sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

O TRENSALÃO...

Trensalão tucano:
PF do zé é muito gentil

Roubalheira geral não pega tucano gordo

Como se sabe, a PF do  da Justiça marcou o depoimento do Padim Pade Cerra para DEPOIS da eleição.

Gente fina é assim: não ia atrapalhar a campanha do inimputável senador.

Agora, a extrema gentileza chega ao ponto da generosidade cristã.

No Globo:


PF INDICIA 33 POR CORRUPÇÃO ATIVA E PASSIVA NO CARTEL DOS TRENS EM SÃO PAULO



Investigado, o ex-governador e senador eleito por São Paulo, José Serra (PSDB), não foi indiciado


SÃO PAULO — A Polícia Federal indiciou 33 pessoas por corrupção ativa e passiva no o inquérito que investiga a formação de cartel nas obras do metrô e trens de São Paulo. O prejuízo envolvendo as licitações do sistema metroferroviário entre 1998 e 2008 podem ter gerado um prejuízo de R$ 577 milhões aos cofres públicos. Os indiciados são acusados de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de cartel e crime licitatório.



Estão indiciados servidores públicos, doleiros, empresários e executivos de multinacionais do setor que participaram em conluio do esquema para obter contratos com o Metrô de São Paulo e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O ex-governador e senador eleito José Serra (PSDB), intimado para depor como investigado, não foi indiciado. Segundo a PF, não há provas da ligação do tucano com o cartel, nem com crimes transnacionais de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.



A investigação aponta indício de que as empresas combinavam valores elevaram os valores dos contratos de Metrô e da CTPM a preços acima do mercado chegando a faturar até 30% a mais. As empresas vencedoras dos certames subcontratavam outras companhias que não tiveram sucesso na disputa.


(…)


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

SAÚDE

SAÚDE

Lei Antifumo passa a valer a partir desta quarta (3)

Tabagismo

Regulamentação proíbe fumar em ambientes fechados de todo País. Antes da lei federal, oito estados já tinham normas próprias
por Portal BrasilPublicado03/12/2014 09h08Última modificação03/12/2014 10h52
A partir desta quarta-feira (3), passa a valer em todo o País a chamada Lei Antifumo que proíbe, entre outras coisas, fumar em ambientes fechados públicos e privados.
Aprovada em 2011, mas regulamentada em 2014, a Lei 12.546 proíbe o ato de fumar cigarrilhas, charutos, cachimbos, narguilés e outros produtos em locais de uso coletivo, públicos ou privados, comohalls e corredores de condomínios, restaurantes e clubes – mesmo que o ambiente esteja parcialmente fechado por uma parede, divisória, teto ou toldo.
Antes da regulamentação oito estados brasileiros já contavam com leis próprias sobre o tema. São eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Amazonas, Mato Grosso, Paraíba e Paraná. Entretanto, com a decisão, o que passará a valer sobre a matéria é a nova lei federal, que deverá influenciar os hábitos de 11% da população brasileira, composta por fumantes. 
Nas Américas, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), 16 países já estabeleceram  ambientes livres de fumo em todos os locais públicos fechados e de trabalho: a Argentina, Barbados, o Canadá, Chile, a Colômbia, Costa Rica, o Equador, a Guatemala, Honduras, a Jamaica, o Panamá, Peru, Suriname, Trinidad e Tobago, o Uruguai e a Venezuela.
A lei ainda extingue os fumódromos e acaba com a possibilidade de propaganda comercial de cigarros, mesmo nos pontos de venda, onde era permitida publicidade em displaysEm caso de desrespeito à norma, os estabelecimentos comerciais podem ser multados e até perder a licença de funcionamento.
Fica liberada apenas a exposição dos produtos, acompanhada por mensagens sobre os males provocados pelo fumo.
Além disso, os fabricantes terão que aumentar no próprio produto os espaços para avisos sobre os danos causados pelo tabaco. Pela nova regra, a mensagem deverá ocupar 100% da face posterior das embalagens e de uma de suas laterais.
Onde pode fumar?
Será permitido fumar em casa, em áreas ao ar livre, parques, praças, áreas abertas de estádios de futebol, vias públicas e tabacarias, que devem ser voltadas especificamente para esse fim.
Entre as exceções estão também cultos religiosos, onde os fiéis poderão fumar caso faça parte do ritual.
Opiniões
Entre os frequentadores de bares e restaurantes, a lei não é unanimidade. A estudante Fábia Oliveira, 18 anos, disse ser a favor de leis mais rigorosas contra quem fuma em ambientes fechados.
“É um desrespeito com quem não gosta de cigarro. A pessoa que fuma prejudica todos que estão à sua volta. Você acaba se prejudicando, contra a sua vontade, pela escolha dos outros. Ninguém é obrigado a sentir o cheiro de cigarro”, acrescentou.
O supervisor Diego Passos, 31 anos, é contra a lei e acredita que a norma não surtirá efeito.
“Quem fuma dentro de um bar, por exemplo, vai continuar fumando. Não poderei ir a uma boate, a um bar porque fumo? Nenhuma lei é capaz de fazer uma pessoa parar de fumar. Além do mais, não há fiscalização”, disse.
Para o presidente da regional de São Paulo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Percival Maricato, o dia a dia de bares e restaurantes deve mudar pouco, uma vez que a lei já vem sendo cumprida pela maior parte dos estabelecimentos mesmo antes da regulamentação.
“A meu ver, não vai mudar coisa alguma. Já estava proibido fumar em locais fechados. Mas achamos que a lei é um tanto leonina. Há excessos visíveis. O infeliz do fumante é tratado como um leproso na idade média”, disse.
Para Maricato, as novas normas representam uma espécie de regulação que vem sendo imposta ao setor.
“Daqui a pouco, bares e restaurantes vão parecer uma repartição pública, com cartazes e dizeres. E estamos falando de um local onde as pessoas vão para descontrair. Há cada vez mais intervenção do Estado, dizendo o que o indivíduo pode ou não pode fazer ", apontou.
Confira o que está proibido a partir desta quarta-feira (3)

