sexta-feira, 30 de maio de 2014

GREVA NA EDUCAÇÃO.

CNTE declara apoio à greve dos trabalhadores em educação do Rio

NOTA DE APOIO À GREVE DOS/AS TRABALHADORES/AS EM EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO


A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, entidade representativa de mais de 3 milhões de profissionais que atuam nas escolas públicas de nível básico do país, manifesta irrestrito apoio à greve deflagrada pelo SEPE/RJ na rede estadual, na capital e em vários municípios do Estado do Rio de Janeiro por melhores condições de trabalho e de vida para todos os profissionais escolares – professores, especialistas e funcionários administrativos.

A CNTE lembra que o acordo firmando pelo Governo do Rio de Janeiro com o SEPE, no segundo semestre de 2013, em âmbito do Supremo Tribunal Federal, não foi respeitado pelo Governo Estadual, razão pela qual a atual greve é legítima para assegurar os direitos que têm sido negados pelo governo fluminense, pela prefeitura do Rio e outras administrações municipais do Estado.

Todo trabalhador sabe as dificuldades que envolvem a deflagração de uma greve, tanto para a categoria como para a sociedade. Mas, infelizmente, ações irresponsáveis de determinados gestores públicos, que viram as costas para as demandas da escola pública e de seus profissionais, não deixam alternativas a não ser a greve.

A CNTE espera que as negociações entre o Sindicato da Educação e os Governos envolvidos nos movimentos paredistas no Estado do Rio de Janeiro avancem, a fim de que as aulas voltem à normalidade e que a categoria seja definitivamente valorizada, através de planos de carreira e salários decentes e condições de trabalho apropriadas, sobretudo com a aplicação do 1/3 previsto na Lei do Piso do Magistério (Lei Federal nº 11.738/2008) em todas as redes escolares.

A qualidade da educação requer compromissos não apenas dos educadores, mas principalmente do Estado, garantindo plenas condições de aprendizagem aos estudantes e valorizando os educadores.

Brasília, 21 de maio de 2014.
Diretoria Executiva da CNTE

CANAL DA CIDADANIA.

Entidades cobram do prefeito do Rio o Canal da Cidadania



Em Carta Aberta divulgada nesta terça, 27/05, um grupo de mais de 20 entidades da sociedade civil, dentre elas o Instituto Telecom, cobra do prefeito Eduardo Paes cumprimento das medidas e dos prazos previstos para a instalação do Canal da Cidadania.  O Canal garante à população da cidade do Rio de Janeiro acesso à TV aberta digital, livre e gratuita, com
programação produzida pela Prefeitura, Estado e, pela primeira vez, as associações comunitárias. O prazo para envio da documentação ao Ministério das Comunicações termina dia 18 de junho.
Leia íntegra da carta:

“A sociedade civil vem, através desta, exigir transparência na condução do Canal da Cidadania, assim como o cumprimento das medidas e prazos previstos, considerando que a Cidade do Rio de Janeiro protocolou pedido junto ao Ministério das Comunicações e tem até o dia 18 de junho de 2014 para o envio da documentação.

O Canal da Cidadania, disposto no Decreto nº 5820/2006 e na Portaria 489/2012 (Ministério das Comunicações), garante aos cidadãos cariocas acesso à TV Aberta Digital, livre e gratuita, com programação 24 horas no ar. Quem pode programar ? A Prefeitura, o Estado e, pela primeira vez, associações comunitárias poderão programar e exibir conteúdos.

As associações comunitárias serão selecionadas pelo Ministério das Comunicações.

Deve-se esclarecer que já foram dirigidos ao Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro todos os pedidos formais que manifestam o interesse da sociedade civil no processo de exploração do Canal.
DOS FATOS

Em junho de 2013 foi encaminhado à Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro um Requerimento de Informações (512/2013) formalizado pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em que se pergunta sobre o interesse da Prefeitura em aderir ao Plano Básico de TV Digital, respondido somente em janeiro de 2014. Neste Requerimento, a Empresa Pública MULTIRIO informa que o Prefeito teria colocado a cargo da Empresa as seguintes tarefas: encaminhar requerimento ao Ministério das Comunicações; elaborar projeto técnico do sistema irradiante, conforme norma técnica específica para a TV Digital; providenciar processo licitatório para aquisição dos equipamentos de transmissão e produção; definir local e procedimentos necessários para implantação do sistema de transmissão.

