domingo, 2 de novembro de 2014

BIZARRA SIMBIOSE.

Uma bizarra simbiose

Escrito por: Luciano Martins Costa
Fonte: Observatório da Imprensa
O pedido de auditoria na eleição presidencial, de iniciativa do PSDB, divide o alto da primeira página da edição de sexta-feira (31/10) do jornal O Estado de S.Paulo com a principal notícia de economia. O Globo registra o assunto também na primeira página, mas em uma nota sem grande destaque, e a Folha de S.Paulo deixa o tema sem menção na primeira página e o coloca em posição secundária na editoria Poder.
O fato, incomum na rotina de manchetes compartilhadas pelos jornais que dominam a cena da mídia nacional, chama a atenção. A razão é explicada por um vazamento da redação do Estado: um dirigente do PSDB teria sondado editores sobre qual seria a receptividade do jornal àquela notícia. Com a garantia de que a iniciativa poderia sair em manchete, os autores da medida resolveram se arriscar à aventura de questionar o resultado das urnas, sem o risco de serem execrados pela imprensa por sua atitude vexaminosa.
Agora, imagine-se o contrário: se, derrotado na disputa presidencial, o Partido dos Trabalhadores resolvesse pedir uma investigação sobre a lisura do processo eleitoral. Evidentemente, não apenas as manchetes, mas os editoriais, os colunistas, os analistas econômicos, os filósofos, os psicólogos e outros “especialistas” hospedados na mídia tradicional, e até os astrólogos, estariam mobilizados para condenar a insinuação de que o partido governista colocava em dúvida a justeza da decisão popular. No mínimo, os descontentes seriam considerados maus perdedores, mas o tom geral seria de condenação a uma suposta tentativa de golpe de Estado.
E tudo motivado por análises técnicas? Não. O que move os reclamantes é uma série de manifestações de correligionários nas redes sociais.
O episódio coloca a sexta-feira, 31 de outubro, no calendário de horrores criado pela simbiose bizarra entre a imprensa hegemônica e a oposição ao Executivo federal. Numa escala imaginária de despautérios, fica apenas alguns graus abaixo da manobra consumada no último fim de semana, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, por um panfleto de campanha distribuído sob o logotipo da revista Veja. Não por acaso, o assunto é explorado pelo carro-chefe da Editora Abril (leia aqui) e justificado por um de seus mais dedicados pitbulls.
A nau dos insensatos
A iniciativa do PSDB poderia ser considerada uma tolice, não fosse a revelação de que se trata de operação combinada com pelo menos um dos principais jornais do país.
Qual seria o efeito de tal notícia no ambiente das redes sociais digitais? Evidentemente, essa manobra tende a acirrar o radicalismo na parcela mais aloprada do eleitorado, aquela que prega diariamente o golpe militar e até o assassinato de adversários como ação política legítima. Sua escalada pode gerar uma crise de governabilidade.
O fato de um dos principais partidos do país buscar apoio nesse substrato da cidadania, onde se aglomeram os mais insensatos entre os analfabetos políticos, demonstra a falta de espírito democrático de seus dirigentes, entre os quais já se alinharam alguns intelectuais respeitados. O fato de um jornal de influência nacional embarcar na aventura golpista revela o baixio a que se dispõe a mídia tradicional. Mas a adesão de Veja não surpreende: a revista simboliza há muito tempo a destruição do legado de Victor Civita, processo que pode ser mais bem analisado à luz da psicologia freudiana do que sob as muitas teorias da comunicação.
Quanto aos observadores da mídia, desponta aqui um tema interessante para ser considerado: carece de fundamento a suposição, bastante difundida a partir da distribuição dos votos na última eleição, de que os mais educados entre os eleitores tendem a votar com mais racionalidade. A se julgar pelas manifestações de energúmenos que pregam medidas antidemocráticas como reação à decisão soberana das urnas, pode-se afirmar que é nos estratos com mais anos de escolaridade que se expressam a insensatez, o desatino e a irresponsabilidade.
Estudo do instituto americano Pew Research Center sobre a polarização política nos Estados Unidos (ver aqui, em inglês) mostra que conservadores se informam por fontes menos diversificadas – por exemplo, 88% deles confiam na reacionária Fox News – enquanto os cidadãos mais liberais usam uma variedade maior de fontes de informação e opinião.
Aplicada ao Brasil, a pesquisa provavelmente mostraria como a mídia partidarizada contribui para acirrar os ânimos e coloca em risco a própria democracia.

O SILÊNCIO DA MÍDIA.