FEIRINHA DO MST.

Rio de Janeiro recebe 6° Feira Estadual da Reforma Agrária

Entre os dias 8, 9 e 10 de dezembro, a cidade do Rio de Janeiro contará com a 6° Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes.
A feira acontece no Largo da Carioca, e terá a exposição de produtos da Reforma Agrária, como arroz, feijão, leite, frutas e verduras, além de místicas, atividades culturais e de formação.  
A atividade ajuda também ajuda a difundir a agricultura camponesa do Rio de Janeiro e do Brasil, e mostrar à sociedade que é possível produzir alimentos de qualidade, livre de agrotóxicos e acessíveis a toda a população.
Em todo o Brasil, há mais de 96 pequenas e médias agroindústrias em assentamentos do MST cultivando frutas e hortaliças, leites e derivados, grãos, doces e carnes. Essa produção beneficia cerca de 700 municípios em todo país.
Só no estado do Rio de Janeiro são 16 assentamentos que, organizados em cooperativas e associações, contam com uma produção diversificada, que vai de frutas, verduras e legumes em geral, como mandioca, milho, batata, feijão, abacaxi, até derivados da cana e do leite.
Muitos desses produtos são comercializados local e regionalmente pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e pelo Programa Nacional de Alimentação escolar (PNAE).
Confira o folder do evento:

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

LEIA NA CARTA CAPITAL....

GILMAR MENDES RECEBEU PROPINA DO MENSALÃO TUCANO !!!








Reportagem da revista CartaCapital faz uma denúncia gravíssima, aonde traz documentos inéditos sobre a contabilidade do chamado “valerioduto tucano”, que ocorreu durante a campanha de reeleição do então governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998. A matéria, assinada pelo repórter Leandro Fortes, mostra que receberam volumosas quantias do esquema, supostamente ilegal, personalidades do mundo político e do judiciário, além de empresas de comunicação, como a Editora Abril, que edita a Revista Veja.