Em outubro de 2013, entidades da sociedade civil se reuniram em Audiência Pública na Câmara Municipal do Rio de Janeiro para debater o Canal da Cidadania. Na ocasião, a Prefeitura se fez representar através da Secretaria Municipal de Cultura, manifestando-se favorável ao Canal.

Em dezembro de 2013 a Câmara Municipal do Rio de Janeiro encaminhou outro Requerimento de Informações (768/2013), até a presente data sem resposta.

Em dezembro de 2013, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou Orçamento que autoriza a Prefeitura a gastar com implantação e manutenção do Canal da Cidadania.

Em março de 2014, a Frente Parlamentar pela Democratização da Comunicação e Cultura e uma Comissão de representantes da Sociedade Civil estiveram na MULTIRIO. Na reunião, foi apontada a possibilidade de uma parceria com a Empresa Brasil de Comunicação - EBC para fins de cooperação técnica.

Em abril de 2014, a Frente Parlamentar pela Democratização da Comunicação e Cultura e uma Comissão de Representantes da Sociedade Civil estiveram com o Vice-Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, que reconheceu a importância do Canal para o desenvolvimento da Cidade.
QUAL A IMPORTÂNCIA DO CANAL PARA O MUNICÍPIO?

O Canal da Cidadania materializa a democratização da comunicação, permitindo ao cidadão participar ativamente da gestão da cidade.

É um canal local que poderá ter duas faixas de programação produzidas e organizadas pelas próprias entidades da sociedade civil, com foco e o olhar do cidadão, com participação da produção independente, das mídias livres e alternativas, da radiodifusão comunitária; traduzindo, na prática, o direito à comunicação como um direito humano, dando voz e vez ao
cidadão comum.

O Canal da Cidadania vai falar sobre a nossa Cidade, nossa história, nosso povo e nossa gente, nossas expressões culturais, nossa diversidade, nossos problemas e desafios, nossos bairros, nossas comunidades.

O cidadão carioca poderá de dentro das suas casas, na sua televisão, acessar serviços públicos de governo eletrônico no âmbito federal, estadual e municipal, serviços que hoje somente são acessados pela Internet.

A Prefeitura, através da Multirio, passa a ter um canal de comunicação direto com o cidadão carioca, para divulgar suas ações e serviços de todas as suas Secretarias, pela televisão.

O Canal da Cidadania cria novos empregos diretos e indiretos, na geração de conteúdos.

Atualmente, o Rio de Janeiro tem um canal de televisão, fechado, de acesso restrito e pago. Trata-se da Multirio, que já possui um parque tecnológico pronto. Nessa circunstância é injustificável não fazer a conversão para a TV Digital, um legado histórico para a Cidade do Rio de Janeiro.
O QUE QUEREMOS?

Publicação imediata no Diário Oficial do Município de crédito suplementar para implantação e manutenção do Canal da Cidadania, considerando que a Prefeitura já solicitou ao Ministério das Comunicações autorização para exploração do Canal (Processo 53000.060208/2013-77);

Esclarecimento de quem é o interlocutor, na Prefeitura, para o assunto Canal da Cidadania e pedimos reunião urgente do interlocutor com as entidades da sociedade civil; Apresentação, por parte da Prefeitura, do cronograma de execução do Canal da Cidadania;

Implantação do Conselho Municipal de Comunicação Social, considerando a Indicação Legislativa da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, número 2992/2014.”

VAI TER COPA !!!

Vai ter Copa

As lutas populares que ocorrem durante a Copa, em sua maioria, são justas e necessárias


Há poucos dias da abertura da Copa do Mundo de Futebol, organi­zada pela Fifa, segue quente o deba­te sobre as contradições, vantagens e desvantagens do maior evento espor­tivo, realizado há cada quatro anos.

