domingo, 2 de fevereiro de 2025

#BANDIDAGEM

TRE-SP cassa diploma e torna inelegível deputada Carla Zambelli Decisão diz que ela fez uso indevido dos meios de comunicação Publicado: 31 Janeiro, 2025 - 09h14 | Última modificação: 31 Janeiro, 2025 - 09h15 Escrito por: Bruno Bocchini , Agência Brasil Lula Marques, Agência Brasil notice O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) cassou o diploma de deputada federal de Carla Zambelli (PL) e também a tornou inelegível por oito anos a partir do pleito de 2022. A decisão, tomada em sessão realizada nesta quinta-feira (30), ocorreu por maioria de votos (5x2) dos desembargadores. De acordo com o TRE-SP, a deputada federal cometeu uso indevido dos meios de comunicação e a prática de abuso de poder político. A ação foi proposta pela também deputada federal Sâmia Bomfim (Psol), alegando que Zambelli divulgou informações inverídicas sobre o processo eleitoral de 2022. Em nota, o TRE-SP afirmou que, de acordo com o voto vencedor, do desembargador Encinas Manfré, relator do processo, a parlamentar fez publicações para provocar o descrédito do sistema eleitoral e a disseminação de fatos inverídicos. O magistrado destacou publicações da deputada com ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao sistema eleitoral brasileiro, a exemplo da divulgação, pela parlamentar, de uma falsa notícia de manipulação das urnas eletrônicas em Itapeva, no interior do estado. “Não é demasiado se reconhecer que as condutas da representada alcançaram repercussão e gravidade aptas a influenciar na vontade livre e consciente do eleitor e em prejuízo da isonomia da disputa eleitoral. Portanto, realidades justificadoras da cassação do diploma de deputada federal e da declaração de inelegibilidade, sanções a ela impostas por prática de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação” disse, em seu voto o desembargador. A deputada poderá recorrer da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em nota, publicada nas redes sociais, a deputada federal disse que irá ingressar com recursos cabíveis à decisão. “Hoje, o TRE-SP entendeu por anular os votos de 946.244 cidadãos paulistas e cassar meu mandato de deputada federal. Essa decisão não tem efeitos imediatos, e irei continuar representando São Paulo e meus eleitores até o encerramento dos recursos cabíveis”. A deputada disse ainda que está sendo perseguida politicamente. “Fica claro que a (sic) perseguição política em nosso país, contra os conservadores, é visível como o Sol do meio-dia”.

UM GOVERNO DE MERDA..

Com chuvas cada vez mais frequentes, governo de SP pouco fez para evitar enchentes Para especialistas, não basta culpar somente a natureza, é preciso uma solução. Prefeito Ricardo Nunes, afirmou que não há o que fazer para deter a força da água na capital nos últimos dias Publicado: 31 Janeiro, 2025 - 09h19 | Última modificação: 31 Janeiro, 2025 - 09h39 Escrito por: Walber Pinto - CUT Nacional e Laiza Lopes - CUT São Paulo | Editado por: Rosely Rocha Paulo Pinto | Agência Brasil notice Com os eventos climáticos extremos cada vez frequentes no Brasil, esperava-se que os municípios brasileiros se preparassem melhor para esses fenômenos devastadores. Na capital mais rica do país, São Paulo, pouco se fez para minimizar os impactos da crise climática. O resultado é o uso das redes sociais pela população para mostrar sua indignação com as cenas de destruição, de carros empilhados nas ruas, lama e a dor das famílias que perderam tudo ao terem suas casas invadidas pelas águas. Especialistas têm afirmado que culpar somente a natureza pelas mudanças climáticas não é a melhor solução, já que o preparo das cidades brasileiras para esse evento ainda é precário. Em São Paulo, no último dia 24, véspera do aniversário da cidade, moradores viveram um dia de terror após o maior temporal desde 1988, que durou apenas uma hora derrubou muros, arrastou carros, invadiu casas e estações de metrôs e passageiros tiveram que subir no corrimão para não serem levados pela correnteza. Uma pessoa morreu. Para Rosalina Amorim, secretária nacional de Meio Ambiente da CUT, as tragédias que ocorrem durante os eventos climáticos severos poderiam ser evitadas se não fosse a negligência dos governantes. Ela afirma que medidas simples poderiam salvar vida. "As mudanças climáticas e os eventos extremos, como enchentes e secas, não são novidade. O que causa indignação é que, apesar dos inúmeros alertas e do histórico de tragédias, os governantes continuam negligenciando a necessidade de prevenção e planejamento urbano”, diz. A situação ainda tende a piorar se a prefeitura continuar atendendo aos pedidos das construtoras que têm derrubado árvores nas cidades. Nos últimos dois anos foram derrubadas 45 mil árvores na capital, com previsão de plantio de 157 mil mudas, mas como as árvores demoram anos para crescerem, até lá a população sofre com o descaso e as mazelas do desmatamento. Faltam planos de contigência Dados da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mostram que, de 2.977 cidades de estados que registraram desastres climáticos nos últimos anos, a maioria (60%) não tem planos de risco ou de contingência. O levantamento inclui municípios de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e Espírito Santo. Na Bahia, segundo a pesquisa, de 417 prefeituras, apenas 25 (6%) produziram planos de riscos. No Rio Grande do Sul, de sete municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre atingidos pelas cheias, apenas dois se prepararam. No ano passado, a tragédia vivida pelos gaúchos matou mais de 180 moradores, deixaram milhares de desabrigados, levaram serviços ao colapso e comprometeram a infraestrutura. O drama deveria ter surtido efeito pedagógico aos gestores municipais, o que não correu até o momento. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por CUT Brasil (@cutbrasil) Nunes culpa força da água O prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB-SP), que tem sofrido severas críticas pela falta de investimento contra as enchentes na cidade, disse ao Portal G1 que não havia o que fazer para deter a força da água. Não é a primeira vez que a cidade vive situações dramáticas como as que ocorreram na semana passada. Em 2024, cinco pessoas morreram no estado e mais de 2 milhões de consumidores ficaram sem energia elétrica depois das fortes chuvas e ventos recorde de 107,6 km/h. Os volumes excepcionais de chuva costumam servir de desculpa para justificar o despreparo dos gestores, mas na entrevista Nunes não explicou quais as ações e investimentos da prefeitura para minimizar os danos causados pelos temporais. Expresso minha solidariedade ao povo de São Paulo, que sofre com as enchentes e deslizamentos de terra. O prefeito Ricardo Nunes deve explicações à população sobre o destino dos recursos destinados à prevenção de desastres" - Rosalina Amorim SP deixou de investir em verbas contra enchente Na maior metrópole da América Latina, a falta de investimento e políticas públicas para combater eventos climáticos extremos se traduz nos dados: entre 2021 e 2023 a gestão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), deixou de investir R$ 1,47 bilhão em verbas orçadas para o enfrentamento às enchentes na cidade. Foram R$ 5,65 bilhões orçados pela gestão naquele período. Dados de uma reportagem da Agência Pública apontam que, em 2024, a prefeitura orçou R$ 63,3 milhões para obras e serviços preventivos em áreas de risco geológico. Do montante, só R$17,2 milhões foram usados até outubro. Obras de caráter emergencial tinham um orçamento de R$ 28 milhões que, depois, foram reduzidos para R$ 10,4 milhões. Outro dado preocupante é que o plano de riscos de chuva municipal foi finalizado apenas em dezembro de 2024, sendo que é exigido por lei há 10 anos. A secretária de Meio Ambiente da CUT-SP, Solange Ribeiro, traz alguns exemplos de projetos municipais que reforçam o descaso no combate às mudanças climáticas. “Ricardo Nunes segue a linha de um urbanismo ultrapassado, ineficaz e antiambiental. Isso é o que vemos no projeto do Túnel da Sena Madureira {zona sul da cidade]; na derrubada de 10 mil árvores de uma Área de Preservação Ambiental para ampliação do aterro e construção de um incinerador de lixo em São Mateus [zona leste], entre outras iniciativas destrutivas ao meio ambiente”, pontua a dirigente. Algumas outras medidas antiambientais ressaltadas por Solange Ribeiro são: a renovação dos contratos de coleta de lixo sem metas de reciclagem, apoio à privatização da Sabesp, a companhia de água do estado, e a venda da cidade para a especulação imobiliária, via revisões do Plano Diretor. No âmbito estadual, o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), segue a mesma linha: o orçamento de 2025 para sistemas de drenagem e combate a enchentes sofreu queda. O valor previsto para o ano é de R$314 milhões, uma redução de 15% quando comparado a 2024. O orçamento foi aprovado em dezembro pelos deputados e deputadas da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com 63 votos favoráveis e 22 contrários - sendo a maioria favorável composta pela bancada aliada ao governador. Para os próximos dias espera-se, infelizmente, mais sofrimento da população. A Defesa Civil do estado de São Paulo emitiu alerta na terça-feira (28) para alagamentos, enchentes e deslizamentos em diversas regiões do estado por causa de chuvas fortes até o próximo domingo (2/2). De acordo com a previsão, as áreas mais afetadas incluem a Grande São Paulo, o Vale do Ribeira, o Vale do Paraíba, o litoral paulista e regiões do interior, onde já foram registrados impactos como enchentes e deslizamentos. Medida do governo federal para reduzir tragédias Em dezembro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei Complementar 14.750, que aperfeiçoa a Lei 12.608, sobre a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil. A legislação determina que municípios e estados adotem medidas para reduzir riscos de desastres. No caso dos estados, elas devem ser atualizadas a cada dois anos. Com as mudanças climáticas, os eventos extremos ficaram mais severos e frequentes no mundo inteiro. Não há perspectiva de que a situação vai melhorar, já que o planeta está cada vez mais quente. Segundo especialistas a única solução é se preparar para enfrentar as mudanças climáticas, e isso demanda planejamento.

UM BRASIL EM RECUPERAÇÃO !!!!

Média da taxa anual de desemprego em 2024 fica em 6,6%, o menor índice desde 2012 Taxa de subutilização em 2024 foi de 16,2% - uma queda de 1,1 milhões (-13,2%) frente a 2023; renda também aumentou, mostra pesquisa PNAD Contínua do IBGE Publicado: 31 Janeiro, 2025 - 09h55 | Última modificação: 31 Janeiro, 2025 - 11h03 Escrito por: IBGE Roberto Parizotti (Sapão) notice A média anual da taxa de desemprego em 2024 ficou em 6,6%, o menor índice desde 2012, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostragem a Domicílio (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBHE), divulgada nesta sexta-feira (31). O resultado representou um recuo de 1,2 % frente à média de 2023 (7,8%). No confronto contra 2019 (11,8%), o recuo é de 5,2%. Frente a 2012, quando a taxa média foi de 7,4%, o recuo foi de 0,8 %. No último trimestre de 2024 o índice ficou em em 6,2%, estatisticamente estável em relação ao terceiro trimestre do ano (6,4%) e inferior ao observado no último trimestre de 2023 (7,4%). No ano de 2024, a renda também aumentou. O valor anual do rendimento real habitual foi estimado em R$ 3.225, valor 3,7% maior (R$115) que o estimado para 2023. Frente a 2012, houve um aumento de 10,1%. O valor anual da massa de rendimento real habitual chegou a R$ 328,6 bilhões, o maior da série, com alta de 6,5% (mais R$ 20,1 bilhões) em relação a 2023. De 2012 a 2024, essa massa de rendimentos cresceu 29,4%. Ocupados e desocupados A população desocupada no ano totalizou 7,4 milhões de pessoas em 2024, com queda de 1,1 milhões (-13,2%) frente a 2023. A população ocupada chegou a 103,3 milhões de pessoas em 2024, batendo o recorde da série histórica, iniciada em 2012, ficando 2,6% acima de 2023. Frente à média de 2012 (89,7 milhões de pessoas), houve aumento de 15,2%. Em 2024 o nível da ocupação (percentual ocupados na população em idade de trabalhar) foi estimado em 58,6% sendo 1 % a mais que em 2023 (57,6%). Foi o maior nível de ocupação da série histórica, que antes havia sido registrado em 2013 (58,3%). A estimativa anual da taxa composta de subutilização foi estimada em 16,2%, redução de 1,8 %. em relação a 2023, quando a taxa era estimada em 18,0%. Esse indicador foi de 24,4% em 2019, 15,9% em 2014 e 18,7% em 2012. A estimativa anual da população subutilizada (19,0 milhões de pessoas em 2024) recuou 8,9% frente a 2023. Apesar da redução, esse contingente está 15,4% acima do menor nível da série, atingido em 2014 (16,5 milhões de pessoas). A estimativa anual do contingente de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas, estimado em 5,1 milhões de pessoas, recuou 6,0% frente ao ano anterior. Em 2024, a estimativa anual da população desalentada diminuiu 11,2% ante 2023, alcançando 3,3 milhões de pessoas. A maior estimativa para essa população ocorreu em 2021 (5,6 milhões) e a menor, em 2014 (1,6 milhão de desalentados). O número de empregados com carteira de trabalho aumentou em 2,7% e chegou a 38,7 milhões de pessoas, a média mais alta da série iniciada em 2012. Já a estimativa anual de empregados sem carteira assinada no setor privado mostrou aumento de 6,0% em 2024 e foi para 14,2 milhões de pessoas. Em relação a 2014, quando a estimativa havia sido de 10,8 milhões de pessoas, o aumento foi de 31,1%. O número de trabalhadores por conta própria totalizou 26,0 milhões em 2024, alta de 1,9% no ano. Frente a 2012, início da série, quando esse contingente foi o menor da série (20,1 milhões), houve alta de 29,5%. Em 2024, o número de trabalhadores domésticos caiu 1,5%, alcançando 6,0 milhões de pessoas. A taxa anual de informalidade passou de 39,2% em 2023 para 39,0% em 2024. IBGE IBGE A pesquisa completa você pode acessar aqui

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

EVOÉ MOMO...

