domingo, 26 de outubro de 2014

DOIS PROJETOS DIFERENTES.

Duas juventudes e dois projetos diferentes

Nitidamente, as eleições deste domingo, dia 26, colocam em disputa dois projetos de poder: Dilma representa a inclusão social, Aécio significa a exclusão. Mas é interessante comparar também os tempos de juventude dos dois candidatos.   
Aécio nasceu em berço de ouro, de uma família da aristocracia rural e que estendeu seu patrimônio pela área urbana. Já aos 17 anos de idade, por indicação da família, assumiu o cargo de secretário parlamentar na Câmara dos Deputados. Seu pai, Aécio Cunha, era deputado federal pela Arena – o partido de apoio da ditadura militar – e o seu avô era Tancredo Neves. Aos 25 anos, Aécio foi nomeado diretor da Caixa Econômica Federal, durante o governo José Sarney (1985-1990). A nomeação foi assinada pelo então ministro da Fazenda Francisco Neves Dornelles, seu primo. 
No poder, Aécio soube retribuir as gentilezas feitas por seus familiares. No governo mineiro, o tucano conseguiu aprovar a criação de cargos comissionados para empregar nove parentes. Um deles, Fernando Quinto Rocha Tolentino, ficou nacionalmente conhecido como o "guardião das chaves” por ser o responsável pelo acesso ao aeroporto que Aécio construiu com recursos públicos na cidade de Cláudio, ao custo de R$ 14 milhões. Aécio também empregou o primo Tancredo Augusto Tolentino Neves, mais conhecido como Quêdo. Ele foi preso, em 2012, por integrar um esquema de venda de decisões judiciais do Tribunal de Justiça de Minas Gerais para traficantes.
A irmã Andrea Neves, quando chefiou a Comunicação Social do governo mineiro, foi apontada como a principal responsável pela censura aos meios de comunicação do estado. Também teria pedido a demissão de jornalistas que publicavam notícias negativas para a gestão do irmão no governo, de acordo com denúncias do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais.
Já Dilma Rousseff, desde os 17 anos de idade, combatia a ditadura militar, entrou para a resistência armada, foi presa, torturada e ficou três anos nos porões da ditadura. Nasceu em Minas Gerais, mas, como ela mesma diz, "saí daqui apenas porque fui perseguida pela polícia na época da ditadura”. Libertada, foi reconstruir sua vida em Porto Alegre, onde se casou, teve uma filha e, já no período da redemocratização do país, ingressou no PDT, fazendo parte do governo de Alceu Colares. Mais tarde, entrou no Partido dos Trabalhadores e hoje é a principal responsável pelas políticas públicas de inclusão social de milhões de brasileiros que estavam à beira da miséria.


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

CONTRA A CENSURA.

Manifesto: Aécio Neves é o inimigo público nº 1 da liberdade de expressão

Escrito por: Redação
Fonte: Barão de Itararé

Na semana de luta pela democratização da comunicação, o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé declara o candidato Aécio Neves como o Inimigo Público nº 1 da Liberdade de Expressão e aponta o retrocesso que uma vitória do tucano significaria na luta pela regulação democrática dos meios de comunicação.

Em sua trajetória na política, Aécio Neves tem atuado ostensivamente como censor. São incontáveis os casos de intervenção direta do tucano nos veículos de comunicação e nas redes sociais para impedir a publicação de notícias negativas a seu respeito ou sobre o seu governo.
A censura praticada por Aécio Neves assume várias formas: a ligação direta para os donos dos veículos de comunicação, perseguição a jornalistas e comunicadores sociais e ações judiciais para impedir publicações e retirar conteúdos da internet.
Aécio e o PSDB são autores de duas ações para retirada de conteúdo na internet. Uma delas quer retirar da rede mundial de computadores todos os links (levantamento aponta que são mais de 20 mil conteúdos) que fizerem menção ao desvio de verbas praticado pelo tucano no governo de Minas Gerais. A outra –  que corre em segredo de Justiça! – pede que sejam tomadas providências contra perfis e comunidades na internet que relacionam Aécio ao consumo de drogas.
Durante a campanha eleitoral, Aécio Neves entrou com um processo contra o Twitter exigindo que os registros cadastrais e eletrônicos de 66 usuários da rede social lhe fossem entregues, entre os quais de blogueiros, jornalistas e ativistas digitais. Também foi amplamente divulgada a invasão do apartamento da jornalista Rebeca Mafra, pela polícia do Rio de Janeiro, por solicitação de Aécio Neves, que citou a jornalista por crime contra a honra.
Estes são apenas alguns exemplos da faceta autoritária do candidato Aécio Neves. Um político que não consegue conviver com a liberdade de expressão não terá nenhum compromisso com a sua promoção. Ao contrário, suas ações no Senado Federal mostram inclinações opostas, como ficou explícito durante a votação do Marco Civil da Internet, aliás, uma lei que em parte surgiu para responder a tentativa do senador tucano, Eduardo Azeredo, de instituir o AI 5 Digital e transformar a internet num ambiente de controle e sem liberdade.
Neste momento crucial para o avanço da democracia no Brasil, o Barão de Itararé reitera seu compromisso com a liberdade de expressão, um direito que pressupõe que todas e todos os cidadãos possam manifestar livremente suas opiniões. Tal direito só pode ser garantido se o Estado criar mecanismos que impeçam a existência de monopólios privados atuando na comunicação. E, infelizmente, o Brasil é um exemplo de como a ausência destes mecanismos traz danos irreparáveis à democracia.
Reconhecemos, ainda, que poucos passos foram dados nos últimos anos para enfrentar a necessária regulação democrática dos meios de comunicação, e assim promover mais pluralidade e diversidade na mídia brasileira, combatendo o monopólio privado da mídia que atua, no país, como partido de oposição.
Neste sentido, afirmamos que é imprescindível aumentar a mobilização da sociedade para lutar por um novo marco legal para as comunicações, ampliando a coleta de assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular para uma Mídia Democrática e exigir que um novo governo da presidenta Dilma Rousseff assuma o compromisso, já sinalizado pela candidata, de fazer a regulação econômica da mídia.
O Brasil não pode andar para trás.
Contra a censura, em defesa da Liberdade de Expressão!