Serra, o "trensalão" e o silêncio da mídia

Escrito por: Blog do Zé Dirceu
Fonte: Blog do Miro
Apenas a Folha de S.Paulo, com uma notinha de um parágrafo, meia dúzia de linhas se muito, deu a notícia do depoimento do ex-governador e senador tucano eleito por São Paulo, José Serra (PSDB-SP) à Polícia Federal (PF) sobre o cartel de trens - o cartel do trensalão. Por que será? A resposta, todo mundo sabe. Ele e as demais lideranças tucanas são queridinhos da mídia, poupados e ajudados diariamente por ela.
Ao depor na tarde desta 5ª feira (ontem) no inquérito que investiga o cartel de trens que atuou em São Paulo entre 1998 e 2008 – em seu governo e nos dos tucanos Geraldo Alckmin e Mário Covas – o ex-governador e senador eleito negou ter beneficiado empresas. Repetiu o que dissera ao Ministério Público Estadual (MPE-SP) que, ao contrário de favorecer, atuou para diminuir o preço de trens quando foi governador , entre 2007 e o início de 2010 – ele deixou o cargo 8 meses antes do término do mandato.
Serra foi acusado por Nelson Branco Marchetti, executivo da Siemens, em e-mail de 2008 – cujo teor o dirigente da multinacional confirmou à PF – de ter pressionado a multinacional para desistir de recurso judicial que atrasaria a conclusão de uma concorrência da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) vencida pela empresa espanhola CAF.
Executivo confirma pressão; Serra nega
E-mail diz que uma das propostas de Serra era a CAF subcontratar a Siemens para fornecer 30% dos trens. De acordo com Marchetti a pressão sobre a Siemens ocorreu em uma feira de trens em Amsterdã (Holanda). A discussão não foi adiante e a CAF vendeu 40 trens para à CPTM porque, segundo Serra, o preço pago foi dos mais baixos já pagos pela estatal de transportes paulista.
Marchetti é um dos seis executivos da Siemens que assinaram acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) – o órgão federal antitruste - pelo qual em troca da delação poderá ter uma pena menor por integrar o cartel do trensalão.
Em apuração realizada em São Paulo, o MPE-SP concluiu que Serra não beneficiou a CAF. Sua decisão foi referendada pelo Conselho Superior do Ministério Público (CSMP). O procurador-geral Márcio Elias Rosa concluiu não haver evidências de envolvimento do ex-governador em atos de improbidade administrativa no caso.
Aparelhamento e relação política entre MP e PSDB paulista
Aí voltamos a um ponto que chama atenção em São Paulo: o aparelhamento e a relação política entre o Ministério Público (MP) e o PSDB paulista. Já de longa data. Vários de seus procuradores e promotores depois de deixar os cargos foram ou são secretários dos governos tucanos e/ou se candidataram e elegeram-se deputados pelo PSDB com apoio da máquina tucana estadual.
Ainda agora – hoje, na Folha de S.Paulo – se tem o caso do procurador da República, Rodrigo de Grandis, que vai responder a processo disciplinar aberto pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que abriu a ação por entender que há indícios de que ele descumpriu dever legal de sua função e pode ter favorecido a multinacional Alstom – também do cartel do trensalão.
De Grandis deixou parado por três anos em suas gavetas o pedido de investigação da Suíça relativo ao caso Alstom. Quando a justiça suiça comunicou que desistira de esperar pela investigação brasileira ele informou que arquivara o pedido em pasta errada e se esquecera da solicitação. O caso De Grandis exemplifica como o corporativismo, ou as relações com o poder levam a impunidade e ao arquivamento, ou a não aceitação de denúncias em decisões políticas de compadrio político.

DEPUTADOS REPUDIAM TENTATIVA DE GOLPE.

Deputados repudiam "intervencionismo da imprensa"

