sábado, 15 de agosto de 2015

RACISMO DA BAND.

Racismo do 'Pânico' não tem perdão!

Escrito por: Altamiro Borges
Fonte: Blog do Miro

O pedido de desculpas não deve convencer ninguém: o programa da Band já é conhecido pelo seu 'humor' preconceituoso, invasivo e reacionário

Em nota divulgada nesta segunda-feira (10), a direção do programa “Pânico”, da Band – emissora privada que explora uma concessão pública –,  finalmente pediu desculpas aos telespectadores pelo personagem racista “Africano”, interpretado pelo “humorista” Eduardo Sterblitch. A nota, porém, é marota. Ela justifica “a criação de personagens, sejam eles inspirados em personalidades, profissões ou em diferentes culturas” e não explicita se vetará o quadro “satírico”. Na maior pureza – e cinismo –, a direção do Pânico afirma que “jamais teve a intenção de ofender, mas sim, levar entretenimento com seu humor característico” e “pede desculpas ao público que se ofendeu com o personagem".
 
 
O pedido de desculpas, entretanto, não deve convencer ninguém. Afinal, o programa da Band já é conhecido pelo seu “humor” preconceituoso, invasivo e reacionário. A direção do “Pânico” só se manifestou porque a rejeição ao quadro racista teve enorme repercussão nas redes sociais e ainda pode resultar em multas e outras penalidades. A Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra no Brasil, ligada ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), solicitou à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) da Presidência da República que tome providências imediatas contra o programa.
 
O personagem “Africano” foi destaque no quadro de paródia ao reality show de culinária “Master Chef”. Ele é interpretado por Eduardo Sterblitch, um “humorista” branco que se pinta de negro - com a técnica do “blackface”. O personagem sempre aparece como selvagem, soltando gritos e grunhidos. No último domingo (9), a “atração” gerou revolta na internet. No Facebook, a página “Repúdio ao Racismo do Personagem O Africano” obteve mais 2,7 mil adesões. Ela exigiu o fim imediato do quadro, considerado “nojento” pelo seu estímulo ao racismo. A “atração” também repercutiu na imprensa africana. O jornal "Sene Web" acusou o programa de ridicularizar os afrodescendentes.
 
Diante da repercussão negativa, a famiglia Saad, proprietária da Rede Bandeirantes, até insinuou que daria “um puxão de orelhas” na equipe do “Pânico”, segundo revelou a jornalista Keila Jimenez, do site R7. Mas quem conhece a história desta emissora, que exibe vários programas sensacionalistas e preconceituosos, sabe que isto é puro jogo de cena para escapar de qualquer punição. Para Humberto Adami, presidente da Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra da OAB, o pedido de desculpa e mesmo a extinção do personagem não são suficientes para redimir o grave crime. "O dano já existe. É só uma questão do Ministério Público ou dos grupos interessados na questão racial postularem uma ação judicial. Era melhor que eles [a direção da Band] já fizessem a reparação, seria um exemplo sadio de como a emissora consegue buscar um outro tipo de atitude".
 
Nas redes sociais, o próprio "ator" Eduardo Sterblitch tentou limpar a sua barra. "Eu não sou racista e também estou chorando... A quem deixei triste ou pior, peço desculpas por minha ignorância. Que, pelo menos, eu sirva de exemplo para que isso não aconteça mais". O seu apelo, porém, também não sensibilizou a criadora da página de repúdio ao personagem no Facebook. "Não acredito na inocência dele", afirmou a jovem carioca Sandy dos Anjos, ao site F5, da Folha. "Não é a primeira vez que me sinto incomodada com esse programa. Esse quadro passou de todos os limites... Vi aquele vídeo, toda aquela gente rindo e zombando e me senti mal. É esse tipo de coisa que reforça esteriótipos de que nós negros somos uma raça inferior".
 
"Eu não acredito e tampouco aceito o pedido de desculpas dele, uma tentativa de enganar bobo. Não acredito que Eduardo seja burro e tenha encenado aquele quadro vergonhoso na 'inocência de fazer humor'. Fez sabendo, sim, que ofenderia muita gente e mesmo assim o fez porque ele, como pessoa privilegiada, não acha mal zombar de pessoas que são humilhadas pela cor da pele... Eduardo achou legal rir de pessoas que, por sua etnia, têm inúmeras dificuldades a mais na vida, são mortos, não têm seu corpo e cultura respeitados... Queremos uma resposta do programa e de seus patrocinadores. Que tipo de 'entretenimento' é esse que eles irresponsavelmente põe na TV? Temos pessoas do Brasil todo afim de levar isso a frente", garantiu. Outro petardo contra o racismo da Band e do Pânico foi postado pelo líder comunitário Walmyr Junior no site do Jornal do Brasil. Vale conferir:
 
*****
Blackface no 'Pânico na TV': racismo, intolerância  e xenofobia
 
Walmyr Junior *
 
A prática do “blackface” no Brasil deixa um rastro de vergonha. Nascido no berço do racismo cultural dos Estados Unido, a prática de se passar por negro para ser engraçado surgiu no meio de atores brancos que pintavam seus rostos com carvão ou carbono para representar, de forma estereotipada e pejorativa, um personagem negro. 
 
A ideia surgiu no início do século 20 e tinha duas funções sistemáticas: ridicularizar o homem e a mulher negra e não dar espaço para que atores negros ganhassem notoriedade nas telas do cinema "holiudiano".  As práticas recorrentes dos “blackface” catalisaram o racismo por suas piadinhas de péssimo gosto que satirizam a tradição, história e religião do povo negro africano.
 