terça-feira, 21 de outubro de 2014

O MASSACRE.

Massacre midiático

Escrito por: Guilherme Boulos
Fonte: Observatório da Imprensa
A opinião pública, outrora mais comedida, aderiu de forma radical ao antipetismo. PT virou sinônimo de bandalheira e seus eleitores são ignorantes que parasitam em torno dos programas sociais. Opinião pública, já disse Millôr Fernandes, nada mais é do que aquilo que se publica.
Antes de tornar-se um discurso amplamente difundido –em especial no Sudeste, Sul e Centro-Oeste do país– o antipetismo foi cuidadosamente fermentado por um grupo bem mais seleto, o daqueles que publicam. Os 30 Berlusconi brasileiros na definição da organização europeia Repórteres Sem Fronteiras.
Agora que se apresentam chances reais de o PSDB retomar a presidência da República, o que era desgaste progressivo tornou-se massacre aberto. A guerra de baixa intensidade virou um bombardeio indiscriminado.
A página Manchetômetro (manchetometro.com.br) realizou levantamento das notícias positivas e negativas aos candidatos nestas eleições. O resultado revela muito sobre a imparcialidade do jornalismo brasileiro. Dentre os três principais jornais impressos do país, as chamadas de capa positivas para Dilma foram quatro. Para Aécio Neves, 32. Já as negativas, foram 176 para Dilma e 31 para Aécio.
No principal telejornal do Brasil, o “Jornal Nacional”, da TV Globo, a cobertura com notícias favoráveis para Dilma foi de quatro minutos e 14 segundos. Para Aécio foi de nove minutos e 52 segundos. No caso das notícias desfavoráveis, para Dilma o tempo foi de 53 minutos e para Aécio foi de sete minutos e seis segundos.
Onda conservadora
Não estamos falando apenas de parcialidade. Este limite já foi ultrapassado. Trata-se de bombardeio midiático contra a candidata do PT. Bombardeio agora intensificado com denúncias seletivamente vazadas de um inquérito supostamente sigiloso sobre a corrupção na Petrobras.
Que houve e há corrupção na Petrobrás parece certo. Que a imprensa tenha o papel de divulgá-la é algo inquestionável. Mas o mesmo critério deveria ser aplicado para o caso do aeroporto de Cláudio (MG) ou para o cartel fraudulento do metrô de São Paulo. Com o mesmo tempo, o mesmo tom acusatório e as mesmas proporções. Os números do Manchetômetro mostram outra coisa.
Mas, convenhamos, ao PT agora não adianta chorar. Teve 12 anos para levantar o debate da democratização das comunicações no Brasil e não o fez. Faltou coragem e sobrou soberba. Acreditou que o pacto social era uma mágica que duraria para sempre. Tornou-se neste caso –como em muitos outros– vítima da sua falta de ousadia para mudanças estruturais.
O monopólio das comunicações no Brasil é escandaloso. O relatório dos Repórteres Sem Fronteiras, publicado no ano passado, apenas diz o que é sabido desde muito tempo acerca da propriedade dos meios de comunicação no país. “As características do mecanismo geral de funcionamento da mídia estorvam a livre circulação da informação e impedem o pluralismo. Dez grandes grupos econômicos, correspondentes a outras tantas famílias, dividem entre si o mercado da comunicação de massas”, constata o relatório. Estas famílias são os 30 Berlusconi brasileiros.
Qualquer tentativa de debater criticamente essa estrutura é tachada como censura, numa jogada desses grupos para manter seus privilégios. São grupos econômicos bastante lucrativos, inclusive por meio de contratos de publicidade oficial. E não sejamos ingênuos, seus controladores têm posição política e classe social. Liberdade de comunicação é precisamente o que essa estrutura monopolista impede. O poder de informar a sociedade não pode ser propriedade de 30 famílias.
Mas, se o PT sequer questionou essa estrutura de privilégios, por que tanto ódio ao petismo? Eis a questão. Algo leva a crer que seja pelos mesmos motivos que, mesmo com lucros recordes dos bancos, a Bolsa sobe quando Dilma cai.
A elite brasileira, nas finanças ou na mídia, não aceita concessões. Por menores que sejam. São intolerantes mesmo às mudanças de menor impacto e menos ofensivas a seus interesses. Resta algo do espírito da casa grande: ódio aos pobres, aos nordestinos, aos negros. Não suportam ascensão social, mesmo quando isso reforça sua posição no topo. Querem exclusividade no aeroporto, na universidade e no poder político.
E, não menos importante, querem Armínio Fraga como ministro da Fazenda. Compreensível. Fosse eu banqueiro ou magnata também iria querer.
Por isso encaram a derrota do PT como a sua vitória. E naturalmente, tendo os meios de comunicação nas mãos, conseguiram produzir um sentimento que abarca também os de baixo. A corrupção caiu como uma luva na massificação do argumento.
O massacre que estamos vendo e veremos até o dia 26 revela a adesão em bloco da elite à candidatura de Aécio e sua aposta na polarização. Se ganharem, poderão consolidar uma onda conservadora no Brasil e na América Latina. Se perderem, podem ter que pagar pelo exagero da dose, já que polarização não é algo que possa se desmontar com a mesma facilidade com que se cria.
***
Guilherme Boulos, 32, é formado em filosofia pela USP, professor de psicanálise e membro da coordenação nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto). Também atua na Frente de Resistência Urbana e é autor do livro “Por que Ocupamos: uma Introdução à Luta dos Sem-Teto”.