No carnaval de Yeshua, o santíssimo trisal de Pomerode quebra o coco e arrebenta a Sapucaí "Alguém avisa a Alcione que o samba ainda não morreu, mas a branquitude quer queimá-lo vivo na fogueira da santa apropriação cultural", escreve Nêggo Tom 20 de janeiro de 2025, 15:50 h whatsapp-white sharing button twitter-white sharing button facebook-white sharing button Desfile da escola de samba Salgueiro, do Grupo Especial do carnaval carioca, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí Desfile da escola de samba Salgueiro, do Grupo Especial do carnaval carioca, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil) Bluesky LogoCompartilhe no Bluesky Bluesky LogoCompartilhe no Threads Apoie o 247Siga-nos no Google News Uma influenciadora digital chamada Débora Peixoto se recusou a desfilar pelo Salgueiro porque os seus valores cristãos não permitem que ela cante um samba-enredo que fale da religiosidade africana. Segundo ela, a letra do samba lhe causou crises de ansiedade, disparou gatilhos horríveis e a fez recordar traumas de infância. Essa parte dos gatilhos eu até entendo. Principalmente depois que o padre da paróquia onde eu era músico me pediu para não cantar mais a tradicional "Glória, Glória, Aleluia!" na missa, porque essa música era utilizada pela Ku Klux Klan quando eles queimavam negros vivos. Aliás, a KKK foi fundada por protestantes evangélicos. Você sabia? Não? Procure saber. O curioso é que a formação evangélica da influenciadora não a impede de viver matrimonialmente com duas pessoas (um homem e uma mulher) e de vender conteúdo sexual em plataformas digitais. A propósito, ela protagoniza o corte de um podcast chamado “Pagode da Ofensa”, disponível no YouTube, onde a chamada para a sua participação diz: “Levo minhas amigas para o meu marido comer”. Não que isso seja crime ou ofensa à honra de alguém, pelo menos na minha visão. Afinal, cada um come o que quiser e divide com quem achar que deve. Porém, se levarmos em conta que a formação evangélica defende a família tradicional e os “bons costumes", é meio paradoxal esse bilhete, não? A não ser que o Jesus que Débora conheceu abençoe o trisal e a pornografia. Ô, glory hole! Play Video Em outro episódio do mesmo podcast, cuja chamada é: “O cara foi instalar internet em casa e me comeu”, a influenciadora diz: “Ele me viu, eu fiquei com tesão e dei pra ele”, demonstrando que sua formação cristã também passa pelos ensinamentos de São Francisco de Assis, que disse que é dando que se recebe. Talvez seja esta a saída para resolver o problema do péssimo serviço prestado pelas operadoras de internet no Brasil: dar alguma coisa para receber um bom sinal. Espero não precisar chegar a esse ponto para resolver a constante instabilidade no serviço que tenho contratado com a Claro Net. Tá repreendido, em nome de Claudia Leitte! Alguns dirão que estou dando palco para a santa padroeira do swing destilar seu preconceito e ganhar visibilidade. Pode ser. Mas considero importante sempre nos contrapormos ao domínio da narrativa que a branquitude historicamente tenta impor, sobretudo do ponto de vista cultural. E religião, antes de tudo, é cultura até se converter na fé de cada um. Com o advento das redes sociais, essa narrativa está cada vez mais disputada, até chegarmos ao ponto de reverter padrões impostos como verdades absolutas. O racismo religioso é um instrumento crucial no processo de epistemicídio sistêmico que, por muito tempo, tornou a produção de conhecimentos e saberes da negritude invisível aos olhos da história da humanidade. O carnaval, que é a festa mais popular do país, através dos enredos das escolas de samba, promove esse resgate cultural e valoriza a ancestralidade africana e a herança cultural que ela nos deixou. Muitas das histórias contadas nesses enredos jamais serão aprendidas em sala de aula, seja em qualquer nível de ensino, pois a nossa sociedade ainda é “educada” a partir de um padrão branco de produção de conhecimento, onde o Kemet é primitivo e a Grécia é vanguarda. Não pode ser admissível que pessoas brancas convidadas a participar desta festa sabotem esse resgate e demonizem a cultura preta sob a defesa de seus “princípios” religiosos. Isso é racismo. Já não basta a capoeira ter um segmento gospel, a umbanda ter uma vertente cristianizada e o acarajé virar “bolinho de Jesus” para agradar ao projeto de poder neopentecostal? Como já disse o “velho guerreiro” Chacrinha: a branquitude nada cria, tudo ela copia. E se apropria, não por falta de noção ou criticidade, mas por saber que detém o privilégio institucional de fazê-lo. O pacto da branquitude explica. Bem feito para este mundo das escolas de samba, cada vez mais distante das mulheres pretas da comunidade e mais próximo da nociva influência estética e financeira de uma branquitude preconceituosa e neocolonizadora. Só faltou a musa da G.R.E.S. Branquitude de Pomerode exigir que a letra do samba fosse alterada para que ela aceitasse desfilar na Sapucaí com a cor da pele que o governador de Santa Catarina mais gosta. Alguém avisa a Alcione que o samba ainda não morreu, mas a branquitude quer queimá-lo vivo na fogueira da santa apropriação cultural.

O PERIGO EMINENTE,,,

O pesadelo mundial - Donald Trump e a promessa do inferno na Terra "O ódio sobe um nível a partir de agora", escreve Márcia Tiburi 20 de janeiro de 2025, 18:50 h whatsapp-white sharing button twitter-white sharing button facebook-white sharing button Trump toma posse como presidente dos EUA Trump toma posse como presidente dos EUA (Foto: Morry Gash/Pool via REUTERS) Bluesky LogoCompartilhe no Bluesky Bluesky LogoCompartilhe no Threads Apoie o 247Siga-nos no Google News O discurso de posso de Donald Trump não deve ter espantado ninguém. O demagogo estadunidense falou tudo o que se esperava dele nos termos da agenda fascista. Requintes de confusão para os desavisados têm uma função especifica. Ao citar Martin Luther King, ao falar em favor da população asiática e negra e, ao mesmo tempo contra a raça, Trump segue a pauta da extrema-direita. Se fazer passar por alguém digno, homem de bem, dono do seu mundo colonizado, inteiro em sua braquitude, ele falou para os racializados estadunidenses que votaram nele contra o fato de que são negros e latinos. Não devem ter entendido o que fizeram, como uma pessoa pobre não entende que é vitima do capitalismo. Quem é cidadão “americano” estará a salvo de uma deportação, mas os parentes ilegais serão expulsos com a ajuda compulsória dos próprios primos. Trump também falou que os americanos derrotaram fascistas e comunistas mostrando não saber nada do passado, do presente e, do futuro. Play Video A retórica do desnorteio, certa ambiguidade na fala, a frieza e as certezas cínicas serve para paralisar os ouvintes e impedir a contestação. Nessa linha, Trump falou até contra o fascismo, como se ele não fosse o maior dos fascistas nesse momento. Na linha da promoção da perturbação e do caos, usando palavras como amor e respeito, ele conseguia ser odiento e desrespeitoso, mas usando uma máscara. Misógino e sexista, Trump afirmou que nos EUA haverá apenas dois gêneros de agora em diante como se alguém fosse deixar de ser gay ou lésbica a partir de seu decreto maníaco. Gays de direita podem ter se sentido ofendidos, mas como a submissão ao líder autoritário é uma norma no fascismo, eles apenas abaixaram a cabeça. O ódio sobe um nível a partir de agora. Imigrantes e população LGBTQIA+ são os principais inimigos declarados pelo arcaico novo presidente. Ódio ao México e ao Panamá, bem como a China e aos países com quem os EUA tem relações comerciais, marcaram a cena. Apitos foram acionados para que comecem os ataques que trazem compensação emocional às massas fascistizadas. De todos os sinais do inferno na Terra - incluso a agenda anti ecológica - e ainda que possa haver muita falação, um deles é que, a extrema-direita raiz não tratará com amor nem seus lambe-botas. Os bolsonaros ficaram fora da festa, como pobres coitados barrados no baile porque Donald Hitler Trump não está pra brincadeira.

O FASCISMO ASSUME O PODER..

Trump ignora o Brasil e a América Latina: "Nós não precisamos deles" O presidente americano diz desconhecer a proposta sino-brasileira de paz para a guerra da Ucrânia 21 de janeiro de 2025, 04:18 h whatsapp-white sharing button twitter-white sharing button facebook-white sharing button O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - 20/01/2025 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - 20/01/2025 (Foto: Melina Mara/Pool via REUTERS) Bluesky LogoCompartilhe no Bluesky Bluesky LogoCompartilhe no Threads Apoie o 247Siga-nos no Google News Em sua primeira coletiva após retornar à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump voltou a demonstrar seu unilateralismo ao afirmar que os EUA "não precisam" do Brasil e da América Latina. A declaração foi feita nesta segunda-feira (20), durante a assinatura de decretos no Salão Oval da Casa Branca, destaca reportagem da Folha de S.Paulo. Trump ressaltou que, na visão dele, os países da região dependem muito mais dos Estados Unidos do que o contrário. "Na verdade, não precisamos deles, e o mundo todo precisa de nós", declarou. A declaração veio em resposta à jornalista brasileira Raquel Krähenbühl, da Globonews, que questionou se Trump considerava a proposta de paz sino-brasileira para a Guerra da Ucrânia. O presidente americano afirmou desconhecer a iniciativa. "Acho ótimo, estou pronto para discutir [propostas de paz]. O Brasil está envolvido nisso? Não sabia. Você é brasileira?", respondeu, em tom desinteressado. Play Video Relação com o Brasil e tarifas protecionistas Ao ser questionado sobre a relação dos Estados Unidos com o Brasil e a América Latina, Trump manteve o discurso de superioridade econômica e política. "É ótima. Eles precisam muito mais de nós do que nós precisamos deles", afirmou. O presidente também sinalizou que pretende implementar barreiras tarifárias contra diversos países, incluindo o Brasil, como parte de sua estratégia protecionista. Unilateralismo As declarações de Trump e suas primeiras ações no novo mandato reforçam um posicionamento unilateralista, em que a liderança global dos EUA é colocada acima de alianças ou parcerias regionais.

sábado, 11 de janeiro de 2025

COM CERTEZA...UMA TOTAL FRAUDE.

