quarta-feira, 4 de março de 2015

JUNTOS NO DIA 13.

Dia 13: todos às ruas
e defender a Petrobras!

“Defender a Petrobrás é defender um projeto de desenvolvimento do Brasil”

Conversa Afiada reproduz convite de movimentos sociais:


DIA 13 DE MARÇO – DIA NACIONAL DE LUTA EM DEFESA:

- Dos Direitos da Classe Trabalhadora

- Da Petrobrás

- Da Democracia

- Da Reforma Política 



CONTRA O RETROCESSO!

TODOS NA PAULISTA
Avenida Paulista, 901
Horário: a partir das 16h00

Um dos maiores desafios dos movimentos sindical e social hoje é defender, de forma unificada e organizada, o projeto de desenvolvimento econômico com distribuição de renda, justiça e inclusão social. É defender uma Nação mais justa para todos.

Defender os Direitos da Classe Trabalhadora

A agenda dos trabalhadores que queremos ver implementada no Brasil é a agenda do desenvolvimento, com geração de emprego e renda.

Governo nenhum pode mexer nos direitos da classe trabalhadora. Quem ousou duvidar da nossa capacidade de organização e mobilização já viu do que somos capazes.

Defender os trabalhadores é lutar contra medidas de ajuste fiscal que prejudicam a classe trabalhadora.

As MPs 664 e 665, que restringem o acesso ao seguro desemprego, ao abono salarial, pensão por morte e auxílio-doença, são ataques a direitos duramente conquistados pela classe trabalhadora.

Se o governo quer combater fraudes, deve aprimorar a fiscalização; se quer combater a alta taxa de rotatividade, que taxe as empresas onde os índices de demissão imotivada são mais altos do que as empresas do setor, e que ratifique a Convenção 158 da OIT.

Lutaremos também contra o PL 4330, que da maneira como está impostolibera a terceirização ilimitada para as empresas, aumentando osubemprego, reduzindo os salários e colocando em risco a vida dos/as trabalhadores/as. 

Defender a Petrobrás

Defender a Petrobrás é defender a empresa que mais investe no Brasil – mais de R$ 300 milhões por dia – e que representa 13% do PIB Nacional. É defender mais e melhores empregos e avanços tecnológicos. É defender uma Nação mais justa e igualitária.

Defender a Petrobrás é defender um projeto de desenvolvimento do Brasil, com mais investimentos em saúde, educação, geração de empregos, investimentos em tecnologia e formação profissional. 

Defender a Petrobrás é defender ativos estratégicos para o Brasil. É defender um patrimônio que pertence a todos os brasileiros e a todas as brasileiras. É defender nosso maior instrumento de implantação de políticas públicas que beneficiam toda a sociedade.

Defender a Petrobrás é, também, defender a punição de funcionários de alto escalão envolvidos em atos de corrupção. Exigimos que todos os denunciados sejam investigados e, comprovados os crimes, sejam punidos com os rigores da lei. Tanto os corruptores, como os corruptos.  A bandeira contra a corrupção é dos movimentos social e sindical. Nós nunca tivemos medo da verdade.

Defender a Petrobrás é não permitir que as empresas nacionais sejam inviabilizadas para dar lugar a empresas estrangeiras. Essas empresas brasileiras detêm tecnologia de ponta empregada na construção das maiores obras no Brasil e no exterior.

Defender a Democracia – Defender Reforma Política

Fomos às ruas para acabar com a ditadura militar e conquistar a redemocratização do País. Democracia pressupõe o direito e o respeito às decisões do povo, em especial, as dos resultados eleitorais. A Constituição deve ser respeitada.    

Precisamos aperfeiçoar a nossa democracia, valorizando a participação do povo e tirando a influência do poder econômico sobre nosso processo eleitoral.

Para combater a corrupção entre dirigentes empresariais e políticos, temos de fazer a Reforma Política e acabar de uma vez por todas com o financiamento empresarial das campanhas eleitorais. A democracia deve representar o Povo. Não cabe às grandes empresas e as corporações aliciar candidatos e políticos para que sirvam como representantes de seus interesses  empresariais em detrimento das necessidades do povo.

No dia 13 de março vamos mobilizar e organizar nossas bases, garantir a nossa agenda e mostrar a força dos movimentos sindical e social. Só assim conseguiremos colocar o Brasil na rota de crescimento econômico com inclusão social, ampliação de direitos e aprofundamento de nossa democracia.

Estamos em alerta, mobilizados e organizados, prontos para ir às ruas de todo o país defender a democracia e os interesses da classe trabalhadora e da sociedade sempre que afrontarem a liberdade e atacarem os direitos dos/as trabalhadores/as.

Não aceitaremos retrocesso!

CUT – Central Única dos Trabalhadores
FUP – Federação Única dos Petroleiros
CTB – Central dos Trabalhadores do Brasil
UGT – União Geral dos Trabalhadores
NCST – Nova Central Sindical dos Trabalhadores
CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros
UNE – União Nacional dos Estudantes
MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra
CMP – Central dos Movimentos Populares 
MAB – Movimento de Atingidos por Barragem 
LEVANTE Popular da Juventude 
FAF – Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar
MNPR – Movimento Nacional das Populações de Rua
FDE – Fora do Eixo
MÍDIA Ninja


COISAS DA POLÍTICA.