CENSURA.

SP debate a censura de Aécio Neves e a ameaça à liberdade de expressão

Escrito por: Redação
Fonte: Barão de Itararé
                                      
Na quarta-feira (22), a censura de Aécio Neves e a ameaça que a candidatura tucana representa à liberdade de expressão serão temas de debate na capital paulista. A atividade acontece no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (Rua Rego Freitas, 530 - República), a partir das 19h, com entrada franca.
A discussão dos conhecidos casos de censura por parte de Aécio Neves enquanto governador de Minas Gerais e o risco que significa sua possível eleição à presidência em relação à liberdade de imprensa e à liberdade de expressão no país serão discutidas pelos seguintes convidados:
-Kerison Lopes, presidente do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais
-Beatriz Cerqueira, presidente da CUT-MG e do Sindicato dos Trabalhadores na Educação de Minas Gerais
-Kiko Nogueira, do blog Diário do Centro do Mundo
Às vésperas do segundo turno das eleições, o autoritarismo do presidenciável tucano em relação à livre circulação de ideias e informações tem sido alertado por diversas organizações. O Barão de Itararé, por exemplo. lançou manifesto elegendo Aécio Neves inimigo número um da liberdade de expressão. Um grupo de jornalistas mineiros e a comissão nacional dos blogueiros progressistas também publicaram textos sobre o assunto (clique aqui e aqui para ler, respectivamente).

CAÇADORES DE SONHOS.

Nossa Opinião - O caçador de sonhos

Escrito por: Redação
Fonte: Instituto Telecom
Em 1989, as famílias que dominam a mídia brasileira impuseram ao país um candidato – Fernando Collor, o "Caçador de Marajás", o candidato que combateria a corrupção e acabaria com os altos salários do funcionalismo público. Exatos 25 anos depois, as mesmas famílias tentam repetir o feito, impondo ao país o seu candidato. Agora, em lugar do caçador de marajás, o que se apresenta é um caçador do direito de opinião dos adversários, de conquistas dos trabalhadores, dos sonhos dos brasileiros.

Em 1989, o candidato das famílias donas da mídia brasileira venceu e, menos de dois anos depois, foi retirado da presidência, numa ampla mobilização popular que resultou no impeachment. Mas a mídia conseguiu criar um novo salvador da pátria, FHC, o caçador da inflação. O sociólogo da Sorbonne derrotou o operário Luiz Inácio Lula da Silva no 1° turno.
Foram dois mandatos de privatizações, de entrega de empresas estratégicas ao capital privado, precarização da mão de obra, arrocho salarial. A indústria nacional, com a abertura sem precedentes da economia, foi dizimada. A pesquisa tecnológica foi abandonada. As escolas técnicas foram quase destruídas por falta de investimento.
Nenhuma nova escola técnica foi construída. A ordem era deixar o mercado dar as cartas, pois a economia livre das amarras do Estado nos levaria à felicidade.
Eleito em 2002, Lula recebeu um país quebrado. Ainda mais desigual do que deixara a ditadura militar em seus 21 anos. O modelo neoliberal, que não deu certo em nenhuma parte do mundo, fracassou também no Brasil e foi amplamente rejeitado pela população.
Na era Lula/Dilma o país voltou a sonhar. O cidadão voltou a ter orgulho de ser brasileiro. Recuperou a sua identidade. A desigualdade social foi reduzida drasticamente. Passamos a ser mais respeitados interna e externamente.
Por que setores do grande capital e a grande mídia não aceitam este novo modelo? Porque são os mesmos que sempre defenderam uma sociedade para poucos. Uma sociedade onde a exclusão social é fundamental para garantir o controle através de uma mídia ditatorial, que sempre apoiou as posições mais reacionárias e atrasadas. Tentou derrubar Vargas, foi culpada por sua morte, apoiou a ditadura militar. Se houve um partido que cresceu e se fortaleceu, foi o PIG, Partido da Imprensa Golpista.
Domingo, dia 26 de outubro, o que vamos decidir é se aceitamos um novo caçador ou se continuaremos avançando na conquista de uma sociedade mais solidária, igualitária, que respeite as diferenças, que respeite homens e mulheres. Que mantenha o Brasil forte e soberano.
Nós, do Instituto Telecom, não temos dúvida de que só há um caminho a seguir: Dilma.