Agora no século XXI é a vez da TV e teatro brasileiros reproduzir a mesma forma reprovável e xenofóbica o que os americanos usaram no inicio do século XX. Apesar do Movimento Negro historicamente contestar essa reprodução, me parece que a manutenção do racismo é mais interessante para a elite branca e dominante.
 
Quem não se lembra do ator do programa Zorra Total, da Rede Globo, que por muito tempo exibiu um quadro onde um homem se fantasiava de mulher negra, pintando a pele, utilizando cabelos crespos e intensificando o deboche com dentes podres, fala “errada” e roupas esfarrapadas? E a peça da companhia de teatro Os Fofos Encenam, que faria apresentações no espaço Itaú Cultural que foi bombardeada pelo Movimento Negro por fazer também uso da prática do “blackface”?
 
Então saíram esses atores e chegou a vez do programa Pânico na Band da Rede Bandeirantes. Eduardo Sterblitch interpreta o personagem Africano, com o corpo pintado de preto, ridicularizando rituais de matriz africana, falando em uma língua incompreensível, fazendo chacota de toda ancestralidade e riqueza cultural dos povos africanos em rede nacional, com uma plateia que se diverte com o racismo e que aplaude a xenofobia. 
 
Já não basta o povo negro ser violentado, escravizado e abandonado? Ainda temos que ser ridicularizado em rede nacional? Nosso povo sofre diariamente com a intolerância religiosa, com o racismo na hora de conseguir um emprego, com a violência que criminaliza constantemente a nossa juventude preta, com a falta de acesso a educação superior, e com um genocídio em curso que quer exterminar o povo negro da terra. 
 
O Brasil vai mostrando de novo o seu racismo que se escondia em um discurso fajuto de um ‘povo brasileiro, sem raça e sem cor’. Um ator representar um negro africano como um selvagem, um ator que ridiculariza as religiões de matriz africana e ainda faz danças e gestos que remetem a um macaco é um artista deplorável que só se importa em ganhar dinheiro desumanizando o povo negro. É um artista que sustenta um discurso nazista que determina que raças não negras são sempre superiores à raça negra. 
 
O racismo estruturante, como já disse, impacta em todas as dimensões da vida, desde a procura do trabalho a hora de dar luz. Ligada a um processo de dominação e opressão promove impactos negativos e profundos na contramão da tentativa de dar garantia de direitos ao povo negro, pobre e favelado.
 
* Walmyr Júnior é morador de Marcílio Dias, no conjunto de favelas da Maré, é professor e representante do Coletivo Enegrecer como Conselheiro Nacional de Juventude (Conjuve). Integra a Pastoral Universitária da PUC-Rio. Representou a sociedade civil no encontro com o Papa Francisco no Theatro Municipal, durante a JMJ. 

AS MENTIRAS DA MÍDIA GOLPISTA.

Gleisi: 'Mídia mente e distorce fatos contra o PT'

Escrito por: Esmael Morais
Fonte: Blog do Esmael

Senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) refutou informações veiculadas pela imprensa nesta quinta-feira acerca do advogado de suas campanhas eleitorais de 2008, 2010 e 2014; de acordo com ela, Guilherme Gonçalves foi seu advogado e da "torcida do Flamengo" nos últimos anos; o objetivo, disse Gleisi, é tirá-la antecipadamente da disputa eleitoral de 2018

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), indignada, ao Blog do Esmael, refutou informações veiculadas pela velha mídia nesta quinta-feira (13) acerca do advogado de suas campanhas eleitorais de 2008, 2010 e 2014. De acordo com ela, Guilherme Gonçalves foi seu advogado e da "torcida do Flamengo" nos últimos anos.
 
O escritório de Guilherme Gonçalves é conceituado e referência em direito eleitoral no Paraná. O profissional atende a vários partidos e candidatos durante as eleições.
 
Gleisi disse que na sua prestação de contas dos processos eleitorais está registrada o serviço realizado e o respectivo pagamento, assim como de outros profissionais.
 
"Embora eu conheça Guilherme da militância no PT, desconheço as relações comerciais e contratuais do escritório dele", afirmou.
 
Para a senadora, mais uma vez, a velha mídia mente e distorce fatos contra ela e o PT. Segundo ela, o objetivo é tirá-la antecipadamente da disputa eleitoral de 2018.
 
Se o quiproquó fosse com o governador Beto Richa (PSDB), como sempre, diria que Guilherme Gonçalves é um "advogado distante", que nunca o viu antes.
 
Escritório também atende a Ratinho Júnior
 
Pela métrica da velha mídia e do Palácio Iguaçu, Ratinho Júnior (PSC) também pode ser chamado de Pixuleco — o nome esquisitão da operação da Lava Jato.
 
Os jornalões cravam que o escritório do advogado Guilherme Gonçalves, de Curitiba, atende a senadora Gleisi Hoffmann (PT).
 
O escritório do Dr. Guilherme é suprapartidário, pois também atende a Ratinho Júnior, o Pixuleco, pela versão dos barões da mídia.
 
No devido processo legal, o causídico certamente se defenderá das acusações que lhe são imputadas. Portanto, não nos deteremos no mérito.
 
Quanto ao relacionamento de Gleisi e Ratinho com o Lava Jato é sacanagem para tirá-los antecipadamente do jogo eleitoral de 2018. Ambos não são citados nas investigações.
 
Nessa armação política, tem fogo amigo contra Ratinho disparado do Palácio Iguaçu. Lá naquele prédio do Centro Cívico tem gente querendo a vaga de Gleisi em 2018. Custe o que custar.
 
A operação do Dr. Sérgio Moro ajuda direta e indiretamente o governador tucano Beto Richa, pois o inquilino do Iguaçu sonha com o Senado.

ENCONTRO COM A PRESIDENTA DILMA..