O papa e o estrume do diabo

Mauro Santayana
O Papa Francisco está sendo amplamente atacado na internet, por ter dito, em  cerimônia, em Roma, que “o dinheiro é o estrume do diabo” e que quando se torna um ídolo “ele comanda as escolhas do homem". Acima e abaixo da cintura, houve de tudo.
De adjetivos como comunista, “argentino”, hipócrita, demagogo e outros aqui impublicáveis, a sugestões de que ele se mude para uma favela, e - a campeã de todas - que distribua para os pobres o dinheiro do Vaticano.
É cedo, historicamente, para que se conheça bem este novo papa, mas, pelo que se tem visto até agora, não se pode duvidar  de que daria o dinheiro do Vaticano aos pobres, tivesse poder para isso, não fosse a Igreja que herdou dominada por nababos conservadores colocados lá pelos dois pontífices anteriores, e ele estivesse certo de que essa decisão fosse resolver, definitivamente, a questão da desigualdade e da pobreza em nosso mundo.
Inteligente, o Papa sabe que a raiz da  miséria e da injustiça não está na falta de dinheiro mas na falta de vergonha,  de certa minoria que possui muito, muitíssimo,  em um planeta em que centenas de milhões de pessoas ainda vivem com menos de dois dólares por dia.
E que essa situação se deve, em grande parte, justamente à idolatria cada vez maior pelo dinheiro, o “estrume” do Bezerro de Ouro que estende a sombra de seus cornos sobre a planície nua, os precipícios e falésias do destino humano.             
Em nossa época, deixamos de honrar pai e mãe, de praticar a solidariedade com os mais pobres, com os doentes, com os discriminados e  os excluídos, para nos entregar ao hedonismo.
Os pais transmitem aos filhos, como primeira lição e maior objetivo na existência, a necessidade não de sentir, ou de compreender o mundo e a trajetória mágica da vida - presente maior que recebemos  de Deus quando nascemos - mas, sim, a de ganhar e acumular dinheiro a qualquer preço.
Escolhe-se a escola do filho, não pela abordagem filosófica, humanística, às vezes nem mesmo técnica ou científica, do tipo de ensino, mas pelo objetivo de entrar em uma universidade para fazer um curso que dê grana, com o objetivo de fazer um concurso que dêgrana, estabelecendo, no processo, uma “rede” de amigos que têm, ou provavelmente terãograna.
Favorecendo, realimentando,  umacultura voltada  para o aprendizado e o compartilhamento de símbolos de status  fugazes e vazios, que vão do último tipo de smartphone ao nome do modelo do carro do papai e da roupa e do tênis que se está usando.
O que determina a profissão, o que se quer fazer na vida, é o dinheiro.
Escolhe-se a carreira pública, ou a política, majoritariamente, pelo poder e pelas benesses, mas, principalmente, pelo dinheiro.
Até mesmo na periferia, assalta-se, mata-se, se morre ou se vive - como rezam as letras dosfunks de batalha ou de ostentação - pelo dinheiro.
Para os mais radicais, não basta colocar-se ao lado do capital, apenas como um praticante obtuso e entusiástico dessa insensata e permanente “vida loca”.
É necessário reverenciar aberta e sarcasticamente o egoísmo, antes da solidariedade, a cobiça, antes da  construção do espírito, o prazer, antes da sabedoria.
É preciso defender o dindin - surgido para facilitar a simples troca de mercadorias - como símbolo e bandeira de uma ideologia clara, que se baseia na apologia da competição individual desenfreada e grosseira, e de um “vale tudo” desprovido pudor e de caráter, como forma de se alcançar riqueza e glória, disfarçado de  eufemismos que possam ir além do capitalismo, como é o caso, do que está mais na moda agora, o da “meritocracia”.
Segundo a crença nascida da deturpação  do termo, que atrai, como um imã, cada vez mais brasileiros, alguns merecem, por sua “competência”, viver, se divertir, ganhar dinheiro. Enquanto outros não deveriam sequer ter nascido - já que estão aqui apenas para atrapalhar o andamento da vida e do trânsito. Melhor, claro,  se não existissem - ou que o fizessem apenas enquanto ainda se precise - ao custo odioso de quase 30 dólares por dia - de  uma faxineira ou de um ajudante de pedreiro. 
O capitalismo está se transformando em ideologia. Só falta que alguém coloque o cifrão no lugar da suástica e  comece a usá-lo em estandartes, colarinhos e braçadeiras, e que em nome dele se exterminem os mais pobres, ou ao menos os mais desnecessários e incômodos, queimando-os, como polutos cordeiros, em fornos de novos campos de extermínio.