A Meta é a desinformação e a ameaça a direitos humanos Mudanças na Meta ameaçam direitos humanos e mostram necessidade de instrumentos que coloquem limites para transnacionais Emily Maya Almeida Rio de Janeiro (RJ) | 11 de janeiro de 2025 às 09:27 A decisão da Meta, de Mark Zuckerberg, afeta milhões de pessoas – usuárias ou não das plataformas - Reprodução/Facebook Nesta semana, o presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou o fim da checagem independente de fatos no Facebook, Instagram e Threads, além de alterações na política de "conduta de ódio". A atualização da política de moderação foi anunciada logo após o Donald Trump, da extrema-direita estadunidense, assumir como presidente do país. Entre as mudanças, está a remoção de restrições em temas como migração e gênero, permitindo inclusive associações discriminatórias e preconceituosas. A big tech também anunciou a promoção de "conteúdo cívico", entendido como informações de teor político-ideológico. O fato repercutiu fortemente no Brasil, país que possui um dos maiores números de usuários das plataformas da Meta. Em resposta, a Coalizão Direitos na Rede publicou uma carta assinada por mais de 150 organizações condenando a decisão. O documento alerta que, sob o pretexto de promover a liberdade de expressão, as mudanças colocam em risco grupos que já têm seus direitos estruturalmente violados, abrem espaço para desinformação e discurso de ódio, enfraquecem anos de esforços globais por um ambiente digital mais seguro, inclusivo e democrático. "Esse retrocesso não pode ser visto como um mero ajuste de políticas corporativas, mas como um ataque frontal desse monopólio de plataformas digitais às conquistas de uma internet mais segura e democrática", destaca o texto. Violência digital e política A terceira edição da pesquisa Violência Política e Eleitoral, da Justiça Global e Terra de Direitos, consolidada em dezembro de 2024, revelou um aumento significativo de ofensas contra agentes políticos nas eleições municipais passadas, especialmente de cunho racista, misógino e LGBTIfóbicas em plataformas digitais. "Em contexto eleitoral, a desinformação acompanhada de fake news tem comprometido a legitimidade das instituições reguladoras e a capacidade do Judiciário de estabelecer condições de justa competição", destacou o relatório. A flexibilização das regras pela Meta tende a intensificar essas dinâmicas de exclusão e violência. A construção de um mecanismo internacional juridicamente vinculante de responsabilização de transnacionais A decisão da Meta reflete o desafio de responsabilizar empresas transnacionais que, ao priorizar lucros, negligenciam os impactos sociais de suas ações. Embora normas internacionais estabeleçam que os Estados devem proteger os direitos humanos, as transnacionais exercem um poder crescente que desafia essa regulação. Há mais de 50 anos, especialmente países do Sul Global vêm alertando para o danos de caráter transfronteiriço das violações cometidas por corporações. No entanto, avançaram apenas mecanismos voluntários, como o Pacto Global da ONU (1999) e os Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos (2011). Esses, porém, têm se mostrado insuficientes. Em 2014, um grupo de trabalho da ONU, liderado por países do Sul Global, iniciou as negociações para um tratado juridicamente vinculante sobre empresas transnacionais e direitos humanos. No fechar das portas de 2024, em dezembro, a 10ª rodada de negociações discutiu o quarto rascunho do texto, destacando a necessidade de regulamentação efetiva para responsabilização da atuação empresarial em relação aos direitos humanos em toda a cadeia de valor e produção, extrapolando a soberania de Estados e povos. Desafios globais e o papel do Brasil A decisão da Meta afeta milhões de pessoas – usuárias ou não das plataformas. São, portanto, milhões de pessoas afetadas, que têm comprometidas nas mãos do jogo de interesse privados de poucos executivos concentrados no Norte Global, a mediação de suas interações sociais, a níveis informativo, social, político, econômico e até afetivo, entre outros. Se até então a pressão por um mecanismo de efetiva responsabilização tem emergido de atingidos/as por negócios relacionados à economia extrativista, sobretudo da mineração e da energia, de movimentos sociais, de sindicatos, de povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e sindicatos – no bojo das ações da Campanha Global, a realidade das big techs chamam para o envolvimento mais amplo da sociedade sobre o tema. Diante das reações já apresentadas pelas autoridades brasileiras, do Executivo, do Legislativo ou mesmo do Judiciário, é coerente que o país – que tem importante papel, mas cada vez mais tímido – adicione desde já fôlego nas negociações, em diálogo com a sociedade civil, para a construção do Tratado Vinculante da ONU sobre Empresas e Direitos Humanos, para, enfim, alcançar um instrumento mais eficaz de proteção dos direitos humanos frente ao poder corporativo transnacional. Paralelamente, é também necessário aprimorar os instrumentos regulatórios internos, com relação à comunicação, às mídias sociais, ao combate à desinformação e, especialmente, com avanço da tramitação na Câmara dos Deputados do PL 572/2022, que cria o Marco Nacional sobre Direitos Humanos. A matéria está parada desde 2023 na Comissão de Desenvolvimento Econômico. * Emily Maya Almeida é jornalista, mestre em Comunicação e Cultura (UFRJ) e assessora da Justiça Global.

PARABÉNS COMANDANTE...

Após recuperar direitos políticos, José Dirceu avalia candidatura a deputado federal em 2026 "Eu mereço ser candidato", afirmou Dirceu. Anúncio ocorre poucas semanas após o STJ encerrar processos da Operação Lava Jato contra o ex-ministro 11 de janeiro de 2025, 17:50 h whatsapp-white sharing button twitter-white sharing button facebook-white sharing button José Dirceu José Dirceu (Foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil) Bluesky LogoCompartilhe no Bluesky Bluesky LogoCompartilhe no Threads Apoie o 247Siga-nos no Google News Guilherme Paladino avatar Conteúdo postado por: Guilherme Paladino 247 - O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, afirmou que considera ser candidato a deputado federal nas eleições de 2026. A declaração foi feita em entrevista à TV Otimista, do Ceará, nesta semana, conforme relatado pela revista Veja neste sábado (11). "Eu mereço ser candidato", disse Dirceu. Segundo ele, a decisão final será tomada no fim deste ano, em diálogo com a direção do PT e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O anúncio ocorre poucas semanas após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) encerrar processos da Operação Lava Jato contra o ex-ministro. A decisão foi baseada na prescrição dos casos e em determinações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que anulou atos do ex-juiz Sergio Moro, declarado suspeito pelo STF. Com isso, Dirceu recuperou seus direitos políticos, tornando-se elegível. Durante a entrevista, Dirceu também analisou o cenário político para 2026, destacando que o desempenho do governo Lula em 2025 será determinante para a reeleição do presidente. Ele ressaltou a importância de manter o crescimento econômico e de avançar em áreas desafiadoras para o PT, como a segurança pública. Dirceu ainda comentou sobre a dificuldade da direita em definir um candidato competitivo: "a direita tem um problema: quem será o candidato dela? Jair Bolsonaro não será. Nós não temos esse problema. O candidato é o Lula."

#CADEIA NELES

Ministério da Justiça determina que PF investigue assassinatos em assentamento do MST em Tremembé Uma equipe da PF, composta por agentes, perito e papiloscopista, foi enviada ao local para iniciar as apurações 11 de janeiro de 2025, 17:14 h whatsapp-white sharing button twitter-white sharing button facebook-white sharing button Ministro Ricardo Lewandowski Ministro Ricardo Lewandowski (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino) Bluesky LogoCompartilhe no Bluesky Bluesky LogoCompartilhe no Threads Apoie o 247Siga-nos no Google News Guilherme Paladino avatar Conteúdo postado por: Guilherme Paladino 247 - O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) determinou, neste sábado (11), que a Polícia Federal (PF) instaure um inquérito para investigar o ataque ocorrido no assentamento Olga Benário, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), localizado em Tremembé, no interior de São Paulo. O atentado resultou na morte de três agricultores e deixou outros cinco feridos, alguns em estado grave. O ministro em exercício da Justiça, Manoel Carlos de Almeida Neto, encaminhou um ofício à PF destacando a gravidade do caso e a violação de direitos humanos. Uma equipe da PF, composta por agentes, perito e papiloscopista, foi enviada ao local para iniciar as investigações. O objetivo é coletar provas, identificar os autores do crime e esclarecer as circunstâncias do ataque. Play Video O Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou, neste sábado, 10 de janeiro, que a Polícia Federal instaure um inquérito para investigar o ataque ao assentamento Olga Benário, do MST, em Tremembé, no interior de São Paulo.https://t.co/sOoCWn9o40 — Lula (@LulaOficial) January 11, 2025 O atentado aconteceu na noite de sexta-feira (10), quando um grupo de aproximadamente dez homens fortemente armados invadiu o assentamento em carros e motos, disparando contra os presentes. As vítimas fatais foram identificadas como Valdir do Nascimento, de 52 anos; Gleison Barbosa de Carvalho, de 28 anos; e Denis Carvalho, de 29 anos. O assentamento abrigava dez famílias, incluindo crianças e idosos. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) lamentou as mortes e cobrou providências das autoridades. Em nota, o movimento denunciou a falta de políticas de segurança para proteger comunidades rurais e exigiu a prisão dos responsáveis pelo crime. O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, também acompanha de perto as investigações e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou o envolvimento da PF no caso.

terça-feira, 31 de dezembro de 2024

TOCANDO EM FRENTE...