A chamada grande imprensa, par­tidarizada, há meses dá demonstra­ções de seguir jogando a favor do fra­casso do evento, na ânsia de que is­so se traduza em resultados eleitorais favoráveis aos partidos políticos ali­nhados com seus interesses econô­micos e corporativos.

Chegou a apostar que as gigantes­cas mobilizações populares ocorridas em junho do ano passado se repetis­sem às vésperas da Copa. Não hesi­tou em condenar a repressão policial contra as mobilizações populares, desde que essas tivessem o carimbo de ser contra a Copa e o governo fe­deral. Até mesmo as ações violentas contra lojas, revendedoras de carros e bancos foram tratadas, no mínimo, de forma complacente. Aliás, há inte­resses, não desvendados ainda, entre essas mobilizações violentas e o di­ferenciado tratamento repressivo do Estado e da mídia a elas?

Todas as vezes (poucas vezes!) que o governo federal, em defe­sa dos interesses do país ousou en­frentar o poderio da Fifa, encontrou na mídia um forte adversário. A do­bradinha revista Veja e Rede Globo – tantas vezes acionada pelo bichei­ro Carlinhos Cachoeira – foi atuan­te em repercutir uma denúncia cla­ramente forjada contra Orlando Sil­va, então Ministro dos Esportes. Repetida incessantemente, a farsa provocou a queda do ministro, um desejo já manifestado pela Fifa em outros momentos.

As falcatruas da Fifa, seus esque­mas de propinas e corrupção, docu­mentados em programas jornalís­ticos em redes de TV como a BBC de Londres e em livros publicados em inúmeros países, contou sempre com o conivente silêncio dos meios de comunicação empresariais do Brasil. Não é mais segredo a troca de favores e acordos espúrios feitos entre a Rede Globo e os “donos” do futebol brasileiro, João Havelange e Ricardo Teixeira. Uma relação tão estreita que o jornalista Amaury Ri­beiro Jr. considera Teixeira o quar­to filho do “doutor” Roberto Ma­rinho. Um conluio que, certamen­te, facilitou à Rede Globo sonegar impostos no valor de bilhão de re­ais, atualizados, referentes à com­pra dos direitos da Copa de 2002. Frente a afirmativa que já quitou sua dívida com a Receita Federal, não são poucas as vozes que pedem: mostre o Darf, Rede Globo!

Não há limites para a sandice des­sa mídia, desde que iniciou sua trilha de partidarizar sua atuação e, clara­mente, assumir um lado nas disputas eleitorais. O escritor e jornalista An­tônio Barbosa Filho, em recente arti­go, denunciou que chegaram ao cú­mulo de “queimar a marca-Brasil”, como uma estratégia eleitoral. Para Babosa Filho há evidente torcida “pa­ra que o Brasil saia derrotado dentro e fora dos gramados. Um caos nas ci­dades-sede seria de grande proveito para as oposições na campanha elei­toral que se aproxima...”.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

GREVE DA POLÍCIA CIVIL.