Disputa-se e proclama-se o direito de ter mais, muito mais que o outro, de receber de herança  mais que o outro, de legar mais que o outro, de viver mais que o outro, de gastar mais que o outro, e, sobretudo, de ostentar, descaradamente, mais que o outro. Mesmo que, para isso, se tenha de aprender dos pais e ensinar aos filhos, a se acostumar a pisar no outro, da forma mais impiedosa e covarde. Principalmente, quando o outro for mais “fraco”, “diverso” ou pensar de forma diferente de uma matilha malévola e ignara, ressentida antes e depois do sucesso e da fortuna, que se dedica à prática de uma espécie de bullying que durará a vida inteira, até que a sombra do fim se aproxime, para a definitiva pesagem do coração de cada um, como nos lembram os antigos papiros, à sombra de Maat e de Osíris
A reação conservadora à ascensão de Francisco, depois do aparelhamento, durante os dois papados anteriores, da Igreja Apostólica e Romana por clérigos  fascistas, e da renúncia de um papa  envolvido indiretamente com vários escândalos, que comandou com crueldade e mão de ferro a “caça às bruxas” ocorrida dentro da Igreja nesse período, se dá também nos púlpitos brasileiros.
Não podendo atacar frontalmente um pontífice que diz que o mundo não é feito,  exclusivamente, para os ricos, religiosos que progrediram na  carreira nos últimos 20 anos, e que se esqueceram de Jesus no Templo e do Cristo dos mendigos, dos leprosos, dos aleijados, dos injustiçados, proferem seu ódio fazendo política nas missas - o que sempre condenaram nos padres adeptos da Teologia da Libertação - ressuscitando o velho e baboso discurso  de triste memória,  que ajudou a sustentar o golpismo em 1964.
O ideal dos novos sacerdotes e fiéis do Bezerro de Ouro é o de um futuro sem pobres, não para que diminua a desigualdade e aumente a dignidade humana, mas, sim, a contestação aos seus privilégios.
Em 1996, em um livro profético - “L´Horreur Economique”, “O Horror Econômico” - a jornalista, escritora e ensaísta francesa, Viviane Forrester, morta em 2013, já alertava, na apresentação da obra, para o surgimento desse mundo, dizendo que estamos no limiar de uma nova forma de civilização, na qual apenas uma pequena parte da população terrestre encontrará  função e emprego.
A extinção do trabalho parece um simples eclipse - afirmou então Forrester - quando, na verdade, pela primeira vez na História, o conjunto formado por todos os seres humanos é cada vez menos necessário para o pequeno número de pessoas que manipula a economia e detêm o poder político...
dando a entender que diante do fato de não ser mais “explorável”, a “massa” e quem a compõe só pode temer, e perguntando-se se depois da exploração, virá a exclusão, e, se, depois da exclusão, só restará a eliminação dos mais pobres, no futuro.
O culto ao Bezerro de Ouro, ao dinheiro e ao hedonismo está nos conduzindo para um mundo em que a tecnologia tornará o mais fraco teoricamente desnecessário.
A defesa dessa tese, assim como de outras que são importantes para a implementação paulatina desse  processo, será alcançada por meio da implantação de uma espécie de pensamento único, estabelecido pelo consumo de um mesmo conteúdo, produzido e distribuído, majoritariamente, pela mesma matriz capitalista e ocidental, como já ocorre hoje com os filmes, séries e programas e os mesmos canais norte-americanos de tv a cabo, em que apenas o idioma varia, que podem ser vistos com um simples apertar de botão do controle remoto, nos mesmos quartos de hotel - independente do país em que se estiver no momento - em qualquer cidade do mundo.      
As notícias virão também das mesmas matrizes, em canais como a CNN, a Fox  e a Bloomberg, e das mesmas agências de notícias, e serão distribuídas pelos mesmos grandes grupos de mídia, controlados por um reduzido grupo de famílias, em todo o mundo, forjando o tipo de unanimidade estúpida que já está se tornando endêmica em países nos quais - a exemplo do nosso - impera o analfabetismo político.
E o controle da origem da informação, da sua transmissão, e, sobretudo dos cidadãos, continuará a ser feito, cada vez mais, pelo mesmo MINIVER, o Ministério da Verdade, de que nos falou George Orwell, em seu livro “1984”, estabelecido primariamente pelos Estados Unidos, por meio da internet, a gigantesca rede que já alcança quase a metade das residências do planeta, e de seus mecanismos de monitoração permanente, como  a NSA e outras agências de espionagem, seus backbones, satélites, e as grandes empresas  norte-americanas da área, e a computação em nuvem, identificando rapidamente qualquer um que possa ameaçar a sobrevivência do Sistema.  
O mundo do Bezerro de Ouro será, então - como sonham ardentemente alguns - um mundo perfeito, onde os pobres, os contestadores, os utópicos - sempre que surgirem -   serão caçados a pauladas e tratados a chicotadas, e, finalmente, perecerão, contemplando o céu,   nos lugares mais altos, para que todos vejam, e sirva de exemplo, como aconteceu com um certo nazareno chamado Jesus Cristo, há vinte séculos.   

terça-feira, 3 de março de 2015

A PETROBRÁS É NOSSA.

