domingo, 26 de abril de 2015

O TERCEIRO TURNO...


sexta-feira, 24 de abril de 2015

GLOBO: 50 ANOS CONTRA O BRASIL.

Comunicação

Protestos no show de 50 anos da Globo no Maracanãzinho

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Quinta, 23 Abril 2015
Acessos: 168
A manifestação organizada por ativistas do movimento pela democratização da comunicação faz parte das atividades de “Descomemoração dos 50 anos da TV Globo”
As pessoas que chegaram para assistir o grande show de 50 anos da Globo na noite desta quinta (23) se deparam com uma surpresa nada agradável para os donos da festa. Ativistas de várias entidades e movimentos sociais organizaram um protesto na frente do portão de entrada do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. O público que veio assistir o espetáculo de artistas famosos se deparou com denúncias completamente omitidas pelos veículos de comunicação da rede da família Marinho. Com faixas, cartazes, bandeiras e camisetas estampando slogans e frases contra a TV Globo, os manifestantes distribuíram milhares de panfletos, e se revezaram no microfone para expor as constantes práticas de manipulação da informação, a histórica vinculação com a ditadura, o crime de sonegação fiscal, a concentração monopólica e o apoio a políticos conservadores e corruptos.
Ativistas e militantes de entidades como FALERIO/FNDC, ENECOS, ARPUB, ARCO-RJ/MNRC, UBM, CUT, CTB, FIST, CMP, SindiPetro-RJ, SindRad-RJ, Barão de Itararé e Jornal Inverta, entre outras, fizeram uso da palavra e gritaram palavras de ordem como 'A Verdade é Dura, a Rede Globo apoiou a Ditadura!' e 'O Povo não é Bobo, Abaixo a Rede Globo'. Entre perplexos e desconfortáveis, os convidados foram brindados com dezenas de informações e dados que certamente não aparecem no Jornal Nacional.
O aniversário da Globo não passou em branco. Nos próximos dias, milhares de panfletos continuarão a ser distribuídos em locais de concentração da população, amplificando as denúncias e a desconstrução do papel nefasto da emissora cinquentona. O movimento incluiu banquinhas pra coleta de assinaturas do Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Lei de Mídia Democrática, com propostas para regulamentar o capítulo de comunicação da Constituição. A ação nas redes sociais até domingo é divulgar as manifestações pela hashtag unificada: #Globo50AnosdeDitadura.
APOIO À DITADURA - “Roberto Marinho era um jovem playboy que herdou, com a morte de seu pai em 1925, um jornal no Rio de Janeiro. Assim permaneceu até 1944, quando surgiu a também carioca Rádio Globo AM. Foi apenas no governo Kubitschek que Marinho conseguiu uma outorga para o que viria a ser a TV Globo”, conta o jornalista Gustavo Gindre, da Ancine, em artigo publicado esta semana.
Sobre a situação atual da empresa ele revela: “Entre os países ditos democráticos, apenas dois possuem uma única empresa que concentra mais de 60% do capital circulante nos meios de comunicação: o Brasil (Globo) e o México (Televisa). Não por acaso, ambos essenciais para a política norte-americana em relação ao seu “quintal”, a América Latina.”, analisa. “Segundo dados de 2013, se somada a receita líquida da Abril, SBT, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e RBS, o resultado fica em torno de um terço da receita líquida da Globopar (holding da família Marinho que não inclui seus jornais e rádios). Já em relação ao lucro líquido somado destas empresas, ele corresponde a menos de 10% do da Globopar. Ainda em 2013, apenas cinco empresas não financeiras (Petrobras, Vale, Telefônica/Vivo, Ambev e Cemig) tiveram lucro líquido maior do que a Globopar, com a diferença que esta é a única que tem seu capital fechado, pertencente apenas aos herdeiros de Roberto Marinho”.

VÍDEOS - Conheça um pouco da história da Rede Globo em diversos vídeos disponíveis na internet: Sonegação da GloboGlobogolpe Remix; Levante sua vozMuito além do Cidadão Kane; Don Quixote no cérebro da Globo.
Fonte: Agência Petroleira de Notícias, Fale-Rio e Jornal Surgente
Fotos: Samuel Tosta / Agência Petroleira de Notícias

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quarta-feira, 22 de abril de 2015

A VERDADE SOBRE A TERCEIRIZAÇÃO.