Mercado de trabalho bate recordes em 2024, mas informalidade e salário são problema Desemprego atingiu menor nível da história, mas isso não garante alta do bem-estar para trabalhadores brasileiros Vinicius Konchinski Brasil de Fato | Curitiba (PR) | 30 de dezembro de 2024 às 17:00 Atualmente, há mais trabalhadores dividindo-se entre dois empregos para conseguir se sustentar - Reprodução O mercado de trabalho brasileiro bateu recordes positivos em 2024. A taxa de desemprego chegou a 6,1% no trimestre encerrado em novembro, a menor já registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já a proporção de pessoas com idade para trabalhar e efetivamente trabalhando chegou a 58,8% do total, superando assim os 58,5% alcançados em 2013, ainda antes da recessão e da pandemia. No mesmo trimestre, o IBGE registrou o maior número de pessoas ocupadas da história do país: 103,9 milhões de trabalhadores. Desses, 39,1 milhões trabalhavam para empresas do setor privado com carteira assinada, outro recorde. Gráfico do IBGE mostra a taxa de desemprego na mínima histórica do país / Reprodução/IBGE Ainda no mesmo período, entretanto, a proporção de trabalhadores informais na população ocupada chegou a 38,7%. Até outubro, 40,3 milhões de trabalhadores do país não tinham direitos trabalhistas assegurados, o maior número da história, maior até do que a quantidade de trabalhadores com carteira. Segundo o IBGE, o rendimento médio do trabalhador brasileiro melhorou e chegou a R$ 3.285. Ainda assim, o rendimento médio é menor do que o registrado em 2020: R$ 3.292. Gráfico do IBGE mostra como o trabalhador brasileiro, em média, ganha menos do que em 2020 / Reprodução/IBGE "Houve uma recuperação de algo que havíamos perdido na pandemia, mas isso não veio acompanho de um povo saltitante de felicidade pelas ruas", resumiu a economista e especialista em mercado de trabalho do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Lúcia Garcia. "É preciso moderação e criticismo. A verdade é que o trabalhador brasileiro ganha mal e trabalha em empregos precários." "O IBGE estima que há cerca de 66 milhões de pessoas em idade de trabalhar, mas fora da força de trabalho ativa. A força de trabalho subutilizada [que trabalha menos horas do que gostaria] é estimada em 18 milhões de pessoas", acrescentou Clemente Ganz Lúcio, sociólogo e coordenador do Fórum das Centrais Sindicais. "O mercado de trabalho é heterogêneo, desigual, precário e vulnerável, e tem milhões de trabalhadores que desejam empregos e salários de qualidade." Bem-estar Para Garcia, o bem-estar do trabalhador é a variável mais importante do mercado de trabalho. É, porém, a mais difícil de ser medida. Segundo ela, apesar de o Brasil ter hoje mais pessoas empregadas, o trabalhador não está tão feliz quando estava há dez anos, por exemplo. Hoje, descreveu Garcia, há mais trabalhadores dividindo-se entre dois empregos para conseguir se sustentar. Há mais gente trabalhando como prestador de serviço quando deveria ser empregado com carteira assinada. Há também mais trabalhadores dedicando horas do seu dia a aplicativos que não lhe garantem renda ou direitos básicos. "É cada vez mais normal você entrar num carro de aplicativo e ser conduzido por um motorista que, na verdade, está fazendo um extra depois de deixar o emprego", disse ela. "Esse trabalhador está empregado na estatística e com rendimento. Mas precisa trabalhar 12 horas por dia para se manter, às vezes sem direito a descanso." A falta de tempo de descanso, aliás, é o que tem impulsionado as discussões do fim da escala de trabalho 6x1 no país, lembrou Garcia. Reforma trabalhista Garcia lembrou também que a reforma trabalhista de 2017 abriu espaço para a precarização das relações de trabalho no país, prejudicando o bem-estar do trabalhador. A mudança das normas de trabalho criou, por exemplo, o contrato de trabalho intermitente, em que o empregado não tem uma jornada fixa e recebe um salário conforme a demanda do empresário. Na estatística, o trabalhador intermitente aparece como empregado, com carteira assinada. De acordo com um levantamento do Dieese, porém, eles recebiam em média R$ 762 por mês em 2023, ou seja, 58% do valor do salário mínimo vigente na época, R$ 1.320. Entre mulheres e jovens, a remuneração mensal média foi ainda mais baixa, de R$ 661. Ainda segundo o Dieese, apenas um quarto dos trabalhadores intermitentes ativos em dezembro de 2023 recebeu ao menos um salário mínimo. Somente 6% receberam, em média, dois salários mínimos ou mais. Ações do governo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a prometer em sua campanha eleitoral que, durante seu novo governo, atuaria para regulamentar o trabalho por aplicativos e para revisar pontos da reforma trabalhista, sancionada por Michel Temer (MBD). Dois anos depois, nada foi apresentado pelo governo acerca da reforma. Um projeto para regulamentar o trabalho de motoristas de automóveis de plataformas digitais foi apresentado, mas sequer foi votado. "O ambiente no Congresso para tratar do mundo do trabalho é muito complicado", ponderou Ganz Lúcio, do Fórum das Centrais. "O que tem predominado no próprio Congresso são agendas ainda mais retrógradas e mais conservadoras, que eliminam direitos e flexibilizam relações de trabalho, o que diminui a capacidade sindical de atuação." Garcia, do Dieese, confirma o cenário. Se preocupa, porém, com a falta de força política do governo para buscar soluções. "O governo consegue cuidar dos pobres com programas sociais, mas não consegue cuidar dos trabalhadores. Será que um dia todos vamos viver de Bolsa Família?", criticou. Jovens Em 2023, segundo o IBGE, o percentual de pessoas com idade entre 15 e 29 anos trabalhando também atingiu um recorde: 43,2% estão ocupados e 12,6% estão ocupados e estudando. O percentual de jovens que não trabalha nem estuda baixou ao menor nível já medido pelo IBGE: 21,2%. Já a proporção de jovens que só estuda reforçou uma tendência de queda recente: são 23% contra 26,6% em 2021. "Parte dos jovens hoje precisa trabalhar. Outra parte está trabalhando e deixando o estudo em segundo plano porque não vê clareza de que isso faz sentido", ponderou Garcia. O sociólogo Thiago Torres, conhecido nas redes sociais como "Chavoso da USP", ratificou tal cenário, principalmente entre os jovens da periferia. "Eu vejo que, atualmente, esses jovens não têm nenhuma perspectiva de futuro, mas muitas ilusões de futuro. Não têm 'perspectivas de futuro' no sentido de não conseguirem olhar para frente e traçar metas concretas, principalmente voltadas ao trabalho, ao estudo e à melhora de vida", disse. Ele ressaltou que, mesmo com a melhora recente, 10,3 milhões de pessoas de 15 a 29 anos não trabalham nem estudam no Brasil, o que "não é nada pequeno". Apontou que a situação atinge principalmente os historicamente excluídos. "Dentro desses 10,3 milhões, 45,2% são mulheres pretas ou pardas e 23,4% são homens pretos ou pardos. Mulheres brancas são 18,9% e homens brancos, 11,3%." Usando esses dados, Torres confirmou que muitos que não estudam nem trabalham, na verdade, não tiveram oportunidade para isso. Parte deles, no entanto, afastou-se da escola e da universidade após um "desmonte" do ensino público. "Houve um forte processo de desmonte da educação pública brasileira nos últimos anos, do ensino básico ao superior. O maior ataque ao ensino básico foi o 'novo' Ensino Médio, que tornou a universidade muito mais inacessível aos adolescentes e jovens pobres, periféricos e da escola pública", afirmou. Parte do afastamento dos jovens da educação está registrada em dados de inscrições no Enem. Em 2014, 8,7 milhões de estudantes se inscreveram na prova que dá acesso à universidade. Em 2024, foram 4,3 milhões – quase 50% menos. Edição: Thalita Pires

PARABÉNS PRESIDENTE LULA !!!!

Lula assina decreto que aumenta salário mínimo para R$ 1.518 em 2025 Reajuste do piso nacional, de 7,5%, foi comprimido pelas regras aprovadas no pacote de corte de gastos do governo Redação Brasil de Fato | Curitiba (PR) | 30 de dezembro de 2024 às 19:36 Salário minimo superaria os R$ 1.520 caso governo Lula não tivesse decidido cortar gastos - Reprodução / Agência Brasil O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta segunda-feira (30) um decreto que eleva o salário mínimo dos atuais R$ 1.412 para R$ 1.518. O novo valor do piso passa a vigorar a partir do dia 1º de janeiro. O aumento de R$ 106 – ou seja, de 7,5% – foi calculado com base na lei que faz parte do pacote de corte de gastos elaborado pelo governo em novembro. O pacote alterou a política de valorização do salário mínimo, limitando os aumentos às regras do arcabouço fiscal. Na prática, isso comprimiu o aumento do piso nacional em 2025. A política de valorização do mínimo previa que ele fosse reajustado com base na inflação de 2024, mais o percentual de crescimento da economia nacional em 2023. No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 3,2%, de acordo com a última revisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já a inflação deve fechar o ano em 4,7%. Somadas as duas porcentagens, teríamos um aumento de 7,9%. Considerada essa conta, o salário mínimo deveria chegar a R$ 1.523. O arcabouço fiscal, no entanto, diz que as despesas do governo não podem crescer mais do que 2,5%, além da inflação. Com o mínimo enquadrado na regra, o crescimento de 3,2% em 2023 acabou desconsiderado. O mínimo ficou em R$ 1.518. "O salário mínimo poderia ser maior", lamentou a economista Juliane Furno, comentarista do podcast Três por Quatro, do Brasil de Fato. "É, sim, uma perda para a política social mais potente brasileira." Segundo ela, desde 2006, quando Lula, ainda no seu primeiro mandato como presidente, elaborou uma regra para reajuste do mínimo, trabalhadores passaram a ter direito a uma parcela do ganho de produção nacional. Hoje, com o pacote de corte de gastos, essa parcela transferida aos empregados foi reduzida. Aprovada pelo Congresso no último dia do ano legislativo, o limite para alta do salário mínimo deverá gerar economia de R$ 15,3 bilhões nos próximos cinco anos. Segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias, cada R$ 1 de aumento do salário mínimo eleva os gastos em R$ 392 milhões, principalmente por causa da Previdência Social e dos benefícios vinculados ao mínimo, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Furno ressaltou, contudo, que o pacote de corte de gastos trouxe benefícios. Antes, se a economia não crescia, não havia aumento real para o piso. Agora, ele passará a subir pelo menos 0,6% além da inflação, como manda o arcabouço. "Na pior das hipóteses, o salário mínimo vai crescer a inflação mais 0,6%, que é o piso do arcabouço fiscal." *Com informações da Agência Brasil

DE VENTO EM POPA...

Shoppings têm melhor faturamento de Natal em cinco anos; lojas de rua também sentem melhora Resultado positivo é reflexo da "confiança do público, da melhoria da renda das famílias e da baixa do desemprego", diz presidente de associação 30 de dezembro de 2024, 20:34 h 126 Partilhas whatsapp-white sharing button 32twitter-white sharing button 29facebook-white sharing button Shopping no centro de Brasília Shopping no centro de Brasília (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil) Bluesky LogoCompartilhe no Bluesky Bluesky LogoCompartilhe no Threads Apoie o 247Siga-nos no Google News Guilherme Paladino avatar Conteúdo postado por: Guilherme Paladino 247 - Os shopping centers brasileiros registraram o melhor desempenho de Natal dos últimos cinco anos, conforme noticiado pela coluna Radar da Revista Veja, com base no Índice Cielo do Varejo Ampliado, elaborado pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Entre os dias 19 e 25 de dezembro de 2024, as vendas nos shoppings cresceram 5,5% em comparação ao mesmo período de 2023, superando o crescimento geral do varejo, que foi de 3,4%. No período, o setor movimentou R$ 5,94 bilhões, ultrapassando o recorde da série histórica iniciada em 2019, quando o faturamento foi de R$ 5,5 bilhões. O ticket médio das compras também subiu, alcançando R$ 213,83, um aumento de 3,3% em relação ao Natal de 2023, quando a média foi de R$ 207,04. Desempenho nas lojas de rua - O comércio de rua também sentiu os reflexos do aquecimento das vendas natalinas. O ticket médio foi de R$ 109,47, representando um crescimento de 2,7% em relação ao ano anterior. Apesar de movimentarem valores menores, as lojas de rua também comemoraram a recuperação no período mais importante para o varejo. Reflexo da retomada econômica - Para Glauco Humai, presidente da Abrasce, "o crescimento registrado neste período simbolicamente relevante para o varejo é um reflexo da confiança do público, da melhoria da renda das famílias e da baixa do desemprego, além da diversificação de ofertas e experiências disponíveis nos shoppings”.

BANDIDAGEM.

Moraes proíbe visitas a ‘kid preto’ investigado por golpe após Exército encontrar eletrônicos em panetone A irmã do tenente-coronel Rodrigo Bezerra tentou esconder um cartão de memória, um fone de ouvido e um cabo USB dentro de uma caixa de panetone 30 de dezembro de 2024, 15:56 h 494 Partilhas whatsapp-white sharing button 22twitter-white sharing button 67facebook-white sharing button Rodrigo Bezerra Azevedo Rodrigo Bezerra Azevedo (Foto: Reprodução) Bluesky LogoCompartilhe no Bluesky Bluesky LogoCompartilhe no Threads Apoie o 247Siga-nos no Google News Otávio Rosso avatar Conteúdo postado por: Otávio Rosso 247 - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu as visitas ao tenente-coronel Rodrigo Bezerra, um dos “kids pretos” investigados por participação em uma tentativa de golpe de Estado no Brasil em 2022. A determinação veio após a irmã de Bezerra tentar esconder um cartão de memória, um fone de ouvido e um cabo USB dentro de uma caixa de panetone que seria entregue ao militar. As informações são do g1. O fato ocorreu no último sábado (28), quando a mulher se dirigiu ao Batalhão da Polícia do Exército, em Brasília, com uma caixa de panetone. Ao passar na revista, o detector de metal apitou, e a mulher revelou a presença do fone de ouvido. “Após abertura da caixa de panetone para fins de verificação, foi constatado que no interior da mesma havia um fone de ouvido, um cabo USB e um cartão de memória. O referido material foi apreendido e se encontra custodiado no PIC [Pelotão de Investigações Criminais]”, diz a ocorrência. Rodrigo Bezerra foi preso no dia 19 de novembro, durante a operação Contragolpe, da Polícia Federal. Ele ficou detido no Rio de Janeiro até o dia 2 de dezembro, quando o STF autorizou a transferência dos “kids pretos” envolvidos na trama golpista para Brasília.

PARABÉNS MINISTRO...