Por que o PiG está
nervosinho com o Janot

É porque o Merval, em nome do PiG, ainda não assumiu o lugar do Barbosa no STF … – PHA


Conversa Afiada reproduz brilhante – como sempre ! – artigo do Fernando Brito

A LISTA DE JANOT E A HISTERIA DA IMPRENSA



Hoje ou amanhã, será divulgada a lista dos políticos que serão investigados no contexto da Operação Lava-Jato.

Embora parte dos nomes já seja conhecida, graças aos vazamentos promovidos no Paraná, mais importante é interpretar a atitude do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot,  de pedir a abertura de inquérito sobre os indícios de crime dos acusados, em lugar – como lhe exigia quase abertamente a mídia – apresentar denúncias, no STF e no STJ, imediatamente.

Ou, pelo menos, em relação à maioria dos nomes citados.

Por que?

Parece estar claro que Janot tem dúvidas – a esta altura quase obrigatórias – não apenas sobre o conteúdo e a precisão das informações enviadas pelo Ministério Público Federal e pelo juiz Sérgio Moro, mas sobre os métodos que levaram à sua obtenção.

À denúncia, juridicamente, se exige uma descrição precisa e circunstanciada do alegado crime (o que ocorreu, como, onde, através de que pessoas ou meios se realizou e o conjunto de provas sobre os quais estas afirmações se dão).

Não vale o “ele sabia”, o “ouvi dizer” ou o “era notório que” da escola de “direito” paranaense.

Perante um Juiz – com maiúscula, por favor – isso provoca a rejeição (tecnicamente, o não-acolhimento) da denúncia.

Só um promotor irresponsável e politiqueiro faria isso e empurraria para um Juiz (de novo com maiúscula) ao papel de aceitar o que não deveria, por pressão da mídia linchadora.

Por isso a Folha antecipou a posição de Janot com uma manchete para lá de parcial: “Janot pedirá só abertura de inquéritos contra políticos”.

“Só”?

Um colunista disse que  “se pedir só inquéritos, Janot desidratará Lava Jato no STF”.

Desidratar quer dizer tirar o poder total de Sérgio Moro.

Com a abertura do inquérito, embora não se avoque ao Supremo ou ao STJ os processos daqueles que não possuem privilégio de Foro, os seus depoimentos (e, consequentemente, suas declarações sobre os chamados “agentes políticos”) passam a integrar o inquérito das instâncias superiores. Podem, inclusive,  serem chamados a prestar novas declarações, se o que foi colhido for impreciso ou se restarem dúvidas sobre como foram colhidas os depoimentos.

É muito mais difícil que se possa ter, como no caso do chamado “mensalão”, ações paralelas, relativas aos mesmos acontecimentos que, numa penada, possam ficar de fora do processo, baseado apenas naquelas tiradas de Joaquim Barbosa do “ah, isso não interessa”.

É por isso que a imprensa se frustrou com a opção de Janot de pedir a abertura de inquérito.

Por que ela descarta a espécie de “rito sumário” que se pretendia dar a este processo, no qual o “Superior Tribunal do Paraná” dá o veredito, aplica a nema e envia para o STF apenas homologar e estender aos que estão sob sua jurisdição as penas correspondentes.

O Dr. Janot parece estar sendo prudente, em meio ao festival de histeria do “prende até que confesse o que eu quero”  desta loteria de delações que vem sendo promovida, que já anda pela casa de duas dezenas, ao que se sabe, se considerarmos as “passagens para o perdão” fornecidas pelo Dr. Moro, “com direito a acompanhantes”.

É bom, para a Justiça e para o Estado de Direito que o seja.

Do contrário, é melhor revisarmos a organização judiciária do país e passemos a ter como instância máxima da Justiça o “STM”, o “Supremo Tribunal do Moro”.

Ou da Mídia, no que se aproveita a sigla e que não é o mesmo, mas é igual
.


Leia também:

GILMAR É UM FALASTRÃO ! MELO, NA FEL-LHA !


MAINARDI: O OBJETIVO É LIQUIDAR DILMA E LULA


DELAÇÃO NÃO É PROVA.

Dr Moro,
delação não é prova

“Prometer vantagens patrimoniais ao delator são exemplos que a Lava Jato nos fornece de atuação do MP à margem da lei”

A partir da Fel-lha, o Conversa Afiada reproduz trecho de texto de Rodrigo Dall’Acqua e de José Luís Oliveira Lima, advogado de José Dirceu:


DESAFIOS ATUAIS DA DELAÇÃO PREMIADA



(…)
A opção pela delação não retira do cidadão o direito de ser assistido por um profissional comprometido e isento. É temerário constatar, na Lava Jato, vários colaboradores representados por um só advogado.

O Ministério Público, por sua vez, deve cuidar para que o papel de acusador não se sobreponha à função de fiscal da lei, jamais fazendo uso da prisão cautelar como meio de arrancar delações. Na construção do acordo, o MP não pode inserir benefício ou exigência não admitidos na legislação. Cobrar a desistência de recursos ou prometer vantagens patrimoniais ao delator são exemplos que a Lava Jato nos fornece de atuação do MP à margem da lei.