Magda Barros Biavaschi e Marilane Oliveira Teixeira

PL da terceirização: suprimindo direitos e ampliando iniquidades

O PL 4330 abre a possibilidade de que todos os trabalhadores brasileiros sejam terceirizados, sem os direitos históricos e sem definição da responsabilidade solidária entre tomadora e terceiras. No limite, teremos empresas sem empregados e trabalhadores sem direitos

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O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. Viver é muito perigoso. (GUIMARÃES ROSA, Grande sertão: veredas)

A Câmara dos Deputados aprovou o PL nº4330/04 que regulamenta a terceirização, apesar da resistência de organizações dos trabalhadores e setores de representação que integram o Fórum Nacional Permanente em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização (integram o Fórum as Centrais Sindicais, ALAL, ALAJT, Anamatra, ANPT, OAB, SINAIT, sindicatos, pesquisadores e acadêmicos do mundo do trabalho, entre outras). E o fez com truculência.
O substitutivo do relator Artur Maia (Solidariedade/BA) trouxe mudanças pontuais, não afetando o conteúdo. Trata-se de inédito ataque aos direitos trabalhistas consolidados em 1943 pela CLT. Desmonte que, salvo exceções, teve repúdio coeso dos deputados do PT, PSOL e PCdoB.
Têm sido expressivas as manifestações contrárias. Organizações Sindicais convocaram paralisação nacional. Magistrados, procuradores do trabalho, auditores fiscais, entidades do mundo do trabalho, professores, pesquisadores, enfim, mostram que se trata de projeto que não avança na concretização dos princípios constitucionais da dignidade humana e do valor social do trabalho.
Além de “isolar o Brasil dos cânones internacionais de tutela ao trabalho” e eliminar limites a essa forma de contratar, mercantiliza o trabalho humano e fragmenta os laços de solidariedade que costuram o processo civilizatório, como registra, entre outras, a Nota Oficial do Instituto de Pesquisas e Estudos Avançados da Magistratura e do Ministério Público do Trabalho, de 10 de abril de 2015.
O Estado de São Paulo,09 de abril de 2015, Caderno E&N, B1, noticiou suposta conquista sindical com a versão aprovada. Porém, é falsa a ideia de que contribua para “solucionar” a representação sindical dos terceirizados, bem como o é a de que criará empregos e aumentará competitividade e produtividade.
Na realidade, o projeto apresenta potencial altamente precarizador das relações de trabalho. Correspondendo a uma reforma nunca antes vista desde 1943, a eliminação dos freios a essa forma de contratar atingirá os direitos conquistados na luta contra as leis do capitalismo (Luiz Mello Belluzzo, em “Capital e suas metamorfoses. São Paulo: UNESP, 2013”), estimulará a “pejotização”, reduzirá a massa salarial, aprofundará as desigualdades e a discriminação, dificultará a constituição de fundos públicos e, no serviço público, escancarará as possibilidades da alocação de servidores sem concurso. Tudo isso sem resolver a questão da estrutura sindical.
A terceirização ganhou dimensão quando o movimento do capitalismo pressionou no sentido da liberalização dos mercados (“O TST e a terceirização: dinâmica das decisões no período 2000-2013”). Adotada como estratégia para reduzir custos e partilhar riscos, as empresas não hesitam em precarizar o trabalho.
Mudando formas consolidadas de organização, deslocam parte dos processos de trabalho para prestadoras de serviço que atuam de forma dispersa e fragmentada. Motivações econômicas na busca por redução de custos aparecem no centro das iniciativas.
Clique para contribuir!
Nos anos 1990, a defesa fundava-se na geração de postos de trabalho. Atualmente, frente à melhoria dos dados do emprego e às evidências empíricas de que a criação destes é resultante do dinamismo econômico, centra-se na competitividade e na “modernização” das relações de trabalho.
Sob a alegação de obsoletas e excessivamente rígidas as noções de funcionalidade associadas à produtividade, eficiência e aos espaços da organização do trabalho realizado de forma integrada, criam-se Redes. Nessa dinâmica, as empresas mantêm um núcleo de trabalhadores qualificados e terceirizam os demais, com baixos salários, piores condições de trabalho e alta informalidade, perdendo os trabalhadores o sentido de pertencimento de classe e, cindidos, suas demandas não têm força.
Essa forma derruba a tese da especialização, alternativa encontrada pelo relator para liberar a terceirização nas atividades-fim, essenciais à empresa principal, limite, aliás, definido pelo Tribunal Superior do Trabalho, TST, na Súmula 331 (“A terceirização no contexto da reconfiguração do capitalismo contemporâneo: a dinâmica da construção da Súmula 331 do TST”).
Fica claro o movimento de legalizar uma forma de organização do trabalho predatória aos trabalhadores, já que as terceirizadas são apenas gestoras de uma mão de obra treinada e qualificada no próprio ambiente de trabalho. A especialização não está na prestadora de serviços, mas no trabalho que cria valor.
No Brasil, a terceirização instituiu nova dinâmica, degradando o trabalho, interferindo nas relações de cooperação e contribuindo para fragmentar a organização sindical, realidade que o PL, se aprovado, aprofundará ao permitir, inclusive, a quarteirização dos serviços e ao não incluir as garantias de igualdade de direitos e de condições de trabalho para os terceirizados, sem resolver a questão da representação sindical. Ao contrário, como alguém já apontou, poderá provocar maior pulverização via sindicatos “especializados” e exclusivos na representação daquela categoria.
Muitos defensores do PL empunham a bandeira da “modernidade”. “Modernizar” seria terceirizar a mão de obra que vai trabalhar integrada ao processo produtivo, junto à maquinaria e às tecnologias, em regra propriedade da empresa principal, ganhando salários menores e em piores condições de trabalho.
O que as pesquisas têm demonstrado é que as terceirizações encontram freios na Súmula 331 do TST. O PL, ao invés de avançar em relação a esse entendimento, retrocede. Ao ampliar a terceirização para qualquer tipo atividade abre a possibilidade de que todos os trabalhadores brasileiros sejam terceirizados, sem os direitos históricos – FGTS, 13º salário, férias, repouso, jornada, entre outros – e sem que responsabilidade solidária entre tomadora e terceiras seja definida. No limite, teremos empresas sem empregados e trabalhadores sem direitos.
Ainda, será prejudicial aos consumidores, piorando a qualidade dos serviços, como já ocorre nas áreas de telefonia, serviços bancários, energia e água. As empresas de prestação de serviços, de curta vida e notórios desaparecimentos do dia para a noite, deixam desamparados trabalhadores e causam danos à sociedade e à constituição dos fundos públicos, como é o caso do INSS e do FGTS, criando mais dificuldades para a construção de uma sociedade menos desigual.
O não ao PL unifica os que acreditam nas possibilidades transformadoras da luta política. Viver é muito perigoso…
Clique para contribuir!