Estão na lista o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), os ex-senadores Artur Virgílio (PSDB-AM), Jorge Bornhausen (DEM-SC), Heráclito Fortes (DEM-PI) e Antero Paes de Barros (PSDB-MT), e José Agripino Maia (DEM-RN), o governador Marconi Perillo (PSDB-GO) e os ex-governadores Joaquim Roriz (PMDB) e José Roberto Arruda (ex-DEM), ambos do Distrito Federal, entre outros. Também aparecem figuras de ponta do processo de privatização dos anos FHC, como Elena Landau, Luiz Carlos Mendonça de Barros e José Pimenta da Veiga.

Os documentos, com declarações, planilhas de pagamento e recibos comprobatórios, foram entregues à Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais. Estão todos com assinatura reconhecida em cartório do empresário Marcos Valério de Souza – que anos mais tarde apareceria como operador de esquema parecido envolvendo o PT, o suposto “mensalão”.

A papelada chegou às mãos da PF por meio do criminalista Dino Miraglia Filho – advogado da família da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, que seria ligada ao esquema e foi assassinada em um flat de Belo Horizonte em agosto de 2000. Segundo a revista, Gilmar Mendes teria recebido R$ 185 mil do esquema. Fernando Henrique Cardoso, em parceria com o filho Paulo Henrique Cardoso, R$ 573 mil. A Editora Abril, quase R$ 50 mil.



Modelo assassinada

Gilmar Ferreira Mendes (Diamantino, 30 de dezembro de 1955) é um ex-advogado, professor, magistrado e jurista brasileiro.

Foi Advogado-Geral da União no Governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), sendo empossado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) em 20 de junho de 2002, por indicação do então Presidente da República do Brasil. Foi presidente do STF de 2008 a 2010. Em 2015 ele se aposenta, e termina sua carreira de forma melancólica, e cercado por denúncias de corrupção, veiculados por diversos meios de comunicação do país.

Em matéria de 2012, Carta Capital veiculou diversas denúncias contra Gilmar Mendes. Nela, Mendes é acusado de sonegação fiscal, de ter viajado em aviões cedidos pelo ex-senador Demóstenes Torres, de intervir em julgamentos em favor de José Serra, de nepotismo, e testemunho falso ao relatar uma chantagem do ex-presidente Lula para que adiasse o processo do Mensalão para depois das eleições municipais de 2012. A revista repercute acusações de certos movimentos sociais[quem?] dele ser o "líder da oposição", de estar destruindo o judiciário e de servir a interesses de grandes proprietários. Mendes porém volta a afirmar não ser o líder da oposição.

No dia 31 de maio de 2012, o PSOL protocolou uma representação na Procuradoria Geral da República contra o ministro Gilmar Mendes questionando a conduta do magistrado em relação às denúncias de que teria sofrido pressão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para adiar o julgamento do mensalão. A representação se encontra em curso.

Em setembro de 2010, a reportagem da Folha de S. Paulo presenciou uma ligação de José Serra para Gilmar Mendes. Segundo o jornal, José Serra teria ligado para Gilmar Mendes para pedir o adiamento de uma votação sobre a obrigatoriedade de dois documentos para votar (julgamento de ADI pedida pelo Partido dos Trabalhadores). Gilmar Mendes foi acusado de nepotismo por[quem?]. Em março de 2012, a Folha de S. Paulo revelou que a enteada do ministro Gilmar Mendes é assessora do senador Demóstenes Torres. Segundo a Folha, especialistas afirmaram que o caso poderia ser discutido no âmbito da regra antinepotismo porque súmula do STF impede a nomeação para cargos de confiança de parentes de autoridades dentro da "mesma pessoa jurídica".