Dino bloqueia emendas de comissão do Senado não empenhadas até o dia 23/12 Emendas foram indicadas por líderes do Senado em ofício encaminhado ao governo 30 de dezembro de 2024, 19:34 hAtualizado em 30 de dezembro de 2024, 21:56 h 71 Partilhas whatsapp-white sharing button 11twitter-white sharing button 21facebook-white sharing button Flávio Dino Flávio Dino (Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF) Bluesky LogoCompartilhe no Bluesky Bluesky LogoCompartilhe no Threads Apoie o 247Siga-nos no Google News Leonardo Sobreira avatar Conteúdo postado por: Leonardo Sobreira Conjur - O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, bloqueou nesta segunda-feira (30/12) o pagamento de emendas de comissão do Senado, ressalvadas as já empenhadas até a última segunda (23/12). As emendas foram indicadas por líderes do Senado em ofício encaminhado ao governo federal. O valor total chega a R$ 2,5 bilhões. O magistrado adotou entendimento semelhante ao da decisão que bloqueou R$ 4,2 bilhões em emendas de comissão da Câmara: ele argumentou que não foram juntadas atas demonstrando que os valores indicados foram aprovados pelas comissões. “Não houve a juntada das atas aprovando as indicações (ou especificações) dos senhores líderes, o que conduz à mesma contradição visceral: como empenhar uma ’emenda de comissão’ cuja indicação do beneficiário e o valor a ser a ele repassado não foram aprovados pela comissão?”, questionou Dino. Da maior importância Segundo o ministro, o controle pelas comissões não é um “detalhe de menor importância”, sendo inconstitucional o “voto de liderança”, sem aprovação em comissão, para determinar a destinação das emendas. “Esse controle pelo colegiado parlamentar não é um detalhe de menor importância, na medida em que todos os senhores senadores são iguais no que se refere ao emendamento no processo legislativo orçamentário.” No começo deste mês, Dino estabeleceu regras para o pagamento de emendas. Nelas, determinou que as emendas de comissão precisam ser autorizadas por comissões permanentes da Câmara e do Senado, com informações sobre indicações dos parlamentares solicitantes ou apoiadores. No último dia 12, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados suspendeu o funcionamento de todas as comissões permanentes. Na sequência, 17 líderes partidários enviaram ao governo ofício pedindo o pagamento de 5.449 emendas, totalizando R$ 4,2 bilhões. O pagamento foi posteriormente bloqueado por Dino.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

O MESMO DE SEMPRE....

Eduardo Bolsonaro usa erro do Google para postar fake news sobre cotação do dólar O deputado publicou ironias contra o presidente Lula 25 de dezembro de 2024, 20:00 h whatsapp-white sharing button twitter-white sharing button facebook-white sharing button Eduardo Bolsonaro Eduardo Bolsonaro (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados) Bluesky LogoCompartilhe no Bluesky Bluesky LogoCompartilhe no Threads Apoie o 247Siga-nos no Google News 247 - O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ironizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e compartilhou fake news divulgada pelo Google sobre a cotação do dólar. “Presente de Natal do Lule. Mas 2025 vai melhorar, é tudo mera especulação dos malvadões do mercado. Confia”, escreveu o parlamentar na rede social X. A página do buscador Google exibia a cotação da moeda norte-americana a R$ 6,38. No entanto, o mercado financeiro não operou nesta terça-feira (24) e quarta-feira (25) devido ao recesso de Natal. A última cotação oficial da moeda norte-americana havia fechado em R$ 6,185 na segunda-feira (23). Comandada por Jorge Messias, a Advocacia-Geral da União está elaborando um ofício que será entregue ao Banco Central para tratar do ocorrido.

FASCISMO

Trump volta a defender tomada do canal do Panamá, do Canadá e da Groenlândia As ameaças foram feitas em uma publicação na plataforma Truth Social 25 de dezembro de 2024, 21:06 h whatsapp-white sharing button twitter-white sharing button facebook-white sharing button Donald Trump em Phoenix Donald Trump em Phoenix (Foto: Cheney Orr / Reuters) Bluesky LogoCompartilhe no Bluesky Bluesky LogoCompartilhe no Threads Apoie o 247Siga-nos no Google News Bianca Penteado avatar Conteúdo postado por: Bianca Penteado 247 – O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender nesta quarta-feira (25) o controle norte-americano do Canal do Panamá e a anexação do Canadá como o 51º estado do país. Em uma publicação na Truth Social, onde desejou "Feliz Natal", Trump também sugeriu a implantação de infraestrutura militar dos EUA na Groenlândia, alegando questões de segurança nacional. “Feliz Natal a todos, incluindo os maravilhosos soldados da China, que estão amorosamente, mas ilegalmente, operando o Canal do Panamá (onde perdemos 38.000 pessoas em sua construção há 110 anos), sempre garantindo que os Estados Unidos coloquem bilhões de dólares em dinheiro para "consertos", mas não terão absolutamente nada a dizer sobre "nada". Também, ao governador Justin Trudeau do Canadá, cujos impostos de cidadãos são muito altos, mas se o Canadá se tornasse nosso 51º estado, seus impostos seriam cortados em mais de 60%, seus negócios dobrariam de tamanho imediatamente e eles seriam protegidos militarmente como nenhum outro país em qualquer lugar do mundo. Da mesma forma, ao povo da Groenlândia, que é necessário para os Estados Unidos para fins de Segurança Nacional e que quer que os EUA estejam lá, e nós estaremos!”, escreveu em postagem. Essa não é a primeira vez que Trump faz ataques aos países citados. Em ocasiões anteriores, o primeiro-ministro da Groenlândia, Mute Egede, rebateu, afirmando que a ilha “não está à venda”. Por sua vez, o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, também reagiu firmemente às ameaças estadunidenses sobre o canal. "O canal não tem controle direto ou indireto nem da China, nem da Comunidade Europeia, nem dos Estados Unidos ou de qualquer potência. Como panamenho, repudio energicamente qualquer manifestação que distorça esta realidade", afirmou em um vídeo publicado no X.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

COM CERTEZA MIISTRO..

Gilmar: Sergio Moro teve uma 'atuação política' e 'demonstrou incompetência' na Lava Jato O ministro também citou Jair Bolsonaro 12 de dezembro de 2024, 19:34 h whatsapp-white sharing button twitter-white sharing button facebook-white sharing button Gilmar Mendes e Sergio Moro Gilmar Mendes e Sergio Moro (Foto: Divulgação) Bluesky LogoCompartilhe no Bluesky Bluesky LogoCompartilhe no Threads Apoie o 247Siga-nos no Google NewsVote no 247 no prêmio iBest 2024 ✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp. 247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes criticou nesta quinta-feira (12) a decisão do ex-juiz suspeito Sérgio Moro de aceitar o cargo de ministro da Justiça no governo Jair Bolsonaro (PL), mesmo tendo atuado na antiga Operação Lava Jato. O ex-magistrado é, atualmente, senador pelo União Brasil-PR. “Vimos que Curitiba era uma atividade política, tanto que Moro já é chamado, entre o primeiro e o segundo turnos, para ser ministro da Justiça de Bolsonaro. E foi até algo positivo, porque ali se revelou o tamanho de sua incompetência”, disse Gilmar à Carta Capital. De acordo com o ministro, as investigações da Lava Jato representaram “uma quadra obscura”. Mendes afirmou que foi dado poder “a uma gente muito chinfrim”. Ele comentou sobre o período em que Moro foi responsável pelo julgamento de processos de primeira instância da Lava Jato e o ex-deputado federal cassado Deltan Dallagnol (Novo-PR) era coordenador dos procuradores do Ministério Público Federal (MPF-PR).

UM FEMINICÌDIO SEM FIM...

Quase metade das mulheres em secretarias estaduais e de capitais já sofreu violência de gênero, mostra levantamento Levantamento inédito mostra que uma em cada três já sofreu violência sexual durante o trabalho na função pública. Por Matheus Meirelles, GloboNews 09/12/2024 10h06 Atualizado há 3 dias Quase metade das mulheres em secretarias estaduais e de capitais já sofreu violência de gênero, mostra levantamento Quase metade das mulheres em secretarias estaduais e de capitais já sofreu violência de gênero, mostra levantamento No Brasil, 43% das mulheres que ocupam cargos em secretarias estaduais e nas capitais já sofreram violência de gênero, segundo levantamento inédito obtido pela GloboNews e pelo g1. De acordo com os institutos Alziras, Aleias, Foz e Travessias Políticas Públicas, 93% das vítimas sofreram violência psicológica e uma em cada três foi vítima de violência sexual. Quando se trata de violência física, 33% das secretárias negras já foram vítimas. Entre as mulheres brancas, o total chega a 22%. Metade das secretárias preferiram não relatar os casos. Apenas 15% recorreram a instâncias oficiais e denunciaram os casos. O levantamento ouviu 67% das 341 mulheres que estiveram à frente de secretarias de governo entre dezembro de 2023 e março de 2024. Segundo os institutos, colegas de trabalho e membros de partidos políticos são os principais responsáveis pelas violências de gênero sofridas pelas secretárias no exercício de sua função. A pesquisa também mostra a subnotificação das mulheres negras nas secretarias. Na região Sul, onde são 26% da população, ocupam apenas 4% das funções. O índice chega a 46% no Norte e Nordeste. Perfil do secretariado feminino As mulheres que ocupam os cargos em secretarias estaduais e de capitais são majoritariamente casadas, com idades entre 40 e 59 anos e católicas, 63% tem 1 ou 2 filhos, e a sobrecarga doméstica é uma das dificuldades enfrentadas por elas. Apesar de estarem em cargos de destaque, 53% ainda são responsáveis pelos trabalhos domésticos, e 6 em cada 10 alegam que as atividades de cuidado dificultam as funções públicas. O perfil étnico mostra que 57% das secretárias são brancas e 38% negras. Apenas 3% são indígenas e 2% asiáticas. Nos Estados, 53% ocupam cargos em pastas sociais e 44%, nas secretarias de capitais.