Diante de qualquer ilicitude, o juiz tem a obrigação de declarar a nulidade do acordo, sem temer a impopularidade de sua decisão.

Também por imperativo legal, o magistrado deve perscrutar todos os aspectos da personalidade do colaborador. Quem já descumpriu acordo anterior não oferece traços mínimos de confiabilidade para transacionar novamente com a Justiça.

Além de uma correta atuação de todos operadores do direito envolvidos, é importante que a mídia e a sociedade tenham uma adequada percepção da verdadeira dimensão da delação premiada, sem supervalorização da sua importância.

A lei nº 12.850/13 adverte que “nenhuma sentença condenatória será proferida com fundamento apenas nas declarações de agente colaborador”. O depoimento não pode ser considerado prova, mas sim instrumento para produção de prova.

Para o bem do seu amadurecimento enquanto instrumento de auxílio no combate ao crime organizado, é essencial que a aplicação da colaboração siga estritamente a lei e os princípios constitucionais, anulando-se todo e qualquer acordo que flerte com a ilegalidade.
JOSÉ LUIS OLIVEIRA LIMA, 48, advogado criminalista, membro do Instituto dos Advogados, foi presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB-SP e da Caixa de Assistência dos Advogados. Seu escritório defende Erton Fonseca, executivo da Galvão Engenharia investigado na Lava Jato

RODRIGO DALL’ACQUA, 38, advogado criminalista, sócio de José Luis Oliveira Lima, é diretor do Instituto de Defesa do Direito de Defesa
 

SERRA,MAIS UMA VEZ CONTRA O POVO QUER VENDER A PETROBRÁS.

Cerra confessa:
quer vender a Petrobrax !

É a ressurreição nos braços da Chevron. E de que vive o Cerra ?

Recomendação de amigo navegante:​

Paulo,

Tudo bem?

Você viu o seu “amigo” Cerra declarando que parte da Petrobrás deve ser vendida?

Segue abaixo:


GOVERNO DEVE SE DESFAZER DE PARTE DA PETROBRAS, DIZ SERRA



O senador José Serra (PSDB-SP) diz considerar necessário que o governo venda uma parte da Petrobras para a iniciativa privada, preservando as áreas de extração e produção de petróleo. Em meio à atual crise de governança na estatal, a empresa “tem que ser enxugada para sobreviver”.

Em entrevista ao programa “Poder e Política“, do UOL, o tucano detalhou sua proposta: “A Petrobras deveria ser dividida em empresas autônomas [e] uma holding. Aí, [em] cada caso, ou você vende, ou você abre o capital. O Banco do Brasil fez isso com alguma coisa na área de seguro. Deu certo. Eu não teria nenhum problema de desfazer, ou conceder, ou associar a Petrobras em áreas diversas, que ela não tem que estar”.

(…)



Em tempo: é possível que o entrevistador se sentisse desconfortável na posição: é que ele está sentado em cima da lista do HSBC. Que, com certeza, não mostrou ao Cerra. –PHA


Leia também:

WIKILEAKS: AS CONVERSAS DE SERRA COM A CHEVRON SOBRE O PRÉ-SAL


PETROBRAS: 3 BANCOS DÃO UMA BANANA À MOODY’S


DIAS E OS ALIENÍGENAS QUE QUEREM VENDER A PETROBRAS


HAROLDO LIMA ENFRENTA AS AMEAÇAS À PETROBRAS.

E vote na trepidante enquete do C Af:



De que vive o Cerra?
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A TENTATIVA CONSTANTE DA MÍDIA CONTRA A ECONOMIA E O FIM DA POLÍTICA..

A mídia e o fim da política

Escrito por: Luciano Martins Costa
Fonte: Observatório da Imprensa

O ambiente midiático nacional se oferece como um imenso laboratório para teses sobre a relação entre a sociedade e seus símbolos. Os perfis ideológicos são substituídos pelas pesquisas de opinião sobre cada tema da agenda pública.

O olhar sobre o cotidiano da imprensa no Brasil, por meio da qual o cidadão pode acompanhar o desempenho de suas representações institucionais, tende a esconder uma realidade espantosa: a extinção da política. Esse fenômeno alcança outros campos que compõem tradicionalmente o chamado espaço público, como a cultura, a economia, a religião e outras formas pelas quais os indivíduos se interligam em comunidades no mundo contemporâneo.
 
O ambiente midiático nacional se oferece como um imenso laboratório para teses sobre a relação entre a sociedade e seus símbolos. Os perfis ideológicos são substituídos pelas pesquisas de opinião sobre cada tema da agenda pública.
 
Uma das hipóteses que podem ser facilmente constatadas é a de que a realidade foi substituída por simulacros, no sentido que o filósofo francês Jean Baudrillard (1929-2007) deu ao termo: praticamente tudo que compõe o noticiário e as opiniões veiculadas pela mídia tradicional são cópias de elementos que não existem mais na realidade.
 
