conduzida pela Polícia Federal que indiciou o parlamentar.
Com a decisão, o próximo passo será a abertura de uma ação penal contra o deputado. Durante a instrução do processo, ele poderá indicar testemunhas, apresentar provas de inocência e pedir diligências específicas que sejam interessantes para sua defesa.
Eduardo deixou o Brasil em fevereiro deste ano e está nos Estados Unidos (EUA). O parlamentar pediu licença do mandato de 120 dias. Desde dia 20 de julho, quando a licença terminou, o deputado não comparece às sessões e poderá ser cassado por faltas.
Julgamento
O julgamento virtual começou às 11h de hoje. Até o momento, o relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin votaram pelo recebimento da denúncia e para transformar o deputado em réu.
Para o relator, existem provas de que Eduardo Bolsonaro participou das articulações para o governo dos Estados Unidos sancionar as exportações brasileiras e aplicar a Lei Magnitsky contra ele e outras autoridades do Brasil.
“A grave ameaça materializou-se pela articulação e obtenção de sanções do governo dos Estados Unidos da América, com a aplicação de tarifas de exportação ao Brasil, suspensão de vistos de entradas de diversas autoridades brasileiras nos Estados Unidos da América e a aplicação dos efeitos da Lei Magnitsky a este ministro relator”, disse Moraes.
A votação ficará aberta até o dia 25 de novembro. Falta o voto da ministra Cármen Lúcia.
Somente os quatro ministros vão votar sobre a questão. Com a saída de Luiz Fux para a Segunda Turma do STF, uma cadeira está vaga e só será preenchida após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar um ministro para suceder Luís Roberto Barroso, que se aposentou.
Defesa
Pelas redes sociais, Eduardo Bolsonaro classificou o voto de Moraes como "caça às bruxas".
"Moraes vota para me tornar réu. Outros candidatos anti-establishment, como o próprio Jair Bolsonaro, e favoritos ao Senado sofrerão a mesma perseguição. É o sistema se reinventando para sobreviver. Tudo que sei é via imprensa, já que jamais fui citado. Por que Moraes não usa os canais oficiais com os EUA?", escreveu.
A defesa de Eduardo Bolsonaro foi feita pela Defensoria Pública da União (DPU). Durante a investigação, Moraes determinou a notificação do deputado, mas ele não constituiu advogado nem apresentou defesa.No fim de outubro, a DPU pediu a rejeição da denúncia, argumentando que o deputado não é autor das sanções e que suas manifestações são “exercício legítimo da liberdade de expressão e do mandato parlamentar”.
segunda-feira, 15 de setembro de 2025
#BANDIDAGEMINTERNACIONAL
Para cientista político, Trump vai interferir na eleição de 2026
Avaliação é de Paulo Roberto Leal, em entrevista à TV 247. Assista
14 de setembro de 2025, 17:35 h
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O presidente dos EUA, Donald Trump - 14/08/2025
O presidente dos EUA, Donald Trump - 14/08/2025 (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)
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Por Denise Assis (247) - Neste domingo, (14), o professor titular da UFJF e cientista político Paulo Roberto Figueira Leal conversou com o “Denise Assis Convida” sobre as perspectivas políticas do pós-julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado. Apesar de a entrevista ter acontecido ainda com a votação em andamento, o bate-papo levou em conta a tendência pela condenação (a despeito do voto do ministro Luiz Fux).
Para o acadêmico, há um certo distanciamento entre o julgamento e a opinião pública, que apesar de saber do que está acontecendo, não se envolve de maneira indignada. Por um lado, por não compreender a linguagem empolada dos ministros, que abusam do “jurisdiquês”. Por outro, porque a indignação quanto aos fatos políticos é mais forte nas gerações que vivenciaram a ditadura, acredita Leal.
“Nós não conseguimos passar para a juventude a crueza dos fatos daquela época. Falhamos em não transmitir, tal como houve no Chile e na Argentina, essa memória. Temos obrigação de resgatar essa época para eles”, reforça.
Sobre a perspectiva política do pós-julgamento, o professor vê uma consequência imediata entre o que está acontecendo agora e as eleições de 2026.
“De todo modo Bolsonaro vai ser um personagem importante nessa eleição. Não há como negar que ele terá forte influência na candidatura da direita. Condenado ou não, ele vai influir”, prevê.
Da mesma maneira, Paulo Leal vislumbra a interferência de Donald Trump no pleito.
“Não crio que ele vá impedir que as eleições se realizem, mas não reconhecer uma eventual vitória de Lula, é certo. É muito fácil para ele articular isso internacionalmente”, adverte.
#CADEIANELE
'Bolsonaro é chefe de quadrilha, não pode ter anistia', afirma Ivan Valente
Deputado critica postura de membros do governo e defende punição exemplar a envolvidos no golpe de 8 de janeiro
11 de setembro de 2025, 15:01 hAtualizado em 14 de setembro de 2025, 04:36 h
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'Bolsonaro é chefe de quadrilha, não pode ter anistia', afirma Ivan Valente
'Bolsonaro é chefe de quadrilha, não pode ter anistia', afirma Ivan Valente (Foto: STF)
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247 - O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) se posicionou de maneira contundente sobre os recentes desdobramentos das investigações relacionadas ao golpe de 8 de janeiro, destacando o papel do ex-presidente Jair Bolsonaro, agora condenado a 27 anos de prisão, como figura central nos eventos daquele dia. Em entrevista ao repórter Marcelo Auler, da TV 247, Valente fez uma análise severa do cenário político e judicial, reiterando que Bolsonaro não deve ser beneficiado por qualquer tipo de anistia.
Ao comentar a condução do julgamento pelo ministro Alexandre de Moraes, o deputado afirmou que o voto do relator foi "completo, consistente e robusto". Para Valente, a postura de Moraes foi decisiva para demonstrar a gravidade do golpe e a necessidade de punições exemplares. "O chefe da quadrilha, que é o Bolsonaro, não pode ter anistia", declarou, reforçando sua convicção de que o ex-presidente é o principal responsável pela tentativa de subverter a ordem democrática do país.
Durante a entrevista, Valente também abordou o comportamento de outros condenados pelo golpe, como o ex-ministro da Defesa, general Paulo Sérgio, e o ex-chefe da ABIN, Alexandre Ramagem. O deputado criticou o comportamento de figuras militares e de inteligência, acusando-os de utilizar a máquina do Estado para fortalecer o golpe. "Eles conspiraram contra a democracia e devem ser responsabilizados", disse Valente, destacando a importância de uma análise rigorosa da dosimetria das penas.
#CADEIAPARABOLSONAROESUAQUADRILHA
Gleisi rechaça anistia e critica voto de Fux: "vergonha nacional"
Por outro lado, ministra indicou que redução de penas aos envolvidos no 8 de janeiro pode ser negociada
14 de setembro de 2025, 08:41 h
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Hugo Motta e Gleisi Hoffmann
Hugo Motta e Gleisi Hoffmann (Foto: Gil Ferreira/SRI-PR)
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Guilherme Levorato
247 - A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), reforçou neste sábado (13) sua posição contrária à anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Em encontro do PT no Paraná, ela voltou a admitir a possibilidade de discutir uma redução de penas, mas rejeitou qualquer hipótese de perdão. As declarações foram registradas em vídeo obtido pela Folha de S.Paulo.
Segundo Gleisi, o tema pode ser avaliado tanto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) quanto pelo Congresso, mas em termos de dosimetria, e não de anistia. “Se querem discutir redução de pena, é outra coisa. Cabe a dosimetria ao Supremo Tribunal Federal ou até o Congresso avaliar e ter um projeto, mas aí é redução de pena, não tem a ver com anistia, não tem a ver com perdão”, declarou a ministra.
A ministra foi enfática ao rechaçar a proposta de perdão aos condenados e lembrou a condenação de Jair Bolsonaro (PL), que recebeu pena de 27 anos de prisão por tentar articular um golpe para se manter no poder. “Não podemos de maneira nenhuma olhar ou piscar para a questão da anistia. Vamos ser firmes, vamos ter que enfrentar o Congresso nesta pauta”, afirmou.
Em seguida, Gleisi destacou que a anistia beneficiaria Bolsonaro e outros réus condenados, qualificando-a como “um presentinho para Donald Trump”, presidente dos Estados Unidos.
Ela também criticou o voto do ministro do STF Luiz Fux, que absolveu Bolsonaro no julgamento. “Foi um desserviço aquele voto, uma vergonha nacional. Deu condições a eles de fazer uma narrativa e ficar, depois, questionando o processo, mas os outros votos foram primorosos”, disse.
Pressões e articulações no Congresso
Nos bastidores, partidos do Centrão e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), têm sido apontados como articuladores da proposta de anistia. Segundo Gleisi, Tarcísio é peça-chave nessa movimentação e surge como o nome preferencial para enfrentar o presidente Lula (PT) em 2026, em meio à pressão para que Bolsonaro o apoie como seu sucessor político.