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ATÉ O JOÃO DÓRIA...

oão Dória também recebe verba pública de Alckmin

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Dória é o da extrema direita.

Não é só o garoto do Implicante. Todos esses tucanos “civis”, que vivem de fazer campanha contra o PT, ganham verba pública.
Na verdade, o tucanato inventou um novo tipo de liberalismo.
O liberalismo com dinheiro público!
Sabe o João Dória Jr, que além de desfiles de cãozinhos de luxo, também organiza um encontro de empresários de Comandatuba, onde lançou ofensas contra os petistas que não compareceram (a troco de que eles iriam)?
(Aliás, leia a matéria do El País sobre o evento, para você ver como é uma coisa ridícula – e hipócrita).
Nesse evento de Comandatuba, João Dória era o mais histérico em favor do impeachment.
No Roda Viva com Eduardo Cunha, João Dória era o entrevistador que mais insistia sobre impeachment.
Dória é um ultra-tucano. Até aí tudo bem.
Como todo tucano neoliberal, ele gosta de falar mal do governo  e do Estado.
Mas como todo tucano neoliberal, vive de verbas públicas.
Parafraseando Sartre, um tucano neoliberal poderia dizer: “O estado mínimo são os outros!”
O último relatório da Subsecretaria de Comunicação do governo de São Paulo mostra a empresa dele, Doria Editora, em quase todos os contratos.
O relatório é confuso, em alguns casos não discrimina o que cada um ganhou. A empresa Appendix, que edita o blog Implicante, também aparece várias vezes no documento.
Mas um contrato nos permite ter uma ideia de quanto João Dória ganha do governo de SP.
É um contrato válido para o período de março a setembro de 2014, e que lista como único recebedor a empresa de João Dória: R$ 595.175,00.
E isso para patrocinar revistas que ninguém lê ou ouviu falar (suponho devem circular em algum consultório médico de bacana).
Com dinheiro público, é fácil ser liberal, né!
Enquanto isso, o professor paulista…

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*
No ano passado, o Claudio Humberto divulgou uma nota sobre uma maneira esperta que Aécio Neves encontrou de pagar seus marketeiros digitais: pagando shows, teatro e até ilusionismo.
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Fonte das informações deste post: @RodP13 e @MarceloAneas.
 