Policiais civis decidem estender greve por mais um dia

Sindicato vai se reunir com o governador Pezão nesta quinta

FLAVIO ARAÚJO
Rio - O Sindicato dos Policiais Civis do Rio (Sindpol) decidiu, na noite desta quarta-feira, estender a greve da categoria para mais um dia. A continuidade da paralisação foi votada em assembleia no Clube Municipal, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Cerca de 2 mil agentes participaram da votação. No entanto, a greve poderá terminar às 12h de quinta, se o governador Pezão atender as reivindicações do movimento, em reunião marcada com o presidente da entidade, Francisco Chao, às 8h. Os grevistas vão aguardar pelo resultado do encontro na Cidade da Polícia.
Também ficou definido que os agentes vão se recusar, durante o movimento, a atuar na ação chamada de Repressão Qualificada, uma blitz noturna para coibir crimes. Eles alegam que a ação só pode ser realizada pela Polícia Militar, já que os civis não têm curso de especialização para conduzir viaturas, exigência do Código de Trânsito. Também entraria em votação se os 30% de policiais que trabalhariam, como determina a lei, usariam fitas pretas nas roupas.
'Queremos logo uma decisão', diz líder de entidade
Chao afirmou que os policiais civis em greve querem logo uma decisão 'sobre o aumento para a categoria. O Chefe de Polícia Civil, Fernando Veloso, e o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, também estarão presentes. Eles esperam que Pezão anuncie ainda nesta quinta a incorporação da gratificação do programa Delegacia Legal.
Policiais se concentraram em frente à Cidade da Polícia, de onde sairão para assembleia da categoria na Tijuca
Foto:  Vania Cunha / Agência O Dia
"A promessa de incorporação da gratificação R$ 850 ao salário foi feita a nós pelo governo há mais de um ano. Foi promessa do governador Sérgio Cabral, que tomaria esta atitude antes de deixar o governo e agora o Pezão tinha pedido um prazo até 10 de julho, mas a Copa do Mundo é em junho e um inspetor de polícia recém-formado ganha R$ 3.500, enquanto um delegado em início de carreira está recebendo R$ 16 mil. É um abismo", disse Chao.
Segundo ele, o prazo de aguardar até 10 de julho não será aguardado pela categoria. "O que ficar decidido na reunião com o governador, vai ser comunicado aos policiais por e-mail ou nas redes sociais", finalizou Chao.
Veloso: 'Movimento é ordeiro'
Em entrevista coletiva, Veloso disse que o governador teria demonstrado disposição de negociar com os policiais em greve. Nesta terça-feira, quando a paralisação de 24 horas foi anunciada, o governador do Rio disse que não poderia conceder reajuste à categoria sob risco de infringir a lei de responsabilidade fiscal.
Durante paralisação desta quarta-feira, policiais se reuniram na Cidade da Polícia, para passeata até a Tijuca
Foto:  Severino Silva / Agência O Dia
Veloso também reconheceu o movimento da categoria: segundo o delegado, as reivindicações dos policiais são justas. "É claro que apoio a categoria. Inclusive firmei um compromisso com os policiais, que se o governo não os atendesse, imediatamente eu avisaria cada diretor das delegacias", declarou Veloso,
Além disso, ele considerou o movimento "ordeiro": "Achei válida a manifestação porque foi sem prejuízo para a população".  O encontro na Cidade da Polícia mostrou união da categoria. Antes das 14h, horário marcado pelo sindicato, centenas de agentes chegaram ao local e lotaram os corredores do complexo de delegacias. Com a proibição da entrada da imprensa para registrar o ato, os policiais fecharam por cinco minutos as duas pistas da Avenida Dom Hélder Câmara, a mais movimentada da região. Minutos depois, o chefe de Polícia Civil mandou liberar a entrada dos jornalistas, sob aplausos dos agentes, que cantaram o hino da instituição.
Atendimento diminuiu com greve da categoria
Foto:  Severino Silva / Agência O Dia
Efetivo nas delegacias foi diminuindo ao longo do dia
Durante todo o dia, O DIA percorreu delegacias da Região Metropolitana para verificar o impacto da paralisação. Pela manhã, o movimento foi normal em várias unidades, inclusive no Instituto Médico-Legal, que fez perícias e exames. As unidades distritais registraram apenas ocorrências de crimes violentos (homicídios, estupros, latrocínios e roubos, além das prisões em flagrantes). Para as queixas de outros crimes, a população foi orientada a retornar outro dia ou registrar pelo site da instituição.
À tarde, devido à concentração na Cidade da Polícia, o atendimento diminuiu. Na 5ª DP (Gomes Freire), apenas 30% da equipe estavam trabalhando. A auxiliar de enfermagem Vera Lúcia da Silva, de 64 anos, tentou registrar o furto de seu celular na 12ª DP (Copacabana). “Os policiais foram educados, anotaram meu caso e pediram para eu voltar. Gastei tempo em vão e fico chateada, mas procuro respeitar o lado deles porque todos têm direito de reivindicar, desde que seja dentro da lei”.