Embora o governo admita a possibilidade de rever indicações para cargos federais de parlamentares que apoiarem o projeto de anistia, a ofensiva pelo avanço da proposta continua forte. O texto depende agora da decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), responsável por definir se levará ou não a matéria ao plenário.
quarta-feira, 2 de julho de 2025
#BANDIDAGEM
Barões das Bets
Parte 4
A epidemia das bets já faz filhos botarem limite de tela nos pais no Brasil. Thiago, de 9 anos, levou a sério essa responsabilidade. Fingia que ia para o quarto brincar e, sorrateiramente, aparecia de volta na sala, para checar se Roberto, 39 anos, não havia pegado o celular escondido.
O pai de Thiago perdeu tudo em apostas como o “tigrinho”, inclusive a carreira como gerente de contas em um banco público em São Paulo. Se em casa a força-tarefa para deixá-lo longe das bets deu certo, no emprego ele sempre estava a cliques de conseguir dinheiro para financiar o vício. Roberto tem compulsão por jogos de azar, uma doença que o fez ser afastado pelo INSS, já que não conseguia mais trabalhar.
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Dados inéditos obtidos pelo Intercept Brasil indicam que, entre junho de 2023 e abril de 2025, quando as bets começaram a ganhar mais tração no país, o número de auxílio-doença concedidos mensalmente por ludopatia aumentou mais de 2.300% — foram 276 benefícios concedidos no total no período.
Benefícios concedidos por ludopatia desde junho de 2023
Auxílios do INSS concedidos mensalmente por jogo patológico ou mania de jogo e apostas
5
10
15
20
Jul2023
Out
Jan2024
Abr
Jul
Out
Jan2025
Abr
1
4
4
3
5
5
4
9
6
11
9
9
18
16
12
14
24
19
19
20
18
24
22
Nota: dados entre junho/2023 e abril/2025.
Gráfico: Intercept BrasilFonte: INSSCriado com Datawrapper
Os dados revelam um aumento consistente na concessão de auxílios e indicam uma tendência de que esta seja só a ponta do iceberg. Isso porque, além de a possibilidade de obtenção do auxílio ser desconhecida – mesmo em grupos de apoio –, o diagnóstico da doença costuma ser tardio e o reconhecimento de doenças mentais pelo INSS é historicamente deficiente.
Roberto faz parte do perfil mais comum de apostador que passa a receber auxílio. Segundo dados abertos do INSS, dois em cada três beneficiários são homens – 73% do total concedido. Cerca de oito em cada 10 têm idade entre 18 e 39 anos, o que reforça o efeito direto do vício em jogos sobre trabalhadores em idade produtiva.
Faixa etária dos beneficiários de auxílio por ludopatia
Percentual de beneficiários de auxílio do INSS por faixa etária desde 2023
30–39 (44%)60+ (0,7%)50–59 (6%)40–49 (17%)18–29 (33%)
Nota: dados entre junho/2023 e abril/2025. Idade no momento do deferimento do benefício.
Gráfico: Intercept BrasilFonte: INSSCriado com Datawrapper
Embora a maior parte dos registros do INSS não informe sobre vínculos familiares, em 7% dos casos o auxílio foi concedido a quem declarou ter ao menos um dependente — ou seja, pais ou mães de família –, o que amplia o impacto social do transtorno. Os dados ainda mostram que a maior parte dos que receberam auxílio estavam empregados.
Situação dos beneficiários no momento do pedido de auxílio
Benefícios do INSS concedidos por jogo patológico ou mania de jogo e apostas desde 2023
50
100
150
190
53
30
2
1
Empregado
Desempregado
Autônomo
Doméstico
Trabalhador Avulso
Nota: dados entre junho/2023 e abril/2025.
Gráfico: Intercept BrasilFonte: INSSCriado com Datawrapper
O custo previdenciário da chegada das bets ao país é, até o momento, um fator desconsiderado no debate público sobre a regulamentação do setor. Na última quarta-feira, 11, uma medida provisória assinada pelo presidente Lula aumentou a tributação federal da receita líquida das bets de 12% para 18%.
O aumento na taxação é destinado à “seguridade social, para ações na área da saúde”, mas, por enquanto, não há regulamentação de como se dará o uso deste dinheiro. No esporte, por exemplo, isso não ocorreu até hoje, um ano e meio depois da aprovação da lei das bets.
A medida tem validade de 90 dias e, para virar lei, precisa ser aprovada pelo Congresso, onde há forte resistência. A federação PP e União Brasil, maior da Câmara, já fechou questão contra ela, o que praticamente impede sua aprovação. A nova tributação de 18% só começaria a valer em outubro.
Enquanto isso, um ano e meio depois de ser sancionada a lei que destina 1% da arrecadação líquida das bets ao Ministério da Saúde, “para medidas de prevenção, controle e mitigação de danos sociais advindos da prática de jogos, nas áreas de saúde”, a pasta ainda não tem nem anunciou qualquer medida. Estimativas indicam que a verba para isso pode chegar na casa de R$ 60 milhões.
Um grupo de trabalho interministerial intitulado “Saúde Mental e de Prevenção e Redução de Danos do Jogo Problemático” foi criado em dezembro, mas só teve a primeira reunião em março. Ele reúne os ministérios da Saúde, Fazenda e Esporte, além da Secretaria da Comunicação, mas não inclui as pastas de Trabalho e Previdência.
Questionamos o motivo de tanta demora, mas o Ministério da Saúde disse apenas que a arrecadação prevista na regulamentação das bets, aprovada em 2024, só começou a ser repassada à pasta em fevereiro de 2025 e que “a definição das ações está em andamento” no grupo de trabalho.
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É praticamente o contrário do que houve durante a regulamentação das bets, quando o Ministério da Saúde, inicialmente, foi pouco ouvido. Entre março e setembro de 2024, representantes da Saúde só estiveram em dois dos 209 encontros entre autoridades do executivo federal e agentes privados para tratar da regulação, segundo dados obtidos pela ONG Fiquem Sabendo, especializada em transparência pública.
Ao responder mês passado a um requerimento do deputado federal Capitão Alberto Neto, do PL do Amazonas, sobre as ações de comunicação já feitas para combater a ludopatia, o Ministério da Saúde disse apenas que atendeu solicitações da imprensa e publicou, no Instagram, “as primeiras orientações para a população geral sobre os problemas relacionados com o jogo”.
O Intercept procurou o INSS para comentar sobre o aumento na concessão de auxílios-doença e se alguma medida ou orientação vem sendo adotada em relação aos diagnósticos. Por meio da assessoria de imprensa, o instituto respondeu que o foco está no escândalo dos descontos ilegais em aposentadorias e, por isso, não se manifestará.
Já o Ministério da Previdência Social não respondeu aos nossos pedidos de comentários sobre de que forma está treinando seu corpo técnico para lidar com os casos de jogo compulsivo.
De problema de saúde pública ao custo previdenciário
Dados obtidos pelo Intercept Brasil por meio da Lei de Acesso à Informação mostram que, antes da explosão das bets, o número de auxílios-doença concedidos pelo INSS com base apenas no diagnóstico de jogo patológico eram raros e pontuais.
Entre 2015 e 2022, a média anual não passou de 11 benefícios – em 2015, por exemplo, foram apenas dois casos no Brasil inteiro, e no ano seguinte, cinco. A alta começou a ser observada em 2023 e, a partir do segundo semestre de 2024, os registros passaram a atingir com frequência a casa das duas dezenas por mês.
Benefícios do INSS concedidos por UF
Distribuição dos auxílios do INSS por jogo patológico ou mania de jogo e apostas desde 2023
Auxílios concedidos
5
14
95
Nota: dados entre junho/2023 e abril/2025.
Mapa: Intercept BrasilFonte: INSSCriado com Datawrapper
“Tenho certeza que é um número muito baixo perto do que deveria ser”, analisa o psicólogo Rafael Ávila, da Associação de Proteção e Apoio ao Jogador, precursora, no Brasil, no atendimento a ludopatas.
Ávila, que administra um grupo de Telegram que reúne mais de 1.700 pessoas com propensão à ludopatia ou diagnóstico da doença, diz que a maioria dos trabalhadores nunca foi atrás do auxílio-doença por jogo patológico – e muitos que foram tiveram o pedido recusado.
“Existe uma resistência a dar auxílio a quem tem doença mental. Além disso, as pessoas têm vergonha de falar que são viciadas em jogos. Quando elas procuram um tratamento, muitas vezes é para o sintoma do jogo patológico, como a ansiedade ou a depressão. E aí esse sintoma pode levar ao pedido de afastamento. A pessoa é afastada por estar com depressão, não pelo jogo patológico”, explica.
Ávila pontua que o vício atinge principalmente profissionais autônomos. “O assalariado recebe uma vez por mês e tem uma previsibilidade financeira. Mas quem recebe, por exemplo, R$ 50 na conta várias vezes por dia, não paga suas dívidas com esse valor picado. Então, essa pessoa muitas vezes não vê prejuízo em usar esses R$ 50 para apostar e tentar fazer R$ 1 mil. E é aí que o dinheiro vai embora”, explica.
Gleice Salteiro, psicóloga especialista em atendimento a apostadores, calcula que já atendeu mais de 300 casos e conta que em nenhum deles foi cogitado o pedido de auxílio-doença, mesmo que, entre os pacientes, estejam diversas pessoas que se tornaram incapazes de trabalhar.