O CORONELISMO ELETRÔNICO.

As vertentes do coronelismo eletrônico

Escrito por: Luiz Felipe Ferreira Stevanim
Fonte: Observatório da Imprensa
Desde os tempos de José Sarney e de seu ministro das Comunicações Antonio Carlos Magalhães o coronelismo eletrônico não se mostrava tão próximo da Presidência da República. Neto de um tradicional político, o candidato Aécio Neves possui ligações com três rádios, uma emissora de TV e um jornal. O fenômeno – o chamado “coronelismo eletrônico” – inclui o uso político dos meios de comunicações e uma rede de favores e apadrinhamento que busca perpetuar o poder de determinado grupo nas comunicações e na política. Aécio, que é senador, descumpre o que está disposto no artigo 54 da Constituição Federal, que proíbe que os parlamentares sejam proprietários, diretores ou controladores de empresas concessionárias de serviço público.
O candidato é sócio da Rádio Arco-Íris (FM 99,1 MHz), sediada em Betim, na zona metropolitana de Belo Horizonte, e retransmissora da Jovem Pan para a Grande BH. Uma breve consulta no Sistema de Informação dos Serviços de Comunicação de Massa (Siscom) da Anatel comprova este fato. Segundo matéria da Folha publicada em 14 de outubro (ver aqui), o Ministério Público investiga repasses de verbas irregulares a esta rádio quando o candidato era governador de Minas.
Mas isso é só o que aparece aos olhos. O coronelismo eletrônico é mais sutil, menos evidente, mais sorrateiro. Para entendê-lo, é preciso ir mais fundo, em busca do rabo da palavra, como diria o bom mineiro Guimarães Rosa. Uma vertente importante deste fenômeno é a relação das rádios e TVs com familiares de políticos. O principal acionista da Rádio São João Del Rei (970 AM) é Tancredo Augusto Tolentino Neves, que tem o mesmo nome do presidente eleito em 1985, seu pai. Advogado, Tancredo Augusto é tio de Aécio Neves e assumiu em 2010 a presidência da Prominas, empresa pública estadual encarregada de promover eventos na área de turismo e administrar grandes centros de convenção, como o Minascentro e o Expominas.
O que esperar das políticas de comunicação?
A irmã de Aécio, Andrea Neves da Cunha, jornalista responsável pelas principais decisões referentes à comunicação na campanha do candidato à presidência, é a principal sócia e diretora da rádio Vertentes (FM 95,3), na mesma São João Del Rei. A rádio é conhecida pela programação musical, voltada principalmente para o público jovem. Cidade histórica encravada no coração de Minas, com cerca de 88 mil habitantes, São João Del Rei possui uma TV educativa, a TV Campos das Vertentes. Minas é o estado com mais televisões educativas e uma parcela considerável delas controlada por políticos, como Suzy dos Santos e eu apontamos em nosso artigo “Porteira, radiodifusão, universidade etc.”, publicado na Revista Brasileira de Políticas de Comunicação da UnB (ver aqui).
A TV compõe o conjunto de veículos sob influência direta da família de Aécio Neves. A concessão para o canal é de 2002, quando o ministro das Comunicações era Pimenta da Veiga, candidato derrotado ao governo do estado de Minas. O presidente da Fundação Cultural Campos das Vertentes é José Geraldo D’Ângelo, aliado de Aécio que assumiu a presidência do Instituto Cultural Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG Cultural) em 2003, quando o neto de Tancredo era governador. A fundação também possui uma outorga de rádio FM (a rádio Campos de Minas, 95,3 MHz). A influência do coronelismo eletrônico alcança também as velhas letras. O jornal Gazeta de São João Del Rei tem como diretor de honra (in memoriam) o cunhado de Aécio, Herval Cruz Braz, marido falecido de Andrea. Com tiragem de 10 mil exemplares, a notícia que estampava a capa da edição de 11 de outubro de 2014 era: “Aécio dispara no segundo turno”.
Dos sinos da velha São João Del Rei ou das montanhas de Belo Horizonte, uma pergunta ecoa até nós: o que esperar das políticas de comunicação do candidato pleiteante ao principal cargo da República? O silêncio não pode ser a resposta.
***
Luiz Felipe Ferreira Stevanim é jornalista, doutorando em Comunicação pela UFRJ e membro do Grupo de Pesquisa em Políticas e Economia Política da Informação e Comunicação

O FASCISMO MIDIÁTICO.