Escrito por: Redação
Fonte: Vermelho
O repúdio ao intervencionismo de setores da imprensa brasileira no processo eleitoral foi tema de vários discursos dos parlamentares ao longo da semana de trabalho pós-eleições. Os deputados da base governista destacaram que a liberdade de imprensa e expressão conquistada ao longo dos anos não serve de justificativa para que a mídia brasileira interfira no processo eleitoral.
Para os deputados, o que a revista Veja e a Rede Globo fizeram não é jornalismo, é terrorismo.Para os deputados, o que a revista Veja e a Rede Globo fizeram não é jornalismo, é terrorismo.  “Assistimos a uma campanha que não envolveu só a oposição, mas teve apoio e reforço dos principais meios de comunicação deste País”, denunciou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP). Segundo ele, esses setores se utilizaram de todas as formas para combater o governo e tentar impedir a renovação do mandato da presidenta Dilma.
Ele lembrou que, apesar de todos os movimentos contrários, a presidenta Dilma foi à luta, soube enfrentar, debater e apresentar os bons resultados do governo. “Ela mostrou para a maioria do povo brasileiro os resultados concretos de um projeto que visou a modificar o Brasil, democratizar o País, tanto no aspecto político como no social”, disse Zarattini.
O deputado Dr. Rosinha (PT-PR) citou o ódio incitado por setores da mídia brasileira do qual o PT é a principal vítima. “O ódio contra os petistas, contra os pobres, contra os pretos e contra os nordestinos foi uma construção que partiu de meios de comunicação, como a revista Veja, a TV Globo, o jornal O Globo, O Estado de S. Paulo, e, é lógico, de parte dos partidos da oposição e do próprio PSDB, do candidato Aécio Neves”, condenou Dr. Rosinha.
De acordo com o parlamentar, o PT precisa superar essa construção de ódio e mostrar à sociedade brasileira que a verdadeira construção é a de uma sociedade inclusiva, justa, com distribuição de renda.
“Eles nos odeiam pelo que fizemos de bom”
Para o deputado Francisco de Assis (PT-SC), a campanha do ódio contra o PT não é novidade. Ele citou uma frase do ex-presidente Lula: “Eles nos odeiam pelo que fizemos de bom, não pelos nossos erros”.
Assis questionou “por que se odeia o PT se o nosso governo melhorou a vida dos mais pobres, elevou o salário mínimo para mais de 300 dólares, reduziu o desemprego para taxas mínimas, incluiu mais de 40 milhões de brasileiros no mercado de consumo com acesso à comida na mesa, casa, carro e até viagem de avião?”.
Para o deputado Marcon (PT-RS), o que é a revista Veja e a Rede Globo fizeram, inventando fatos como o do suposto envenenamento do doleiro,  não é jornalismo. “Isso é terrorismo que a direita, que o capital, que os ricos fizeram nessas eleições”, lamentou.
O deputado Renato Simões (PT-SP) lembrou que “em São Paulo, presenciamos um conjunto de declarações altamente condenáveis, do ponto de vista da consciência nacional, de preconceito contra nordestinos, nortistas e pessoas pobres de todo o País, que estão sendo responsabilizadas pela vitória da presidenta Dilma como se tivessem cometido um ato lesivo aos interesses nacionais. Pelo contrário, o voto dessas pessoas orgulha-nos” disse Simões.

FÓRUM DE COMUNICAÇÃO PÚBLICA.

Fórum de Comunicação Pública discutirá propostas com emissoras de rádio e TV

Escrito por: Luís Gustavo Xavier
Fonte: Rede Brasil Atual

Objetivo é produzir documento com as demandas para uma política de comunicação pública a ser entregue à presidenta reeleita Dilma Rousseff

São Paulo – A Câmara dos Deputados vai realizar, nos dias 13 e 14 de novembro, o Fórum de Comunicação Pública, organizado pela Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão em parceria com a Secretaria de Comunicação da Câmara. O objetivo do encontro é produzir um documento com as demandas para uma política de comunicação pública a ser entregue à presidenta reeleita Dilma Rousseff.
Entre os assuntos que serão discutidos na reunião, estão a universalização do acesso à comunicação pública, a convergência de linguagens e as formas de financiamento do sistema público. Na campanha presidencial deste ano, a presidenta Dilma defendeu a regulamentação econômica da comunicação para limitar o monopólio e o oligopólio da mídia, sem nenhuma restrição de conteúdo.
Para a coordenadora da frente parlamentar, deputada Luiza Erundina (PSB-SP), a legislação brasileira sobre o tema está atrasada em relação a outros países democráticos. "Há uma concentração enorme de mídia na mão de três ou quatros grupos. É um serviço essencial porque é a mídia que forma a cultura, a educação, influencia nos hábitos, nos valores. O poder público é leniente. Ele não tem coragem de enfrentar esse poderio dos empresários da mídia e alegam que qualquer tentativa de regulamentação é uma tentativa de controle da liberdade de expressão”, diz.
Evelyn Maciel, uma das organizadoras do fórum, concorda que a legislação brasileira no setor da comunicação pública necessita de avanços. Segundo ela, a legislação das TVs Educativas, por exemplo, é de 1962 e prevê a veiculação, apenas, de aulas e palestras.
O Fórum de Comunicação Pública dá sequência a outros eventos sobre o tema, realizados em 2006, 2009 e 2012. As palestras ocorrerão no auditório Nereu Ramos e os grupos de discussão farão os debates nos plenários das comissões da Casa.