A política, por exemplo, desapareceu completamente de seu habitat natural – os corredores do Congresso Nacional, as sedes de entidades republicanas e suas projeções no território comunicacional continuam lá, mas lá já não se faz política. Em seu lugar se desenvolve um jogo com características de um comércio que simula a realidade das negociações de poder. O Estado, cujo controle representava o objeto final desse jogo, passou a ser um meio pelo qual os protagonistas buscam um novo objetivo: o de ganhar o poder de permanecer no poder.
 
Nesse universo-simulacro, também a cultura, a religião, a economia, assim como a sexualidade, a individualidade e as autonomias, são substituídas por símbolos e signos que formam uma realidade paralela, distanciando cada vez mais o ser humano da vida real. Tudo se transformou num programa de “realidade virtual”, e o que a mídia nos apresenta é esse conjunto que se tenta passar por real.
 
O tema abrange toda a complexidade da vida cotidiana, por isso temos que restringir nossa observação, por enquanto, ao campo da política. Já analisamos simulacros da economia e poderemos observar também simulacros da cultura, da religião e de outros aspectos da vida comum.
 
A dança das siglas
 
Os partidos jogam para a imprensa, que faz o agenciamento da opinião pública. Eventualmente, uma ou outra dessas agremiações, criadas sem o respaldo de um programa capaz de sensibilizar grandes contingentes de eleitores, perde o volume de apoios necessário para se manter no jogo. O que fazem seus controladores? Criam nova sigla, adaptando-se ao que lhes parece ser um nome com mais potencial para arregimentar agentes capazes de conquistar correligionários.
 
No fundo, o sistema funciona como um grande esquema de pirâmide, que periodicamente precisa quebrar aqui e ali, deixando muitos protagonistas sem teto. Os mais espertos se movem rapidamente para a casa mais próxima, de preferência uma que possua em sua sigla a letra que combina com seus posicionamentos anteriores.
 
A legislação favorece escancaradamente a criação de partidos por quem já está no jogo, e dificulta o surgimento de agremiações com origem mais autêntica na própria sociedade. O caso da Rede Sustentabilidade, projeto da ex-senadora e ex-ministra Marina Silva, é típico: formulado no seio do movimento ambientalista, que evoluiu para um conceito mais amplo de sistema que inclui a busca da sustentabilidade econômica e social, além da ambiental, o sonho de Marina Silva foi contaminado pelo pragmatismo dos partidos que participam do simulacro de política. O que se viu foi uma candidata idealista emaranhada em contradições e apanhada em posicionamentos conservadores que decepcionaram muitos de seus apoiadores.
 
E o que a imprensa tem com isso?
 
O papel da mídia tradicional é fundamental nesse processo, porque é no ecossistema midiático que se constrói esse simulacro e é a imprensa que conduz o jogo. Esse processo evolui na medida em que corrompe as bases do sistema representativo, até o ponto em que a mídia substitui a sociedade e os partidos passam a ser tributários do sistema da comunicação.
 
Ao contrário do que nos faz crer, o sistema da imprensa não interpreta a realidade – ele cria um simulacro, que se torna verossímil porque seus signos fazem sentido. Quem sonha em representar a sociedade – ou uma parcela significativa dela – precisa ter coragem de romper essa dependência, comunicar-se diretamente com o público e esquecer a imprensa.

A FOLHA SEMPRE CONTRA O BRASIL...

Jogo online mostra que Folha brinca com imparcialidade

Escrito por: Redação
Fonte: Jornal GGN

O jornal também não economiza superficialidade já na descrição do game: "a presidente Dilma tem enfrentado crises sucessivas desde a sua reeleição. Criamos um jogo para você descobrir quais são".

A Folha de S. Paulo criou um jogo online para ajudar "a entender os problemas do governo Dilma". Com um design inspirado no já conhecido Pacman, o DILMAN elenca seis problemas que devem ser "perseguidos" para se vencer o jogo.
 
O jornal mistura crise ambiental, com barreiras do Congresso, iniciativas econômicas, investigação na Petrobras e pesquisa de popularidade em um mesmo patamar de "problema" do governo. A cada vez que o boneco com o desenho de Dilma "captura" um "inimigo", uma explicação aparece, juntamente com o botão "continuar perseguindo".
 
Uma gota raivosa representa a CPI da Petrobras, que na descrição coloca-se que "o PT tenta garantir a relatoria da CPI". A popularidade em declínio é caracterizada como uma seta para baixo. O raio é a crise energética que, segundo o game, levou o país a um "apagão" em janeiro deste ano. Em "Congresso hostil", o jogo explica que a base de apoio de Dilma está rachada na Câmara e no Senado.
 
Um fantasma representa a Operação Lava Jato, que traz as seguintes informações que ajudariam a entender o problema: "as investigações sobre o escândalo de corrupção na Petrobras abalaram o governo e provocaram uma crise que culminou com a troca da diretoria da estatal. O delator e ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco acusou o PT de ter recebido até US$ 200 milhões em propina do esquema. Dilma defende que a Petrobras deveria ter sido alvo de apuração no governo de Fernando Henrique Cardoso".
 
E o ajuste fiscal é uma nota de dinheiro. "Reeleita, a petista trocou os titulares da Fazenda e do Planejamento para cortar gastos e arrumar as contas do governo", introduz a explicação.
 