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

UMA CONSTATAÇÃO CLARA

A extrema-direita está conectada e articulada não apenas no Brasil e nos EUA, mas internacionalmente” Paulo Abrão conversou com os editores da CEBRI-Revista ANO 3 / Nº 11 / JUL-SET 2024 Paulo Abrão. Acervo próprio. Paulo Abrão é professor e advogado. Doutor em Direito pela PUC-Rio e Visiting Scholar na Brown University. No Brasil, foi Secretário Nacional de Justiça, presidente do Comitê Nacional para Refugiados e presidente da Comissão de Anistia. Foi diretor do Instituto de Políticas Públicas em Direitos Humanos do Mercosul e Secretário Executivo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos. Diretor Executivo do Washington Brazil Office. Segue a entrevista concedida por escrito aos editores da CEBRI-Revista. A extrema-direita vem avançando nos EUA e Brasil. Análises acadêmicas apontam que existe um espelho entre a extrema-direita americana e a brasileira. Muitos líderes do Brasil se inspiram e são treinados em debates nos EUA. Com a sua experiência no WBO, como o senhor vê essa associação entre a extrema-direita americana e a brasileira? Seria possível argumentar que, com uma vitória de Trump, a extrema-direita brasileira seria energizada? Como o senhor vê a ação em rede da extrema-direita no eixo Brasil-EUA? Paulo Abrão: Sim, a extrema-direita está conectada e articulada não apenas no Brasil e nos EUA, mas internacionalmente, de uma maneira mais ampla. Embora seja um setor político ultranacionalista, isso não impede que ele atue como uma rede internacional e transfronteiriça muito articulada, que conecta personalidades, partidos políticos e diversos grupos da sociedade civil. Essa conexão tem nas redes sociais uma plataforma eficiente de reprodução de práticas, táticas e estratégias de cooptação de pessoas e de questionamento do sistema e das instituições democráticas. Evidências mostram que as organizações que dão suporte a estes movimentos de extrema-direita nos EUA também estão assessorando a ação articulada da extrema-direita do Brasil no exterior. Esse tipo de suporte era comum em favor de grupos políticos de outros países latino-americanos, a novidade está no engajamento com o Brasil. É possível dizer que Brasil e EUA estejam agora mais identificados nessa conexão, diante das similitudes das tentativas frustradas de insurreição golpista que aconteceram no 6 de novembro de 2021 e no 8 de janeiro de 2023. Uma eventual vitória de Trump certamente energiza a direita brasileira, mas a articulação entre os grupos políticos extremistas dos dois países já não depende mais disso. Embora seja um setor político ultranacionalista, isso não impede que [a extrema-direita] atue como uma rede internacional e transfronteiriça muito articulada, que conecta personalidades, partidos políticos e diversos grupos da sociedade civil. O WBO tem se destacado por defender a democracia brasileira em Washington. Após o 8 de janeiro, diversos eventos e reuniões com políticos estadunidenses foram organizadas e lideradas pelo WBO. Com base nessa experiência, como tem sido o processo de convencimento e advocacy do regime democrático brasileiro perante as forças políticas em Washington? Quais têm sido as principais dificuldades e entraves para que as forças políticas democratas e republicanas compreendam a necessidade de se ajudar a democracia brasileira? PA: O mundo está cada vez mais interconectado. Essa é uma realidade da nossa era. As distâncias físicas foram encurtadas pela tecnologia – não apenas a tecnologia da comunicação, mas também dos deslocamentos humanos e do fluxo de capital. Portanto, a interdependência entre os países aumentou, e é nesse sentido que o debate sobre direitos humanos, meio ambiente e democracia se internacionalizou. O que o WBO faz é, entendendo esse contexto, favorecer o fluxo de informações confiáveis, em primeira mão – informações levadas por protagonistas democratas e relevantes da sociedade civil brasileira – para interlocutores internacionais, de maneira a influenciar positivamente o ponto de vista desses interlocutores a respeito do que ocorre no Brasil. O momento mais crítico deste trabalho foi durante as últimas eleições presidenciais, e a principal dificuldade foi sensibilizar a atenção para a realidade brasileira. Tão logo cada um de nossos alertas prévios para esses interlocutores se confirmaram, o ambiente de receptividade fluiu. […]a interdependência entre os países aumentou, e é nesse sentido que o debate sobre direitos humanos, meio ambiente e democracia se internacionalizou. Nos últimos anos, observamos uma crescente preocupação global com a desinformação e o uso de plataformas digitais para minar a confiança nas instituições democráticas. Considerando a atuação do WBO em Washington, como o senhor avalia o impacto da desinformação sobre a percepção da democracia brasileira no exterior, especialmente nos EUA? Há iniciativas em andamento para combater esse fenômeno junto às autoridades americanas e influenciar o debate sobre o Brasil? PA: Isso não acontece apenas por meio das redes sociais. Quando falamos sobre isso, as pessoas pensam imediatamente em Elon Musk e no Twitter/X, mas a questão vai muito além do debate sobre a regulação de uma plataforma como essa. Atores relevantes da extrema-direita brasileira têm ido pessoalmente a Washington para difundir informações falsas a respeito do que acontece no Brasil. Por isso o WBO se esforça para recolocar as informações em seu devido lugar apresentando fatos. A versão que a extrema-direita está difundindo nos corredores e comissões parlamentares de Washington, assim como no Sistema Interamericano de Direitos Humanos, é a de que as medidas judiciais tomadas contra os protagonistas do golpe frustrado de 8 de janeiro de 2023 são mera perseguição política. Afirmam que o Brasil vive um tipo de “ditadura judicial” com a conivência do poder executivo e que a liberdade de expressão no Brasil está sendo violada pela Corte Suprema. Não é algo restrito às redes sociais, portanto. De toda maneira, é preciso entender que há diferenças entre as concepções jurídicas dos dois países tanto sobre a adequação e necessidade de uma regulamentação das plataformas digitais, quanto sobre o estabelecimento de restrições legítimas à liberdade de expressão. A extrema-direita brasileira está sabendo operar nos EUA por dentro dessas diferenças. A cooperação internacional entre grupos pró-democracia tem se intensificado diante das ameaças autoritárias globais. Como o WBO tem colaborado com organizações americanas e de outros países na promoção de políticas que defendam os valores democráticos? Quais são as principais áreas de cooperação entre o WBO e outras instituições internacionais para fortalecer a democracia no Brasil e no continente americano? PA: O WBO tem hoje mais de 70 organizações brasileiras filiadas. Essas organizações trabalham muitas vezes na base, próximas às pessoas e às comunidades que são mais afetadas pelas mudanças climáticas, pelas violações de direitos humanos e pela violência racial, de gênero e política. O que nós fazemos é potencializar o trabalho dessas organizações filiadas ao WBO, para que elas mesmas possam levar sua própria voz a interlocutores internacionais. Ajudamos a construir alianças, redes de solidariedade e intercâmbio de conhecimento sobre as boas práticas internacionais comparadas de promoção dos valores democráticos. Hoje nossas principais áreas de cooperação são meio ambiente e mudanças climáticas, democracia e monitoramento de movimentos políticos extremistas e ações para fortalecimento internacional da sociedade civil organizada. A novidade é que recentemente constituímos uma “Aliança Brasil Office”, com uma estrutura nos EUA (Washington Brazil Office), uma no Brasil (Associação Brasil Office) e outra na Europa (Europe Brazil Office). Esperamos reforçar e estreitar as articulações entre os movimentos democráticos brasileiros com os organismos multilaterais, governamentais, organizações sociais e políticas nestes três territórios. Entrevista enviada por mídia escrita em 29 de outubro de 2024.

SEM NENHUMA DÚVIDA...

A absurda e crescente riqueza dos bilionários prejudica a democracia POR Grace Blakeley Tradução Pedro Silva A riqueza obscena dos bilionários mundo afora não significa apenas que eles podem levar uma vida de luxo. Também significa que possuem um controle quase completo da economia — o que é fundamentalmente antidemocrático e injusto. Nossa nova edição impressa sobre "raça e classe" já foi lançada. Assine um de nossos planos ou compre ela avulsa hoje. O fracasso do golpe na Bolívia é sintoma de uma crescente crise política Gabriel Hetland Como doações bilionárias subverteram a democracia nos Estados Unidos Hugo Albuquerque A verdadeira democracia é incompatível com o capitalismo Grace Blakeley Socialismo significa expandir a democracia para toda a sociedade Danny Katch Orelatório mais recente da Oxfam sobre a desigualdade na distribuição global da riqueza pinta um quadro sombrio das mudanças que ocorreram na economia mundial ao longo da pandemia. De acordo com uma pesquisa da instituição de caridade, os dez homens mais ricos do mundo dobraram sua riqueza ao longo do ano passado, o que significa que ganharam o equivalente a US$ 1,3 bilhão por dia. Para contextualizar esse número, considere essas ilustrações da diferença entre um milhão e um bilhão. Se você contasse os números até um milhão, levaria doze dias; mas se você contasse os números até um bilhão, levaria trinta e dois anos. Se você gastasse um milhão de dólares em um ano, teria que gastar aproximadamente $ 2.700 por dia; para gastar um bilhão de dólares no mesmo tempo, seria aproximadamente $ 2,7 milhões por dia. Esses dez homens agora são tão ricos que, mesmo que perdessem 99,999% de sua riqueza, ainda teriam mais do que 99% das pessoas no planeta. Esses números são tão grandes que são difíceis de compreender, mesmo com ilustrações. Mas é extremamente importante que tentemos entender a escala da desigualdade na economia mundial agora. Porque a desigualdade de riqueza não diz simplesmente sobre os padrões de vida e as oportunidades divergentes de pessoas em diferentes faixas de impostos; ela nos diz sobre as diferenças de poder entre os ricos e todos os outros. A riqueza bilionária não está apenas em contas bancárias acumulando juros; ela existe na forma de ativos, como ações, propriedades e títulos. Muitos na direita alegremente utilizam esse ponto para criticar o método de cálculo da desigualdade de riqueza da Oxfam, argumentando que não deveríamos pensar na riqueza de Jeff Bezos como equivalente ao valor de seus ativos, porque se ele vendesse todos eles de uma vez, seus valores cairiam drasticamente. Mas essa crítica não vai ao ponto. O problema com a desigualdade entre bilionários e todos os outros não é apenas que eles podem comprar mais coisas do que todos os outros; é que eles controlam os recursos dos quais o resto de nós depende para sobreviver. Veja Jeff Bezos, cuja riqueza existe principalmente na forma de ações da Amazon. Ao medir a escala de sua riqueza, não estamos apenas olhando para o quão rico ele é — mas também olhando para o quão poderoso. O fato de Bezos controlar pessoalmente cerca de 10% de uma das maiores e mais valiosas empresas do mundo significa que ele tem uma quantidade significativa de controle sobre a maneira como a economia funciona. Ele pode influenciar os salários que a Amazon define, o que determina a renda de milhões de pessoas em todo o mundo. Ele pode controlar as decisões de investimento que a empresa toma, o que não apenas determina quantos empregos serão criados na economia, mas também os tipos de bens, serviços e tecnologias que provavelmente serão desenvolvidos nos próximos anos. Ele contribui para uma série de decisões que têm um impacto enorme no resto da sociedade — da pegada ambiental da empresa à sua responsabilidade tributária total. O mesmo pode ser dito de outros bilionários que controlam a maioria dos recursos do mundo. Magnatas imobiliários definem nossos aluguéis e influenciam os preços de terras e propriedades em todo o mundo. Financiadores determinam onde o investimento é alocado, o que molda todos os tipos de tendências sociais, como mudança tecnológica, a intensidade de carbono do processo produtivo e a geografia da produção. E magnatas da mídia ajudam a moldar as próprias informações que recebemos para entender essas tendências. As decisões tomadas por esse pequeno punhado de homens têm um enorme impacto em quase todos os âmbitos de nossas vidas — incluindo nossos salários, nossos aluguéis e a temperatura do planeta. E ainda assim eles exercem essa quantidade extraordinária de poder com pouca ou nenhuma responsabilidade. Ninguém em sã consciência argumentaria que esta é uma maneira racional de organizar uma economia. A maioria dos economistas tradicionais argumenta que pessoas como Jeff Bezos não têm tanto poder quanto pensamos. As decisões da Amazon são, dizem eles, determinadas inteiramente por tendências mais amplas dentro do mercado. Bezos não toma decisões; o mercado sim. No entanto, em um mundo caracterizado por níveis extremos de desigualdade, altas taxas de concentração de mercado e de captura corporativa do Estado, essa visão se torna muito mais difícil de defender. Quando dez homens podem perder quase tudo o que têm e ainda ser mais ricos do que quase todos os outros no planeta, é absurdo argumentar que eles não estão no controle porque o mercado está. Esses homens são o mercado — literalmente, no caso de Jeff Bezos. Se Bezos decidir que quer aperfeiçoar os voos espaciais comerciais, então é assim que os escassos recursos da humanidade serão usados ​​no futuro próximo; assim como se a Amazon decidir cortar sua folha de pagamento, a renda dos mais desfavorecidos cairá, enquanto os lucros dos mais favorecidos aumentarão. A desigualdade não importa apenas porque é injusta; ela importa porque a riqueza dos que estão no topo depende da pobreza dos que estão na base. A Oxfam enfatiza precisamente esse ponto no relatório deste ano, argumentando que “a desigualdade extrema é uma forma de violência econômica, onde políticas e as decisões políticas que perpetuam a riqueza e o poder de alguns poucos privilegiados resultam em danos diretos à grande maioria das pessoas comuns em todo o mundo e ao próprio planeta”. Em nenhum lugar isso ficou mais claro do que nas respostas dos nossos governos e bancos centrais à pandemia, injetando bilhões de dólares nos bolsos dos ricos, enquanto deixaram muitos dos mais pobres se defenderem sozinhos. Então, da próxima vez que alguém lhe disser que Jeff Bezos conquistou seu dinheiro e que ele deveria poder gastá-lo da maneira que quiser, lembre-o de que não foi assim; ele o extraiu do governo, do meio ambiente e de seus trabalhadores. Sobre os autores Grace Blakeley escreve na Tribune Magazin e é apresentadora do podcast semanal A World to Win.