Agressividade e fascismo insuflados pela mídia

Escrito por: Tijolaço
Fonte: Jornal GGN
Vale a pena ler a reflexão de Paulo Moreira Leite, sobre a agressividade crescente de alguns grupos contra outros cidadãos brasileiros, por preconceito contra quem pensa (e vota) diferente de você.
Agressividade e fascismo insuflados pela mídia.
O discurso do ódio da mídia já criou até mesmo um terrorista.
Até onde isso vai?
Pouco se fala disso na mídia brasileira, porque ela sempre tentou vender a imagem de que a imprensa é apenas irmã da democracia.
Sim, é irmã, mas é também a traidora e a carrasca.
A imprensa vive traindo a democracia e apoiando a ditadura e o fascismo.
Todos os movimentos fascistas tiveram início na imprensa, inclusive o brasileiro, que culminou no golpe de 64.
*
O FASCISMO À ESPREITA NA RETA FINAL
18 de outubro de 2014
por Paulo Moreira Leite, em seu blog.
Atos de violência e intimidação são resultado previsível de uma política de criminalização da política e dos políticos
Na quinta-feira, quando Dilma teve uma queda de pressão no SBT, um médico gaúcho usou o twitter para mandar essa “#%&!##”chamar um “médico cubano.”
(Dois dias antes, ao sair do carro no estacionamento da TV Band, para o debate anterior, a presidente foi recebida pelos gritos de um assessor parlamentar adversário. Ouviram-se coisas como “vaca”, “vai para casa…”)
No Rio, o cronista Gregório Duvivier passou a receber diversos tipos de ameaça depois que publicou um texto onde deixou clara sua preferência por Dilma.
Agressores avançaram sobre o escritor Enio Gonçalves Filho, blogueiro com momentos de boa inspiração — e que é cadeirante — quando ele se dirigia ao Churrasco dos Desinformados, na Praça Roosevelt. Enio se dirigia a um protesto para responder ao comentário de Fernando Henrique Cardoso sobre a vantagem de Dilma nos estados do Nordeste (“O PT está fincado nos menos informados, que coincidem de ser os mais pobres. Não é porque são pobres que apoiam o PT. É porque são menos informados,” disse FHC).
No meio do caminho, três sujeitos avantajados tentaram obrigar Enio a tirar sua camisa vermelha — ele é petista — e chacoalhavam sua cadeira de rodas.
Uma comunidade de quase 100 mil usuários numa rede social, que se declaram profissionais da classe médica brasileira, se tornou palco de uma guerra dentro da corrida presidencial. Com o título de “Dignidade Médica”, as postagens do grupo pregam “castrações químicas” contra nordestinos, profissionais com menor nível hierárquico, como recepcionistas de consultório e enfermeiras, e propõe um “holocausto” contra os eleitores de Dilma.
Eleições apertadas, que envolvem projetos políticos distintos, podem gerar conflitos entre eleitores que chegam a lembrar torcidas de futebol. Mas estamos assistindo a uma situação diferente: ações agressivas destinadas a dar suporte a uma ideologia política de exclusão e negação de direitos elementares.
A maioria dos estudiosos costuma ligar a emergência do ódio político, sentimento que está na base dos movimentos fascistas, a situações de crise econômica, quando a maioria das pessoas não enxerga uma saída para suas vidas nem para suas famílias. Embora a economia brasileira tenha crescido pouco em 2014, ninguém definiria a situação do Brasil como catastrófica.
Ao contrário do que ocorria na Europa dos anos 20 e 30, que viu nascer os regimes de Benito Mussolini e Adolf Hitler, o Brasil não se encontra numa situação de superinflação nem de desemprego selvagem. A média dos últimos quatro anos de inflação é a segunda mais baixa da história do IBGE — numa linha que vai até 1940.
O desemprego é o menor da história e continua caindo. Nada menos que 123 000 novos postos de trabalho foram criados em setembro 2014. É inegável que ao longo dos anos ocorreram avanços na distribuição de renda, no combate a desigualdade, na ampliação dos direitos das maiores que passavam excluídas pela historia.
A intolerância de 2014 tem origem política e tem sido estimulada pelos adversários do PT e Dilma. Procura-se questionar a legitimidade de suas decisões e rebaixar moralmente os eleitores os apóiam.
Em 2006, quando Lula foi reeleito, um ano e meio depois das denúncias de Roberto Jefferson, o Estado de S. Paulo publicou uma reportagem tentando sustentar que “a aceitação da corrupção na política está mais presente entre os eleitores de baixa renda.”
Ao fazer pesquisas que associavam valores morais aos anos de educação formal de um cidadão, o estudo A Cabeça do Brasileiro sugeria que a baixa escolaridade — condição da maioria da população — tornava a parcela menos educada da população mais vulnerável ao “jeitinho” e outras práticas condenáveis.
Procurando entender a origem do fascismo nas primeiras décadas do século passado, Hanna Arendt deixou lições que podem ser úteis para o Brasil de 2014.
Hanna Arendt usava uma expressão interessantíssima — “amargura egocêntrica” — para definir a psicologia social dessas pessoas que integravam movimentos de vocação fascista. Ela escreveu: “a consciência da desimportância e da dispensabilidade deixava de ser a expressão da frustração individual e se tornava um fenômeno de massa.”
É sempre interessante recordar um levantamento feito em 2011 pelo instituto Data Popular. Entrevistando 18 000 cidadãos na parte superior da pirâmide de renda, o DataPopular descobriu que:
55,3% concordam que deveria haver produtos para ricos e pobres
48,4% concordam que a qualidade dos serviços piorou com o maior acesso da população
62,8% concordam que estão incomodados com o aumento das filas
49,7% concordam que preferem frequentar ambientes com pessoas do seu nível social
16,5% concordam que pessoas mal vestidas deveriam ser barradas em alguns lugares
26,4 % concordam que o metrô aumenta a circulação de pessoas indesejáveis na região em que moram
17,1% concordam que todos os estabelecimentos deveriam ter elevadores separados.
A intolerância e o ódio cresceram no Brasil com uma consequência inevitável de um movimento destinado à criminalização da política e dos políticos — em particular do Partido dos Trabalhadores, nascido para ser “aquela parede protetora” das classes assalariados e dos mais pobres, para usar uma expressão de Hanna Arendt. Pela destruição das barreiras de classe, que permitem distinguir um partido de outro, os interesses de uns e de outros, firmou-se o conceito de que nossos homens públicos são autoridades sem escrúpulo e bandidos de alta periculosidade, sem distinção, descartáveis e equivalentes, “não apenas perniciosas, mas também obtusas e desonestas, ” como escreveu a mestra.
As atitudes agressivas e tentativas de humilhação nasceram durante o julgamento da AP 470, no qual se assistiu a um espetáculo seletivo de longa duração. Enquanto os acusados ligados ao PT e ao governo Lula eram julgados em ambiente de carnaval cívico-televisivo, num espetáculo transmitido e estimulado por programas de TV, os acusados do PSDB, envolvidos nos mesmos esquemas, dirigidos pelas mesmas pessoas — e até com mais tempo de atividade — foram despachados para tribunais longe da TV, a uma distancia de qualquer pressão por celeridade. Sequer foram julgados — embora a denúncia seja anterior.
Há outros componentes no Brasil de 2014. A referencia sempre odiosa aos médicos cubanos que respondem pelo atendimento de brasileiros que nossos doutores verde-amarelos não têm a menor disposição de atender, revela o casamento do preconceito com um anticomunismo primitivo, herança viva da ditadura de 1964. Permite ao fascismo recuperar o universo Ame-o ou Deixe-o, assumir-se como aliado da ditadura sem dizer isso de forma explícita.
O progresso social dos últimos anos ajudou a criar ressentimento de camadas de cima que se vêem ameaçadas — — em seu prestígio, mais do que por outra coisa – em função do progresso dos mais pobres, essa multidão despossuída que na última década conseguiu retirar uma fatia um pouco mais larga do bolo da riqueza do país.
Em 2010, a vitória de Dilma Rousseff foi saudada em São Paulo por um grito no twitter: “Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado!”, escreveu uma estudante de Direito. Três anos mais tarde, ela foi condenada um ano e cinco meses de prisão, mas teve a pena transformada em prestação de serviços comunitários.
“O que perturba os espíritos lógicos é a indiscutível atração que esses movimentos exercem sobre a elite “, escreveu Hanna Arendt.
Richard Sennet, um dos principais estudiosos das sociedades contemporâneas, definiu o ressentimento como a convicção de que determinadas reformas em nome do povo “traduzem-se em conspirações que privam as pessoas comuns de seu direito e seu respeito.” Os benefícios oferecidos aos mais pobres resultam em insegurança e insatisfação por parte dos cidadãos que estão acima das políticas sociais dirigidas às camadas inferiores, explica Sennet, para quem essas pessoas tem o sentimento de que o governo “não conhece grande coisa de seus problemas, apesar de falar em seu nome.”
Mas quais seriam estes problemas? Hanna Arendt falou em “amargura egocêntrica.”
Na decada de 1950, poucas medidas de Getúlio Vargas despertaram o ódio de seus adversários como a decisão de aumentar o salário mínimo em 100%. Pouco importava que esse número se baseasse na inflação do período anterior, de inflação altíssima. A questão é que, com um salário desses, um operário da construção civil poderia ganhar o mesmo que um militar de baixa patente e outros funcionários públicos — e isso era inaceitável num país onde o trabalho de um pedreiro era visto como a herança da escravidão.
O fim da história nós sabemos.