FALA PAULO METRI.

Paulo Metri: Mídia corporativa aposta na ignorância social

Escrito por: Paulo Metri
Fonte: Viomundo
Ouvi de todos os lados que é preciso haver união na sociedade brasileira, o que é compreensível, pois se deseja que o grau de agressividade na sociedade diminua.
No entanto, falando a verdade para pessoas equilibradas, a divisão de posições na sociedade é enorme e ela é correlacionada, sim, com a faixa de renda de cada grupo.
Nesta eleição, quando comparada com outras eleições, as classes de mais baixa renda da sociedade pareciam estar mais conscientes, o que é ótimo. Portanto, se a divisão está nítida é porque a conscientização dos mais pobres foi maior.
Este fato gerou nas classes com maiores rendas uma reação de ódio, nunca vista.
Esta reação não segue uma lógica, porque a subida social dos mais pobres não representou uma descida de classe para os mais bem aquinhoados. Pelo contrário, representou um ganho, porque, com o crescimento da capacidade de consumo de muitos indivíduos, existirá maior desenvolvimento da economia e, aí, todos se beneficiarão.
No entanto, pode-se estar considerando como prejuízo a “promiscuidade social”, que significaria, por exemplo, a classe média vir a encontrar o porteiro do seu prédio no destino da próxima viagem de férias.
É claro que existem várias formas de “união”. A união, que significa a adesão das pessoas com acúmulo de sofrimentos ao pensamento daquelas com tradição de exploração, será muito difícil.
Concordo com a união que significa a não violência, a existência de diálogo para as conquistas e em que todos tenham o direito de pensar livremente. A presidente Dilma falou também em união e eu tenho a impressão que ela se refere a esta.
O tempo atual é muito difícil, porque o confronto de posições na sociedade foi muito acirrado, durante o período eleitoral, com pouca explicação exata do que se passava.
Não se discutia didaticamente, até por ser impossível. Contudo, acho que houve um melhor entendimento da população sobre as possibilidades de futuro do Brasil. Foi, portanto, um momento de crescimento da sociedade.
Não há como esconder que este confronto foi movido também pela velha luta de classes, mas a mídia comercial e muitos dos envolvidos não a chamam pelo seu verdadeiro nome, senão, seria o reconhecimento da existência de classes explorando outras classes, o que precisa ser sempre escamoteado, pois não se sabe onde o povo vai querer chegar.
A mídia incute na sociedade que é o confronto entre corruptos e honestos, laboriosos e preguiçosos, democratas e autoritários, enfim, bons e maus.
Afirma também que a luta de classes e as classificações de direita e esquerda foram jogadas no mesmo aterro que recebeu os escombros do muro de Berlim. Querem a paz da ignorância social.
Eu também prego a união, mas aquela representada pela discussão dos pontos de vistas de grupos conscientes politicamente, com direito a pensarem diferente, visando chegar a acordos benéficos para todos.
Estes acordos irão requerer que ambos os lados cedam, de forma à paz ser conseguida. Não falo da paz entre escravos e donos de engenho, que era a paz existente até recentemente, tendo como única diferença as ferramentas de obtenção da paz. Houve a troca da chibata e do pelourinho por uma mídia do capital alienante e formadora de escravos inconscientes.
Respeito os brasileiros que sugerem uma mudança rápida da conformação da sociedade. No mundo insensível atual de um capitalismo exacerbado, para os oprimidos, muitos dos quais não sabem verbalizar suas angústias, soa como um alento divino ouvir estas vozes em sua defesa.
No entanto, de uma intenção maravilhosa podem resultar tragédias, porque a rapidez na reversão da exploração só poderia acontecer por meio da força e esta é a opção que a direita anseia que os sofridos optem. A direita tem como seus escudos toda uma legislação de proteção da riqueza exorbitante e dos mecanismos de exploração, além de ter a força policial para garantir uma ordem que seria mais bem definida como uma desordem social.
Enfim, não há como apressar os resultados para os mais sofridos que não seja através do debate, das reivindicações, da conscientização política, dos acordos, das votações, da cobrança das promessas, do acompanhamento do desempenho dos políticos etc.
Faço um julgamento de valor sobre os eleitores da presidente Dilma, que foram acusados de não saberem votar e muito mais.
Eles estavam bem conscientes, votavam em quem iria trazer o melhor futuro para eles e, portanto, aptos para decidir sobre seu voto.
Só antidemocratas podem pensar que quem não votou em Aécio são seres inferiores.
Eu pergunto em que escala de valoração de seres humanos os acusadores se baseiam, porque, se for a minha escala, estes acusadores é que são inferiores, beirando um Hitler.
A mídia convencional brasileira teve um papel deplorável nesta eleição, pois apoiou abertamente o Aécio.
Ações que, para mim, são de democratização da mídia, para a direita, são de cerceamento da liberdade de expressão.
Como não poderia deixar de ser, este grupo conservador se beneficia com a existência desta mídia do capital, manipuladora das massas.
Sobre este ponto, qualquer pessoa pode fazer um exercício simples, que consiste em responder à pergunta: “Quantas vezes os noticiários de jornais, revistas, rádios e TVs expuseram, satisfatoriamente, as opiniões de trabalhadores, sindicalistas, favelados, atingidos por desgraças, os oprimidos por interesse do capital e os líderes de esquerda?”
Então, o que se busca hoje é libertar as posições contidas da esquerda.
No entanto, se alguém, politicamente inexperiente, quiser eliminar a mídia de direita, serei contrário.
Plagiando Voltaire, afirmo que “posso não concordar com o que ela diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo”. Isso apesar de a mídia de direita, que infelizmente a maioria da população assiste, ser um inimigo social. Muitos dos membros da nossa sociedade que estão, neste instante, com ódio no coração foram incendiados por esta mídia irresponsável e inconsequente.
Nesta eleição, temos que agradecer ao “atalho tecnológico”, representado pelo advento das redes sociais, que ajudou a conscientização das massas.
Elas nos tiraram do obscurantismo da mídia convencional, análogo àquele vivido na Idade Média, quando o que deveria ser lido era escolhido pela Igreja, que reproduzia os textos permitidos através dos monges copistas. Gutenberg, ao criar a impressão de publicações, modificou o equilíbrio de poder que a reserva do conhecimento acarretava.
Teremos pela frente um longo percurso até chegarmos a uma democracia social parecida com a dos países escandinavos. Muitos salientam a educação como causa maior para o sucesso da nossa sociedade.
Sou favorável a dar prioridade à educação, principalmente àquela que prepara o homem para a cidadania e a vida.
Não concordo com a educação que consiste só de se preparar o homem para o mercado.
Entretanto, sou mais favorável a entregar o grande troféu da causa principal (o sucesso da sociedade) à conscientização política da mesma. Concluindo, vamos unidos caminhar pela paz, com ideais distintos e buscar o entendimento para uma sociedade mais humana e, assim, poderemos ser, talvez um dia, completamente unidos.
*Conselheiro do Clube de Engenharia e colunista do Correio da Cidadania