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Category : Mídia

O GOLPE VEM AI...

O golpe vem aí?

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Analisar a política do Brasil é como despetalar uma flor. Destaca-se uma pétala e se diz: não vai ter golpe. Destaca-se outra: vai ter golpe.
A prisão de João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, sem lhe dar qualquer direito a defesa, em nome de crimes que ele poderia cometer no futuro, escancarou o que já estava à vista de todos.
Na verdade, repete-se o modus operandi visto no julgamento da Ação Penal 470, e que muita gente, inclusive no governo e no PT, se recusou a enxergar.
Setores do Ministério Público e do Judiciário estão abusando de suas funções e se tornaram instâncias políticas.
Em plena crise econômica, torram milhões de reais de verba pública para financiar suas conspiratas.
Nada disso é obtido sem a ajuda da mídia, que molda mentalidades e influencia fortemente a opinião pública, em especial as comunidades política e jurídica.
A presidenta Dilma ainda não percebeu isso. Em entrevista aos blogueiros, pôs de lado o debate sobre regulamentação da mídia como se este fosse um tema incômodo, menor, desnecessário.
Ou como se fosse um tema que, por não ser possível que seja aprovado no Congresso, não deva sequer ser debatido.
Ora, esta é a raiz do problema.
A mídia tem de ser discutida.
Porque ela ocupa o lugar central da política brasileira.
No debate entre cientistas políticos publicado pela revista Inteligência, todos pareceram concordar que apenas a figura da presidente da república constitui uma força análoga à da mídia, em termos de força de persuasão.
E concordaram que ela tem de assumir a liderança para gerenciar expectativas e fazer o contraponto aos ataques políticos da mídia.
Esta é a razão pela qual a mídia procura arrasar a presidenta. É também a razão pela qual ela tem de reagir, não apenas em defesa de si mesma, mas de seu governo e de seu partido.
A presidenta precisa falar de política. Ela é o agente político com mais instrumentos para barrar a conspiração judicial que volta a se armar em volta dela.
Ontem eu me senti o jovem Wanderley Guilherme, quando, em 62, previu o golpe de 64. Foi apenas por um minuto, mas eu pensei o seguinte: ora, o golpe será dado, com certeza, até porque eles foram, desta vez, bem mais violentos do que na preparação de 64.
O que significa a “prisão preventiva” de grandes empresários, por mais de seis meses, senão um golpe?
Prisão preventiva se usa apenas para dar tempo à polícia para revistar o apartamento e o escritório do acusado.
No Brasil, conforme já publicamos aqui no Cafezinho, o Judiciário transformou-se numa instância fascistóide que condena a pessoa antes de sua defesa, jogando no lixo conquistas de milhares de anos.
A diferença é que, antes, o Judiciário não usava esses métodos contra a classe política, porque havia relações patrimoniais, familiares entre os dois poderes.
A classe política era amiga, irmã, prima, cumpadre, de juízes e desembargadores.
Pertenciam ao mesmo clube.
Por exemplo, a mulher do juiz Sergio Moro advoga para o vice-governador do Paraná, do PSDB.
A ascensão do PT ao poder rompeu essa ligação, e, após um momento de susto, os elementos mais radicalizados do MP e do Judiciário começam a usar contra políticos do PT os mesmos métodos fascistas que costumam usar contra pobres.
Os empreiteiros entram na roda porque doaram dinheiro para o PT. Essa é a culpa deles. Mesmo tendo doado oficialmente, a elite conservadora antipetista considera isso um crime. E nem esconde essa convicção, tanto que o Ministério Público e o juiz querem criminalizar as doações oficiais, legais, que o PT recebeu das empreiteiras.