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

BANDIDAGEM

Saiba quais são as possibilidades de Bolsonaro ser preso após indiciamento pela PF Ex-presidente foi citado em relatório final sobre tentativa de golpe de Estado, que culminou com o 8 de janeiro Thalita Pires Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 21 de novembro de 2024 às 19:23 Ouça o áudio: Play 01:56 03:38 Mute Download Uma eventual prisão definitiva só acontece após o julgamento, caso Bolsonaro seja considerado culpado - Divulgação *matéria atualizada às 23h39 para correção de informações A Polícia Federal (PF) divulgou nesta quinta-feira (21) o relatório final da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado que culminou com os atos antidemocráticos de 8 de janeiro. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados do primeiro escalão de seu governo foram indiciados por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. De acordo com o documento, a tentativa de golpe teria sido tramada em 2022, para evitar a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente da República após sua vitória contra Bolsonaro nas urnas em novembro daquele ano. Um indiciamento significa, na prática, que o delegado responsável pelo inquérito concluiu, em seu relatório final, pela culpa de alguém por haver elementos de autoria e de materialidade. É um juízo de culpa de caráter preliminar e pode ser feito tanto pela polícia quanto por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), mas não condena diretamente o acusado, porque depende de uma denúncia formal por parte do Ministério Público (MP) para que o suspeito seja convertido em réu e julgado pelo Poder Judiciário. Cabe ao MP denunciar ou arquivar um caso após investigação. No caso do indiciamento desta quinta-feira, a denúncia deve ser analisada pela Procuradoria Geral da República, parte do Ministério Público Federal (MPF). Para a advogada Tânia Maria Saraiva de Oliveira, da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), "é de uma gravidade aterradora que um ex-presidente da República esteja envolvido nisso". A despeito da gravidade dos fatos apurados pela PF, no entanto, a jurista explica que Bolsonaro não deve ser preso agora. "É sempre uma decisão do Judiciário, mas não acredito haver razão para isso", analisa. Oliveira explica que existe a possibilidade de prisão preventiva, que tem como objetivo impedir a interferência do réu no julgamento. Para que isso aconteça, no entanto, é preciso que haja uma razão objetiva, como tentativa de fuga, por exemplo. Uma eventual prisão definitiva só acontece após a conclusão do julgamento, caso Bolsonaro seja considerado culpado. Somados, os crimes de tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e organização criminosa podem somar até 30 anos de reclusão. Bolsonaro também já foi indiciado em outros dois processos. O primeiro é o de inclusão de informações falsas em sistemas oficiais, relacionado ao esquema de inserção de informações falsas em carteiras de vacinação contra a covid-19. O crime pode render de 3 a 15 anos de prisão. O segundo é o caso de apropriação e venda, nos Estados Unidos, de joias milionárias presenteadas pela Arábia Saudita, pelo qual foi acusado de associação criminosa, lavagem de dinheiro e peculato. Se condenado, pode pegar até 17 anos de prisão. Mesmo que seja considerado culpado nos três casos em que foi indiciado até agora – que podem somar até 62 anos de privação de liberdade –, o ex-presidente não poderá passar mais do que 40 anos preso, tempo de reclusão máximo permitido no país.

#BANDIDAGEM

Veja os indícios coletados pela PF que provam que Bolsonaro sabia de plano para matar Lula e Moraes As provas incluem mensagens trocadas entre assessores, reuniões e registros de entrada e saída do Palácio do Planalto e do Palácio do Alvorada 22 de novembro de 2024, 12:42 h whatsapp-white sharing button twitter-white sharing button facebook-white sharing button Jair Bolsonaro Jair Bolsonaro (Foto: Reuters) Bluesky LogoCompartilhe no Bluesky Bluesky LogoCompartilhe no Threads Apoie o 247Siga-nos no Google NewsVote no 247 no prêmio iBest 2024 ✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp. 247 - O relatório final da Polícia Federal sobre o inquérito do golpe de Estado apresenta uma lista de indícios que aponta que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sabia do plano para matar o presidente Lula (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), informa O Globo. No entanto, Bolsonaro afirma que não sabia da trama. As provas levantadas que indicam a participação do então presidente no plano vão desde mensagens trocadas entre assessores, reuniões e registros de entrada e saída do Palácio do Planalto e do Palácio do Alvorada. Segundo a PF, o plano, denominado “Punhal Verde Amarelo” foi impresso no Planalto em uma hora em que Bolsonaro estava lá. Outro indício é a movimentação do general Mário Fernandes, número dois da Secretaria-Geral da Presidência. Segundo os investigadores, o militar imprimiu as três páginas do plano golpista no Palácio do Planalto em 6 de dezembro de 2022. A PF descobriu que ele enviou um áudio a Mauro Cid, então ajudante de ordens de Bolsonaro, dizendo que teve uma conversa com o presidente. "A primeira, durante a conversa que eu tive com o presidente, ele citou que o dia 12, pela diplomação do vagabundo, não seria uma restrição, que isso pode, que qualquer ação nossa pode acontecer até 31 de dezembro e tudo. Mas, porra, aí na hora eu disse, pô presidente, mas o quanto antes, a gente já perdeu tantas oportunidades", diz o militar no aúdio. Os agentes da PF comprovaram que Fernandes esteve no Palácio da Alvorada por cerca de 40 minutos no mesmo dia em que enviou o áudio. No dia seguinte, Bolsonaro deu uma declaração pública em que deu a entender que estava trabalhando em uma “decisão” que não dependia apenas dele. “As decisões, quando são exclusivamente nossas, são menos difíceis e menos dolorosas. Mas quando elas passam por outros setores da sociedade são mais difíceis e devem ser trabalhadas. Se algo der errado é porque eu perdi a minha liderança. Eu me responsabilizo pelos meus erros. Mas peço a vocês: não critiquem sem ter certeza absoluta do que está acontecendo”, disse. Após a manifestação do então presidente, Fernandes envia nova mensagem a Cid dizendo que Bolsonaro havia aceitado “nosso assessoramento”. Deu a cara pro público dele, pra galera que confia, acredita nele até a morte", celebrou. A PF também apontou que Fernandes acompanhava as reuniões palacianas. No dia 7 de dezembro, mesmo dia em que o plano “Punhal Verde e Amarelo” começou a ser colocado em prática, Bolsonaro teve uma reunião para apresentar uma minuta do golpe de Estado aos comandantes das Forças Armadas. O texto sugeria a declaração de Estado de Sítio e uma Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). O conteúdo da reunião foi confirmada em depoimento à PF prestado pelo general Freire Gomes, então comandante do Exército, na condição de testemunha. Fernandes sabia que o general estava reticente em aderir ao plano golpista. Por isso, enviou um áudio ao Cid pedindo para que ele mostrasse a Freire Gomes um vídeo com "conteúdo antidemocrático". "Cid, acho que você está tendo uma reunião importante agora no Alvorada. Pô, mostra esse vídeo pro comandante, cara. Se possível, transmite durante a reunião, porra. Isso é história. E a história é marcada por momentos como esse que nós estamos vivendo agora”, afirma em mensagem interceptada pela PF.

#CADEIANELES

Advogado de Cid confirma: Bolsonaro sabia do plano para assassinar Lula Entrevista de Cezar Bittencourt coloca Jair Bolsonaro a um passo da cadeia 22 de novembro de 2024, 14:18 hAtualizado em 22 de novembro de 2024, 15:01 h whatsapp-white sharing button twitter-white sharing button facebook-white sharing button Polícia Federal e Mauro Cid com Jair Bolsonaro Polícia Federal e Mauro Cid com Jair Bolsonaro (Foto: Divulgação/PF | REUTERS/Adriano Machado) Bluesky LogoCompartilhe no Bluesky Bluesky LogoCompartilhe no Threads Apoie o 247Siga-nos no Google NewsVote no 247 no prêmio iBest 2024 ✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp. (Reuters) - O advogado de Mauro Cid disse nesta sexta-feira à GloboNews que seu cliente confirmou, em audiência na véspera com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que o ex-presidente Jair Bolsonaro sabia dos planos de golpe de Estado e de assassinato do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, mas pouco depois recuou. "Confirmou sim. Na verdade o Cid tem uma linha de pensamento -- a versão verdadeira dos fatos", disse Cezar Bittencourt, ao ser questionando se Bolsonaro sabia dos planos de golpe. "Confirma que sabia sim", respondeu o advogado ao ser perguntado se Bolsonaro sabia dos planos de matar Lula e outras autoridades. "Na verdade, o presidente de então sabia tudo." Pouco depois, no entanto, Bittencourt recuou de suas declarações iniciais, dizendo que queria fazer uma "retificação". "Eu não disse que Bolsonaro sabia de tudo, até porque tudo é muita coisa", disse. Na quinta-feira, a Polícia Federal indiciou por tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito Bolsonaro e outras 36 pessoas próximas a ele após sua derrota na eleição de 2022, incluindo ex-ministros do governo e ex-comandantes das Forças Armadas. Também na quinta, duas fontes com conhecimento direto das investigações disseram à Reuters que a PF encontrou indícios de que Bolsonaro tinha conhecimento de um plano para assassinar Lula como parte de um golpe de Estado após a eleição de 2022.

#CADEIAPARABOLSONAROESUAQUADRILHA

O CNPJ do golpe 'Contraria a lógica elementar alegar que a execução do plano foi iniciativa individual e isolada. O CNPJ do golpe é das Forças Armadas', escreve Jeferson Miola 22 de novembro de 2024, 18:04 h whatsapp-white sharing button twitter-white sharing button facebook-white sharing button Jair Bolsonaro, Exército e urnas eletrônicas Jair Bolsonaro, Exército e urnas eletrônicas (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil | Marcelo Camargo/Agência Brasil | Reuters/Adriano Machado) Bluesky LogoCompartilhe no Bluesky Bluesky LogoCompartilhe no Threads Apoie o 247Siga-nos no Google NewsVote no 247 no prêmio iBest 2024 ✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp. O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, repete como um mantra que os implicados na tentativa de golpe “são pessoas que pertencem às Forças Armadas, mas não estavam representando os militares, estavam com seus CPFs. Foi iniciativa de cada um”. O ministro tem razão ao dizer que os golpistas fardados carregarão seus CPFs perante os tribunais. Mas o golpe, enquanto empreendimento institucional, tem CNPJ, e o CNPJ do golpe é o CNPJ das Forças Armadas. Contraria a lógica elementar alegar que a execução do plano foi iniciativa individual e isolada, visto que dentre os 37 indiciados inicialmente no inquérito policial, 25 são militares da alta oficialidade, inclusive general da ativa e integrante do Alto Comando do Exército. Isso caracteriza, portanto, um fenômeno sistêmico –e não individual– da instituição militar. Na condição de porta-voz e representante dos interesses militares, Múcio se empenha em sedimentar a narrativa que individualiza as responsabilidades criminosas para desresponsabilizar a instituição militar e seus altos comandos hierárquicos. Esta versão, inspirada nos manuais militares de diversionismo e encampada pelo ministro Múcio, é inverossímil, pois a tomada do poder civil por meio de um golpe de Estado foi diretriz institucional das Forças Armadas no contexto da conspiração arquitetada pelo Exército para instalar o poder militar no país [aqui e aqui]. São visíveis as digitais do envolvimento institucional das Forças Armadas, em especial do Exército, no longo processo iniciado com a desestabilização política para derrubar a presidente Dilma e aprofundado com o julgamento farsesco para prender Lula e tirá-lo da eleição presidencial de 2018. Bolsonaro foi instrumento e veículo para a materialização deste projeto secreto de poder das cúpulas militares. O plano golpista foi abalado sobretudo pela oposição da Administração Biden. A falta de apoio da potência imperial quebrou a unidade do Alto Comando do Exército [ACE] em torno do empreendimento golpista, obrigando as cúpulas militares a abortarem o plano. Esta divisão interna do ACE representou uma novidade; rompeu a rotina de unidade ostentada em outras circunstâncias graves, como quando da publicação do tweet do general Villas Bôas em nome do Alto Comando para constranger o STF a manter a prisão de Lula, em 3 de abril de 2018; e quando da divulgação, em 11 de novembro de 2022, do comunicado conjunto dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica atacando o STF, defendendo os acampamentos nos quartéis e provocando o clima de caos [Às Instituições e ao Povo Brasileiro]. Apesar da divisão interna no Alto Comando, setores da caserna continuaram determinados a tocar a empreitada até o fim. Em 19 de dezembro de 2022, faltando apenas 13 dias para o início do governo Lula, o coronel Reginaldo Vieira de Abreu contabilizou para o general Mario Fernandes o mapa de forças no Alto Comando: “cinco [generais] não querem [o golpe], três querem muito e os outros, zona de conforto. É isso. Infelizmente”. Como se observa, o golpe era um assunto debatido corriqueiramente no Alto Comando do Exército sem que um único general, dentre os 16 da instância, denunciasse a conspiração e os sediciosos. A cumplicidade era total – uma cumplicidade corporativa e institucional. Seria ingenuidade infantil supor que os comandantes das três Forças desconheciam a trama golpista que envolvia os acampamentos criminosos nos quartéis e a atuação coordenada de generais, almirantes, brigadeiros, coronéis, tenentes-coronéis, oficiais e suboficiais na conspiração. O golpe tem personalidade jurídico-militar. O CNPJ do golpe é o CNPJ das Forças Armadas.

domingo, 29 de setembro de 2024

A MÁFIA DE SAMPA.