UMA REVISTA A SERVIÇO DO GOLPE.

Lula: "Se você olhar a Veja como um panfleto da campanha do Aécio, você sofre menos"

Escrito por: Maria Frô
Fonte: Maria Frô
“Se você olhar a Veja como uma revista de informação, você fica muito nervoso com a quantidade de mentiras. Agora, se você olhar a Veja como um panfleto da campanha do Aécio, você sofre menos”, diz o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no terceiro vídeo da série em que comenta as eleições 2014 e os rumos do Brasil a partir do próximo ano.”
A Veja odeia o governo do PT, a Veja odeia o PT.
É verdade, mas a Veja comete crime de calúnia, difamação e tentou de todas as formas interferir na campanha eleitoral de modo criminoso, condenado inclusive pelo TSE.
Só espero que Lula, Dilma, e o PT processem este folhetim do submundo do crime organizado.

COMUNICADO URGENTE.

ELEIÇÕES COLOCAM NA AGENDA POLÍTICA DO PAÍS A REFORMA POLÍTICA E A DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA

A recente campanha eleitoral demonstrou mais uma vez que o Brasil precisa avançar no desafio da democratização da mídia. Estudos comparativos feitos sobre as capas das principais revistas semanais, ou sobre o conteúdo das manchetes, editoriais e matérias dos principais meios comerciais de comunicação do país, ao longo da campanha, demonstram que a mídia privada tem lado neste país, e atua como um verdadeiro partido político de oposição a governos mais progressistas e populares. A censura e perseguição imposta pelo candidato conservador Aécio Neves a jornalistas e blogueiros de Minas Gerais, os compromissos assumidos pela Presidenta Dilma Rosseff no sentido de regulamentar a neutralidade de rede (internet livre), de garantir um fortalecimento do programa de banda larga para todos, assim como suas declarações favoráveis a uma 'regulação econômica' da mídia, a guerra de opiniões e de informações travada no território das redes sociais, além do nefasto episódio da tentativa da Veja de manipulação da informação e de influenciar o resultado final da votação do 2o turno, ao antecipar uma edição fantasiosa e caluniadora de sua revista, às vésperas da votação, e o grito represado de centenas de militantes que ecou no ato do pronunciamento oficial da candidata vencedora ("...O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo..."), ironicamente transmitido ao vivo e a cores para todo o país pelas redes de TV e rádio, colocaram o tema da Democratização da Mídia no centro da agenda política do país, ao lado de uma necessária Reforma Política.