O jornal também não economiza superficialidade já na descrição do game: "a presidente Dilma tem enfrentado crises sucessivas desde a sua reeleição. Criamos um jogo para você descobrir quais são". 

SUZANE E O IBOPE...

Suzane von Richtofen esfaqueia a Globo: 14 a 7 no Ibope

Escrito por: Rodrigo Vianna
Fonte: Escrivinhador - Portal Fórum

A Globo levou uma goleada da Record no Ibope nesta quarta-feira. A Record levou ao ar uma entrevista exclusiva com Suzane.

A Globo tentou transformar São Paulo x Danúbio numa atração noturna. Apesar do belo gol de Pato, que abriu a goleada por 4 a zero contra o time uruguaio pela Libertadores, o jogo não emplacou.
 
O Esporte e o Jornalismo da Globo, sob comando de Ali Kamel, estão cada vez mais ancorados nas novelas e nos programas de “entretenimento” (palavra horrorosa). Sem as novelas, o Bonner é apenas um rapaz vaidoso com mecha branca nos cabelos. Gasta seu tempo em tramas internas, afastando apresentadores e editores.
 
Quando a concorrência consegue furar o bloqueio (que leva MP, Justiça, partidos e parte do aparato de Estado a trabalharem para a emissora da família Marinho), aí a casa cai.
 
Kamel e Bonner fazem um jornalismo que (com raras e honrosas exceções, e apesar da excelência de muitos profissionais que lá estão) serve ao golpe (agora mesmo, tentam repetir 1954 - clique aqui para saber como a Globo ajudou a levar Getúlio Vargas ao suicídio).
 
Um jornalismo e um esporte que (apesar do escandaloso BV que deturpa o mercado, apesar do oligopólio, da força política e da covardia de muitos  no PT para enfrentá-los) não resistem a uma Suzane.
 
A Globo levou uma goleada da Record no Ibope nesta quarta-feira. A Record levou ao ar uma entrevista exclusiva com Suzane.
 
O UOL informa que o Ibope chegou a ficar em 14 (Record) x 7 (Globo).
 
Kamel gasta seu tempo processando blogueiros, e tem subalternos que já aderem publicamente ao golpe/impeachment (leia aqui que um diretor da Globo quer ir às ruas para derrubar Dilma). Enquanto isso, leva 14 (ou até 16 facadas) no Ibope…
 
Boa, Kamel, você é um gênio! (Rodrigo Vianna)
 
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Do Uol
 
Gugu estreou seu programa, que leva apenas seu nome, na Record na noite desta quarta-feira (25), deixando a emissora em primeiro lugar em audiência na maior parte das três horas e meia em que ficou no ar.
 
Logo que começou, às 21h45, o apresentador recebeu Leonardo, o filho do cantor, Zé Felipe, e o filho do humorista Shaolin, Lucas Veloso, mas o ponto alto ficou com a entrevista de Suzane Von Richtofen, condenada a 39 anos de prisão em 2006 após assassinar os pais com a ajuda do então namorado Daniel Cravinhos, e o cunhado Christian Cravinhos.
 
Dividida em dois blocos, Gugu sentou frente a frente com Suzane falou sobre a vida atual dela na cadeia, a relação com o irmão Andreas von Richthofen, a herança da família que ela abriu mão, as ameaças que sofreu em outras prisões antes de chegar no presídio feminino de Tremembé. Gugu levou uma foto dela com sua família tirada em seu aniversário de 18 anos e perguntou o que ela sentia ao olhar a imagem.
 
“Saudades, muitas saudades. Se tivesse volta… É uma parte que faz muita falta. Eles me alertaram, me disseram que eu estava indo por um caminho errado”, contou.
 
O ponto alto da conversa foi quando o apresentador questionou Suzane sobre a noite do crime em 31 de outubro de 2002.
 
“Esse é um tema que até hoje eu não consigo falar direito, falei isso para a Justiça, para imprensa nenhuma eu nunca falei. Mas por ser você, por ser uma pessoa do bem, por eu sentir essa confiança, eu vou contar para você. É um dia que eu nunca vou esquecer na minha vida, aquela Suzane não existe mais. Eu estraguei não só a minha vida, como a vida do meu irmão, dos meus pais, da minha família, se tivesse, eu queria fazer diferente”.
 
O apresentador ainda começou a explorar a homossexualidade de Suzane dentro da prisão e chamou a namorada dela, Sandra Regina Ruiz Gomes, para participar da entrevista, mas deixou o suspense e o assunto para o programa de amanhã.
 
Audiência
 
A Record liderou na audiência o tempo todo da entrevista variando entre 16 e 14 pontos no ibope, segundo dados preliminares. A Globo, que era a primeira colocada  com a partida da segunda rodada da Taça Libertadores entre São Paulo e Danúbio com 22 pontos, foi perdendo a audiência a partir do momento em que Gugu entrou ao vivo.
 