Em uma conversa entre o senador Demóstenes Torres e o bicheiro Carlinhos Cachoeira, gravada pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo, o parlamentar afirma a Cachoeira ter obtido favores junto ao ministro Gilmar Mendes para levar ao STF uma ação envolvendo a Companhia Energética de Goiás (Celg). Considerada a "caixa preta" do governo de Goiás, a Celg estava imersa em dívidas que somavam cerca de R$ 6 bilhões. Segundo reportagem do Estadão, Demóstenes disse a Cachoeira que Gilmar Mendes conseguiria abater cerca de metade do valor com uma decisão judicial, tendo "trabalhado ao lado do ministro para consegui-lo". O ministro Gilmar Mendes também foi acusado por Carta Maior - O portal da esquerda de ter relações com o contraventor Carlinhos Cachoeira e seu amigo Demóstenes Torres. O ministro porém negou ter viajado em avião de Cachoeira e apresentou documentos que, segundo ele mesmo, desmentem tais acusações.

O ministro foi acusado em abril de 2011 pelo seu ex-sócio e ex-procurador-geral da República Inocêncio Mártires Coelho por desfalque e sonegação fiscal. Mendes recebeu, a seu favor, um parecer assinado pelo advogado-Geral da União, Luís Inácio Adams, o qual valida o despejo de Mártires Coelho do cargo de gestor do IDP. O denunciante deu o processo por encerrado em troca da quantia de R$ 8 milhões.

Paulo Lacerda, ex-diretor da Policia Federal e da Abin, envolvido no escândalo dos grampos da Operação Satiagraha, foi acusado por Gilmar Mendes de estar "assessorando" o ex-presidente Lula. Lacerda afirmou que se Mendes de fato disse isso, esta seria uma informação "leviana, irresponsável e mentirosa". A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) manifestou solidariedade a Paulo Lacerda. Nem o grampo, nem o áudio do alegado grampo, jamais foram encontrados pela Polícia Federal, que arquivou o inquérito que apurava referidas alegações.

Em 2012 o Estado de São Paulo veiculou a informação de que Gilmar Mendes representou à Polícia Federal para "abertura de investigação contra a Wikipédia" no Brasil, por considerar que o verbete estaria "distorcido", acreditando que não deve haver referência à matéria de Carta Capital. Segundo o Ministro "o verbete deve ser estritamente informativo sobre o biografado, sem absorver avaliações de terceiros ou denúncias jornalísticas".

Em 2010 o Ministro Gilmar Mendes, representado por advogados do IDP, teve o seu pedido de indenização por danos morais contra a revista Carta Capital negado pela juíza Adriana Sachsida Garcia, da 34ª Vara Cível de São Paulo. Segundo a juíza "se os fatos não são mentirosos, não vejo fundamento jurídico para coibir o livre exercício do questionamento e da crítica pela imprensa. Ainda que daí possa decorrer 'efeito colateral' em desfavor do autor."


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

MAIS UMA DO GILMAR...

Gilmar suspende
investigação do trensalão

De Grandis esqueceu o processo na gaveta por três anos …


No Estadão:

SUPREMO SUSPENDE INVESTIGAÇÃO CONTRA PROCURADOR DO CASO ALSTOM



Em liminar, ministro Gilmar Mendes alerta que Rodrigo De Grandis já foi inocentado da suspeita de não ter atendido pedido da Suíça em 2011


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão do processo administrativo disciplinar aberto no final de outubro pela Corregedoria Nacional do Ministério Público para investigar o procurador da República Rodrigo de Grandis por suspeita de não ter atendido solicitação de cooperação da Suíça no caso Alstom, em 2011.



Mendes concedeu liminar em mandado de segurança impetrado por De Grandis, bloqueando o processo disciplinar da Corregedoria, braço do Conselho Nacional do Ministério Público.



O ministro amparou sua decisão na sindicância da Corregedoria do Ministério Público Federal, instituição à qual o procurador pertence, que concluiu por unanimidade pela inocência de De Grandis, diante da “não constatação de conduta culposa ou dolosa caracterizadora de infringência ao dever funcional”.


JK DE SAIAS...

PAC-2 bomba !
Essa JK de Saias …

Ela vai passar o segundo mandato inaugurando obras. Chora, Urubóloga, chora !