“Uma jovem da minha cidade, brilhante, professora de educação infantil, foi trazida pela família, mas recusou tratamento. Hoje está na rua, batendo de porta em porta, pedindo dinheiro. Tem paciente que na hora do almoço começa a apostar e não para mais, e inventa uma ite, como artrite ou gastrite, para não voltar à tarde. Outro fez acordo para sair do trabalho para receber a rescisão e pagar agiota para não morrer”, afirma.
Para a advogada Larissa Matos, pós-doutora em direito do trabalho e uma das autoras do livro Impactos de Apostas Online no Direito do Trabalho, a discussão sobre ludopatia vem sendo ignorada. “As pessoas da área trabalhista, como advogados, Ministério Público do Trabalho e Justiça do Trabalho, não estão preparadas para lidar com isso. É estarrecedor. A gente está há dois anos gritando sobre isso para ver se alguém nos ouve”, destaca ela.
“Você nunca vai estar contente com o que tem”
Dados do Ministério da Saúde também indicam um crescimento do vício em jogos devido às bets. Os atendimentos ambulatoriais via SUS em todo o país, considerando os registros relacionados a doenças classificadas como “jogo patológico” e “mania de jogos de azar”, subiram de 65, em 2019, para 1.292 em 2024.
Vale pontuar que esse aumento foi impulsionado por três estados que concentram volumes expressivos de atendimentos em anos específicos: Rondônia (415 atendimentos em 2022), Roraima (465 em 2023) e Sergipe (692 em 2023). Ainda assim, se desconsiderarmos os anos atípicos, é possível observar um salto do patamar das dezenas para o das centenas no país já em 2023.
“É como cigarro. Todo mundo sabia que era uma coisa que não era boa, mas tinha propaganda a rodo na TV, Marlboro, cowboy. Quando proibiu propaganda, diminuiu o consumo. Hoje bet é legalizada? É, mas fazem uma propaganda muito escancarada, é uma enxurrada, um negócio sem fim”, afirma Roberto, que começou apostando no mercado de ações.
Durante a pandemia, ele se arriscou no chamado day trade, em busca de dinheiro rápido e fácil. Seduzido pelas propagandas das bets, resolveu também tentar a sorte no mercado de apostas esportivas. Colocava R$ 10, às vezes ganhava, noutras perdia, mas nada que impactasse a vida financeira de um gerente de banco.
‘Acabou com todas as reservas da família’
“Até que um dia eu estava conversando com um rapaz e ele falou do Tigrinho. Ele até comentou de gente que jogou o dinheiro do aluguel e eu lembro de pensar: esse negócio não deve ser bom. Um dia tinha lá R$ 80 na conta da bet e resolvi apostar no Tigrinho. Ganhei uns R$ 200. Fui apostando e ganhei R$ 25 mil”, conta.
Roberto, em tese, poderia ter sacado o dinheiro – são muitos os relatos de jogadores que não conseguem sacar o que ganham por entraves causados pelas próprias bets – , mas o primeiro sintoma do vício apareceu: ele seguiu jogando. “Você nunca vai estar contente com o que tem”, afirma. Se foi possível transformar R$ 80 em R$ 25 mil uma vez, por que não tentar de novo? E de novo? Foi o que ele fez. Chegou a ter R$ 120 mil, que logo virou nada. Nunca sacou um real.
No fim do ano de 2023, Roberto não se importou que a esposa e os filhos fossem viajar sem ele. Entrou num mundo em que só existia ele, o celular e as bets. Ficou sem atender ligações até que os irmãos intervieram: foram resgatá-lo e o levaram pela primeira vez a um psiquiatra.
Só ali a família começou a descobrir no que ele estava metido. “Qualquer celular que ele tinha contato, ele baixava o jogo. Celular da mãe, tablet do filho, foi excluído da família. Ele não dormia, ficava atrás de e-mails para abrir uma conta online para poder jogar. Acabou com todas as reservas da família. Só pensava em como ele faria novas apostas”, conta a advogada Camila Tiemi.
Recaída após volta ao trabalho levou à demissão
Com um laudo médico, Roberto conseguiu o primeiro afastamento pelo INSS. Durante o processo, um perito avalia se a doença afeta o trabalho e se o afastamento é necessário para o tratamento.
“Essa é uma premissa do INSS: a doença impossibilita a pessoa de continuar trabalhando, desenvolvendo seu trabalho da forma correta, e ela precisa se tratar. Para isso, precisa demonstrar que está em acompanhamento, que está doente, mas está se tratando para ser útil no trabalho e prover seu próprio sustento”, explica Kelly Campos, advogada previdenciária que também atuou no processo.
O primeiro auxílio-doença foi concedido a Roberto por três meses, no início de 2024, e depois acabou renovado. Ao fim de seis meses, ele voltou ao trabalho sem estar ainda em remissão dos sintomas – o jogo patológico não tem cura, mas as licenças têm data para começar e terminar, com sua renovação sendo avaliada por peritos do INSS.
De volta ao cargo de gerente de um banco, Roberto seguia, ainda, buscando alternativas para jogar. Entrava nos aplicativos torcendo para receber um bônus, estratégia amplamente utilizada pelas bets para não permitir que os viciados se desconectem — como se dissessem: “faz tempo que você não perde dinheiro aqui, vem perder mais um pouco, estamos com saudades”. Acabou demitido do banco, por justa causa.
No mês passado, a defesa de Roberto conseguiu na Justiça do Trabalho de São Paulo que o auxílio-doença fosse garantido a ele, que segue inapto ao trabalho. “Ele passou por um perito judicial, que verificou a necessidade de afastamento”, relata a advogada Kelly, ressaltando que Roberto pretende ingressar com pedido de reversão da demissão por justa causa.
“As pessoas têm muita vergonha, costumam omitir por causa do julgamento da sociedade. Diferente do consumo do álcool, que afeta como você se apresenta, o vício no jogo não é evidente. Te atrapalha, mas a pessoa continua trabalhando, se arrastando, porque as pessoas desconhecem que você está assim”, analisa Camila.
Demissão por justa causa ainda gera embate jurídico
O caso de Roberto não é isolado. Fabrício também trabalhava em um banco público. O vício em jogos o levou a desviar R$ 1,5 milhão para contas em nome dele e da mãe, sem o conhecimento dela, enquanto atuava como gerente de contas na Bahia.
“No início, eram valores pequenos. Quando ele ganhava, devolvia o dinheiro para os clientes. Mas ele começou a perder e pegar quantias mais vultosas, foi aumentando o valor desviado”, conta a advogada Márcia Martins, criminalista que atuou na banca de defesa dele, que envolve também especialistas em direito trabalhista e previdenciário.
Ao notar que estava sendo investigado, Fabrício tentou o suicídio. A mãe conseguiu impedir e interná-lo. O INSS reconheceu a necessidade de conceder um auxílio-doença, que é pago desde setembro de 2023. No ano passado, foi demitido por justa causa — decisão que sua defesa tenta anular. Fabrício está interditado, mas o tratamento não tem impedido que ele siga tentando apostar e até tirar a própria vida.
“O jogo patológico é semelhante ao alcoolismo. O STF já reconheceu que o indivíduo acometido pelo alcoolismo deve ser enviado para tratamento, e não despedido, e o que a gente quer é que o mesmo aconteça com o jogador patológico”, explica Márcia, reforçando que a defesa pretende provar que Fabrício não tinha capacidade cognitiva e, por isso, deve ser considerado inimputável criminalmente.
A advogada cita dois exemplos. Um deles é de decisão recente do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, TRT5, que reverteu a demissão por justa causa de um ludopata, funcionário da Caixa Econômica Federal, acusado de desviar cerca de R$ 400 mil do banco.
O outro reforça a linha tênue entre o crime e o jogo compulsivo: um funcionário da Caixa é investigado pela Polícia Federal por desviar R$ 11 milhões – parte do dinheiro teria sido destinada a empresas de apostas. O caso tem sido tratado como associação criminosa, furto qualificado mediante fraude, lavagem de dinheiro e peculato-furto. A possibilidade de jogo patológico não foi considerada, de acordo com a advogada.
“A ludopatia tem sido tratada como questão de caráter. No caso do Fabrício, só faltou o juiz dizer que ele não tem caráter. Um rapaz de 30 e poucos anos, já passou por oito internações, em risco grave de suicídio, mas o que se discute é o caráter”, ressalta a advogada Martins.
A pesquisadora Larissa Matos pontua que o vício em jogo afeta diretamente a percepção da realidade. “As redes se movimentam a partir da captura de dados dos jogadores e direcionam as plataformas. É um ciclo que ele vai se enfiando, adoecendo, até que ele perde sua liberdade de ação e pensamento, sua autonomia vai para o espaço”, afirma.
Segundo ela, empresas têm rompido contratos de trabalho com viciados em jogos considerando o artigo 482 da CLT, que prevê demissão por justa causa por “prática constante de jogos de azar”. Há consenso entre os pesquisadores ouvidos pelo Intercept, porém, que o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana e da proibição de práticas discriminatórias impede a demissão de alguém por estar doente.