A responsabilidade de ativistas e entidades que lutam há muitos anos pela democratização da comunicação em nosso país, se já era grande antes das eleições, torna-se agora muito maior. Não é possível combater o poder dos grandes oligopólios dos grupos midiáticos em nosso país, e não teremos avanços significativos na conquista de uma regulação da mídia que a faça mais plural e democrática, sem muita mobilização da nossa cidadania. Por isso, convidamos a todos e todas, cidadãos e cidadãs de nosso Estado, a juntar fileiras com o nosso movimento, como está acontecendo em nossos comitês pelo país a fora, ajudando a divulgar e implementar nossas campanhas e nossas lutas, em particular a campanha pelo Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP) da Midia Democrática. Blogueiros progressistas, ativistas digitais e das mídias livres e alternativas, comunicadores populares, radiodifusores comunitários, estudantes e professores/pesquisadores de comunicação, militantes da comunicação pública, produtores culturais e do audio-visual independente, ativistas da área de telecomunicações, representantes de partidos progressistas, de centrais sindicais e sindicatos, de ong's, coletivos, entidades e movimentos sociais, profissionais da comunicação que tem consciência e responsabilidade de seu papel social, vamos todos juntos nos unir em torno de um movimento forte e coeso pela democratização da mídia, fortalecendo a FALERIO - Frente Ampla pela Liberdade de Expressão do Rio de Janeiro, que é o nosso comitê local do FNDC - Fórum Nacional pela Democratização ca Comunicação.


Nossa próxima reunião será no dia 04 de novembro (terça), a partir das 19 hs, no auditório do Sindicato dos Jornalistas do Rio (Rua Evaristo da Veiga, n.16 / 17o andar, Cinelândia). Venha participar, e ajude a convocar e mobilizar seus amigos e conhecidos.

A pauta sugerida para esta reunião é a seguinte:

1. Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Mídia Democrática - como ampliar a coleta de assinaturas.
2. Fórum Brasil de Comunicação Pública, 13 e 14 de novembro, Brasília - objetivos, programação, como participar.
3. Canal da Cidadania - situação atual desta luta no RJ, iniciativas em curso, próximos passos.
4. Outros informes.

Terça, 04 de novembro, a partir das 19 hs
Sindicato dos Jornalistas do Rio
Rua Evaristo da Veiga, n.16 / 17o andar, Cinelândia


SÓ TEM BICO.

O verdadeiro tamanho
do Eduardo Cunha

Ele é menor que o prédio de Furnas em Botafogo

De amigo navegante petista:

Eduardo Cunha não pode ser tratado como inimigo do Governo. Ele é apenas um Deputado. Suas posições ecoam apenas na Câmara e devem ser combatidas por Deputados.


Não é admissível que ele seja transformado em adversário de Dilma (é muito pequeno pra isso); nem anti-PT (não corporifica a oposição).


Eduardo Cunha é um Deputado de parca representatividade e como tal deve ser tratado.


É um problema do PMDB, no máximo na órbita de influência do Presidente do PMDB.


SÃO PAULO NÃO PODE PARAR...

SP não vai esperar 4 anos.
“SOS Forças Armadas”

A questão de SP é a perda de poder. Por isso, quer sair do Brasil
Sugestão de amigo navegante

Cerca de 2.500 pessoas foram às ruas de São Paulo seis dias depois da eleição para pedir um Golpe Militar.

A reunião foi convocada nas redes sociais.

“Vai para Cuba”.

“Impeachment já !

“Fora ladrões do PT. Fora Dilma e Lula”.

“SOS Forças Armadas”.

Jai Bolsonaro, filho de Bolsanaro e ele próprio deputado federal pelo PP-RJ, disse que se seu pai fosse candidato a Presidente ele teria “fuzilado” Dilma.

O perito Molina, aquele que referendou a fraude da bolinha de papel do Cerra e do Gilberto Freire com “i”, (no ABC) na eleição de 2010, tambem subiu no carro de som para dizer que as urnas são “fraudáveis”…

(Claro, o Brizola sempre disse: urna sem papelzinho é fraude !)