O DEBATE NA GLOBO.

Dilma devia boicotar debate na Globo

Escrito por: Bepe Damasco
Fonte: Blog do Miro
Por que a TV Globo deve ter a primazia de encerrar campanhas eleitorais com a realização do último debate? Por que ao símbolo maior da ação deletéria do monopólio das comunicações é dado o direito de promover o ato derradeiro da disputa, sempre com o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV já fora do ar? Por que a emissora campeã da manipulação, da distorção, da mesquinharia, da mentira e do jornalismo partidarizado e golpista deve se valer da democracia conquistada a duras penas pelo povo brasileiro para estancar, por algumas horas, a queda vertiginosa de sua audiência?
Seja pelo seu passado repleto de atentados à democracia, seja pela atuação no presente sempre contrária aos interesses populares e nacionais, a Globo carece do mínimo de autoridade democrática para subir à ribalta como protagonista de uma eleição que envolve 132 milhões de eleitores. A rigor, a tentativa de impedir a vitória de Brizola, em 1982 , através da fraude do Proconsult, e a manipulação vergonhosa do debate entre Lula e Collor em 1989 já seriam motivos suficientes para que os partidos do campo popular e democrático estivessem vacinados e se negassem a participar desses espetáculos globais. O problema é o medo e a inexplicável reverência com que a Globo é tratada pelo PT.
Mergulhando de cabeça na reta finalíssima da acirrada disputa eleitoral deste ano, penso que a campanha da presidenta Dilma está diante de uma oportunidade de ouro para fazer história. Defendo a não participação da presidenta no debate, basicamente, por dois motivos:
1) Ela nada tem a ganhar com o seu comparecimento. Alguém acredita mesmo que aquele modelo de debate global de segundo turno, colocando em cena um grupo de pretensos indecisos, pode mesmo mudar decisivamente o cenário da disputa? Mas, por outro lado, não resta dúvida de que, com a propaganda eleitoral encerrada, é grande o risco de manipulação posterior do debate por parte mídia velhaca, com a Globo à frente.
2) A não ida ao debate, porém, só terá sentido se for transformada numa ação política de questionamento do monopólio midiático e de protesto contra mais uma cobertura eleitoral escandalosamente parcial e pusilânime. O boicote é uma chance ímpar de indicar para a sociedade que um novo marco regulatório das comunicações está a caminho com a vitória de Dilma no próximo domingo.
Agora, como estamos em guerra, é fundamental que a decisão de não comparecer, na próxima sexta-feira, seja respaldada pelo setor jurídico da campanha. Existe um contrato assinado entre as campanhas e a Globo? Em caso afirmativo, é preciso saber se esse documento tem valor legal ou é uma mera carta de intenções? Que tipo de penalidade esse hipotético contrato prevê em caso de não participação? Prevê só multa pecuniária ou garante à emissora o direito de realizar uma grande entrevista com Aécio, na ausência de Dilma? Os advogados da campanha tem de fazer de tudo para impedir que o candidato do PSDB usufrua desse palanque privilegiado.
Sem querer ensinar padre a rezar missa, mas cabe ao marketing político da campanha a preparação do terreno para o boicote da presidenta ao debate. Rapidamente, o recurso das pesquisas qualis deve ser utilizado para a adoção da melhor estratégia, para a construção de um discurso nos últimos programas de TV que respalde o boicote. Em síntese, não ir pura e simplesmente, sem nenhuma explicação prévia, seria o pior dos caminhos. É imprescindível que a não participação seja trabalhada e politizada.
Para encerrar, uma confissão: escrevo por convicção, mas não aposto um tostão furado que a campanha da presidenta Dilma tenha peito para confrontar a Globo de forma tão contundente.