Diálogo: CUT, centrais e movimentos sociais encontraram com Dilma em Brasília

Escrito por: Érica Aragão
Fonte: CUT

Em defesa da democracia, contra o retrocesso e por mais direitos para a classe trabalhadora

“Nós somos todos construtores da democracia e iremos às ruas juntos nesta trincheira”. Foi com esta frase que começou a fala do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, no encontro com a CUT, centrais sindicais, e os mais importantes movimentos sociais do País e a Presidenta da República, Dilma Rousseff. “Diálogo com Movimentos Sociais “aconteceu nesta quinta (13) e contou com a participação de cerca de 1500 pessoas, no Palácio do Planalto, em Brasília.
 
Com o objetivo de diálogo com os movimentos que tenham compromisso com a democracia, desenvolvimento do país, que garanta mais justiça e igualdade social, o encontro aconteceu num momento da política brasileira em que a classe trabalhadora sofre uma ofensiva, intolerante e preconceituosa da direita e dos setores mais conservadores, como tentativas de retiradas de direitos, da criminalização das manifestações populares, da mudança nas partilhas do pré-sal, do ajuste fiscal, aumento de juros e de uma antirreforma política, que afasta, ainda mais, as chances de jovens, mulheres e da camada mais popular da sociedade de chegarem ao poder.
 
Vagner foi incisivo ao destacar a importância das reformas populares e dos compromissos, alinhado ao povo, durante a última eleição. “A CUT não admite uma agenda de retrocessos, que retira direito das trabalhadoras e dos trabalhadores. A agenda ideal é mais crédito, menos juros, fortalecer o mercado interno, política de desenvolvimento social e ajustes ficais, com reforma tributária”, afirmou o presidente da CUT.
 
O Movimento estudantil, representado pela presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Karina Vitral, afirmou que a luta por mais democracia sempre foi, desde a ditadura, e sempre será bandeira da entidade.
 
Ela pediu à presidenta que discuta com os movimentos populares uma agenda para o Brasil avançar. “A educação deveria ser poupada no ajuste fiscal, levamos uma década para aprovar os recursos para melhorar o ensino no país, como o Plano Nacional de Educação (PNE) e o Pré-sal para a educação”, reivindicou Karina.
 
“A juventude quer mais educação, quer a democratização dos meios de comunicação, criminalização da homofobia e também queremos a derrota da redução da maioridade penal, aprovada na Câmara dos Deputados”, destaca a líder do movimento estudantil.
 
A presidenta da UNE também reafirmou o compromisso da luta e o apoio da agenda, mais à esquerda, do governo federal. “A senha do sucesso é o diálogo e aproximação profunda com os movimentos sociais. É preciso pisar no acelerador por mudanças”, finalizou.
 
Para o representante nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, a agenda do governo deve ser a agenda do povo. “Tem que ajustar os que nunca foram ajustados, com a taxação das grandes fortunas e dos bancos, que por 500 anos engordaram em cima do povo trabalhador”.
 
“A agenda tem que ser reforma urbana, reforma agrária, reforma política e da comunicação”, destacou. “Estaremos firmes nas ruas para defender essa agenda por direitos sociais e reformas estruturantes”, e acrescenta com apelo à presidenta “a saída não é com o (Eduardo) Cunha e com o Renan (Calheiros) é com o povo”
 
Mulheres e jovens fizeram por diversas vezes coros de protesto, gritando “Fora Cunha” e por mais direitos para as mulheres.
 
O coordenador do Movimento Sem Terra (MST), Alexandre Conceição, criticou o ajuste fiscal, no qual os trabalhadores e os Sem Terra pagam a conta. “A nossa família sabe o que é economizar, pra ter uma vida com mais dignidade a gente economiza. O que não pode é cortar água de cisterna, da reforma agrária”, sugere Alexandre.
 
Alexandre terminou sua fala reafirmando o apoio à luta pela democracia e mais direitos.
 
Vagner Freitas pediu para a presidenta ouça os movimentos sociais para ajudá-la a enfrentar essa onda conservadora liderada pelo mercado. “As reformas têm que ser feitas com o povo e para o povo. O mercado não dá sustentação à esse governo”, destacou Vagner.
 
O presidente da CUT, ao alertar sobre a onda de ódio e intolerância que vem crescendo em nosso país, por parte daqueles que querem dar um golpe na democracia, usou uma metáfora muito comum no meio sindical, dizendo que poderia ir “às ruas com armas nas mãos” se tentarem derrubar Dilma.
 
Dilma dialoga com os movimentos
 
Por vários momentos o coro de mulheres e jovens reafirmaram o apoio à primeira mulher na frente do poder.
 
A presidenta começou o diálogo citando o projeto popular que governa o país nos últimos 12 anos, mas lembrou a importância da força dos movimentos populares nas conquistas dos programas sociais.
 
Ela reafirmou o compromisso com a classe trabalhadora, mas pediu que não julgue o governo com menos de um ano do seu segundo mandato. “Em 2018, no fim do mandato, é que teremos mais subsídios para avaliar o meu governo. Fizemos um pedaço, mas falta muito o que fazer”, disse ela.
 
“Não tem como não dizer que estamos passando por um momento difícil na economia, mas estamos fazendo um grande esforço para mudar essa realidade”, afirmou Dilma. Ela disse que estamos vivendo uma travessia, mas garantiu que será sem retrocessos nas políticas sociais.
 
A presidenta garantiu que vai tomar todas as medidas para que o país volte a crescer, o mais rápido possível. Ela citou o lançamento, para setembro, do Programa, mais avançado, Minha Casa Minha Vida 3.
 
Dilma também falou do aumento de acesso à educação no país, por meio dos programas de governo para os jovens. Citou os Mais Médicos, que hoje atende mais de 63 milhões de brasileiros e brasileiras, garantindo a atenção básica de saúde.
 
