segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O FIM DA SEMANA AÉCIO.

Terminou a “semana Aécio”.
Agora é a hora da verdade

Chegamos à batalha decisiva, onde é preciso demonstrar claramente que Aécio, o “novo”, é o que de mais velho existe na política.
Sugestão da Lola Aronovich no Twitter

Conversa Afiada reproduz artigo de Fernando Brito, extraído do Tijolaço:

TERMINOU A “SEMANA AÉCIO”. AGORA É A HORA DA VERDADE


A fase que naturalmente viria depois do surpreendente resultado positivo alcançado nas urnas por Aécio Neves no primeiro turno terminou ontem, com a melancólica adesão de Marina Silva contorcendo-se em palavras pedantes para explicar como, não a tendo atendido em nada, o  PSDB terá seu voto e seu apoio.


Ou seja, tudo o que disse antes que os tucanos não teriam, sem meias-palavras; e tudoDEVIDAMENTE GRAVADO.


Foi o último ato de uma semana de artilharia pesada, a começar pela utilização asquerosa da Justiça como ferramenta de campanha, com um “sigilo seletivo” inexplicável, ainda mais quando envolve a formação da decisão de voto do eleitor, e um magistrado que dependerá do próximo presidente para ser indicado ao STF, como sugere a Associação de Juízes Federais – que aliás decretou uma “GREVE BRANCA”para aumentarem-se os R$ 30,5 mil que recebem entre vencimentos e auxílio moradia.


Mas o canhoneio não foi somente este: a barragem de fogo da mídia e das oligarquias políticas foi intensa e impiedosamente monolítica.


E temperada com pesquisas produzidas sem que ninguém as contratasse e, depois, vendidas no varejo a quem quer convencer a população de que esta eleição está ganha por Aécio Neves.


Agora, porém, começa um novo período, em que o povo brasileiro vai poder olhar diretamente não o que a mídia fala dos candidatos, mas o que dizem os próprios candidatos, no confronto direto dos debates, agora sem o diversionismo de candidatos que, em geral, nada visavam senão a promoção pessoal.


Aécio Neves, como qualquer um a quem faltam ideias e origens, vai buscar o papel de bom-moço, daquele que está sendo atacado, mas que está interessado em “apresentar propostas”.


Claro, não precisa “atacar”. Para isso, vale-se dos ataques que faz a mídia ao governo Dilma, de maneira furiosa, num desequilíbrio monstruoso do qual já se tornou enfadonho falar, mas é imperioso fazê-los nos debates, até como forma de “vacinar” a população pelo que ainda virá.


Desta maneira, também, Aécio protege-se do seu principal defeito: é frágil no confronto direto.


Natural, aliás, para quem teve uma formação na vida fácil de “filhinho de papai” e “netinho de vovô” e viveu, desde antes de completar 18 anos, do nepotismo político administrativo.


Tão natural que ele próprio o registra em SEUS DADOS BIOGRÁFICOS NA CÂMARA DOS DEPUTADOS, que aos 17 anos (ele nasceu em 1960) já fora nomeado para o Conselho de Defesa Econômica e, depois, para um cargo de assessor na Câmara.


Dilma, ao contrário, terá de ser firme e se fixar mais na postura política e no significado de uma eleição presidencial do que nos debates anteriores, onde buscava, essencialmente, apenas preservar seu favoritismo.


Agora, porém, chegamos à batalha decisiva, onde é preciso demonstrar claramente que Aécio, o “novo” é o que de mais velho existe na política, e que é a reencarnação medíocre de um passado de sofrimentos para o povo brasileiro.


E que não pode voltar.


domingo, 12 de outubro de 2014

A HORA DE FAZER O DEVER DE CASA.

A HORA DO GOVERNO DILMA FAZER A LIÇÃO DE CASA

LEILÃO DOS 700MHz ARRECADA R$ 5,9 BILHÕES.

# Mário Jéfferson Leite Melo

O que era para ser uma faixa exclusiva para a comunicação pública e do campo público no país, promessa do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, por capricho do Ministro das Comunicações Paulo Bernardo, acabou mesmo por atender aos interesses das teles no Brasil, e a faixa dos 700MHz acabou mesmo indo a leilão faturando a cifra de R$ 5,9 bilhões de reais. O grande mote usado foi a de que o Brasil precisava da tecnologia 4 G e que nenhuma das emissoras do campo público ficaria sem seus sinais no território nacional.

Há, ou havia um projeto dentro da Empresa Brasil de Comunicação – EBC, para implantação do chamado OPERADOR DE REDE, cujos benefícios seriam sentidos em todos os segmentos da comunicação, seja através do canal da Cidadania, das Comunitárias, das Universitárias e ou das Educativas e Culturais, e especialmente, das próprias emissoras públicas, no caso da TV Brasil e a NBR, cujo custo para implantação estaria orçado em qualquer coisa em torno dos R$ 3,5 bilhões.