erendas, máfia das creches e outras denúncias: Nunes foge de acusações de desvio de dinheiro em debate da Record Relembre casos de corrupção que são imputados à prefeitura de São Paulo na atual gestão Redação Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 28 de setembro de 2024 às 22:33 Ricardo Nunes durante debate da TV Record neste sábado (28) - Reprodução/TV Record O primeiro bloco do debate organizado pela TV Record foi marcado por ataques à gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que indagado sobre escândalos e índices de seu governo, preferiu não responder. “A gente está com o pior resultado do Ideb da história da educação, em São Paulo”, começou o candidato Pablo Marçal (PRTB), que perguntou ao prefeito. “O que você não fez não é que ou o que você fez de errado? O que você tem que corrigir que você errou?” Nunes não admitiu erros de sua gestão e Marçal voltou a atacá-lo durante a réplica. “E esse desvio de merenda? Não quero ser injusto com você, mas como eu estou acompanhando bem próximo, existem lá pagamentos no seu nome, pagamentos no nome de familiar, e eu queria que você desse explicação.” Mais uma vez, Nunes não respondeu. Agora, decidiu atacar Marçal. “Quem foi preso foi você. A minha vida é limpa e continuará limpa para sempre. Eu nunca tive o indiciamento, nunca tive uma condenação e não terei. Porque o meu passado é um passado honrado, o meu presente é um presente honrado e o meu futuro continuará honrado”, afirmou o prefeito. Depois, foi a vez de Guilherme Boulos (Psol), levantar denúncias de corrupção na administração de serviços públicos. "A prefeitura, o prefeito perdeu o controle da cidade. Não é à toa que existe hoje uma investigação envolvendo a máfia das creches. Na prática, é seu filho, sua filha, que é prejudicada porque não é a mesma qualidade, porque não é a mesma merenda, porque está faltando o mesmo padrão." Gestão marcada por denúncias A gestão de Nunes é marcada denúncias sobre possíveis casos de corrupção. Em que pese a negativa da Prefeitura, o aumento de contratos emergenciais dá o tom da gestão Nunes. Entre 2021 e o final de 2023, R$ 4,9 bilhões teriam sido gastos dessa forma, segundo levantamento do UOL. A critério de comparação, a gestão de Kassab gastou R$ 116 milhões em obras emergenciais e a de Haddad R$140,7 milhões. A prática é alvo do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCM-SP), que, em 2023, constatou “emergências fabricadas” e superfaturamento milionário. O tribunal também afirma que essas obras podem ser ineficientes ao não apontarem soluções duradouras e gerarem “ciclo vicioso” de obras emergenciais. A gestão Nunes também teria beneficiado uma empresa do compadre do prefeito entre dezembro de 2021 e agosto deste ano, com contratos que somaram R$ 31,4 milhões. A DPT Engenharia e Arquitetura LTDA foi contratada com dispensa de licitação para realizar obras emergenciais. A empresa pertence ao engenheiro civil e arquiteto Pedro José da Silva Junior, filho de Pedro José da Silva, compadre de Nunes. Ele também já coordenou o gabinete da liderança do MDB na Câmara dos Vereadores entre 2013 e 2016, período em que Nunes era vereador e líder do partido na Casa. Outra denúncia mostra que a Prefeitura teria comprado armadilhas contra o mosquito Aedes aegypti por R$ 400, sendo que o mesmo equipamento é oferecido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) por R$ 10. No total, foram gastos R$ 19 milhões para comprar 20 mil unidades da empresa holandesa In2care. À imprensa, o secretário municipal de Saúde de São Paulo, Luiz Carlos Zamarco, afirmou desconhecer o produto brasileiro. A prefeitura também virou alvo de um inquérito sobre o suposto superfaturamento na compra de garrafas d’água para o carnaval deste ano, por R$ 5,52 cada garrafa pet de 500ml, em um contrato de 252 mil unidades. Porém, o valor de mercado gira em torno de R$ 1,95 por unidade. Em nota enviada ao Brasil de Fato, o governo municipal informou que "vai prestar os esclarecimentos necessários no tempo devido". Somam-se a esses casos o possível envolvimento de Ricardo Nunes na chamada máfia das creches, um esquema descrito pela Polícia Federal como "complexo esquema de desvio de valores públicos" que movimentou R$ 1,5 bilhão e culminou no indiciamento de 111 suspeitos.

A GUERRA SEM TRÉGUAS DO IMPÉRIO AMERICANO.

ASSEMBLEIA GERAL Ministro das Relações Exteriores de Cuba diz à ONU que 'somente a superação do capitalismo' pode salvar a humanidade “Cuba continuará a defender seu direito soberano à independência e a construir o socialismo”, afirmou Gabriel Vera Lopes Brasil de Fato | Havana (Cuba) | 29 de setembro de 2024 às 16:20 Ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, na ONU - ONU O ministro cubano das Relações Exteriores, Bruno Rodriguez, advertiu no sábado (28), na Assembleia Geral da ONU, sobre as “doutrinas militares agressivas de dominação, expansionismo e supremacismo” que estariam “minando a paz e a segurança internacionais”. Observando que o aumento vertiginoso dos gastos militares globais constitui um “perigo de uma hecatombe nuclear” que considerou “real e imediato”. “Pelo nono ano consecutivo, os gastos militares globais estão aumentando, atingindo um recorde de US$ 2,44 trilhões (mais de R$ 13 trilhões) em 2023, inclusive no desenvolvimento de armas nucleares”, destacou, afirmando que “não haverá paz sem desenvolvimento”. No contexto em que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável não serão alcançados, o chanceler cubano criticou setores políticos que tentam ignorar os acordos supranacionais. “As crises são estruturais, determinadas pelo sistema imperialista e pela ordem internacional que nos é imposta. Nenhum problema será resolvido minando o caráter intergovernamental das Nações Unidas, como alguns querem, ou enfraquecendo seu papel essencial na promoção do desenvolvimento sustentável para todos”, enfatizou. Entre as “crises estruturais”, citou a crescente desigualdade e o “avanço inexorável” das mudanças climáticas. Considerou que a crise multidimensional em que o planeta se encontra “confirma a tese de 1992 do presidente Fidel Castro Ruz”, quando em um famoso discurso no Rio de Janeiro disse que “uma importante espécie biológica corre o risco de desaparecer: o homem”. “Somente a superação do imperialismo e do capitalismo e, nesse processo, a fundação de uma nova ordem internacional podem salvá-lo definitivamente”, assegurou o chanceler cubano. “Uma ordem internacional justa e democrática que garanta a paz e “o equilíbrio do mundo”, o exercício do direito ao desenvolvimento por parte de todos os Estados; em condições de igualdade soberana, que amplie e fortaleça a participação e a representação dos países em desenvolvimento nos processos de governança, tomada de decisões e formulação de políticas em nível global; que proporcione o bem comum e a prosperidade de todos os povos, em harmonia com a natureza e o manejo sustentável dos recursos naturais, e que assegure o exercício de todos os direitos humanos para todas as pessoas”. O bloqueio como uma forma de guerra Rodriguez disse que o bloqueio imposto pelos Estados Unidos contra Cuba “foi concebido como uma de suas principais armas de agressão para destruir a economia cubana”. “Ele busca impedir a renda financeira para provocar o colapso da economia e gerar uma situação de instabilidade política e social”, disse Rodriguez, acrescentando que ‘o dano é visível e tem repercussões na vida de todos os cubanos’. Da mesma forma, o ministro das Relações Exteriores de Cuba garantiu que o bloco não é apenas um conjunto de medidas econômicas e comerciais, mas também constitui “a mais feroz campanha de desinformação e calúnia e a tentativa perene de interferência (dos Estados Unidos) em nossos assuntos internos”. “Essas ações violam o direito internacional. Elas violam os propósitos e princípios desta Organização e inúmeras resoluções adotadas pela Assembleia Geral”, afirmou. Desde 1992, todos os anos, o mais alto órgão de debate da ONU tem votado esmagadoramente a favor das resoluções propostas por Cuba, exigindo o fim do bloqueio, por considerá-lo uma violação da Carta da ONU. Desde então, as únicas exceções que invariavelmente se opõem à resolução são os Estados Unidos e Israel, junto com um ou outro aliado ocasional. Este ano, a Assembleia Geral das Nações Unidas deverá debater o projeto de resolução de Cuba sobre o bloqueio pela trigésima segunda (32ª) vez, nos dias 29 e 30 de setembro. De acordo com o informe apresentado por Cuba à ONU este ano, o país perde aproximadamente de mais de US$ 421 milhões (R$ 2,3 bi) por mês, ou mais de US$ 13,8 milhões por dia. Uma quantidade imensa de dinheiro que o país não pode usar para melhorar a situação social de sua população. Em meio a uma grave crise econômica que afeta o país, estima-se que, na ausência do bloqueio, o PIB de Cuba poderia ter crescido cerca de 8% em 2023. Em tom irônico, o ministro das Relações Exteriores afirmou que as próximas eleições nos EUA são “um assunto apenas para os americanos”, apesar do “hábito nefasto e histórico do governo desse país de interferir nas eleições e nos assuntos internos de todos os Estados membros da ONU, incluindo os de seus aliados”. No entanto, ele ressaltou que “qualquer que seja o resultado eleitoral, Cuba continuará a defender seu direito soberano à independência e a construir o socialismo, como nós cubanos decidimos, sem interferência estrangeira. Também continuaremos a defender uma relação respeitosa e construtiva com os Estados Unidos”.

COM CERTEZA..

"A fome no mundo não é falta de dinheiro. É falta de vergonha", diz Lula Presidente brasileiro faz discurso emocionante na premiação Goalkeepers, promovida pela Fundação Bill e Melinda Gates 24 de setembro de 2024, 04:52 h whatsapp-white sharing button facebook-white sharing button Lula e Bill Gates Lula e Bill Gates (Foto: Ricardo Stuckert) Bluesky LogoCompartilhe no Bluesky Bluesky LogoCompartilhe no Threads Apoie o 247Siga-nos no Google News ✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp. 247 – Durante a premiação anual da iniciativa Goalkeepers, organizada pela Fundação Bill e Melinda Gates, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a necessidade de uma ação coordenada global para erradicar a fome, criticando a falta de vontade política dos governantes em lidar com o problema. Em um discurso emocionante, Lula afirmou: "A fome no mundo não é falta de dinheiro. É falta de vergonha na nossa cara", ao comentar sobre o enorme desperdício de recursos que poderiam ser utilizados para resolver a questão. O presidente brasileiro, premiado por sua atuação no combate à pobreza e à fome, relembrou sua própria trajetória de vida e as dificuldades enfrentadas durante a infância no Nordeste. "Eu nasci num estado muito pobre do Nordeste, e com 7 anos de idade minha mãe teve que sair com oito filhos para São Paulo, tentando garantir a nossa sobrevivência", disse Lula. "Eu comi pão pela primeira vez aos 7 anos de idade, já em São Paulo. É inadmissível que, no século XXI, ainda existam crianças que vão dormir com fome." Lula também ressaltou que a fome é uma questão de governança global. Segundo ele, com a quantidade de recursos financeiros circulando no mundo, a fome poderia ser erradicada se houvesse compromisso político. "Há trilhões de dólares navegando pelos céus, enquanto 733 milhões de pessoas vão dormir sem ter o que comer. O que falta não é dinheiro, mas vergonha dos que governam o mundo", declarou o presidente, em uma crítica direta ao sistema global de distribuição de recursos. O discurso de Lula trouxe à tona a importância de políticas públicas e decisões governamentais para o enfrentamento da pobreza, destacando o sucesso do Bolsa Família no Brasil como exemplo de um programa que tirou milhões de brasileiros da miséria. "A fome não se resolve com caridade, mas com políticas públicas sólidas e investimento no povo pobre. O Bolsa Família foi a prova disso, e continuamos a usá-lo para acabar com a fome novamente no Brasil", disse ele. Lula concluiu seu discurso reforçando a necessidade de união global para enfrentar não apenas a fome, mas também a transição energética e a governança mundial. Ele prometeu levar esses temas ao G20 e ressaltou que o Brasil será líder na transição energética com sua matriz de energia renovável. "O Brasil está pronto para liderar com energia limpa, e provaremos que é possível desenvolver sem destruir o planeta", finalizou. Assista: