sexta-feira, 14 de novembro de 2025

#CADEIAPARABOLSONAROESUAQUADRILHA

STF forma maioria para tornar Eduardo Bolsonaro réu O deputado é acusado de tentar intimidar ministros do Supremo ao articular, nos Estados Unidos, sanções contra o Brasil 14 de novembro de 2025, 16:24 hAtualizado em 14 de novembro de 2025, 17:38 h whatsapp-white sharing button twitter-white sharing button facebook-white sharing button email-white sharing button copy-white sharing button Bluesky LogoBluesky Bluesky LogoThreads 🇬🇧 English Translate to English Ouvir artigoÍcone de conversão de texto em fala Eduardo Bolsonaro - 14/08/2025 Eduardo Bolsonaro - 14/08/2025 (Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak) Leonardo Lucena avatar Conteúdo postado por: Leonardo Lucena Apoie o 247 Siga-nos no Google News Agência Brasil TV 247 Siga o Brasil 247 no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo Seguir no Google A maioria dos ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (14) tornar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) réu pelo crime de coação no curso do processo. Em setembro, o filho de Jair Bolsonaro foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apurou a atuação do parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e ministros da Corte. A investigação foi conduzida pela Polícia Federal que indiciou o parlamentar. Com a decisão, o próximo passo será a abertura de uma ação penal contra o deputado. Durante a instrução do processo, ele poderá indicar testemunhas, apresentar provas de inocência e pedir diligências específicas que sejam interessantes para sua defesa. Eduardo deixou o Brasil em fevereiro deste ano e está nos Estados Unidos (EUA). O parlamentar pediu licença do mandato de 120 dias. Desde dia 20 de julho, quando a licença terminou, o deputado não comparece às sessões e poderá ser cassado por faltas. Julgamento O julgamento virtual começou às 11h de hoje. Até o momento, o relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin votaram pelo recebimento da denúncia e para transformar o deputado em réu. Para o relator, existem provas de que Eduardo Bolsonaro participou das articulações para o governo dos Estados Unidos sancionar as exportações brasileiras e aplicar a Lei Magnitsky contra ele e outras autoridades do Brasil. “A grave ameaça materializou-se pela articulação e obtenção de sanções do governo dos Estados Unidos da América, com a aplicação de tarifas de exportação ao Brasil, suspensão de vistos de entradas de diversas autoridades brasileiras nos Estados Unidos da América e a aplicação dos efeitos da Lei Magnitsky a este ministro relator”, disse Moraes. A votação ficará aberta até o dia 25 de novembro. Falta o voto da ministra Cármen Lúcia. Somente os quatro ministros vão votar sobre a questão. Com a saída de Luiz Fux para a Segunda Turma do STF, uma cadeira está vaga e só será preenchida após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar um ministro para suceder Luís Roberto Barroso, que se aposentou. Defesa Pelas redes sociais, Eduardo Bolsonaro classificou o voto de Moraes como "caça às bruxas". "Moraes vota para me tornar réu. Outros candidatos anti-establishment, como o próprio Jair Bolsonaro, e favoritos ao Senado sofrerão a mesma perseguição. É o sistema se reinventando para sobreviver. Tudo que sei é via imprensa, já que jamais fui citado. Por que Moraes não usa os canais oficiais com os EUA?", escreveu. A defesa de Eduardo Bolsonaro foi feita pela Defensoria Pública da União (DPU). Durante a investigação, Moraes determinou a notificação do deputado, mas ele não constituiu advogado nem apresentou defesa.No fim de outubro, a DPU pediu a rejeição da denúncia, argumentando que o deputado não é autor das sanções e que suas manifestações são “exercício legítimo da liberdade de expressão e do mandato parlamentar”.

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