Ou seja, as empreiteiras doaram para todos os partidos, mas apenas as doações para o PT são consideradas criminosas.
Lógica, bom senso, racionalidade, isso não importa.
Os petistas contratam os melhores advogados da praça. Vaccari contratou um dos mais conservadores, o Flavio D’Urso, um dos idealizadores do Cansei. Ele seguiu a lógica petista que talvez tenha dado certo por um tempo, mas que, no médio e longo prazo, se revelou ingênua: dar dinheiro para os inimigos.
O PT alimentou seus inimigos por 12 anos, como quem enche a barriga de um leão para que ele não lhe venha devorar. Só que o leão agora quer o botim principal: o poder político.
O que eles fizeram até agora, na Lava Jato, foi planejado, assim como foi a AP 470.
Apertem os cintos.
Ocorrerá o golpe, o PT será semi-destruído politicamente, e só então – meses ou anos depois – haverá reação popular.
O povo assiste a tudo tranquilamente, porque é sábio, não em relação ao presente, onde seus vícios falam mais alto, mas em relação ao futuro, para o qual apontam sua generosidade e suas esperanças. Mas a sabedoria popular jamais pode ser confundida com esse espírito de malta que a mídia explora comercialmente – e politicamente.
Por isso, pesquisas de opinião são superficiais e dão um retrato errado do povo.
Em 2014, as pesquisas davam vitória à Marina num dia, à Aécio no outro, a Dilma no outro.
A culpa não é exatamente dos institutos, mas do método.
Um método analógico num mundo digital.
Um método estático numa sociedade dinâmica.
O povo, por exemplo, costuma apoiar instintivamente a prisão de qualquer político ou empresário. Ele não pode conceber que um figurão possa ser preso injustamente, como acontece frequentemente com um pobre.
Também instintivamente, o povo sabe que a prisão de um político, mesmo injusta, produzirá uma lição moral, educadora. É um pensamento meio fascista, mas inevitável em se tratando da massa.
A injustiça, afinal, cumprirá a sua missão. A dor cria a demanda pelo remédio. A sociedade tem de combater a instrumentalização das poderosas máquinas de repressão do Estado para fins partidários e políticos.
O golpe ocorrerá?
Nenhum juiz comete tantos abusos contra gente poderosa se não estiver respaldado.
Eles não escondem quem está por trás.
O prêmio Faz Diferença, da Globo, ao juiz Sergio Moro deixou bem claro.
A homenagem de Eduardo Cunha a um dos irmãos Marinho confirmou.
O poder da mídia não diminuiu, conforme pensamos ingenuamente.
Na verdade, aumentou, porque invadiu a internet e as ruas. Eu não consigo mais beber cerveja num bar sem que o barulho da TV, ligada sempre no mesmo canal, não me atrapalhe a concentração. Em ônibus, supermercados, restaurantes, elevadores, até dentro do taxi, lá está a mídia, vomitando a mesma opinião.
Por isso a presidenta equivoca-se profundamente ao não falar da mídia.
Como assim, não falar de mídia? A mídia está em toda parte.
Na verdade, Dilma se esquiva de falar de política.
Esquivando-se da política, Dilma aprofunda a crise política, que por sua vez contamina a economia.
E aí pode contratar mil Levys, fazer mil ajustes fiscais, que não tem jeito.
Debater a mídia, assim como debater política, não nos torna carbonários, radicais ou terroristas, como a presidenta e setores do governo parecem pensar.
Debater mídia e política é uma necessidade democrática, e mais ainda na atual conjuntura brasileira.
Não é preciso ser agressivo para rebater uma capa, uma cobertura. Pode-se criticar com serenidade, até mesmo com ironia.
Mas é fundamental que haja um posicionamento.
Prenderam Vaccari. Imediatamente,  um porta-voz do governo deveria se posicionar, dizendo que apoiava a justiça, e a investigação, mas que lamentava excessos, pontuando que é preciso dar sempre o pleno direito de defesa às pessoas.