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sexta-feira, 20 de junho de 2025
#CADEIA PARA BOLSONARO E SUA QUADRILHA
Abin Paralela, Bolsonaro e a estranha Operação Itarareca: jornalista do interior foi alvo depois de denunciar esquadrão da morte
Relatório da PF, além de responsabilizar criminosos, serve para entender o período da história em que todos podiam ser alcançados pela ditadura em construção
19 de junho de 2025, 17:03 h
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Jesus Vicente: "Assustador"
Jesus Vicente: "Assustador" (Foto: Josué de Lima/Linha 42)
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O jornalista José Jesus Vicente é uma das pessoas monitoradas pela Abin Paralela, e esse caso evidencia o risco que o Brasil correria caso Jair Bolsonaro avançasse em seu projeto autoritário.
Vicente, que além de jornalista, é ator e conhecido por suas aventuras, sobretudo por caminhar longas distâncias, com postagens em seu blog.
Trabalha hoje no portal Porque, de Sorocaba, onde também trabalhou como repórter de outras publicações.
O único veículo da grande imprensa em que atuou foi o Diário Popular, rebatizado Diário de S. Paulo, quando foi vendido para o Grupo Globo. Deixou a chamada grande imprensa há mais de dez anos.
No relatório da Polícia Federal, ele é citado duas vezes. A primeira na página 213, com um mapa que mostra três deslocamentos dele, um no bairro em que costuma fazer caminhadas, perto de sua casa.
“Itarareca” é o nome da operação que deu origem a seu monitoramento. “Não entendo por que fui monitorado. Eu não estava fazendo nenhuma reportagem de política naquela época”, disse.
O monitoramento ocorreu nos dias 2 e 3 de setembro de 2020, com cinco consultas feitas pelo terminal de computador 01.
A data coincide com a visita de Jair Bolsonaro à pequena cidade de Tapiraí, no Vale do Ribeira, região paulista onde o ex-presidente viveu e onde ainda mora grande parte da sua família.
Jesus Vicente foi professor da rede pública na cidade, com o qual mantinha vínculos, inclusive por publicar uma revista que mostrava atrações turísticas.
Bolsonaro chegou a falar de Tapiraí em uma live na véspera, chamando-a de Itapiraí, como muitas pessoas costumam dizer, daí, possivelmente, o nome Itapirareca.
Na live, o então chefe do Executivo diz ter telefonado para o destacamento da Polícia Militar e pedido para falar com um policial. Segundo ele, quem atendeu pensou se tratar de trote, e desligou.
Na transmissão em rede social, Bolsonaro pediu que avisassem que era ele mesmo que havia telefonado e, no dia seguinte, desceu de helicóptero no campo de futebol de Tapiraí.
Foi uma visita surpresa, para ele ir ao destacamento e cumprimentar um policial, com quem conversou reservadamente.
Dois meses antes, eu editei no Diário do Centro do Mundo (DCM) uma reportagem do jornalista José Jesus Vicente sobre o desaparecimento de Afonso Domingo da Silva, de 26 anos.
O jovem era negro e o envolvimento da PM na provável execução foi descoberta em razão do capotamento do viatura, na cidade.
A reportagem de Jesus Vicente jogou luzes sobre um suposto esquadrão da morte na região onde a família Bolsonaro é hoje uma das mais prósperas.
Jesus Vicente mencionou, em sua reportagem, o desentendimento que a vítima havia tido com o proprietário de um posto de gasolina de Tapiraí, de onde os policiais saíram para invadir a casa do jovem negro.
“É a única coisa que explica porque eu fui monitorado”, afirmou. Como mostra o relatório da Polícia Federal sobre o inquérito da Abin, o monitoramento da Abin começou um dia antes da visita-surpresa a Tapiraí – no mesmo dia da live, portanto.
Jesus Vicente publicou outra reportagem no Diário do Centro do Mundo, que eu também editei, cerca de quatro meses depois, sobre a denúncia de que o Grupo Votorantim estaria grilando terras na região.
Mas esta não coincide com as mobilizações de Bolsonaro. “Hoje ser citado num relatório sobre a Abin Paralela é um troféu, mas o que aconteceu na época, sem que eu soubesse, é assustador”, comentou.
Ao saber por onde Jesus Vicente andava, a Abin poderia acionar espiões para fazer observação in loco, como ocorreu em outros casos, ou, o que é pior, fornecer endereços para uma ação mais grave.
“Se simulassem um assalto, e me matassem, quem iria associar o crime à reportagem que fiz sobre os PMs?”, afirmou.
Bolsonaro sempre disse que jogava nas quatro linhas da Constituição, que assegura o direito à privacidade.
Uma ação clandestina como esta permite o terror do Estado ou de pessoas associadas a ele. A coincidência de datas nem sua declaração de apreço pela PM de Tapiraí servem como prova contra Bolsonaro.
Mas apresenta indícios. No relatório da Polícia Federal, Bolsonaro é citado como o principal destinatário do produto das ações clandestinas e da instrumentalização da Abin”.
Na página 123, a Polícia Federal relata uma espionagem de cunho absolutamente político.
No dia 10 de junho de 2021, num chat da Abin, o participante com telefone (032) 991463854 (região de Juiz de Fora) relata que houve um encontro de Lula com Fernando Henrique Cardoso, o ex-ministro Nelson Jobim e o empresário Jonas Barcellos, na fazenda deste último, chamada Mata Velha.
“Assunto central: como tirar JB da corrida eleitoral ou criar fatos para invalidar a eleição (robôs, gabinete paralelo, patrocínio de postagens, etc…). Tive informação de pessoa que esteve lá durante um almoço”, escreve. E avisa: “Solicitação do Ch”.
A mensagem é dirigida a Marcelo Bormevet, o agente da PF que organizou o esquema de segurança naquele 6 de setembro de 2018, em Juiz de Fora, e depois, no início do governo, teve o nome apresentado por Carlos Bolsonaro a Gustavo Bebianno para nomeação na Abin.
“Bormevet, achar tudo sobre essa fazenda e esse empresário. Esse é o pedido. Tente tudo sobre o empresário, a fazenda e a relação com os nomes noticiados”, determina.
O pedido é classificado como urgente (“UUU”).
Carlos Bolsonaro é um nome recorrente no inquérito, em que está indiciado. Mas um detalhe tem passado despercebido.
Está no depoimento de Caio César dos Santos Cruz, filho do general Santos Cruz, que foi com Bolsonaro a Juiz de Fora naquele 6 de setembro de 2018.
Caio Santos Cruz foi investigado por representar a empresa israelense Verint System Ltda, que vendeu ao Brasil o software First Mile, usado para quebrar sigilo de celulares sem autorização judicial.
O filho do general entrou na empresa representante da Verint, a Suntech/Cognyte, em 2016, e participou de eventos internacionais em que o First Mile foi apresentado.
No mesmo ano, depois do golpe contra Dilma, Carlos, que era (e é) vereador no Rio de Janeiro, e o irmão Eduardo foram a Israel numa comissão partidária.
Como disse Caio Santos Cruz em seu depoimento à Polícia Federal, chamou a atenção dele o fato de que os dois pediram reunião com agências de segurança de Israel, com o conhecimento da Cognyte, que o reportou para seu representante no Brasil.
“Chamou a atenção do declarante porque não é usual”, registrou a PF no depoimento de Caio Santos Cruz.
Em março de 2019, conforme Santos Cruz, foi a vez de Flávio Bolsonaro, no início de seu mandato como senador, viajar a Israel e participar da reunião em que o First Mile, já adquirido pelo governo brasileiro, teve suas aplicações demonstradas.
“Não é comum a participação de civil nesse tipo de reunião”, disse o filho do general à PF. “Nessa reunião, não estavam presentes representantes do Ministério da Justiça nem da Defesa”, acrescentou.
Qual o interesse dos filhos de Jair Bolsonaro, um deles vereador, no equipamento de inteligência que, agora se sabe, foi usado em larga escala contra determinação legal e para monitoramentos por razões diversas?
A proximidade de Israel com Bolsonaro ficou demonstrada desde o início do governo, quando Benjamin Netanyahu aproveitou a posse para fazer turismo (ou aparentar fazer turismo) no Brasil.
Pelo que indica o relatório, o inquérito da PF sobre a Abin, além de servir para a responsabilização de criminosos, é um documento para entender esse período da história do Brasil, em que ninguém estava seguro, todos podiam ser alvo de uma ditadura em construção.
LULA GUERREIRO...
“O que Lula está conseguindo fazer no Brasil é uma revolução”, diz Mário Vitor Santos
Jornalista analisa conquistas sociais do governo Lula, critica a desvalorização dessas vitórias por parte da esquerda e denuncia o cerco conservador
19 de junho de 2025, 15:52 h
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Mario Vitor Santos e Lula
Mario Vitor Santos e Lula (Foto: Brasil 247 | Divulgação / Ricardo Stuckert)
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Redação Brasil 247
247 – Durante sua participação no Bom Dia 247, o jornalista Mário Vitor Santos fez uma contundente defesa das realizações do governo Lula e classificou como “revolução” o conjunto de transformações sociais e econômicas conduzidas pela atual gestão.Ao comentar o artigo de sua autoria intitulado “Lula 3: a revolução vitoriosa e silenciada na direita e na esquerda”, Mário Vitor afirmou que o atual governo promoveu avanços profundos, especialmente na distribuição de renda, mesmo enfrentando um Congresso conservador, uma mídia hostil e pressões internacionais.
“A distribuição de renda no governo Lula 3 melhorou profundamente. Quem diz isso é Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas. Segundo ele, o que aconteceu em 2024 foi revolucionário, com uma queda radical da desigualdade. Os pobres tiveram uma melhora muito maior do que os ricos”, destacou o jornalista.
Programas sociais como motores da transformação
Entre os fatores apontados para essa mudança, Mário destacou o novo programa de suporte ao Bolsa Família, criado no terceiro mandato de Lula. “Mesmo que a pessoa consiga um emprego, continua recebendo por um tempo o valor do Bolsa Família. Isso dá segurança para buscar uma vaga sem medo de perder a renda”, explicou, ressaltando que a medida ampliou a inserção dos mais pobres no mercado de trabalho.
Ele também mencionou avanços como a queda no desemprego, o crescimento da alfabetização e o fortalecimento das políticas sociais: “Tudo isso provocou uma revolução”, reafirmou.
A eleição de 2022 como ponto de virada
Mário Vitor Santos também contestou a narrativa de que Lula venceu por pouco nas eleições de 2022. Para ele, a vitória foi “acachapante”, considerando-se o contexto de uso da máquina pública por Jair Bolsonaro, com liberação bilionária de recursos para tentar reverter o resultado. “Bolsonaro foi derrotado pela consciência do eleitor brasileiro, que não cedeu mesmo sob uma pressão brutal, tentativas de fraude e ameaças de golpe”, disse.
Ele lembrou o papel do Tribunal Superior Eleitoral, a atuação da Polícia Rodoviária Federal em redutos lulistas e o cerco judicial-midiático que marcou o processo eleitoral. “Quase ninguém fala dessa qualidade superior do nosso povo. Essa foi a quinta eleição vencida por Lula neste século. É uma manifestação de apoio a políticas sociais, não um voto apenas em uma pessoa.”
Uma hegemonia dos trabalhadores
Segundo Mário, a verdadeira transformação operada por Lula está na mudança de hegemonia no aparelho de Estado. “Tirou-se o poder hegemonizado por rentistas e pelo agronegócio e colocou-se representantes dos trabalhadores urbanos e rurais. Isso é uma revolução de classe.”
Ele reconheceu a existência de resistências internas e externas ao governo, inclusive no campo progressista, mas defendeu o foco na realidade concreta das conquistas. “Há uma gestão essencialmente voltada para minorar e combater a desigualdade. Não houve cortes em saúde, educação, aposentadorias. Ao contrário, há um compromisso firme com os mais pobres.”
Críticas à esquerda e à mídia
O jornalista criticou duramente setores da esquerda que, segundo ele, preferem aderir a uma visão catastrofista do governo. “Vivemos em um ambiente permanente de contrarrevolução. E parte da nossa esquerda ajuda a alimentar a ideia de que o governo está nas cordas, de joelhos.”
Ele também denunciou o papel da mídia tradicional na tentativa de silenciar os êxitos da atual gestão: “A mídia hegemônica cobra que se cortem recursos da saúde e da educação, quando o que deveria fazer era reconhecer os avanços sociais em curso.”
Elemento militar e resistência democrática
Ao final da entrevista, Mário Vitor relembrou o papel das Forças Armadas nos episódios recentes da história brasileira, desde o golpe contra Dilma Rousseff até as tentativas de subversão da ordem constitucional após a eleição de Lula. “A nossa revolução teve, sim, um elemento armado em seu nascedouro. Foi a resistência à tentativa de golpe que consolidou a vitória democrática.”
O jornalista concluiu que os ataques ao governo têm como pano de fundo o incômodo das elites diante do retorno de um projeto voltado para os de baixo. “Eles querem derrubar Lula porque ele representa a maioria do povo, e essa maioria está fazendo uma revolução silenciosa — mas
terça-feira, 20 de maio de 2025
A CULTURA EM FESTA...
Lula reinaugura Palácio Gustavo Capanema e transforma prédio em centro cultural
Após seis anos fechado, ícone modernista do Centro do Rio reabre com 60% do espaço dedicado à cultura
Por Victor Serra -20 de maio de 2025
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Depois de anos cercado por tapumes, o Palácio Gustavo Capanema retornou com toda pompa merecida ao Centro do Rio. O prédio modernista foi reaberto nesta terça-feira (20/05) com 60% do espaço dedicado à cultura e com visitações abertas gratuitamente.
A cerimônia de reinauguração contou com a entrega da Ordem do Mérito Cultural a mais de 100 personalidades e instituições, o evento marcou os 40 anos do Ministério da Cultura, com presença da ministra Margareth Menezes e do presidente Lula. A solenidade, com o tema ’40 anos do MinC: Democracia e Cultura’, destacou a retomada de políticas públicas para o setor.
Palácio Capanema
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Painéis de Portinari são um dos grandes destaques da construção — Foto: Alexandre Macieira
Fechado por seis anos para reformas, o Capanema foi totalmente restaurado. Foram mais de R$ 80 milhões investidos na recuperação de um edifício que carrega história desde sua inauguração, em 1945. Projetado por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, com consultoria de Le Corbusier e jardins de Burle Marx, o prédio agora funciona como centro cultural e sede administrativa de órgãos como o Iphan, a Biblioteca Nacional, o Ibram e a Funarte.
Entre os destaques da restauração, estão os murais de Candido Portinari, os painéis de Paulo Osir e o jardim suspenso no segundo andar — tudo aberto à visitação. O térreo voltou a ser livre, como no projeto original. No topo, um café será inaugurado em breve no 16º andar, com vista para o Centro, o Aterro e o Pão de Açúcar.
O mobiliário original também foi preservado: escrivaninhas, poltronas e luminárias dos anos 1940 foram restauradas com base em fotos de época e voltaram exatamente para onde sempre estiveram.
A ideia, segundo o Iphan, é que o carioca se aproprie do prédio, entenda seu valor e o transforme em um espaço vivo da cidade. A ocupação será mista — 60% cultural, 40% administrativa — e deve movimentar a economia do Centro, num momento em que o bairro volta a receber investimentos públicos e privados.
Em 2021, o prédio chegou a entrar na lista de imóveis federais passíveis de venda. Mas a mobilização política e civil garantiu sua permanência como patrimônio público.
O que encontrar em uma visitação no Palácio Capanema?
#VERGONHA
General Freire Gomes perde a capa e a espada em depoimento no STF
'O depoimento de Freire Gomes deixou ver que joio e trigo estavam no mesmo saco', escreve a colunista Denise Assis
20 de maio de 2025, 21:46 h
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General Marcos Freire Gomes
General Marcos Freire Gomes (Foto: Divulgação)
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Foi dada a largada para o desfile de cerca de 81 testemunhas dos acusados (cálculo feito por alguns juristas), de tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado de direito – os mais graves -, e mais dois crimes relativos à depredação dos prédios públicos. A estreia ficou a cargo do general Marco Antônio Freire Gomes, à época o comandante do Exército (2022), que tentou apelar para o “espírito de corpo”, a fim de salvar a pele do também comandante, o da Marinha, Almir Garnier.
Não fica bem para um militar, principalmente em posição de comando, expor colegas de fardas, ou “entregar” os seus malfeitos. Assim, no depoimento que deu primeiramente na Polícia Federal - que a princípio ficaria sob sigilo -, falou à vontade, posou de herói e até mencionou uma frase de efeito, que, afinal, não disse: “presidente, se o senhor continuar eu serei obrigado a prendê-lo”.
Ali, diante do ministro relator, Alexandre de Moraes, tentou desanuviar sua fala, ajeitando a figura de Garnier, que até mesmo em um levantamento feito sob encomenda das Forças Armadas pela FGV, na semana de 7 de setembro de 2022, aparecia com a graduação máxima para o quesito em que apontava os adesistas ao golpe. Com o brigadeiro Carlos Almeida Batista Júnior, da Aeronáutica, não se preocupou. Já na PF ele havia se saído bem da fita. O estudo foi um termômetro para os comandos saberem a quantas andava o engajamento em um possível golpe no país, publicado com exclusividade pelo 247 em 6 de setembro daquele ano. https://www.brasil247.com/blog/exclusivo-forcas-armadas-fazem-levantamento-sobre-oficiais-dispostos-a-aderir-ao-golpe-prometido-por-bolsonaro
Em seu primeiro depoimento, houve quem enxergasse em Freire Gomes, enfim, o herói que o Exército tanto gosta e procura. Principalmente nesse episódio, que já entrou para a história e deixou mal a instituição, por mais que os comandos falem em “punir” para “separar o joio do trigo”.