Dilma garantiu que a lei de partilha não será modificada, porque entende o papel da Petrobrás na educação do país. “Os royalties destinados à educação é fundamental, porque tivemos a preocupação de transformar essa riqueza finita em uma riqueza maior, que é a formação das pessoas. Enquanto eu for presidenta vou lutar por todas as minhas forças para manter a lei de partilha, destacou Dilma.
 
Sobre a onda conservadora, Dilma lembrou que viveu na ditadura e que lutar por qualquer justiça é ser taxada de subversiva. “Não defenderei nada contrário a manifestação. Eu tenho que ter lealdade a história da minha geração, a história dos que não sobreviveram e os que sobreviveram por acaso”, afirmou ela se referindo a lei anticorrupção, aprovada esta semana na Câmara dos Deputados. 
 
Ela voltou a mostrar a sua indignação com a proposta de redução da maioridade penal, dizendo que a juventude não é questão de polícia e lembrou que o encarceramento não dá resultado, mas que é necessário reprimir quadrilhas que usam jovens como escudo para o crime.
 
Citou o Programa Juventude viva e disse que defende o programa Jovem Aprendiz como contraponto a redução. “O jovem precisa estudar e ter oportunidade para crescer”, justificou a presidenta.
 
Também lembrou de outras conquistas importantes dos movimentos sociais, valorização do salário mínimo e o marco civil da internet.
 
Dilma contou sobre a carta que recebeu do papa, na Copa do Mundo, e que faz muito sentido no momento. O documento, que foi divulgada ao povo brasileiro, citava três valores fundamentais para um verdadeiro “campeão”.
 
Respeitar o trabalho duro, pois nenhum atleta que ganha medalha de ouro ganha sem uma luta árdua, se esforçando com muita ética no trabalho.
 
O jogo tem que ter cooperação. Ninguém faz nada sozinha. “Por isso eu respeito os movimentos sociais”, disse ela. “Nós temos que cooperar de forma avançada com mais tecnologia humana”, reforçou a presidenta.
 
E por último o “Fair Play”, conceito usado no esporte para disputas com ética e regras. “Respeitar o resultado e honrar a escolha do povo. Se não souber fazer isso, melhor não disputar”, destacou Dilma.
 
Ela voltou a dizer a frase da música do Lenine: “eu envergo, mas não quebro”.
 
A presidenta falou sobre a intolerância que ronda o país e as redes sociais e pediu para os movimentos respeitarem as opiniões diferentes. “Sei que este povo que está aqui é diferente, mas pessoas que pensam diferente devem ser respeitadas. Xingá-las é intolerância”, afirmou ela.
 
“Não estou aqui para resolver todos estes problemas até o fim deste ano, e sim até o fim do meu mandato”, afirmou a presidenta. “Na minha vida eu mudei muito e também errei, mas eu nunca mudei de lado”, finalizou Dilma, emocionada.

UMA CORVADIA CONTRA AS MARGARIDAS..

A covardia da mídia hegemônica contra as Margaridas

Escrito por: Redação
Fonte: Portal Vermelho
A Marcha das Margaridas é uma das evocações mais bonitas e simbólicas do movimento popular brasileiro. Construída por mulheres trabalhadoras, especialmente as mulheres do campo, a marcha evoca a memória da paraibana Margarida Maria Alves, sindicalista, assassinada a mando dos patrões com um tiro no rosto em 1983, em um dia 12 de agosto. 
 
Neste 12 de agosto de 2015, cerca de 70 mil pessoas de todo o Brasil participaram da marcha em Brasília. A Globo News não mandou repórteres desde cedo informar, empolgados, que a “manifestação é pacífica”. Ou que “as pessoas estão cantando o hino nacional”. A abordagem foi o tempo todo para desqualificar ou diminuir o evento. Falou-se no estádio “cedido gratuitamente”, no trânsito parado nas vias próximas e a cobertura fotográfica foi canalha. Vejam, por exemplo, algumas fotos que o Grupo Folha publicou em seu site. As fotos da Folha estão à esquerda e à direita fotos do grupo Mídia Ninja. Parecem eventos diferentes. As da esquerda são fotos de uma manifestação esvaziada, claramente feitas nos horários de chegada ou de saída dos participantes. A ideia é passar uma imagem de um ato de poucos, mesmo que o texto registre milhares, pois a mídia hegemônica aposta justamente no poder da imagem para transmitir a mensagem principal (veja ao final mais belas fotos da marcha). 
 
A vitória da primavera
 
Isso não é à toa. Esta é uma marcha de mulheres de luta, que em plena tempestade conservadora têm a coragem de levantar, bem alto, bandeiras em defesa dos direitos sociais e da democracia. Nossa apodrecida mídia hegemônica não poderia realmente dar a este digno ato a repercussão que seria merecida em uma comunicação livre das nuvens carregadas pela direita e pelo neofascismo. Diante disso, pode parecer que a luta das margaridas é vã. Porém, tempos ruins causam estragos, podem até fazer com que se perca uma lavoura, mas as margaridas continuam sempre florescendo, até que um dia a primavera termina inevitavelmente por vencer o céu nublado.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

ATO EM DEFESA DA DEMOCRACIA..


http://cutrj.org.br/system/images/3cfc34135047ae6795da5ecab7b59
Movimentos sociais do Rio farão ato no dia 20/8 em defesa da legalidade democrática e contra o golpe


Concentração será na Candelária às 16h. seguida de passeata na Av. Rio Branco às 17h e ato/show/atividades culturais na Cinelândia a partir das 18h



Seguindo a orientação que vem também de várias outras capitais, o movimento Mais Democracia e Mais Direitos vai realizar um grande ato de rua no próximo dia 20 de agosto com concentração na Candelária (16 hs), passeata pela Av. Rio Branco (17 hs), e ato/show/atividades culturais na Cinelândia a partir das 18 hs.