A CULPA É DA TUCANALHA.

Dilma devolve falta d’água aos tucanos

Por que os tucanos não fizeram o Eixão das Águas?

Em São Paulo, a Presidenta Dilma Rousseff respondeu ao candidato adversário Aécio Neves (PSDB), que afirmou ter faltado “uma parceria maior do governo federal” na questão do problema de falta de água no estado governado por Geraldo Alckmin. Sobre o assunto, a Presidenta esclareceu que, primeiramente, entrou em contato com o governador em fevereiro deste ano e aconselhou que eram necessárias obras emergenciais, mas ele não adotou.

“Eu disse ao (Geraldo) Alckmin que os estudos do próprio governo mostravam que eles enfrentariam uma situação difícil. A água é atribuição dos governos estaduais e em alguns estados e atribuição de municípios. No caso de São Paulo, a gestão da água é feita pela Sabesp, pelo governo do estado”, disse em entrevista coletiva nesta segunda-feira (20), para completar: “A questão da água é importante para entender como os tucanos governam”.

E continuou: “Em março, eu disse ao governador que ele deveria fazer obras emergenciais. O que a nós foi pedido, nós fizemos, dentro das atribuições do governo federal. O governo do estado apresenta um projeto e nós somos parceiros do projeto. Nós não fazemos o projeto”.

“Por exemplo, no Ceará, fizeram o Eixão das Águas, que começou no governo Lula. A quarta etapa foi feita e concluída no meu governo”, confirmou Dilma para quem não deve ser acusada de negligência. “O governo do estado não pode atribuir a nós qualquer omissão na ajuda”, concluiu..

A  candidata à reeleição, que está na capital paulista para participar de ato político ao lado do Presidente Lula, citou alguns dos investimentos do governo federal em pequenos municípios, em saneamento e mobilidade urbana. “Para os municípios que sofrem com a seca, tem ações emergenciais e ações estruturantes, porque o povo não pode esperar. Fizemos grandes obras de mobilidade urbana nos grandes municípios brasileiros, como corredores de ônibus, BRTs e VLTs. Construímos mais de 1 milhão de cisternas no semiárido nordestino e complementamos essa ação com água de caminhões-pipa”, confirmou



Abaixo, outras frases da petista:

Nosso objetivo é universalizar a conexão de internet até 2018 

Chegaremos a 90% de domicílios no Brasil com banda larga por fibra ótica. Os outros 10% serão com outra tecnologia 

Nós pretendemos dobrar o número de conexões no Brasil 

A internet é tão importante hoje pras pessoas quanto a energia elétrica. É integrante da vida das pessoas 

Nós vamos usar também os princípios do Marco Civil da Internet para fazer a gestão dessa universalização 

A inclusão social também vai beneficiar empresas, setor de serviços e comércio 

Teremos também a banda larga nas escolas e nas estruturas de saúde 

A universalização da banda larga não tem só um aspecto econômico, tem também um aspecto social 


Sobre Petrobras:

Para que se tomem providências, é necessário que haja informação oficial (Petrobras)

É temerário a gente discutir sem informações oficiais sobre quem está envolvido e como


Crise:

O Brasil tem um situação excepcional porque a gente recebe, em média, R$ 67 bilhões e investimento externo 

A Alemanha é uma das maiores economias industriais do mundo e está sofrendo pesadamente os efeitos da crise


O Brasil, na crise, não desempregou, pelo contrário, nós criamos 5,5 milhões de empregos, enquanto a Europa está com 100 milhões de desempregados.



Alisson Matos, editor do Conversa Afiada

A CULPA É DA ONU.