Mudança de rotina nas escolas
A simples ameaça de paralisação da Polícia Militar bastou para que alguns colégios particulares do Rio cancelassem aulas e provas. O Colégio Cruzeiro, no Centro, não abriu as portas. Na Tijuca, o Colégio Palas adiou testes. Já na Escola Parque, na Gávea, o temor dos pais fez a taxa de ausência chegar a 50% em algumas turmas. Já a rede pública funcionou normalmente e a frequência dos alunos foi normal, disseram as secretarias estadual e municipal de Educação.
Mãe de aluna do 9º ano do Palas, Diliane Pereira, 44, deixou a filha em casa. Segundo ela, os saques ocorridos em Pernambuco, onde a PM fez greve na semana passada, pesaram na sua decisão. “Achei as imagens horríveis. A gente fica vulnerável sem ninguém para nos defender. Mesmo sem greve, quis mantê-la em casa”.
A negociação de PMs e bombeiros deve começar na próxima semana. Hoje, comissão da Associação de Praças da PM e Corpo de Bombeiros se reúne às 15h para finalizar as reivindicações. O texto será entregue segunda-feira ao presidente da Alerj, deputado Paulo Melo, que vai encaminhar ao governador Pezão. Os principais pedidos são a limitação da jornada em 44 horas semanais e a revisão do regulamento disciplinar, considerado desatualizado.


    MILITARES TORTURADORES DENUNCIADOS NA JUSTIÇA.

    Nacional

    MPF denuncia cinco militares pela morte de Rubens Paiva

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    Quarta, 21 Maio 2014
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    Crime foi cometido em 1971, nas dependências do Batalhão de Polícia do Exército. Militares reformados responderão pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, associação criminosa e fraude processual

     O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro denunciou, nesta segunda-feira (19), cinco militares reformados pelos crimes de homicídio e ocultação do cadáver do ex-deputado Rubens Paiva. O crime foi cometido entre os dias 21 e 22 de janeiro de 1971, nas dependências do Destacamento de Operações de Informações (DOI) do 1° Exército, no Batalhão de Polícia do Exército, na Tijuca, zona norte do Rio. Os cinco militares também foram denunciados por associação criminosa armada, e três deles, por fraude processual.
    O MPF denunciou o ex-comandante do DOI, general José Antônio Nogueira Belham, e o ex-integrante do Centro de Informações do Exército (CIE), coronel Rubens Paim Sampaio, por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa armada. Foram denunciados por ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa armada o coronel reformado Raymundo Ronaldo Campos e os militares Jurandyr Ochsendorf e Souza e Jacy Ochsendorf e Souza.
    O procurador da República Sérgio Suiama explicou que as ações que resultaram na prisão e morte de Rubens Paiva se enquadram como crimes de Estado, praticados sistematicamente e de forma generalizada contra a população. Por isso, segundo ele, os crimes podem ser tipificados como de lesa-pátria. Ele argumenta que não há prescrição porque são crimes cometidos contra a humanidade. Da mesma forma, também os praticantes não são beneficiados pela Lei da Anistia.
    A filha de Rubens Paiva, Vera Paiva, participou da coletiva no MPF e disse estar agradecida pelo desfecho da denúncia. "Agradeço o privilégio de estabelecer um marco como o Brasil tem tratado a violência de Estado", declarou ela, que citou o caso do pedreiro Amarildo de Souza como exemplo da permanência da violência contra o cidadão.
    As investigações do MPF duraram cerca de três anos e envolveram a análise de 13 volumes de documentos. Foram tomados depoimentos de 27 pessoas.