Os eixos centrais dessa manifestação são:

• Em Defesa da Legalidade Democrática e do Estado de Direito, Contra o Golpe! Fora, Cunha!;
• Por uma Reforma Tributária Progressiva, com Taxação das Grandes Fortunas e do Patrimônio;
• Em Defesa da Petrobras e do Sistema de Partilha do Pré-Sal, e da Soberania Nacional;
• Em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores, do Emprego e dos Salários, Contra a Terceirização;
• Por Mais Democracia e Mais Direitos!

terça-feira, 11 de agosto de 2015

COMEÇOU A TRANSPOSIÇÃO DO VELHO CHICO...


Publicado em 10/08/2015

Espetacular! Começou a
transposição do São Francisco!

A quem duvidava… tóc… tóc… tóc …

Amigo navegante  Flávio sugere essas imagens espetaculares extraidas do Blog do Kennedy Alencar.

Imagens e emoção que o amigo navegante nao verá no jornal nacional, aquele programete do Gilberto Freire com “i” , que perde para o Raul Cortez.

(Não é à toa que a Globo, aflita com o 4G, ainda precisa da Dilma e não quer saber de furdunço)


Caro amigo navegante vale a pena publicar em seu site.
abs
Flávio



O MESMO PARTIDO DA DIREITA...



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10 de agosto de 2015 11:58 AM

CNTE rejeitou política golpista
Conlutas/PSTU quer um governo de Temer?
Defensores do fim da greve sem conquistas, em São Paulo; do arrego diante do governo psolista de Macapá e de nenhuma paralisação no dia nacional de lutas, propõem "Fora Dilma" e são desmascarados

 Conlutas/PSTU propõe acabar com o governo Dilma, apoiando - de fato - o impeachment o que levaria o vice, Michel Temer ao comando do governo
Durante a realização da 2a. Plenária Intercongressual da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação), nos dias 7 e 8 passados, em Brasília, os representantes do PSTU/Conlutas apresentaram texto com texto intitulado “Basta de Dilma, de Cunha, Aécio e toda a corja”.
Com base em tal política interviram também no plenário do encontro, procurando explicar a reacionária posição de defender em um encontro de trabalhadores a derrubada do atual governo, mesma posição assumida pela direita pró-imperialista, liderada pelo PSDB, e única força política capaz – nas atuais condições – de viabilizar a queda do governo através de um golpe de estado; seja pela via “institucional” (impeachment no Congresso ou decisão da justiça) ou por outros mecanismos (intervenção militar etc.).
Os “antigovernistas” do PSTU/Conlutas procuraram ainda defender sua política do “nem... nem...”, afirmando que não participariam das manifestações do dia 16/08 – convocadas pela direita – mas que também não iriam às ruas junto com CUT, MST, UNE, MTST e partidos de esquerda (como PT, PCdoB e PCO), no dia 20 próximo, sob a alegação de que o ato contra o golpe teria um caráter direitista e que seus organizadores não aceitaram as exigências do PSTU.
Tais posições foram amplamente repudiadas pelo plenário com mais de 400 delegados de 45 entidades sindicais de todo o País.

A intervenção do PCO
Intervindo no plenário logo após os representantes da Conlutas/PSTU, o companheiro Antônio Carlos Silva, da direção nacional do PCO e da corrente Educadores em Luta, lembrou que ao contrário dos dirigentes das greves mais importantes dos professores, dos dirigentes das organizações nacionais e até internacionais dos trabalhadores, o PSTU que não têm qualquer espaço na TV para defender suas posições, o PSTU tinha recebido meia hora da Globo para explicar (sem conseguir) porque defende a derrubada do governo Dilma. Assinalou ainda que essa política se opõe à tudo o que já foi ensinado e defendido pelos marxistas e revolucionários, destacando que Lênin e os bolcheviques procuraram educar as massas em 1917, na Rússia, com a palavra-de-ordem de “fora os ministros capitalistas” e que o PSTU ao chamar o PT, a CUT, o MST etc. a romperem com o governo e propor o “fora Dilma, está levantando a reivindicação de “fora os ministros socialistas”, que governe Temer e a direita (acesse e veja a intervenção do PCO em https://www.youtube.com/watch?v=SZkxAAtHWNo&feature=youtu.be ou na íntegra as intervenções do primeiro dia em http://www.cnte.org.br/index.php/component/content/article/9-sem-categoria/14214-tv-cnte?videoid=eAXuFrRjMMc)
O PCO também chamou atenção do militantes do PT e da CUT para o fato de que é preciso abandonar a posição passiva e muitas vezes de capitulação diante da direita golpista e mobilizar amplamente contra o Golpe, convocando os trabalhadores e a juventude a saírem às ruas. Para isso é necessário realizar um ampla campanha, “colocando o problema dos golpe nos boletins dos sindicatos, discutir nas escolas, sem vacilação”, afirmou o dirigente do partido.

Manifesto contra o golpe e em defesa dos royalties para a Educação

Refletindo o posicionamento majoritário na Plenária, ao final do encontro foi aprovada um manifesto (cuja versão final ainda não foi disponibilizada) trazendo um posicionamento da CNTE diante da situação política, se opondo ao golpe e à retirada de direitos dos trabalhadores diante da crise. De forma especial, o documento denuncia a proposta do senador José Serra (PSDB) de acabar com o favorecimento da Petrobrás na exploração do pré-sal, como parte da politica tucana de defesa dos interesses dos monopólios estrangeiros, de privatização total da petrolífera e de ataque ao ensino público.
Segundo o presidente da CNTE, Roberto Leão, “O manifesto é em defesa da democracia e contra o golpe e a retirada de direitos. Os royalties de petróleo são da educação, reafirmando o compromisso inegociável com a democracia”.