Inacreditável !
Alckmin ataca a ONU por falta d’água !

O Machão do Leblon já tinha dito que a culpa era da Dilma …
Esses tucanos fazem qualquer coisa:

ALCKMIN ATACA ONU POR CRÍTICA SOBRE FALTA DE ÁGUA EM SÃO PAULO

Em ofício, governador cobra de Ban Ki-moon que corrija declarações da relatora especial para água e saneamento

Governador paulista reclamou de críticas feitas no meio do processo eleitoral

Racionamento de água em SP pauta última semana da campanha presidencial

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, enviou um duro ofício ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, cobrando que a entidade corrija suas conclusões sobre a crise da água no Estado.

O estopim foi a visita da portuguesa Catarina de Albuquerque, relatora especial para água e saneamento, a São Paulo, em agosto último. Ela afirmou que a crise era responsabilidade do governo estadual e apontou falta de investimentos.

Navalha
O Governo de São Paulo vai pedir ao Chanceler Rubens Barbosa que rompa relações diplomáticas com a ONU !
Que insolência desse órgãozinho de meia tigela !
Se meter com São Paulo !

Paulo Henrique Amorim

POIS É AÉCINHO.

TSE proibe Aécioporto.
E o bafômetro, pode?

Ele pode dizer que ela mente… e o TSE, nada
Nada de novo na decisão do TSE de proibir a propaganda da Dilma de tratar do edificante construção dos aecioportos nas terras da família.

O TSE achou impróprio.

Próprio deve ser usar verba do povo para ir à sua Versalles.

Agora, e o bafômetro pode usar?

Ou é próprio dirigir alcoolizado, com a carteira vencida e” preferir não fazer o bafômetro”?

Viva o Brasil!


Em tempo: agora, usar áudio do Paulo Roberto Costa/Moro isso pode…

Paulo Henrique Amorim

CAMPANHA DO AÉBRIO.

Dez boas razões
para votar em Aécio

11ª razão: se você quer ir ao FMI pela quarta vez, depois de tirar os sapatos – PHA


Sugestão da amiga navegante Amanda, extraído da Carta Maior:

10 BOAS RAZÕES PARA VOTAR EM AÉCIO


Se, entretanto, por alguma razão obscura – como ignorância ou esquerdismo – você não acredita em nada disso, provavelmente votará na Dilma…


Michael Lowy, no blog da Boitempo


Se você acha que o que é bom para os bancos é bom para o Brasil, vote em Aécio.


Se você acha que o que é bom para Exxon, Texaco, Goldmann & Sachs e J.P. Morgan (o banco do Armínio Fraga) é bom para o Brasil, seu candidato é o Aécio.


Se você pensa que os Estados Unidos são os protetores da paz no mundo e que o Brasil deve se alinhar à política norte-americana, tem mesmo de votar em Aécio.


Se você acha que a educação e a saúde estariam em bem melhor situação se fossem privatizadas, apoie Aécio.


Se você acha que o salário mínimo está alto demais, agravando o “custo Brasil”, vote sempre em Aécio.


Se você acha que o lugar de criança delinquente é no Carandiru, não deixe de votar em Aécio.


Se você acha que os ricos, os fazendeiros, os empresários e os donos de supermercados pagam impostos demais, Aécio é seu candidato.


Se você acha que o neoliberalismo demonstrou, na Europa, sua eficácia para enfrentar a crise econômica e o desemprego, Aécio é seu homem.


Se você acha que a taxa de juros esta baixa demais, prejudicando os detentores da dívida pública, seu candidato é mesmo Aécio.


Se você acha que a Reforma Agrária é coisa do passado e que o futuro de um Brasil moderno é o agronegócio produtor de commodities, por favor, vote em Aécio.


Se entretanto, por alguma razão obscura – ignorância, preconceito anticapitalista, esquerdismo, falta de confiança em nossas elites – você não acredita em nada disso, provavelmente votará na Dilma…


MAIS UMA DO DOLEIRO..

Doleiro deu dinheiro
a tucano de Londrina (PR)

Além do presidente Sérgio Guerra, quem será esse outro ilustre tucano ?
O amigo navegante se lembra de o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, receber R$ 10 milhões para abafar uma CPI sobre a Petrobras, no tempo do FHC.

Agora, a Fel-lha (ver no ABC do C Af) levanta uma grave suspeita.

Sobre um tucano no Paraná, da região de Maringá.

Certamente não se trata de Álvaro Dias, senador impoluto, que nasceu em Quatá e foi criado em Maringá.

Dias está acima de qualquer suspeita !

Quem será, então ?

OUTROS TUCANOS RECEBERAM PROPINA DO ESQUEMA, DIZ AUXILIAR DE YOUSSEF


Um auxiliar do doleiro Alberto Youssef disse em depoimento à Justiça federal nesta segunda-feira (20) que outros parlamentares do PSDB receberam propina do esquema além do senador Sérgio Guerra, morto em março deste ano.


A informação é do advogado Haroldo Nater, que defende o empresário Leonardo Meirelles, acusado de ter feito remessas ilegais para o doleiro.


Meirelles não foi autorizado pelo juiz Sergio Moro a citar nomes, mas deu uma pista de quem seria um dos parlamentares do PSDB, segundo Nater: afirmou que ele era da mesma região de Youssef. O doleiro nasceu em Londrina, no Paraná.


(…)