Vaccari é tesoureiro do PT, partido da presidenta.
Ao não falar nada, a mídia inventa um monte de fofoca sobre o que a presidenta teria falado. E fica por isso mesmo.
De vez em quando, a comunicação do governo se sente obrigada a correr atrás do prejuízo, e publicam no blog do Planalto que a presidenta não disse isso, não fez aquilo, etc.
Não se trata de aprovar ou não uma lei de mídia, mas de criar um ambiente político em que se possa, ao menos debater o assunto!
A mídia é o tema central hoje da agenda política nacional. Recusando-se a falar de mídia, a presidenta, e o governo em geral, na verdade se recusam a falar de política.
Só que estão errados. Quem bate a porta na cara da política, a verá invadir sua casa, violentamente, pela entrada dos fundos.
Ao recusarem a política, a presidenta e o governo vão perder, como estão perdendo, todas as batalhas, em todas as frentes.
E serão derrubados, causando mal não apenas a si mesmos, mas aos trabalhadores prejudicados pelas turbulências econômicas que advirão.
A mídia brasileira está preparada para o golpe. As demissões em massa que promoveram serviram para reduzir custos e fazer o pogrom ideológico nas redações, além de implantar o terrorismo: quem não seguir a ordem de bater no PT, vai para rua, e nenhum outro jornal irá contratá-lo.
Não se esqueçam que os âncoras anti-PT, esses jamais são demitidos. No máximo, perdem uma das inúmeras boquinhas que a mídia lhes proporciona, apenas para ficarem espertos e continuarem obedientes.
O poder da mídia lhes permite, especialmente, ridicularizar as denúncias contra as aberrações judiciais. Foi assim que fizeram na AP 470.
Os que denunciam as conspirações são ridicularizados, quando não também criminalizados.
Nem adianta esperar muita coisa do STF. Sem política, nenhum juiz terá coragem de enfrentar as conspiratas agressivas do Ministério Público e a pressão da mídia.
Durante o julgamento da AP 470 muita gente no PT e no governo achava que, ficando bem quietinho, o pior iria passar. Fizeram até pesquisas para embasar sua covardia.
Pensavam que iriam prender Dirceu, Genoíno, Pizzolato, e tudo ficaria por isso mesmo.
Não ficou por isso mesmo.
O mal cresceu. Agora os juízes prendem quem eles querem, sem nenhum constrangimento.
Tornamo-nos uma ditadura judicial.
Enquanto isso, o PSDB continua impune, blindado pela mídia.
Como o governo poderia responder ao golpe? Ora, fazendo justamente o que, até o momento, não está fazendo: falando de política, falando de mídia, indo à TV, à rádio, investindo pesadamente na TV Brasil e na comunicação pública, nomeando um porta-voz.
A regulamentação é uma entre milhares de iniciativas políticas que giram ao redor do tema da democratização da mídia.
Aliás, é a  última delas, o final de um processo. Antes de levar isso ao congresso, é preciso haver o debate. Não é um debate acadêmico, é O Debate, o único que poderia salvar o governo da bancarrota política.
A  mídia bloqueia o debate, e a presidenta, que tem o poder para fazê-lo, não o faz.
A comunicação do PT, percebe-se facilmente, também está toda equivocada.
O partido nunca investiu num think tank de verdade, atuando diretamente sobre a opinião pública, fazendo análises de mídia, políticas e, sobretudo, jurídicas. Tem de fazê-lo urgentemente!
A comunicação do partido tem de ser viva, com personagens em vídeo, na linha da performance do deputado Sibá Machado, na tribuna da Câmara. A bancada inteira tem de ir para a luta.  É hora de lutar!
Em suma, a pétala de hoje me diz que vai ter golpe, sim.
Só não posso dizer se é a última pétala da flor, porque isso dependerá da reação do governo e do PT.