O MESMO PSTU DE SEMPRE..

PSTU bate panela junto com a pequena burguesia fascista
O presidente do PSTU foi nas redes sociais aplaudir o ato coxinha da direita
Na noite de ontem, depois que o programa semestral do PT foi exibido em rede nacional de TV e rádio e recebido por uma panelada organizada pela direita fascista nos bairros de classe média alta das cidades no país inteiro, foi a vez do presidente do PSTU bater panela nas redes sociais, fazendo coro com a direita fascistoide.
Zé Maria, o presidente do PSTU elogiou a manifestação da direita coxinha que pede desde de impeachment até a volta dos militares:
“PANELAÇO NA DILMA E NO PT!, disse ele, e acrescentou
“MAS PANELAÇO TAMBÉM NO AÉCIO E NO PSDB!”, numa mal disfarçada tentativa de transformar o ato da extrema direita nacional em farsa do PSTU. E mais:
“Inacreditável a cara-de-pau da direção do PT no programa que acaba de ir ao ar na TV. Mostram um país que só existe no conto da carochinha dos dirigentes deste partido e seu governo. E acham que enganam alguém com isso.”
Perfeitamente merecido o panelaço que se ouviu por todo lado durante o programa”, papagaiou o presidente do PSTU.  E moralizou para a extrema direita peessedebista e bolsonariana: “Mas panelaço não pode ser só no PT e na Dilma, não. Tem de ser também no Aécio e no PSDB, no Temer e Eduardo Cunha do PMDB, tem de ser panelaço neles todos. Eles estão unidos para atacar os direitos dos trabalhadores e para defender o lucro dos bancos”.
O PSTU está abertamente na frente única da direita e utiliza as críticas puramente decorativas a ela para atrair os incautos para esse campo e para a derrubada do governo Dilma.
Fica claro, agora, que quando o PSTU fala em “chamar os trabalhadores a derrubar o governo”, que dizer, de fato, apoiar a direita para aprovar o impeachment e dar o golpe de Estado.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

O FURDUNÇO...

Trabuco do Bradesco: vamos
acabar com esse furdunço!

Não desprezar a base da pirâmide. O Bradesco acredita na mobilidade social

Trabuco e Lázaro Brandão compraram o HSBC e querem trabalhar em paz, viu, Gilmar?

Aos que embarcaram no furdunço do Golpe e do impitim (são a mesma coisa), valeria a pena meditar sobre as sensatas palavras do Trabuco:



Na Fel-lha, entrevista com Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco:


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/228777-vamos-ter-que-consertar-este-aviao-em-pleno-voo.shtml

A crise política é mais forte que a própria crise econômica. Isso abala a confiança e retarda a retomada. Todos os participantes desse processo –políticos, Executivo, autoridades– têm de pensar grande. Precisamos ter a grandeza de buscar a convergência. 

O Congresso tem contribuído para buscar soluções ou apenas tumultua o ambiente e cria desgastes para o governo? 

Eu tenho dificuldades, até pelo meu escopo de trabalho, de opinar sobre determinadas atitudes do momento. Mas precisamos sair desse ciclo do quanto pior, melhor. Melhor para quem? Para o Brasil, não é. As pessoas precisam ter a grandeza de separar o ego pessoal do que é o melhor para o país. 
(…)

Mas essa é uma inflação corretiva, que está equacionando uma diferença de preços e tem prazo para acabar. A política monetária foi executada. Nós trabalhamos com um PIB extremamente modesto, fraco até junho do ano que vem. Depois tem a retomada. Mas essa retomada será puxada pelos investimentos em infraestrutura. 

(…)

O Bradesco, que é conhecido como um banco popular, passa a ser o maior do país em clientes de alta renda com a compra o HSBC. Isso não pode descaracterizar a instituição? 

A segmentação de clientes existe para reconhecer pela renda a evolução social que o Brasil teve e vai continuar a ter. Se desprezássemos a base da pirâmide, perderíamos nosso projeto histórico, que acredita na mobilidade social. Queremos ser eficientes para todos os clientes.

No Globo: http://oglobo.globo.com/economia/negocios/a-pasmaceira-tem-um-custo-para-sociedade-diz-luiz-carlos-trabuco-17128130


(…)

Mas há o chamado dissenso entre os órgãos do governo e o Legislativo, que parece retardar um pouco esse processo. Agora, a sua retomada é inevitável. Uma pesquisa da KPMG desta semana, sobre o humor dos investidores, mostra que o Brasil está entre os três países de preferência, porque os bônus que oferece são concretos para um mundo que está atrás de taxas de retorno. Então, o capital que está investido aqui pode dar um retorno maior e mais seguro que em outros países. Mas precisamos botar isso para funcionar. A pasmaceira tem um custo, e o custo é diluído para toda a sociedade, mesmo para aqueles setores sociais que nada têm a ver com os dissensos que estão acontecendo.

(…)

O que o sistema bancário mais deseja é que o país e a economia funcionem dentro de bases sustentáveis para construirmos o longo prazo. É evidente que a curto prazo há dificuldades, e não vamos comemorar esse PIB em recessão. O que temos de fazer é criar as pontes necessárias entre o Estado e a sociedade para que se construa uma avenida de crescimento. E o apoio para a convergência a uma serenidade no trato disso é muito importante. Os problemas econômicos se resolvem, porque são matematização de certas variáveis que podem ser consertadas. Mas os problemas políticos, não. Eles são de ideias, de ideologia, de postura. É uma energia usada para provocar calor, e hoje o país precisa de energia para provocar luz.