O que o depoimento de Freire Gomes deixou ver é que joio e trigo estavam no mesmo saco, até que alguém pesou e mediu e constatou que o “day after” desta vez seria ainda mais danoso do que os últimos 21 anos de ditadura, para o Exército. Já começou com o sarrafo lá em cima, falando em “matar todo mundo”, projetando campo de concentração e exibindo plano de assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (O Jeca) envenenado; o seu vice, Geraldo Alckmin (o Joca, sem definição de método), e o ministro Alexandre de Moraes, degolado.
A contradição entre um tom e outro do seu depoimento não passou despercebido ao ministro relator, que observou: ou ele mentiu na PF ou estava mentindo sob juramento, o que lhe daria cana por crime de perjúrio. Indignado, Freire Gomes tentou dar uma carteirada com o seu tempo de serviço e suas dragonas, para afirmar que não mentiria. Perdeu. Teve de rever posição e, mesmo amenizando o que havia dito sobre Garnier, manteve. O marinheiro, de fato, aderiu ao golpe. Disse isso tentando dar à fala o colorido de um saco de balas jujubas, com um sorriso amarelo e a “coragem” de um general...
Mas o que ele não consegue explicar, nem para Moraes, nem para mim ou alhures é: por que o cântaro foi tantas vezes à bica? Na primeira reunião, foi-lhe apresentada uma minuta de golpe. Na segunda reunião, em que pese o país ter passado recentemente por uma eleição, dando vitória ao candidato do campo oposto, não estranhou que o derrotado, na solidão do palácio que não mais lhe pertenceria, punha diante dele um “estudo” sobre Estado de sítio, o remédio mais amargo do cardápio em tempos de guerra.
Sem mencionar a manutenção dos acampamentos país afora, a carta em defesa dos acampados à frente do QG e o silêncio sobre uma carta/pressão, com assinaturas de militares da ativa.
Não quis saber em que contexto o tal instrumento seria usado, e tampouco porque o tema estava na pauta do ex-presidente postado à sua frente. Sim, porque passada a eleição, era esta a condição de Jair Bolsonaro: ex-presidente.
Numa tentativa desesperada de disfarçar o que ficou evidente – Gomes caminhou com o golpe até onde deu, mas depois medrou -, o general argumentou que “os instrumentos listados no documento estão previstos na Constituição”. Bidu!!!! Claro que estão. O que importa aqui, é como e com que destinação seriam usados. O general foi incapaz de questionar Bolsonaro sobre o que pretendia? O país não vivia um confronto armado, pelo contrário. Havia se libertado do jugo de um desvairado, imprevisível, negacionista. A vitória de Lula era uma realidade. Era hora de arrumar as gavetas. E Freire Gomes não estranhar isso é sintomático. Ou, puro disfarce.
E tanto é assim que ao ser relembrado de sua declaração à PF, de que sempre deixou claro ao ex-presidente que o Exército não participaria “na implementação desses institutos jurídicos visando reverter o processo eleitoral”, demonstrou a sua total compreensão das intenções do homem que lhe estendia uma proposta de golpe. Portanto, sabia muito bem o que estava por vir. E voltou lá três vezes. Não se deu conta de que alguém já com as malas prontas, não teria motivos para fazer estudo sobre Estado de Sítio?
E, pior: havia no tal “estudo” uma descrição da necessidade de prender Moraes. Alô, general!!! Você viu um elefante voando e não considerou, no mínimo estranho? Francamente... É comum, não é mesmo, prender ministro do Supremo? Fala sério... E ainda minimizou a postura de Garnier com a seguinte pérola: “o almirante se colocou à disposição do presidente”, quanto aos planos golpistas. E então estávamos falando do quê? De que cor era o cavalo branco do Napoleão?
E ainda reforçou: “o almirante Garnier tomou essa postura de ficar com o presidente”, mas não gostaria de “aferir” as reais intenções de Garnier. Beirou o ridículo, o esforço do general Freire Gomes para saltitar entre uma desculpa e outra. É possível que não tenha reduzido em nada o dano para Garnier, e ainda tenha exposto ao sol a própria pele para torrar. Tudo nos leva a crer que o herói perdeu a capa e a espada...
#FORASIONISTASGENOCIDASDAPALESTINA
Como o Hamas se tornou a principal organização palestina na resistência contra o sionismo
POR Breno Altman
Quase quatro décadas após sua fundação, o Hamas está claramente reconfigurada. O grupo islâmico permanece longe de ser marxista ou socialista, mas não há duvida de que se tornou um dos movimentos anti-imperialistas e anticoloniais mais combativos de nossa época.
Extraído do livro Entendendo o Hamas e por que isso é importante, de Helena Cobban e Rami G. Khouri (Autonomia Literária 2025).
OMovimento de Resistência Islâmica, ou Harakat Al Muqawama al Islamia, batizado como “Hamas”, a principal organização palestina na Faixa de Gaza, merece ser conhecido mais amplamente, pelo peso que veio adquirindo na luta contra o colonialismo sionista.
A obra de Helena Cobban e Rami G. Khouri é enorme contribuição nesse sentido, ao iluminar a origem e a trajetória desse grupo de rara conformação, no qual se integram o fundamentalismo religioso, a assistência social, a luta política e a ação militar. Suas características específicas, aliás, provocam enorme confusão e preconceito, particularmente em quem foi educado pelos moldes do Iluminismo europeu.
Afinal, o Hamas é de esquerda ou de direita? Trata-se de uma organização anti-imperialista ou está a serviço da burguesia árabe-palestina? Tem um projeto de emancipação nacional ou representa uma alternativa de supremacia étnico-religiosa semelhante ao próprio regime sionista? Essas e outras são perguntas de extremo interesse, para as quais o leitor poderá encontrar respostas ou pistas nas páginas do livro Entendendo o Hamas e por que isso é importante.
“As raízes fincadas entre as camadas mais sofridas trouxeram para o interior de mesquitas e santuários a vontade de combate que proliferava nas ruas.”
O surgimento
Antes de mais nada, o Hamas não pode ser compreendido fora do contexto histórico. Fundado a partir de uma costela palestina da Irmandade Muçulmana, dedicada à pregação religiosa e às obras de caridade, esse movimento nasceria imerso na intensa politização da juventude palestina nos anos 80 do século passado. Os jovens, então, viviam submetidos à ocupação militar israelense, cada vez mais brutal, e a sentimentos de frustração com a antiga liderança agrupada na Organização pela Libertação da Palestina (OLP), em sua maioria vivendo no exílio.
O espaço religioso, menos exposto à violência sionista naquela época, foi o reduto natural para que uma nova geração adotasse as trincheiras da libertação nacional, concentradamente na Faixa de Gaza, vizinha ao Egito, onde estava sediada a matriz islâmica da organização. As raízes fincadas entre as camadas mais sofridas trouxeram para o interior de mesquitas e santuários a vontade de combate que proliferava nas ruas.
Não é à toa que a fundação do Hamas coincide, no tempo, com o início da Primeira Intifada, em 1987, irrompida em Jabalia, a quatro quilômetros da cidade de Gaza, quando um caminhão do exército israelense colidiu com um carro civil, resultando na morte de quatro palestinos. Foram seis anos de duros enfrentamentos, durante os quais a nova organização ganharia músculos e projeção, movimentando-se pendularmente entre alianças e conflitos com os partidos integrantes da OLP.
Naquele período, se lermos os estatutos e o programa iniciais do movimento, notaremos forte predomínio de ideias religiosas, jihadistas, que pouco distinguiam, entre outros temas, a diferença entre judeus e sionistas. A luta de libertação assemelhava-se, nesses documentos, a uma guerra santa, entre povos e religiões, contrapondo-se à cultura laica e nacionalista dos dirigentes históricos da resistência, muitos sob forte influência marxista.
“Ao vencer as eleições de 2006 e passar a comandar o governo da Autoridade Palestina, com Ismail Haniyeh exercendo a função de primeiro-ministro, o movimento renovava sua identidade, afirmando-se como uma referência anticolonial para além da religião.”
Com os Acordos de Oslo, de 1993, uma clara divisão se estabelece entre os grupos palestinos, induzindo aceleradamente a incursão do Hamas no reino da política. De um lado, correntes favoráveis ao pacto, reconhecendo a legitimidade de Israel, renunciando à luta armada e aceitando a constituição gradual do Estado Palestino em apenas 21% do território delineado em 1947. De outro, coletivos que repudiavam esse caminho, entre os quais grupos internos da OLP que iriam se aliar ao Hamas na frente da rejeição.
A experiência de coalizões com agrupamentos laicos e marxistas teria relevância durante os anos 1990, permitindo ao partido islâmico amadurecer posições e definir melhor a relação entre política e religião, em boa medida caminhando para uma secularização prática, embora banhada pela narrativa muçulmana. A Segunda Intifada, de 2000 a 2005, seria a vitrine dessa nova etapa do Hamas.
A essa altura, o Hamas já operava com três braços relativamente autônomos: um para a execução de serviços sociais, outro para a luta político-eleitoral e um terceiro para o confronto militar. Ao vencer as eleições parlamentares de 2006 e passar a comandar o governo da Autoridade Palestina, com Ismail Haniyeh exercendo a função de primeiro-ministro, o movimento renovava sua identidade, afirmando-se como uma referência anticolonial para além da religião.