PIG...SEMPRE CONTRA O BRASIL.

Fel-lha vejou.
É a visão do precipício

Ela se esqueceu de descrever a consistência das fezes do delator, depois do transtorno​.



O deputado Thales Ramalho, brilhante quadro Conservador do regime militar, fazia, na Oposição,  tabelinha com Petronio Portela, ministro da Justiça, para expelir os militares com um mínimo de dignidade.

(Se o zé da Justiça, além de, sabujamente, exaltar as excelências da dieta de Ravenna, tivesse um mínimo de perspicácia tratava de se inspirar nesse antecessor, o Petronio…)

Thales usava uma expressão para definir manobras extravagantes no recesso parlamentar: eram “as flores do recesso”.

A Fel-lha exibiu nessa segunda-feira (20/04) um bouquet de “flores do feriadão”.

Sobre a Natuza Nery, o Conversa Afiada se enganou.

Dizia que ela “ia longe”.

Errou.

A Natuza “foi tarde” …

Ela agora é uma das “meninas do Jô”, que conseguem ir “mais tarde” que o William Vácuo.

Natuza produz na Fel-lha uma peça sobre o consumo de comida importada na cadeia de Guantánamo.

Tem a veracidade de uma delação do Paulo Roberto Costa.

A quem, de forma ignóbil, atribuiu “um transtorno mental” na cadeia.

A fonte de informação da que “foi tarde” ?

“Agentes”, “quem viu a cena”…

Trata-se, como se vê, de um transtorno profissional.

Só faltou descrever a consistência das fezes do delator depois do transtorno.

Diante da fulminante decisão do PT de recusar dinheiro de empreiteiras, o que deixou o Gilmar nu, sob todas as luzes e, por isso, merece o impeachment do Ricardo Melo, diante dessa fulminante decisão, a Fel-lha/Veja reagiu de forma agressiva (quá, quá, quá !).

Andreia Sadi e Marina Dias – que devem querer ir longe, também – asseguram (sem citar uma mísera fonte) que o “PT teme” a cassação de seu registro como partido político.

Quando, se, quando, se, talvez, na hipótese de o Tribunal Superior Eleitoral considerar que o Vaccari pegou dinheiro em Furnas e levou para o Palácio do Alvorada, pedalando na bicicleta !

Quá, quá, quá !

O que o Otavím não conseguiu nas urnas, suas jornalistas vejais conseguirão.

A Cátia Seabra, que, uma longa noite, se postou diante da casa do ansioso blogueiro para confirmar que o José Dirceu o visitou, essa incansável repórter assegura que o novo tesoureiro do PT – Marcio Macedo – defendeu a compra da refinaria de Pasadena.

O que queria a Cátia ?

Que ele fosse contra ?

E defendesse a entrega do pré-sal à Chevron.

E daí, Cátia ?

O Mauro Paulino, diretor-adjunto do Datafalha, que, de preferência, não deve enviar um pesquiseiro à Bahia ou ao Rio Grande do Sul, onde errou rotundamente, o Paulino, que já foi um comentarista que se podia ler, agora o Paulino assegura que “os jovens podem ser os mais prejudicados por queda na economia”.

“Poder” pode tudo, dizia o José Silveira, quando era Secretário do Jornal do Brasil, no tempo em que era o melhor jornal do Brasil.

Paulino, pode tudo.

E os velhinhos dos asilos ?

E as crianças desamparadas ?

E os tucanos, quando o ajuste se ajustar e a Economia se aprumar ?

Os tucanos serão a maior vítima, como tem sido em quatro sucessivas eleições.

Quando o ajuste se ajustar e o Brasil impedir o Golpe da terceirização, nas ruas, como defende o Saul Leblon, Paulino, aí, Paulino, a Fel-lha, a empresa, ela é que “pode” vir a ser “a mais prejudicada”…

A Fel-lha vejou.

Deve ser a visão do precipício.

Como diz o Mino Carta, no Brasil os jornalistas são piores que os patrões.