    RELIGIÕES DE MATIZ AFRICANO

    Direitos Humanos

    Entidades no Rio questionam juiz e promovem ato nesta quarta em apoio a religiões africanas

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    Quarta, 21 Maio 2014
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    O magistrado chegou a declarar na semana passada que as práticas da umbanda e do candomblé não eram religiosas 

    A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa e a Associação Nacional de Mídia Afro farão hoje (21) às 17h um ato em solidariedade às religiões de matriz africana, na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), centro da capital fluminense. O ato questionará as declarações do juiz federal titular da 17ª Vara Federal no Rio de Janeiro Eugênio Rosa de Araujo. O magistrado chegou a declarar na semana passada que as práticas da umbanda e do candomblé não eram religiosas, mas se retratou nesta terça-feira (20).
    Ele reviu a sentença em que indeferiu liminar do Ministério Público Federal (MPF) que pedia a retirada de vídeos do Google, postados pela Igreja Universal contra cultos afro-brasileiros. O juiz reconheceu que manifestações afro-brasileiras são religiosas, mas manteve a decisão de não retirar os vídeos da internet, fundamentando-se na liberdade de expressão e de reunião. Ele afirmou que, embora sejam de “mau gosto”, os vídeos refletem o exercício regular da liberdade.
    “O forte apoio dado pela mídia e pela sociedade civil demonstra, por si só, e de forma inquestionável, a crença no culto de tais religiões, daí porque faço a devida adequação argumentativa para registrar a percepção deste Juízo de se tratarem os cultos afro-brasileiros de religiões, eis que suas liturgias, deidade e texto base são elementos que podem se cristalizar, de forma nem sempre homogênea”, declarou o magistrado.
    O MPF recorreu ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região contra a decisão de primeiro grau, mas o tribunal ainda não se pronunciou. O mérito da ação ainda vai ser julgado pela própria 17ª VFRJ, que ordenou a citação do Google Brasil Internet para se defender.
    Para o presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Ivanir dos Santos, o juiz não mudou de opinião, apenas de argumento para evitar responder por preconceito no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “Ele não formou uma nova convicção, senão teria pedido a retirada dos vídeos, que são ofensivos”, disse. “Então queremos ser tratados com dignidade, pois uma coisa é liberdade de expressão, outra coisa é perseguição”, concluiu.
    Fonte: Agência Brasil

    COMISSÃO DA VERDADE

    Direitos Humanos

    Comissão da Verdade promove seminário de 22 a 28 de maio

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    Quarta, 21 Maio 2014
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    Confira a programação
    Quando se completa 50 anos do Golpe Militar no Brasil, a Comissão da Verdade promove uma série de atividades para ampliar o debate sobre a verdade, memória e justiça. Veja a programação abaixo e participe.
    1) A Comissão da Verdade do Rio convida para o evento "Arquivos da repressão e da resistência: configurações e usos sociais", que acontecerá no CPDOC/FGV (Praia de Botafogo, 190), no dia 21 de maio às 14h30, na sala 1027.
    2) Cineclube ABI/CAL
    Apresentam: Pinheirinho- Tiraram Minha Casa, tiraram minha vida
    Dia: 22 de maio (quinta-feira)
    Horário: 18:30
    Local: ABI - Rua Araújo Porto Alegre, 71/7° andar- Centro -RJ
    3) Debate: Colômbia, Venezuela e o futuro da América Latina
    Dia: 22 de maio (quinta-feira)
    Horário: 18:30
    Local: Rua da Lapa, 180/ 801- Centro -RJ
    4) Mesa Redonda: A Ditadura Civil/ Militar e a Repressão ao PCB
    Dênis de Moraes
    Lincoln Pena
    Zuleide Faria de Melo
    Dia: 23 de maio (sexta-feira)
    Horário: 18h
    Local: SinPro-Rio- Rua Pedro Lessa, 35/ 2° andar- Centro- RJ
    5) Uns Tempos Estranhos e outras histórias- Novo livro de Laura Esteves.
    Dia: 27 de maio (terça-feira)
    Horário: 18horas
    Local: Teatro Glaucio Gil- Praça Cardeal Arcoverde, s/n- Copacabana -RJ
    6) Palestra: Atualidade da Coluna Prestes: 90 Anos Depois.
    Com Anita Prestes
    Dia:28 de maio (quarta-feira)
    Horário: 19horas
    Local: Cine Metropolis - Vitória -ES

    O POVO COM MEDO DA VIOLÊNCIA POLICIAL.