Navalha
São Paulo não pode esperar.
Um de seus deputados federais exigiu a recontagem de votos – o que oTSE considerou uma farsa …
Um Golpe provisoriamente frustrado.
Um de seus ministros no Supremo articula com a liderança derrotada e ressentida na Câmara uma PEC da Bengala. – outro Golpe.
Na mídia impune, o PiG não descansa.
O PiG não aguenta 4 anos de Dilma, com ou sem (mais provável) Ley de Médios …
Sem o Banco do Brasil e o BNDES, a Globo não sobrevive a mais quatro anos.
A única saída é o Golpe – com ou sem a Patricia Poeta, nova “entretenedora” da Globo …
Hoje, são 2.500 na ruas.
Amanhã, 25 mil.
Breve 250 mil.
São Paulo própria não aguenta mais quatro anos de expansão acelerada do Rio, do Nordeste, Norte e Centro-Oeste.
A questão de São Paulo é a perda de poder econômico e, portanto político.
São Paulo não teve candidato a Presidente …
(Quer dizer, se não considerarmos o cerrista Eduardo Jorge e seus congêneres com e sem bigodes …)
Po isso, São Paulo reage.
É a única locomotiva parada.
Basta ir ao Rio.
Passar quarenta e oito horas.
E comparar o volume de obras no Rio com o de São Paulo.
A modernização.
A criação de espaços urbanos de lazer e cultura.
A multiplicação de meios de transporte de massa.
A recuperação de áreas degradadas.
São Paulo não pode ir ao Rio.
São Paulo não pode sair de São Paulo.
Por isso, São Paulo quer sair do Brasil.

Paulo Henrique Amorim

COMUNICAÇÃO DEMOCRÁTICA.

Se não se comunicar, esquece!

A Dilma precisa mais de acesso à midia do que de Ministro da Fazenda !​
De Podemos Mais, no twitter


A Presidenta Dilma Rousseff foi a autora de uma vitória espetacular – basta ver o chororô  do FHC, e o Golpe desesperado de SP.

Como dizia o Lula na campanha, ela pode fazer um segundo mandato melhor do que primeiro, diante, inclusive, da reversão da economia americana e, portanto, das condições econômicas no exterior.

No segundo mandato ela poderá, enfim, ser quem o  Conversa Afiada chamou de “JK de Saias”.

As obras concebidas no PAC – e ela é a “mãe do PAC” – começam a se concluir.

É o maior investimento em infra-estrutura em curso no mundo, depois da China !

Tem muito obra para inaugurar.

Mas, se não tiver microfone, o Lula terá que esperar o horário eleitoral, daqui a quatro anos … 

Dilma inaugurou a fabulosa Ferrovia Norte-Sul, 1.550 km de Açailândia, no Maranhão,  a Anapólis, em Góias.

Uma obra que esperou 24 anos, desde que o traira do José Sarney a concebeu.

A Norte-Sul vai descer em direção a Estrela do Oeste (SP), Campinas e Santos – e esse trecho já  está em obras.

E depois, segundo o projeto em curso, vai até o Rio Grande do Sul.

De Açailândia ao Rio Grande do Sul !

A Norte-Sul vai cruzar com a FIOL – que deveria se chamar  Ferrovia da Gabriela, porque sai de Tocantins e vai a Ilhéus na Bahia, na porta do bar Vesúvio – no Superporto.

O jornal nacional divulgou a inauguração da Ferrovia Norte-Sul ?

Não !

Deu tanto espaço quanto deu ao desastre da Gol sobre a Amazônia, para permitir o Golpe do Segundo Turno na eleição de 2006.

Nenhum espaço.

Como é que a Dilma vai governar e ajudar a eleger o Lula em 2018 ?

Sem microfone !

Sem telinha !

(A menos que se considerem a EBC, a TV Brasil e a Agência Brasil “órgaos de divulgação”…)

Geraldo Alckmin se reelegeu no primeiro turno porque o PiG quis.

O PiG NÃO  deu noticias sobre a falta d’água.

E NÃO  deixou o Padilha ter acesso à Globo para denunciar a falta d’água !

SP é um curral eleitoral.

E currais eleitorais só sobrevivem com o controle da mídia, como provam os Sarney, CM, os Alves e Maias, o Jereissati.

Os tucanos de São Paulo não precisam ser donos de nada.

O PiG está às ordens …

E a Dilma ?

Vai ficar trancada no Palácio.

Ou faz a Ley de medios.

E entra em rede nacional.

E dá entrevistas exclusivas e mano-a-mano todo mês …

Dilma precisa mais de acesso à mídia do que de um Ministro da Fazenda !

Em tempo: o MudaMais não pode fechar !

Paulo Henrique Amorim

MATÉRIA COMBINADA.

PSDB combinou manchete
com o Estadão!​

Farsa da recontagem era marquetagem pura ! Assim trabalha o PiG !