Saiu no Blog do Planalto:

INVESTIMENTO NO PAC AVANÇA 41,1% EM 2014 E ATINGE R$ 51, 5 BILHÕES ATÉ OUTUBRO, DIZ TESOURO


Os investimentos feitos pelo governo federal no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) avançaram 41,1% em 2014, em relação a igual período do ano passado, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (26), pelo Tesouro Nacional. Com isso, os recursos investidos no programa somaram R$ 51,5 bilhões nos dez primeiros meses deste ano, contra R$ 36,5 bilhões em 2013.



O PAC foi lançado em 2007 e, em 2011, o governo lançou o PAC2. Em junho, durante o balanço da fase dois do programa, o Ministério do Planejamento informou que 95,5% das ações previstas para 2011-2014 haviam sido concluídas e 84,6% dos recursos tinham sido executados. Com isso, o PAC2 cumpre a função de realizar obras de infraestrutura para elevar a competitividade do País, gerar empregos e incentivar os investimentos públicos e privados.


MINHA CASA, MINHA VIDA


Já os investimentos no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida alcançaram R$ 68,8 bilhões de janeiro a outubro deste ano, segundo os dados do Tesouro.


O valor representa um aumento de 28,2% ante igual período de 2013, quando somou R$ 53,7 bilhões.


ESTÍMULOS À PRODUÇÃO


Entre janeiro e setembro deste ano, o governo federal abriu mão de arrecadar R$ 75 bilhões por causa das desonerações tributárias, concedidas para estimular o mercado interno e o setor produtivo do País, como a folha de pagamento, cesta básica e ICMS na base de cálculo do PIS/Cofins – Importação.


Esses recursos podem ser considerados como um investimento do governo para aumentar a competitividade brasileira. Apenas em setembro, a renúncia fiscal foi de R$ 8,39 bilhões sobre a arrecadação do mês, contra R$ 6,8 bilhões em igual mês do ano passado.


Entre os descontos e isenções de impostos já concedidas pelo governo está a redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de carros novos, móveis e eletrodomésticos da linha branca (como geladeiras e fogões). Neste ano, só as desonerações fiscais somam mais de R$ 75 bilhões.


domingo, 30 de novembro de 2014

O MANCHETÔMETRO...

Manchetômetro' segue vigiando a mídia

Escrito por: Altamiro Borges
Fonte: Blog do Miro
Produzido pelo Laboratório de Estudos de Mídia e Esfera Pública (Lemep), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o site “Manchetômetro” foi uma das melhores sacadas das eleições presidenciais deste ano. A academia, infelizmente tão distante da sociedade, deu uma importante contribuição para o avanço da democracia. Através de gráficos e análises, o site acompanhou as manchetes dos três principais jornais do país (Folha, Estadão e O Globo) e, ainda, do Jornal Nacional da TV Globo. Sem adjetivos, ele conseguiu comprovar a postura partidarizada da mídia privada, que priorizou as notícias negativas contra a presidente Dilma Rousseff e fez campanha escancarada para os candidatos da direita. Concluído o pleito, o Lemep informa agora que manterá o site!
Nesta nova fase, o “Manchetômetro” seguirá analisando as manchetes dos mesmos veículos, mas mudará as suas variáveis. “Além da análise quantitativa das notícias pró e contra, o foco será na cobertura dos escândalos, no enquadramento que a mídia usa para falar sobre eles e na maneira como aborda os partidos políticos”, revela o site Muda Mais. Segundo o professor João Feres Júnior, coordenador do projeto, o “Manchetômetro” cumpriu seu papel e tornou-se uma necessidade no estudo sobre os meios de comunicação. “Tenho noção de que não dobramos o braço da mídia, tanto é que ela tentou dar um golpe no final. Mas incomodamos, colocamos uma pulga atrás da orelha deles”, afirma. Daí a decisão de manter o site no período pós-eleitoral, que também será tenso.
Além das mudanças nos focos das análises, o site também sofrerá alterações tecnológicas, ampliando a área de ação do projeto. “Estamos com dois projetos pilotos para sites noticiosos (Uol, G1 e R7), utilizando robôs. Então essa contagem não seria feita por humanos, mas pela máquina, que identifica padrões nas notícias contrárias ou favoráveis”, afirma João Feres. Assim, com um nível de 90% de coincidência entre a ação da máquina e a humana, o número de matérias analisadas será ainda maior. O objetivo da iniciativa é aumentar a fiscalização sobre os monopólios midiáticos. “Precisamos do controle de fora, não podemos esperar que eles se regulem. A rede social é pulverizada e eles têm um poder oligopolizado. A gente precisava institucionalizar um pouco essa regulação”.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

SERÁ QUE AGORA VAI...