Paulo Henrique Amorim





Comentários

  • jose erb ubarana
    Veja e Folha são palavrões para gerações futuras, quando o PIG acabar e a classe média cair na real, quando a ficha cair, como se diz popularmente.
  • Paulão
    O pessoal da Felha não competência, cultura, discernimentos e muito menos humor para se equipararem às suas observações e informações. É por isto que vão falir, assim como os demais profetas do rancor e do entreguismo.
    Bessinha o acompanha com nota 10.
  • silva
    sem nenhum vinculo empregaticio com a rede globo.
    Diz prá mim, que compromisso uma empresa como a rede globo tem com a categoria dos trabalhadores do Brasil ?
    não estão nem aí pra classe trabalhadora.
    • Yule Cristina
      Por que a Globo teria compromisso com os trabalhadores? Ela só tem compromisso com quem enche suas contas bancárias, o que não é o caso dos trabalhadores, ela quer mesmo é ver os trabalhadores sem direitos, sem proteção, sem salário justo, todo trabalhador sem proteção se submete à exploração do patrão. É o mundo ideal para quem explora a mão de obra alheia.
  • silva
    Ex : Um apresentador abre uma empresa individual e sob as regras de um contrato de prestação de serviço é contrato pela globo, e essa pequena empresa que é o apresentador contrata o restante dos prestadores de serviços que em relação à empresa rede globo são apenas tido como tercerizados.
  • maior erro da Dilma, foi ter alimentado as mídias com BV gordo
  • arca
    pig – Não informa, deturpa a informação.
  • Sergio
    Lamentável o papel do PIG….
  • roberto
    PhA, Paulino pode tudo, mas se for pro PSDB podemos tirar se achar melhor, eta brasiuzinho porreta
  • Jorge Costa
    O leitor da fe-lha não acredita na história do blogueiro que recebia o “mensalão” do governador e nem sabe sobre a greve dos professores da rede estadual de SP.
  • João Bovino
    E a guantánamo paranaense já pode pedir a prisão de outro tesoureiro do PT, ele já assumiu. Não precisa de provas nem de processo mesmo.
  • Henrique Curitiba
    ÊEeee, PHA. Mais combativo do que vc eu tô pra conhecer… Nunca pensei que vc fosse assim! Obrigado por descrever esse baixo mundo da “media” brasileira! Essa gente me enganou durante anos com pagamento de assinatura de jornal (Foia)…
  • Neves
    Aqui em minha terra essa “visão do precipício” é também conhecida com “delírio da decadência”.
    Alguns pacientes, acometidos de patologias crônicas costumam ter delírios “sobrenaturais” quando estão próximo do óbito. Acho que isso está acontecendo com o PIG e a oposição. Toda essa agressividade contra o PT e Dilma é, senão a visão que eles estão tendo do fim dos tempos – deles, é claro!
  • johnny
    Será que a Natuza é filha do Sebastião? Tem tudo .
  • Julio POA
    No fundo, no fundo o que há é o medo de perder novamente a eleição pro PT e virar o maior freguês da história política do país.
  • DONA MANCHA
    Esse desespero dos desesperados que perderam a eleição vai continuar.
    Seria interessante esperar até 2018, e aí…bom, e aí, vocês podem fechar as portas.
    PSDB NUNCA MAIS!!!!
  • Elaine
    PIG, Tucanos, esses golpistas de plantão estão todos desesperados. O Brasil está avançando, está mudando para melhor, para horror desses retrógrados.
    Viva o Brasil, Viva os blogs sujos e Viva o Povo Brasileiro.
  • Carneiro
    Vejam como O Globo (aquele jornal que serve para forrar bandeja sanitária para cachorros) inverteu o título:
    http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2015/03/fornecedora-holandesa-da-petrobras-anuncia-memorando-de-entendimento.html
  • Jose Luis
    É incrível a quantidade de notícias “plantadas” pela folha de são paulo, citando fontes como próximos ao pt, petistas, ligados ao pt, e por ai afora.
  • Lenir Vicente
    Os amestrados fazem o que o “patrão amigo” manda e serão eles que vão acabar na rua da amargura.
  • Ricardo teles
    Este otavim deve ser um sonhador kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk cassar o registro do PT emeuzovo
  • Luciano Mendonça
    O PIG não suporta mais 3 (três) anos. Só tucano salva o PIG.
    Se o Zuck, do “Feice”, fizer a essa tal de internet pras regiões mais carentes (e as teles não atrapalharem) em tom de parceria – e não em tom de imperialismo -, a vaca do PIG deita. Pra não levantar mais.
    O “Banda Larga para Todos” será o genérico da Ley de Medios. A regulação da mídia não será frontal, pois os Conservadores não deixam. O PIG clamará à Presidenta por se proteger numa Ley de Medios.
    Há uma corrida. O PIG sabe que o negócio deles quebrará. Mas antes, quer o PIG quebrar a Petrobras, e quer o PIG ajudar o Dr. Moro a matar a engenharia do Brasil.
    Porém (ah, porém…) para a Petrobras há investimento chinês e para as construturas haverá acordo de leniência, enquanto para o PIG… (o Bessinha respondeu).
  • O que querer de Natuza , que já nasceu com o nome errado.
  • João Bovino
    O raciocínio é de jênio mesmo: se o registro do PT for cassado, por obra e graça dessa parte fajuta e marrom da imprensa, acaba-se o PTismo no Brasil. Qua, qua, qua!
  • Célio
    Piada grossa, fétida como uma latrina, típica (como pode ser?) deste nosso amado Brasil: dono de jornaleco ou de televisãozinha achar que é de fato juiz, delegado, Congresso, eleitor e que pode decidir quem fica ou não como Presidente da República.
  • Kaká
    A diferença entre os supostos jornalistas e os patrões é que esses, os patrões, estão milionários e os jornalistas, mais cedo ou mais tarde, irão ás ruas … pelo desemprego inevitável.

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