A partir do Viomundo, o Conversa Afiada reproduz artigo de Luciano Martins Costa:.

LUCIANO MARTINS COSTA: PSDB COMBINOU COM ESTADÃO PEDIDO AO TSE




por Luciano Martins Costa, no OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA


O pedido de auditoria na eleição presidencial, de iniciativa do PSDB, divide o alto da primeira página do jornal O Estado de S. Paulo, nesta sexta-feira, (31) com a principal notícia de economia.


O Globo registra o assunto também na primeira página, mas em uma nota sem grande destaque, e a Folha de S. Paulo deixa o tema sem menção na primeira página e o coloca em posição secundária na editoria Poder.


O fato, incomum na rotina de manchetes compartilhadas pelos jornais que dominam a cena da mídia nacional, chama atenção.


A razão é explicada por um vazamento da redação do Estado: um dirigente do PSDB teria sondado editores sobre qual seria a receptividade do jornal  àquela notícia.


Com a garantia de que a iniciativa poderia sair em manchete, os autores da medida resolveram se arriscar à aventura de questionar o resultado das urnas, sem o risco de serem execrados pela imprensa por sua atitude vexaminosa.


Agora, imagine-se o contrário: se, derrotado na disputa presidencial, o Partido dos Trabalhadores resolvesse pedir uma investigação sobre a lisura do processo eleitoral.


Evidentemente, não apenas as manchetes, mas os editoriais, os colunistas, os analistas econômicos, os filósofos, os psicólogos e outros “especialistas” hospedados na mídia tradicional, e até os astrólogos, estariam mobilizados para condenar a insinuação de que o partido governista colocava em dúvida a justeza da decisão popular.


No mínimo, os descontentes seriam considerados maus perdedores, mas o tom geral seria de condenação a uma suposta tentativa de golpe de Estado.


E tudo motivado por análises técnicas? Não. O que move os reclamantes é uma série de manifestações de correligionários nas redes sociais.


O episódio coloca esta sexta-feira no calendário de horrores criado pela simbiose bizarra entre a imprensa hegemônica e a oposição ao Executivo federal.


Numa escala imaginária de despautérios, fica apenas alguns graus abaixo da manobra consumada no último fim de semana, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, por um panfleto de campanha distribuído sob o logotipo da revista Veja.


Não por acaso, o assunto é explorado pelo carro-chefe da Editora Abril (leia AQUI) e justificado por um de seus mais dedicados pitbulls.


A nau dos insensatos


A iniciativa do PSDB poderia ser considerada uma tolice, não fosse a revelação de que se trata de operação combinada com pelo menos um dos principais jornais do País.


Qual seria o efeito de tal notícia no ambiente das redes sociais digitais?


Evidentemente, essa manobra tende a acirrar o radicalismo na parcela mais aloprada do eleitorado, aquela que prega diariamente o golpe militar e até o assassinato de adversários como ação política legítima.


Sua escalada pode gerar uma crise de governabilidade.


O fato de um dos principais partidos do País buscar apoio nesse substrato da cidadania, onde se aglomeram os mais insensatos entre os analfabetos políticos, demonstra a falta de espírito democrático de seus dirigentes, entre os quais já se alinharam alguns intelectuais respeitados.


O fato de um jornal de influência nacional embarcar na aventura golpista revela o baixio a que se dispõe a mídia tradicional.


Mas a adesão de Veja não surpreende: a revista simboliza há muito tempo a destruição do legado de Victor Civita, processo que pode ser mais bem  analisado à luz da psicologia freudiana do que sob as muitas teorias da comunicação.


Quanto aos observadores da mídia, desponta aqui um tema interessante para ser considerado: carece de fundamento a suposição, bastante difundida a partir da distribuição dos votos na última eleição, de que os mais educados entre os eleitores tendem a votar com mais racionalidade.


A se julgar pelas manifestações de energúmenos que pregam medidas antidemocráticas como reação à decisão soberana das urnas, pode-se afirmar que é nos estratos com mais anos de escolaridade que se expressam a insensatez, o desatino e a irresponsabilidade.


Estudo do instituto americano Pew Research Center sobre a polarização política nos Estados Unidos (ler AQUI, em inglês), mostra que conservadores se informam por fontes menos diversificadas – por exemplo, 88% deles confiam na reacionária Fox News – enquanto os cidadãos mais liberais usam uma variedade maior de fontes de informação e opinião.


Aplicada ao Brasil, a pesquisa provavelmente mostraria como a mídia partidarizada contribui para acirrar os ânimos e coloca em risco a própria democracia.