A imprensa abre o leque

Escrito por: Luciano Martins Costa
Fonte: Observatório da Imprensa
Ainda que timidamente, os jornais começam a revelar o envolvimento de representantes de outros partidos, além daqueles que formam a aliança governista, no escândalo da Petrobras. Também de maneira discreta, colunistas já se referem à possibilidade de a “Operação Lava-Jato” ser ampliada para os níveis de uma “Operação Mãos Limpas”, como a força-tarefa que restringiu as ações da máfia na Itália nos anos 1980 e 1990.
Embora o PT e o PMDB apareçam no centro da cena, há citações ao PP, ao PSDB e ao Partido Democratas. Como no histórico processo comandado pelos procuradores Giovanni Falcone e Paolo Borsellino – que acabaram assassinados pelos mafiosos –, o inquérito brasileiro é montado como uma árvore, e tem potencial para se desmembrar em uma variedade de ações judiciais específicas, que podem ser referenciadas entre si. Esse sistema permitiu à justiça italiana chegar ao topo do poder corrupto, desmascarando as mais altas patentes do governo do país, como os primeiros-ministros Bettino Craxi e Giulio Andreotti, e ao mesmo tempo alcançar o sistema capilarizado da Cosa Nostra.
Essa é, aparentemente, a estratégia elaborada pelo juiz Sergio Moro no caso da Petrobras, como se pode depreender do noticiário. Embora o conjunto das provas e suspeitas indique a existência de uma rede envolvendo todas as grandes empreiteiras que realizam obras de infraestrutura para o poder público, o esquema é mais simples porque repete o mesmo modus operandi há muitos anos, mudando apenas os nomes de alguns dos protagonistas.
O resultado do esforço de investigação vai depender de certos elementos que não são muito visíveis a olho nu. Um deles é o papel da imprensa, que produz um efeito espelho e influencia a ação das autoridades que conduzem o processo.
Na Itália, a mídia demorou a se incorporar ao esforço contra a invasão da política pelo crime organizado, em parte porque muitos jornais estavam mancomunados com o governo do Partido Socialista Italiano e pelo fato de a mídia regional ser submissa ao poder terrorista da máfia. Mas o exame do noticiário da época mostra que não houve um movimento homogêneo e corporativista da imprensa.
O risco da leniência
O desembargador aposentado Walter Maierovitch, certamente o brasileiro que estudou com mais profundidade a “Operação Mãos Limpas” e foi amigo pessoal do procurador Giovanni Falcone, costuma dizer que a melhor estratégia para combater o crime organizado é expor e atacar seu sistema econômico.
O processo na Itália permitiu retirar das contas da Cosa Nostra cerca de 60 bilhões de euros em vinte anos. Esse é, aparentemente, um dos objetivos no caso da Petrobras, mas os jornais têm dado espaço para algumas propostas restritivas. A ameaça de perda de receita poderia levar as empresas envolvidas a aderir a um programa de colaboração com a Justiça, e a imprensa tem dado voz a alguns protagonistas que parecem jogar nesse sentido.
Não se pode ignorar, por exemplo, aparições recentes do presidente do Tribunal de Contas da União, João Augusto Nardes, do ministro-chefe da Controladoria Geral da União, Jorge Hage, e do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Todos eles se referem à possibilidade de um “acordo de leniência” com as empreiteiras, mas não se deve perder de vista que isso pode limitar o alcance do processo.
É de se questionar, por exemplo, o papel do TCU, a quem caberia examinar os contratos que agora se revelam irregulares. Uma das citações à omissão do órgão foi feita pelo colunista Janio de Freitas (ver aqui) em outubro, lembrando que os ministros da instituição, bem como outras entidades responsáveis pelo bom funcionamento do Estado, só se movem em episódios que “animam as redações”.
Nardes, indicado pelo Partido Progressista para o TCU, transita pelo noticiário como o ilustre magistrado que defende a repactuação dos contratos sob suspeita, sob a alegação de que, se as empreiteiras forem consideradas inidôneas, suas obras terão que ser interrompidas e “o país será paralisado”.
A preocupação faz sentido, mas, nesta altura dos acontecimentos, com depoimentos e provas suficientes para desmascarar a associação entre partidos e empresas, qualquer sinal de “leniência” por parte das autoridades encarregadas do processo será visto pela sociedade em seu significado estrito, conforme aparece nos dicionários: “excessiva tolerância”.