    Maioria dos brasileiros teme ser torturada pela polícia

    Oito em cada 10 brasileiros temem ser torturados pela polícia. Essa informação consta de um relatório da Anistia Internacional, intitulado "A tortura em 2014: 30 anos de promessas não cumpridas”. O documento divulga dados sobre 21 países e entrevistou mais de 21 mil pessoas. O Brasil lidera o ranking mundial do medo de tortura policial em caso de detenção, estando à frente de países com democracias frágeis como Nigéria, Quênia e Paquistão, e de outros 17 que tiveram avaliados o grau de falta de confiança no aparato repressivo. Os abusos praticados no Brasil são citados em mais de um trecho do relatório, caso do pedreiro Amarildo de Souza, morto por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, em julho do ano passado. O texto diz que "uma investigação conduzida por autoridades concluiu que Amarildo morreu como consequência da tortura a que foi submetido no prédio da Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha depois de ser detido de maneira ilegal para averiguação”. A menos de um mês para o início da Copa do Mundo, o documento da entidade também menciona os casos de abuso policial nos protestos que ocorreram antes do Mundial. "No Brasil, notícias de abuso policial cresceram com os protestos que antecederam a Copa do Mundo e durante operações militares nas favelas das grandes cidades como o Rio de Janeiro”. A pesquisa da Anistia Internacional revelou ainda que 19% dos brasileiros acham válido praticar atos de tortura para obter informações.

    Truculência policial em área nobre do Rio

    Não é novidade para qualquer pessoa como age a Polícia em comunidades carentes: de modo geral, pobre e negro é visto como suspeito. Mas em Ipanema, na Zona Sul do Rio, um dos bairros mais luxuosos do país, a atitude de um PM, no início desta semana, mostrou que a violência policial não fica restrita a áreas pobres. O blog Gente Boa, do dia 14 passado, publicou relato da atriz Aparecida Petrowsky, que, ao ir a uma padaria na Rua Joana Angélica, em Ipanema, assistiu a uma cena de discriminação por parte de uma cliente contra a caixa da padaria, que é uma mulher negra. Segundo a reportagem, "o desentendimento começou quando a cliente reclamou do preço do café, R$ 3. Ela pediu um "café normal” e teria se sentido desrespeitada quando a funcionária retrucou, dizendo que na casa só tinha café expresso. A madame da Zona Sul chamou a polícia e, aos berros, dizia que "é um absurdo deixarem trabalhar gente assim aqui!”. Em seguida, um policial foi na direção da caixa. O PM mandou a caixa se levantar e pedir desculpas à cliente. "Eu estou trabalhando! Não vou pedir desculpas nem sair daqui”, respondeu a funcionária. O policial, então, anunciou: "É desacato à autoridade”. Pegou a trabalhadora pelo braço, para algemá-la. Minutos depois, já havia cerca de 50 pessoas na porta da padaria. Foi então que antigos clientes tomaram partido da funcionária. No entanto, a caixa, que trabalha na padaria há 26 anos, foi levada algemada para a delegacia do bairro na viatura policial. Além de explícita discriminação racial, a atitude do policial, nitidamente, foi de proteger uma representante dessa elite preconceituosa. Agiu como fosse um miliciano. Até agora, o comando da Polícia Militar não se pronunciou sobre o caso e sequer se haverá punição para o policial. Agindo assim, a corporação revela que tipo de instrução dá para seus comandados. Na área nobre ou nas comunidades carentes.  