Queda e reascensão
De curta duração, pois seria deposto em 2007 pelo presidente Mahmoud Abbas, o gabinete Haniyeh chegou mesmo a apresentar, embora com ressalvas, um pacto de transição pacífica, mas acelerada, nos termos fixadas em Oslo, tendo como objetivo imediato o pleno estabelecimento de um Estado Palestino. A pressão israelense e estadunidense, à qual sucumbiria a Autoridade Palestina, não aceitava, sob qualquer hipótese, que as forças mais radicais da resistência pudessem governar.
Fora do governo, o Hamas expulsaria da Faixa de Gaza os seguidores do Fatah, partido hegemônico da Autoridade Palestina, e assumiria a direção integral do enclave. Imediatamente o regime sionista estabeleceria um cerco por terra, mar e ar, contra o qual se confrontaria por mais de quinze anos, acumulando forças para a abertura da Terceira Intifada, em 7 de outubro de 2023.
“Claro que permanece longe de se integrar à família marxista ou socialista, mas tampouco se pode duvidar que o Hamas se afirmou como um dos movimentos anti-imperialistas e anticoloniais mais combativos de nossa época.”
A partir desse momento o Hamas se tornaria o principal protagonista da luta palestina, em uma batalha heroica que custou mais de 50 mil vidas, mas colocando o Estado de Israel contra as cordas e impulsionando a solidariedade com a causa palestina ao seu maior patamar histórico.
Quase quatro décadas depois de sua fundação, a organização islâmica está claramente reconfigurada. Claro que permanece longe de se integrar à família marxista ou socialista, preservando valores e políticas fortemente contestáveis pela esquerda. Tampouco se pode duvidar, no entanto, que o Hamas se afirmou como um dos movimentos anti-imperialistas e anticoloniais mais combativos de nossa época.
Por essas e outras razões, Entendendo o Hamas é um livro precioso e indispensável.
Sobre os autores
Breno Altman
é jornalista e fundador do site Opera Mundi.
quarta-feira, 14 de maio de 2025
UM HOMEM DE LUTAS...
Presidente do México, Claudia Sheinbaum afirma que Pepe Mujica é um exemplo para a América Latina
'Um exemplo para o mundo inteiro', escreveu a líder mexicana sobre o ex-presidente do Uruguai
13 de maio de 2025, 17:55 h
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Claudia Sheinbaum durante encontro com Pepe Mujica
Claudia Sheinbaum durante encontro com Pepe Mujica (Foto: Divulgação (X/Claudia Sheinbaum))
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Leonardo Lucena
247 - A presidente do México, Claudia Sheinbaum, elogiou nesta terça-feira (13) a “sabedoria” e a “simplicidade” de José Pepe Mujica. O ex-presidente uruguaio morreu aos 89 anos.
“Lamentamos profundamente a morte do nosso querido Pepe Mujica, um exemplo para a América Latina e o mundo inteiro. Expressamos nossa tristeza e condolências à família, amigos e ao povo do Uruguai”, publicou a presidente mexicana.
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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também se pronunciou e destacou a importância de Pepe Mujica tanto para a integração da América do Sul como da América Latina.
Lamentamos profundamente la muerte de nuestro querido Pepe Mujica, ejemplo para América Latina y el mundo entero por la sabiduría, pensamiento y sencillez que lo caracterizaron. Externamos nuestra tristeza y pésame a familiares, amigos y al pueblo de Uruguay. pic.twitter.com/ygakNsKesN
— Claudia Sheinbaum Pardo (@Claudiashein) May 13, 2025
LULA NA CHINA
Visita de Lula à China resulta em 20 novos atos de cooperação; veja lista completa
Países avançam na desdolarização e aprofundam aliança estratégica com foco em desenvolvimento sustentável, tecnologia e comércio
13 de maio de 2025, 09:52 h
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Presidentes Xi Jinping e Lula dão as mãos em Beijing
Presidentes Xi Jinping e Lula dão as mãos em Beijing (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
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Guilherme Paladino
Por Guilherme Paladino, de Pequim, para o 247 - Em visita de Estado à China, o presidente Lula (PT) e sua comitiva firmaram, nesta terça-feira (13), um conjunto de 20 atos bilaterais com o governo chinês. Os acordos abrangem áreas estratégicas como infraestrutura, ciência e tecnologia, agricultura, energia, meio ambiente, finanças, inteligência artificial, saúde, cultura e comércio internacional.
A assinatura dos documentos ocorreu paralelamente à 4ª Reunião Ministerial do Fórum China-CELAC, da qual Lula participou como convidado especial, ao lado de outros chefes de Estado e ministros da América Latina e do Caribe. Em declaração conjunta emitida pelas duas partes, Brasil e China se comprometeram a fortalecer a chamada "Comunidade de Futuro Compartilhado" e defender um mundo mais justo, sustentável e multilateral.
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A viagem sucede a visita do presidente Xi Jinping ao Brasil, em novembro de 2024, e consolida a intensificação das relações bilaterais no cenário internacional. A comitiva brasileira incluiu ministros de Estado, governadores, parlamentares e presidentes de instituições públicas, como ApexBrasil, Banco Central e IBGE.
Entre os atos assinados, destaca-se o Memorando de Entendimento entre a Casa Civil e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, que inaugura a implementação de sinergias entre a Iniciativa Cinturão e Rota (BRI, na sigla em inglês) e os principais programas brasileiros: Novo PAC, Nova Indústria Brasil, Plano de Transformação Ecológica e o Programa Rotas da Integração Sul-Americana.
A parceria prevê cooperação em setores como infraestrutura logística e digital, energia limpa, industrialização verde e financiamento ao desenvolvimento regional, com ênfase na integração da América do Sul aos fluxos produtivos e comerciais sino-brasileiros.
Avanços em ciência, IA e agricultura
Cinco documentos firmados durante a visita tratam diretamente da cooperação científica e tecnológica. Um dos mais relevantes é o acordo para criação de um Centro Binacional de Transferência de Tecnologia, que conectará instituições de pesquisa, universidades e empresas dos dois países.
A inteligência artificial foi objeto de um memorando específico, assinado entre os ministérios de desenvolvimento industrial dos dois países. Também foi firmado um plano para compartilhamento de dados espaciais com países da América Latina e Caribe, no âmbito da parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Administração Espacial Nacional da China.
Na área de agricultura, foram assinados três documentos, incluindo um memorando sobre agricultura familiar e mecanização agrícola, além de protocolos fitossanitários que autorizam a exportação de farelo de amendoim, derivados da indústria do etanol de milho e carne de aves brasileiras ao mercado chinês.
Energia, mineração e moeda local
A pauta energética também avançou. Brasil e China firmaram memorandos sobre cooperação em etanol, mobilidade sustentável, energia nuclear e mineração, além de um plano de ação para o setor mineral (2025–2026).
Na área financeira, o acordo de swap de moedas locais entre o Banco Central do Brasil e o Banco Popular da China tem potencial para ampliar o uso do real e do yuan em transações bilaterais, reduzindo a dependência do dólar.
Comunicação, cultura e mídia
A visita também teve espaço para o fortalecimento de laços culturais e institucionais. Foram assinados memorandos de cooperação entre a ApexBrasil e o China Media Group, além de um acordo com o Conselho Chinês para Promoção do Comércio Internacional. No campo da saúde, foi firmado um memorando com a agência estatal de notícias Xinhua, voltado à comunicação sanitária.