UM NOVO HERÓI DO PIG.

Eduardo Cunha vira heroi da mídia

Escrito por: Paulo Nogueira
Fonte: Blog do Miro
Eduardo Cunha, candidato à presidência da Câmara, descobriu uma coisa aos 56 anos: basta ser contra o governo para virar um herói da mídia.
Cunha concede entrevistas, nestes últimos tempos, como se fosse um supercraque da Champions League.
Ele é um personagem ubíquo em jornais, revistas e sites das grandes empresas jornalísticas.
Bater em Dilma e no governo opera um milagre da transformação em seu perfil como personagem da mídia.
Cunha agora aparece dando sermões sobre corrupção – ele que no A a Z da malandragem preenche virtualmente todas as letras.
É que ele passou a ser amigo da imprensa.
Um fenômeno parecido ocorreu, algum tempo atrás, com Joaquim Barbosa. Era visto com extrema reserva por ter sido indicado por Lula para o STF.
Depois que passou a dar cacetadas no PT no Mensalão, virou manchete diária. Numa de suas capas já clássicas pelo bestialógico, a Veja o chamou de “o menino pobre que mudou o Brasil”.
Pausa para rir.
JB, está claro, não mudou nem a si próprio, ou o Supremo, ou o Judiciário — e muito menos o Brasil.
No site da Veja, antes que Eduardo Cunha fosse promovido a aliado, ele foi incluído num levantamento chamado “Rede de Escândalos”.
Ali você lê que ele é alvo de inquéritos no STF por crimes tributários.
Repare: crimes, plural, e não crime, singular.
Você fica sabendo também que ele responde a ações por crimes de improbidade administrativa.
Fora do levantamento, o jornalista Lauro Jardim, da seção Radar, informa que Eduardo Cunha é mentiroso.
“Eduardo Cunha andou falando que não conhecia o lobista Fernando Soares, o Baiano, citado por Paulo Fernando Costa em seus depoimentos.
Admitiu, no máximo, ter estado com ele sem saber quem era.
Elogiado até por adversários por sua memória prodigiosa, Cunha deve ter tido, sabe-se lá por que, um lapso.
Baiano já esteve diversas vezes na casa de Cunha, no Rio de Janeiro, em companhia de outras pessoas.”
Cunha, se não fossem suficientes ao dados da Veja, agride a Constituição como dono de rádio. Político, diz a Constituição, não pode ter rádio. Mas Cunha, como tantos outros representantes do atraso, tem – mediante gambiarras jurídicas de moralidade abaixo de zero.
Era assim que ele era apresentado pela mídia enquanto era aliado de Dilma.
Hoje, ele parece Catão, o último reduto da moralidade romana, se você acreditar em jornais e revistas.
Numa entrevista à tevê da Veja, a apresentadora Joice Hasselman, a Sheherazade loira, prostrou-se diante de Cunha.
O colunista do UOL Josias de Sousa, em sucessivos textos, vem tratando com reverência Cunha, e repercutindo prazerosamente suas previsões apocalípticas sobre Dilma, bem como suas palavras edificantes contra a corrupção.
E eis Cunha então como um quase santo, aos olhos da mídia.
Sua obra suprema para a beatificação: ser contra Dilma.