Esta aí a grande oportunidade do Governo da Presidenta Dilma Rousseff reparar o mal que foi perpetrado contra estas emissoras e utilizar os recursos obtidos com a venda da faixa dos 700MHz para investir no OPERADOR DE REDE ÚNICO e gratuito, sendo que ainda assim sobraria no caixa do governo algo em torno de R$ 3 bilhões, que poderia ser utilizado na infraestrutura das emissoras do campo público, através de aparelhamento digital, capacitação de seus dirigentes e expansão dos sinais no sistema digital aberto.

Hoje as TVs do Campo Público, criadas através da Lei 8.977 e reguladas pela atual Lei 12.485, estão restritas ao cabo, chegando a poucas residências, e em sinal aberto, sua grade de programação, poderia ser acompanhada por todos os cidadãos brasileiros que tivessem um aparelho com o receptor digital, ou então do set-in-box . Os ganhos seriam imensuráveis, pois dar-se-ia transparência para a produção nacional, cujos programas são feitos e elaborados, na sua maioria, pela própria comunidade que se vê na tela da teve.


*Mário Jéfferson Leite Melo é jornalista, radialista, presidente da FRENAVATEC – Frente Nacional pela Valorização das TVs do Campo Público e presidente da TV Comunitária TV Cidade de Taubaté.

CONTRA O BRASIL.

Aécio votou contra
o salário mínimo real

Foi o senador inimigo #1 do trabalhador
Sugestão do amigo navegante Anderson Campos, no Twitter


Conversa Afiada reproduz texto de Maximiliano Garcez, advogado de trabalhadores e entidades sindicais:

AÉCIO VOTOU CONTRA O AUMENTO REAL DO SALÁRIO MÍNIMO


Por Maximiliano Nagl Garcez,  advogado de trabalhadores e entidades sindicais. Diretor para Assuntos Legislativos da Associação Latino-Americana de Advogados Laboralistas (ALAL) e Mestre em Direito das Relações Sociais pela UFPR.


Ao rebater afirmação da presidenta Dilma Rousseff de que ele tinha votado contra a política de valorização do Salário Mínimo, Aécio Neves respondeu, via redes sociais, que isso mostrava “o desespero de quem está perto de deixar o poder“.


A resposta, além de arrogante não é verdadeira. Aécio, o candidato antitrabalhadores, votou sim contra o projeto que garantiu mais 72% de aumento real para o salário mínimo nos últimos doze anos, beneficiando 48,2 milhões de pessoas e incrementando a economia em mais de R$ 28 bilhões.


Para comprovar, basta clicar no link HTTP://WWW.SENADO.LEG.BR/ATIVIDADE/MATERIA/DETALHES.ASP?P_COD_MATE=99189,  clicar em “Tramitação”  e abrir a ata do dia 23/02/2011(ATA-PLEN – SUBSECRETARIA DE ATA – PLENÁRIO). Lá você vai ver que 12 senadores votaram contra os trabalhadores. Entre eles, Aécio e a bancada do seu partido (PSDB), Ana Amélia (PP) e Demóstenes Torres (DEM).


A maioria dos brasileiros sabe que Aécio e os parlamentares, governadores e prefeitos do PSDB estão do lado contrário ao da classe trabalhadora. A novidade é ele dizer que vai trabalhar para melhorar a vida do trabalhador, coisa que nunca fez nem como deputado nem como Senador, muito menos como governador de Minas Gerais.


Em seu primeiro mandato, com 26 anos, quando se elegeu deputado Constituinte pela força do poder do avô, Tancredo Neves, Aécio atuou como um leão para proteger os direitos dos empresários, banqueiros e patrões em geral. Como Constituinte ele votou contra a jornada de trabalho de 40 horas semanais e contra o adicional de hora extra de 100%.


Quando presidiu a Câmara dos Deputados, o candidato tucano à sucessão presidencial trabalhou duro para aprovar projeto de FHC que alterava o artigo 618 da CLT e deixava vulneráveis direitos dos trabalhadores, entre os quais férias e 13º salário. Eleito em 2002, Lula mandou arquivar o projeto em abril de 2003, antes da bancada do Senado aprovar.

Como governador de Minas, as obras mais vistosas de Aécio são os dois aeroportos que ele mandou construir em terrenos onde sua família tem fazenda ou nas proximidades das terras dos Neves. As chaves do Aeroporto de Claudio, por exemplo, ficavam com um tio-avô do candidato.

Já quanto aos trabalhadores, ele trata no estilo “linha dura”. A educação foi uma das áreas que mais sofreram no governo dele. Falta infraestrutura, salas de aula precárias, mais de 50% escolas de ensino médio não têm laboratório de ciências nem salas de leitura, 80% sequer tem almoxarifado. Aécio e os governadores que ele colocou em seu lugar deixaram de cumprir, por vários anos, o investimento mínimo de 25% da receita em educação, como determina a Constituição. E para piorar, ele não pagou piso salarial dos professores.

Agora, como candidato a presidente da república, enquanto por um lado faz promessas que não vai cumprir, por outro, deixa claro sua posição patronal patrão quando se recusa a assinar compromisso contra o trabalho escravo, por exemplo.