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O POVO NÃO É BOBO...

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

A VERDADE VAI PREVALECER....

Moro ignora que obras de Angra 3 foram aprovadas pelo TCU e mantém Almirante preso

sergio_mor
Ao achar na internet texto apontado como prova, Moro decreta prisão preventiva
Por Felipe Luchete, para o site ConJur
Dois artigos aparentemente copiados da internet ajudaram a fundamentar a prisão preventiva do almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, presidente licenciado da Eletronuclear. Continue lendo

A PETROBRÁS VAI BEM

Cerra, a Petrobras
está melhor que a Chevron !​

E o Renan que entrou para o time dos delcídios ?


RESULTADO DA PETROBRÁS NO PRIMEIRO SEMESTRE É SUPERIOR AO DA BP, CHEVRON E EXXON



A Petrobrás divulgou na noite desta quinta-feira, 06, os resultados operacionais e financeiros do segundo trimestre, registrando um lucro líquido de R$ 531 milhões e R$ 9,5 bilhões de lucro operacional. Levando em conta todo o primeiro semestre de 2015, a estatal alcançou um lucro líquido de R$ 5,8 bilhões e um lucro operacional de R$ 22,8 bilhões.

Apesar do lucro líquido da Petrobrás neste semestre ter sido 43% inferior ao do mesmo período de 2014, se comparado com outras grandes empresas petrolíferas, ainda assim, a estatal brasileira ficou à frente da britânica BP, cujo lucro despencou em 144%, e das norte-americanas Chevron e Exxon Mobil, que apresentaram redução de 69% e 49%, respectivamente.

A queda acentuada dos preços do barril de petróleo tem sido um dos principais fatores da grave crise que afeta a indústria mundial de petróleo. No caso da Petrobrás, soma-se a isso a variação cambial. No entanto, mesmo neste cenário de instabilidade, a estatal brasileira conseguiu elevar sua produção de petróleo e gás natural em 9%, chegando à marca de 2,784 milhões de barris por dia. Somente no pré-sal, a produção atingiu em junho o recorde de 747 mil barris por dia.
Integração é o grande trunfo da Petrobrás

Os resultados operacionais, que há décadas vêm impactando positivamente os números da Petrobrás, reforçam a importância de se preservar a companhia como uma empresa integrada de energia. Além de ter elevado a produção de petróleo e gás, a estatal manteve sua produção de derivados em cerca de 2 milhões de barris por dia, aumentou a geração de energia elétrica em 15% e continua sendo a líder do mercado nacional de distribuição de derivados, através da BR.

O fato da Petrobrás atuar em diferentes segmentos do setor energético foi fundamental para reduzir os efeitos perversos da crise que atinge a indústria de petróleo em todo o mundo e também para continuar cumprindo o seu papel de uma empresa comprometida com a soberania energética do país. A integração, portanto, é um grande trunfo não só para a empresa, mas, principalmente, para o povo brasileiro, cujas conquistas sociais estão diretamente relacionadas aos investimentos e empregos impulsionados pela estatal nos últimos anos.

Preservar a Petrobrás como empresa integrada de energia deve ser compromisso de todos os trabalhadores. A FUP e seus sindicatos continuarão na luta para barrar a venda de ativos e manter a estatal como operadora única do pré-sal.


Alessandra Murteira

Federação Única dos Petroleiros – FUP


​Em tempo: não deixe de ver que foi preciso o Requião para peitar o delcidismo do Renan – PHA

Em tempo2: “delcidismo” é uma doença que contamina uma parcela do PT, que pretende entrar para a mesma cova da História em que já se depositam o Padim Pade Cerra e seu mestre inspirador, o Príncipe da Privataria! ​- PHA

PANELAÇO...

Panelaço dos BROCS
foi ensurdecedor fracasso

Não tem um negro batendo panela !

Bate, bate, pra sair na Globo !


Nas páginas fedorentas do PiG não há um negro a bater panela contra o desafiador programa do PT.

Só tem branco.

O que levou amigo navegante de origem chinesa a criar o acrônimo BROCS – a contrafação  derrotada, hipócrita dos BRICs.

É assim:

“B” de branco;

“R” de reacionário;

“O” de odiento;

“C” de curvado;

e “S” de superado.

(O amigo navegante pode criar o seu acrônimo e aqui, no ABC do Conversa Afiada, podemos contemplar muitas variantes …)

O ensurdecedor fracasso dos BROCS foi registrado pela Fel-lha (que está no ABC do C Af), ela mesma integrante dessa penca, os BROCS:

BAIRROS DA PERIFERIA DE SÃO PAULO NÃO ADEREM A ‘PANELAÇO’ CONTRA PT


Bairros da periferia de São Paulo e da região metropolitana ficaram em silêncio durante o programa do PT exibido na noite desta quinta-feira (6).

O blog Mural reuniu relatos em dez bairros da capital e em oito cidades da Grande São Paulo. Na maior parte deles não houve panelaços, buzinaços ou protestos contra o partido da presidente Dilma Rousseff.

Os correspondentes do Mural não registraram manifestações em bairros como Capão Redondo (extremo da zona sul), Jova Rural (zona norte), Jabaquara (sul), Pirituba (norte) e Guaianases (leste). No Itaim Paulista, tradicional reduto eleitoral do PT na zona leste, fogos de artifícios foram ouvidos durante a exibição do programa em uma região próxima ao comitê do partido no bairro. Na Mooca, poucas pessoas aderiram ao evento. Na Penha, houve barulho feito por moradores que vivem perto da estação de metrô. No interior do bairro, houve silêncio.