Com uma hora no ar, o apresentador conseguiu a liderança e atingiu picos de 17.3, quando a emissora carioca já marcava 15.5. Nos momentos em que Suzane falou sobre o crime e mostrou sua namorada, a Record registrava 14.5, o dobro da segunda colocada, Globo, com 7.7 no ibope.

POR QUE A MÍDIA ESCONDE O SUÌÇALÃO..

Por que mídia escondeu a sonegação de R$ 502 bilhões em 2014?

Escrito por: Miguel do Rosário
Fonte: O Cafezinho

Os procuradores estimam que a redução da sonegação poderia permitir uma queda brutal da carga tributária. Eu prefiro nem pensar assim.

A confirmação de abertura da CPI do Suiçalão no Senado pode ser uma grande oportunidade.
 
Aliás, doravante podemos até mudar o nome dela para CPI da Sonegação.
 
Há algumas semanas, o Sindicato dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), divulgou um estudohttp://www.quantocustaobrasil.com.br/artigos/sonegacao-no-brasil-uma-estimativa-do-desvio-da-arrecadacao-do-exerc%C3%ADcio-de-2013 em que estimava a sonegação tributária no ano passado em R$ 502 bilhões.
 
Para efeito de comparação, os estudos oficiais sobre a corrupção no Brasil costumam estimar um prejuízo em média de R$ 70 a 80 bilhões por ano.
 
Um estudo da Câmara Federal estimou precisamente em R$ 85 bilhões por ano.
 
A Veja, que tem interesse em apresentar o Brasil como o país mais corrupto do mundo, estima que a corrupção no Brasil atingiu R$ 82 bilhões por ano.
 
Procurei a informação sobre o estudo do Sinprofaz na grande mídia.
 
Nada.
 
Por que “sonegaram” essa informação?
 
Os procuradores estimam que a redução da sonegação poderia permitir uma queda brutal da carga tributária.
Eu prefiro nem pensar assim.
 
Prefiro pensar que poderíamos, ao invés de reduzir a carga tributária, aprimorar de maneira extraordinária a qualidade dos serviços públicos oferecidos aos brasileiros.
 
Esse mais de meio trilhão de reais por ano dá para bancar, para início de conversa, uma revolução na infra-estrutura, construindo metrôs, trens, vlts, novas estradas, portos, aeroportos em todo país.
 
Por que a mídia abafa obsessivamente as denúncias e os debates sobre a sonegação e evasão fiscal no país, notadamente a maior do mundo, segundo a ONG Tax Justice?
 
 
Diante deste quadro, que arrasa as contas públicas nacionais, o escândalo do HSBC oferece excelente oportunidade para combatermos a cultura da sonegação.
 
A mesma coisa vale para a sonegação da Globo.
 
As eleições do ano passado, extremamente turbulentas, sobretudo por causa da morte trágica de Eduardo Campos,
abafaram um pouco a divulgação dos documentos completos da sonegação da Globo.
 
Entrem neste post do Cafezinho, baixem os arquivos e me ajudem a estudar o processo da Receita Federal contra a Globo.
 
Há vários documentos com as assinaturas dos irmãos Marinho, proprietários da Globo.
 
Não é nenhuma “delação premiada”.
 
São provas materiais, concretas, de crime contra o sistema tributário nacional.
 
Um crime cometido por uma concessão pública de TV que ganha bilhões e bilhões de recursos públicos, de todos os governos, municípios, estatais, e todo o tipo de órgão público nacional.
 
A Globo é a última empresa que poderia sonegar impostos e evadir recursos para o exterior ilegalmente.
E, no entanto, ela fez isso.
 
A Globo não pode sair impune tão facilmente de uma operação que envolveu a tentativa criminosa de escamotear recursos que pertencem ao povo brasileiro.
 
Não adianta falar que pagou o Darf.
 
Evasão fiscal e lavagem de dinheiro não podem ser perdoados porque se pagou uma dívida.
 
A Justiça e o Ministério Público não zelam, de maneira tão rígida, pelo bem público, a ponto de pretenderem fechar e quebrar todas as grandes empreiteiras nacionais em nome disso?
 
Por que um zelo obsessivo, até mesmo destruidor, de um lado, e nenhuma disposição para investigar os grandes sonegadores nacionais?
 
A nossa mídia faz uma campanha sistemática contra os impostos, sem jamais explicitar que a sonegação representa o crime mais lesivo aos cofres públicos.
 
Por que isso, se a sonegação é a seis vezes maior que a corrupção?
 
Queremos mais informações sobre o estranho roubo do processo da sonegação da Globo, um roubo que resultou em grande vantagem para a emissora, porque postergou a sua transferência para a esfera criminal do Ministério Público.
 
Esperemos que a CPI do Suiçação, enfim, abra uma brecha neste mórbido pacto de silêncio da mídia quando o assunto é o principal problema brasileiro, aquele que atinge diretamente as contas públicas nacionais.
Também estamos curiosos para entender porque o PSDB não assinou o requerimento da criação da CPI do Suiçalão?
 
O PSDB não acha que a sonegação brasileira seja um problema nacional?
E a mídia, por quanto tempo vai bloquear o debate sobre a evasão fiscal brasileira?