Outros atos trataram de cooperação postal e da promoção de investimentos em economia digital. VEJA A LISTA COMPLETA DOS ATOS ASSINADOS ABAIXO:
1) Memorando de Entendimento entre a Casa Civil da Presidência da República Federativa do Brasil e a Comissão de Desenvolvimento e Reforma da República Popular da China sobre a Cooperação para a Primeira Etapa do Plano de Cooperação para o Estabelecimento de Sinergias entre o Programa de Aceleração do Crescimento, o Plano Nova Indústria Brasil, o Plano de Transformação Ecológica, o Programa Rotas da Integração Sul-Americana; e a Iniciativa Cinturão e Rota
2) Declaração Conjunta de Intenções entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil e a Administração Espacial Nacional da China sobre o Compartilhamento de Dados Espaciais om os Países da América Latina e do Caribe
3) Memorando de Entendimento entre Banco Central do Brasil e Banco Popular da China sobre Cooperação Estratégica no Campo Financeiro
4) Memorando de Entendimento entre o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima da República Federativa do Brasil e a Administração Nacional de Florestas e Pastagens da República Popular da China sobre Cooperação em Restauração de Vegetações e Sumidouros de Carbono
5) Memorando de Entendimento para o Estabelecimento Conjunto de um Centro de Transferência de Tecnologia entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação da República Federativa do Brasil e o Ministério da Ciência e Tecnologia da República Popular da China
6) Memorando de Entendimento sobre o Reforço da Cooperação em Inteligência Artificial entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços da República Federativa do Brasil e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da República Popular da China
7) Memorando de Entendimento (2025–2030) sobre Cooperação em Agricultura Familiar Moderna e Mecanização Agrícola entre o Ministério da Agricultura e dos Assuntos Rurais da República Popular da China e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar da República Federativa do Brasil
8) Carta de Intenções sobre a Promoção do Desenvolvimento de Alta Qualidade da Cooperação em Investimentos na Economia Digital entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços da República Federativa do Brasil e o Ministério do Comércio da República Popular da China
9) Plano de Ação de Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável da Mineração (2025–2026) entre o Ministério de Minas e Energia da República Federativa do Brasil e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da República Popular da China
10) Acordo de Swap de Moedas Locais entre o Banco Central do Brasil e o Banco Popular da China
11) Memorando de Entendimento entre o Ministério da Agricultura e Pecuária da República Federativa do Brasil e a Administração-Geral de Aduanas da República Popular da China na Área de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias
12) Protocolo de Requisitos Sanitários e Fitossanitários para a Exportação de Proteínas e Grãos Derivados da Indústria do Etanol de Milho e Farelo de Amendoim, da República Federativa do Brasil para a República Popular da China, entre a Administração-Geral de Aduanas da República Popular da China e o Ministério da Agricultura e Pecuária da República Federativa do Brasil
13) Protocolo entre o Ministério da Agricultura e Pecuária da República Federativa do Brasil e a Administração Geral de Aduanas da República Popular da China sobre Inspeção, Quarentena e Requisitos de Segurança de Alimentos para a Exportação de Carne de Aves do Brasil para a China
14) Memorando de Entendimento entre a Comissão Nacional de Energia Nuclear e a Autoridade de Energia Atômica da China para Cooperação no Desenvolvimento Sustentável da Energia Nuclear
15) Memorando de Entendimento no Campo da Comunicação em Saúde entre o Ministério da Saúde da República Federativa do Brasil e a Agência de Notícias Xinhua da República Popular da China
16) Memorando de Entendimento entre a ApexBrasil e o China Media Group
17) Protocolo de Intenções de Cooperação entre o Ministério de Minas e Energia da República Federativa do Brasil e a Administração Nacional de Energia da República Popular da China
18) Memorando de Entendimento entre o Ministério de Minas e Energia da República Federativa do Brasil e a Administração Nacional de Energia da República Popular da China sobre Cooperação em Etanol e Mobilidade Sustentável
19) Memorando de Entendimento para a Cooperação no Setor Postal entre o Ministério das Comunicações da República Federativa do Brasil e o State Post Bureau da República Popular da China
20) Memorando de Entendimento entre a ApexBrasil e o Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional
Visita reforça convergências
Em declaração conjunta, Lula e Xi Jinping reafirmaram o compromisso com o multilateralismo, a reforma da governança global e a defesa da soberania dos países em desenvolvimento. O texto expressa apoio à reforma do Conselho de Segurança da ONU, destaca a convergência entre os dois países em temas como clima, combate à fome, transição energética e inteligência artificial, e reconhece a importância da parceria estratégica sino-brasileira no contexto do Sul Global.
O documento também destaca a sinergia entre as estratégias nacionais de desenvolvimento do Brasil e a Iniciativa Cinturão e Rota da China, e defende a construção de uma ordem internacional mais equitativa e inclusiva, baseada no direito internacional e nos princípios da Carta da ONU.
Durante a agenda em Pequim, o presidente Lula também participou do Fórum Empresarial Brasil-China e teve reuniões bilaterais com autoridades chinesas de alto escalão, incluindo o primeiro-ministro Li Qiang e o presidente da Assembleia Nacional Popular, Zhao Leji. Lula foi ainda recebido para um jantar privado na residência oficial de Xi Jinping.
A próxima etapa do relacionamento bilateral será marcada pela presidência brasileira do BRICS, em 2025, e pela realização da COP30, em Belém..
sábado, 29 de março de 2025
UM CRIME CONTRA A HUMANIDADE..
OMS reduzirá orçamento em 20% após saída dos EUA e alerta para crise financeira
Organização Mundial da Saúde enfrenta perda de US$ 600 milhões e revisa previsão orçamentária para os próximos anos
29 de março de 2025, 16:32 h
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Sede da OMS, em Genebra
28/01/2025
Sede da OMS, em Genebra 28/01/2025 (Foto: Denis Balibouse/Reuters)
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Laís Gouveia
247- A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou um corte de 20% em seu orçamento devido à decisão dos Estados Unidos de se retirar da entidade e suspender o financiamento, que era a maior fonte de recursos da instituição. A informação foi divulgada pela Agence France-Presse (AFP) neste sábado (29), após acesso a um e-mail enviado pelo diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, aos funcionários da agência de saúde da ONU.
A saída dos EUA representa uma perda de aproximadamente US$ 600 milhões (cerca de R$ 3,4 bilhões), impactando diretamente os programas de assistência sanitária global. Tedros ressaltou que a OMS "não tem outra opção" a não ser iniciar cortes, afetando missões, pessoal e projetos em andamento.
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Desde que Donald Trump reassumiu a presidência dos EUA em janeiro, ele determinou a retirada do país da OMS e congelou investimentos externos, incluindo financiamentos para programas de saúde global. O líder americano justificou a decisão citando um suposto desequilíbrio nas contribuições de Washington e Pequim, além de acusar a organização de estar "fraudando" os Estados Unidos.
A contribuição americana era a maior entre os países-membros. No ciclo orçamentário de 2022-2023, Washington destinou cerca de US$ 1,3 bilhão (R$ 7,49 bilhões) à entidade, o que correspondia a 16,3% do orçamento total da OMS, que era de US$ 7,89 bilhões (R$ 45,4 bilhões).
"O anúncio dos Estados Unidos, combinado com reduções recentes da ajuda pública ao desenvolvimento de alguns países para financiar o aumento do gasto em defesa, fez com que nossa situação seja muito mais crítica", alertou Tedros no comunicado aos servidores da entidade.
Diante desse cenário, a OMS revisou suas previsões financeiras. O conselho executivo da organização já havia reduzido a previsão orçamentária para 2026-2027, que passou de US$ 5,3 bilhões (R$ 30,5 bilhões) para US$ 4,9 bilhões (R$ 28,25 bilhões). No entanto, com o agravamento da situação, a entidade agora propõe um novo corte, reduzindo o orçamento para US$ 4,2 bilhões (R$ 24,21 bilhões), uma queda de 21% em relação à previsão inicial.
Grande parte do financiamento americano vinha de contribuições voluntárias para projetos específicos, tornando o impacto da retirada ainda mais significativo. Segundo Tedros, "essas medidas serão aplicadas primeiramente na sede, começando pelos altos dirigentes, mas afetarão todos os níveis e todas as regiões".
O corte de verbas pode comprometer diversas iniciativas de combate a doenças, como campanhas de imunização, programas de prevenção de epidemias e resposta a emergências sanitárias. A OMS agora busca alternativas para compensar a perda de financiamento e evi
MUITO BOA NOTÍCIA..
Renda média e número de trabalhadores registrados batem recorde
Dados do IBGE apontam que o ganho médio dos trabalhadores fecharam fevereiro em R$ 3.378 – o maior da série histórica iniciada em 2012
Publicado em 28/03/2025 13h59
João Paulo Lacerda - CNI
Aquecimento: crescimento do emprego na indústria ajudou a impulsionar a renda
O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue gerando resultados impressionantes na economia. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a renda média dos trabalhadores brasileiros chegou a R$ 3.378, a maior da série histórica, no trimestre encerrado em fevereiro. O IBGE chama esse dado de rendimento médio habitual e leva em consideração todas as pessoas ocupadas na semana em que a pesquisa foi feita.
Os dados sobre a renda significam uma alta de 1,3% no trimestre e de 3,6% no ano, já considerando os dados da inflação no período, ou seja, destacando que houve ganho real na renda dos trabalhadores brasileiros no trimestre analisado. A série histórica teve início em 2012. Desde então, a renda é a mais alta já contabilizada.
Leia também – “Devemos comprar 500 mil toneladas de alimentos neste semestre”, diz Paulo Texeira
Os dados da PNAD também revelam que o número de trabalhadores com carteira assinada alcançou o total de 39,6 milhões de pessoas, o que também representa um recorde desde que os dados começaram a ser coletados, em 2012. A população ocupada ficou quase estável, com 102,7 milhões de trabalhadores, o que representa um leve recuo de 1,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Porém, na comparação com os últimos 12 meses, a quantidade de trabalhadores ocupados subiu 2,4%.
Leia também – Prévia da inflação desacelera para 0,64% em março
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O número de empregados na iniciativa privada sem registro em carteira ficou em 13,5 milhões, o que destaca uma queda acentuada de 6% no trimestre, já o número de empregados no setor público ficou em 12,4 milhões, um recuo de 3,9% no trimestre e aumento de 2,8% no último ano. O saldo de trabalhadores por conta própria ficou em 25,9 milhões no três meses analisados, o que representou estabilidade.
A expectativa do IBGE é de que a geração de empregos seja impulsionada nos próximos meses do ano. A taxa de desemprego que já está baixa, chegando próximo do cenário de pleno emprego, deve cair ainda mais. A renda também deve continuar subindo, na medida em que o mercado abre novas vagas.
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