(…)

E reveja na TV Afiada:

O PANELEIRO BRASILEIRO TEM QUE ENGOLIR A EVITA PERÓN


PETROLEIRAS...

“Caráter” das petrolíferas estrangeiras
(Veiculado pelo Correio da Cidadania a partir de 05/08/15)

Paulo Metri – conselheiro do Clube de Engenharia e colunista do Correio da Cidadania

Escrevi, recentemente, o artigo “Projeto de José Serra sobre o Pré-Sal precisa ser observado pela sociedade”, veiculado por este Correio da Cidadania. Nele, escrevi a seguinte frase: “Além de tudo isso, a questão é que, se a Petrobras não for a operadora única, muito do petróleo brasileiro e dos tributos a serem pagos ao país, com as destinações para saúde e educação, serão roubados. Não há modelo de aferição do petróleo produzido e do levantamento dos custos incorridos que sejam confiáveis, se não se tiver a Petrobras como operadora”.
Recebi uma crítica, porque eu estaria “pressupondo a existência de um roubo futuro sem ter a mínima prova de que ele irá acontecer”. O meu crítico não entende que eu não preciso esperar um roubo ocorrer para constatá-lo. Aliás, é interessante conseguir prevê-lo. Para isso, basta constatar que o modo de proceder estabelecido facilita o roubo acontecer e, também, é preciso conhecer o caráter daqueles a quem se entrega a responsabilidade de medir o volume produzido de petróleo e de levantar os custos de produção.
O artigo 17.1 do contrato de partilha do campo de Libra, que define a medição do volume de petróleo produzido no campo pelas empresas petrolíferas consorciadas e, provavelmente, será repetido nos futuros contratos de partilha, reza o seguinte: “A partir da data de início da Produção de cada Campo, os Consorciados deverão, periódica e regularmente, mensurar o volume e a qualidade do Petróleo e Gás Natural produzidos no Ponto de Medição. (...)”. Ou seja, os próprios consorciados serão os responsáveis pelo levantamento da produção do consórcio.
Ratificando o artigo citado acima, o inciso VI do artigo 2o da lei 12.351, define o “operador” de qualquer consórcio, formado para atuar nas áreas onde esta lei se aplica, que inclui o Pré-Sal, da seguinte forma: “a Petróleo Brasileiro S.A. (que é a operadora única destas áreas devido a esta mesma lei), responsável pela condução e execução, direta ou indireta, de todas as atividades de exploração, avaliação, desenvolvimento, produção e desativação das instalações de exploração e produção.” Nestas atividades, está incluída a referida medição do volume de petróleo produzido.
As petrolíferas de médio e pequeno porte não têm a mínima possibilidade de participar de consórcios do Pré-Sal e a Petrobrás é a única grande petrolífera brasileira. Assim, o projeto de lei 131 do senador José Serra, ao propor a retirada da Petrobras da condição de operadora única dos consórcios formados no Pré-Sal, está transferindo várias decisões a serem tomadas por estes consórcios para as novas operadoras, as grandes petrolíferas estrangeiras (Chevron, Exxon, Shell, BP, Total, CNPC, CNOOC e outras), inclusive a definição sobre os volumes produzidos pelos consórcios.
Então, restam as perguntas-chave: “Qual o ‘caráter’ destas empresas? Como elas têm atuado no mundo, já que começaram a atuar no Brasil só recentemente? Ou seja, o que se pode esperar delas?” O passado de cada uma é revelador do seu “caráter”. Para responder a estas perguntas, alguns fatos relacionados a elas, ocorridos no mundo, são listados, sem a pretensão de esgotar a lista de seus malfeitos.


Conclusão
Estas são as empresas que, se o projeto do senador José Serra for aprovado, irão operar as novas áreas arrematadas do Pré-Sal, com as incumbências, dadas por lei e contratos, de declarar, após medição própria, o volume de petróleo produzido, o valor da sua exportação para a própria matriz, os custos envolvidos e, consequentemente, os tributos a serem pagos ao Estado brasileiro. Pergunte a si mesmo: “se esta decisão fosse relacionada com meu patrimônio pessoal, eu confiaria nestas empresas?” Elas que ainda nem pediram desculpas aos povos do Oriente Médio, da África e da Venezuela.
Ainda resta a pergunta: “Não obstante toda esta argumentação, estes dados são do passado. O mundo mudou e não existem, pelo menos com a mesma intensidade, golpes de Estado, rebeliões, assassinatos de políticos para tomada do poder, ditadores etc. Então, como as Sete Irmãs podem agir, hoje?
Além de poderem trabalhar para que ocorra a ocupação militar de um país, elas podem:
1) comprar uma bancada de políticos para aprovar uma legislação que dissimula o roubo e o torna legal;
2) divulgar através da sua mídia corrupta informações mentirosas ou meias verdades;
3) acumpliciar lideranças da sociedade para complicarem o assunto e, assim, dificultarem o entendimento pelo cidadão comum;
4) trabalhar para aprovar a galope propostas prejudiciais à sociedade e ótimas para elas, para não dar tempo para a sociedade compreender e reagir.
Quem teve o mau caráter para agir como descrito, no passado, tem o exato caráter para agir, hoje, através deste novo modelo. Ou seja, o “modus operandi” para as Sete Irmãs continuarem obtendo grandes vantagens mudou, mas, tendo elas o mesmo caráter, que as consagrou, facilmente elas se adaptarão aos novos tempos. E as sociedades, como no passado, continuarão sendo as grandes prejudicadas.

Fonte: A maioria das informações e dados citados foi obtida da série de vídeos intitulados “O Segredo das Sete Irmãs: A Vergonhosa História do Petróleo”, produzido por Frédéric Tonolli e Arnaud Hamelin e que pode ser encontrada facilmente na internet.