    Assembleia Legislativa faz homenagem ao centenário de Carolina de Jesus

    Por iniciativa do deputado estadual André Ceciliano, do PT, a Assembléia Legislativa do Estado realiza na próxima segunda-feira, dia 19, uma sessão solene em homenagem póstuma ao centenário da escritora Carolina de Jesus. Carolina, natural de Sacramento, em Minas Gerais, começou a trabalhar como empregada doméstica aos 16 anos de idade, em São Paulo. Depois, passou a viver da coleta de resíduos sólidos nas ruas, com o que criou seus três filhos. Com pouco estudo, tinha o hábito de escrever. Nos anos 50, conheceu o jornalista Audálio Dantas, que descobriu os escritos daquela negra favelada. Em 1960, foi publicado "Quarto de Despejo”, o primeiro livro de Carolina, que foi traduzido para 13 idiomas e vendido em mais de 40 países. A escritora faleceu em 13 de fevereiro de 1977. A homenagem na Assembleia está marcada para as 18h30, no Palácio Tiradentes, na Praça XV, Centro do Rio.    

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    CAMPANHA DA MÍDIA CONTRA A COPA..

    Parte da mídia faz campanha contra a Copa, diz Rebelo

    Escrito por: Redação
    Fonte: Exame

    O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse que parte da mídia faz campanha contra a realização da Copa do Mundo

    Brasília - O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, se referiu a "setores ressentidos" ao comentar movimentos contra a realização da Copa do Mundo.

    Em entrevista ao programa Espaço Público, da TV Brasil, na noite de hoje (20), ele disse que parte da mídia faz campanha contra o evento.

    "Aqui no Brasil parte da mídia faz campanha contra a Copa. Setores ressentidos, derrotados, fazem essa campanha".

    Rebelo ainda citou o apoio inicial de governadores de oposição ao governo do então presidente Lula.

    "O Aécio, o Alckmin, o Eduardo Campos estavam lá, quando o Brasil ganhou o direito de sediar a Copa. Depois, as conjunções políticas e as manifestações fizeram com que alguns se afastassem disso. Aí a Copa ficou órfã de pai e mãe, restando só o (ex-)presidente Lula".

    O ministro ainda atribuiu movimentos contra a Copa do Mundo no Brasil a um sentimento de contrariedade a posições que o país estaria ocupando no cenário internacional.

    "Existe, em algumas partes do mundo, um desconforto em relação à posição que o Brasil tem ocupado nos fórum internacionais e o seu protagonismo econômico. É como se dissessem que o Brasil quer ocupar um lugar que não lhe cabe, que ele precisa voltar ao seu lugar".

    Ele acredita, no entanto, que no final das contas o povo vai abraçar o evento, seja por "informação ou paixão ao futebol".

    O ministro do Esporte também defendeu os gastos em estádios e infraestrutura maiores que em copas anteriores.

    "A Alemanha não gastou tanto porque não precisava, porque já tinha estrutura pronta. A África do Sul não gastou porque não podia".

    Além disso, explicou que a Copa deve gerar 3,6 milhões de empregos e que para cada real de investimento público haverá um retorno de R$ 3,4 em investimentos privados.

    Ele também explicou gastos considerados elevados com alguns estádios.

    Em Brasília, por exemplo, ele disse que as obras de entorno não constavam no orçamento inicial, e sua inclusão posterior provocou grande aumento de custos em relação ao valor inicial.

    Já na Arena Corinthians, conhecida popularmente como "Itaquerão", Rebelo explicou que estruturas temporárias tiveram que ser levantadas para atender as exigências da Fifa para um estádio de inauguração do evento, que deve receber 60 mil pessoas.

    "No caso do estádio do Corinthians, teve que passar de 40 mil para 60 mil lugares, foi quase como um novo estádio em cima do primeiro".

    Vale lembrar, porém, que já era sabido que o estádio de São Paulo receberia a abertura do evento, antes mesmo dele ser erguido.

    O ministro também falou das Olimpíadas de 2016 e garantiu a entrega das obras a tempo. Lembrou, inclusive, que o Rio de Janeiro vai tirar proveito de já ter recebido a Copa do Mundo.

    Ele, porém, não afastou a possibilidade de haver atrasos nas obras.

    "É claro que se você examinar o curso do calendário, há alguns atrasos. Algumas obras talvez não fiquem prontas no período previsto, mas vão ficar prontas para o evento".