O governo do presidente Fernando Henrique foi uma tragédia para a classe trabalhadora.


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​ Todos os governantes do PSDB nos Estados têm a mesma prática. Eles cerceiam os direitos trabalhistas, propõem flexibilização e supressão dos direitos trabalhistas para, dizem de forma descarada, garantir o desenvolvimento econômico, o aumento da competitividade e a geração de empregos.

Aécio e seus principais assessores, como o já nomeado ministro da Fazenda Armínio Fraga, caso o tucano vença as eleições, dizem que não têm receio de tomar medidas impopulares, ou seja, demissão e arrocho salarial. Já  disseram diversas vezes que o salário mínimo está alto demais. Para eles, isso é prejudicial a economia. Mas, o que vimos nos governos Lula e Dilma é exatamente o contrário.


A política de valorização do salário mínimo melhorou a vida das pessoas, incrementou o consumo das famílias e, com isso, aqueceu a economia, gerou mais empregos. E foi principalmente a força do mercado consumidor interno que permitiu ao Brasil sair da grave crise internacional de 2008 de modo muito mais rápido e menos doloroso do que os países que adotavam à época o receituário neoliberal, que, aliás, fecharam milhares de postos de trabalho.

A candidatura de Aécio Neves é uma séria ameaça aos trabalhadores, aos sindicatos e até mesmo à competitividade da economia brasileira. Não se pode tratar o trabalhador como uma mera peça sujeita a preço de mercado, transitória e descartável. A luta em defesa da política permanente de valorização do salário mínimo (que infelizmente teve o voto contrário de Aécio Neves no Senado Federal) é um lembrete à sociedade sobre os princípios fundamentais de solidariedade e valorização humana, que ela própria fez constar do documento jurídico-político que é a Constituição Federal, e a necessidade de proteger o bem-estar dos trabalhadores e trabalhadoras e de toda a sociedade.


O PREFERIDO DOS RICOS E DOS PODEROSOS

Globope: Aécio é o preferido
de ricos e banqueiros

Os pobres e trabalhadores preferem Dilma.


No Cafezinho, a partir de Emir Sader, no Twitter:

BOMBA! A PESQUISA IBOPE QUE A MÍDIA ESCONDEU!




Na PESQUISA IBOPE divulgada ontem,  nas páginas 51 a 77 do relatório completo, há um conjunto de dados que a mídia fingiu não existir.


O entrevistador perguntou ao eleitor qual o candidato que melhor representa os seguintes setores: ricos, agricultura, empresários, bancos, defesa do meio ambiente, aposentados, jovens, trabalhadores e pobres.


Aécio ganhou somente entre ricos, empresários  e bancos.


Dilma ganhou nos seguintes itens: agricultura, defesa do meio ambiente, aposentados, jovens, trabalhadores e pobres.


E ganhou disparada na frente.


Fácil entender porque a mídia, aecista histérica, quis esconder, né?

FILME MOSTRA A VERDADE DAS PRIVATIZAÇÕES.

Silvio Tendler lança filme sobre privatizações

Camila Marins (Fisenge)

Da distopia à utopia. Este foi o sentimento coletivo dos presentes na pré-estreia do filme "Privatizações - A distopia do capital", realizado na noite desta quinta-feira (9/10), no Museu da República. Centenas de pessoas, entre sindicalistas, estudantes, formadores de opinião, comunicadores e parlamentares, estiveram presentes e o consenso era de que somente a esperança da utopia é capaz de vencer as perversidades do projeto neoliberal e sua consequente distopia social. De acordo com o diretor do filme, Silvio Tendler o objetivo é contribuir pedagogicamente na construção da consciência política. "Este é um filme que eu devia a mim mesmo e ao país. Cinema é patrimônio público e é para ser visto e multiplicado, e não para ser produto confinado em salas de shoppings, em apenas 7% do território brasileiro", disse.

Em 56 minutos de projeção, intelectuais, políticos, técnicos e educadores traçam, desde a era Vargas, o percurso de sentimentos e momentos dramáticos da vida nacional. "Se não conhecermos o nosso passado podemos incorrer no erro de repetir as farsas e tragédias do neoliberalismo no presente e no futuro", afirmou o presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ), Olímpio Alves dos Santos. Um dos principais pontos levantados pelo filme é o papel do Estado, cuja perspectiva neoliberal está rendida às exigências do mercado, do capital internacional e do lucro. "Este filme faz reflexão sobre como o processo de privatização foi um grande engodo.O argumento forte que elegeu os Fernandos (Collor e FHC) é de que esse dinheiro dos 'paquidermes' das estatais serviriam para os serviços públicos, e isso não aconteceu. No Brasil, os serviços só pioraram de lá para cá. Por fim, o filme afirma que apenas a mobilização e organização da população podem garantir um país justo, igualitário e soberano", destacou o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ).

O final dos anos 80 e a década de 90 são considerados tempos perdidos, devido à ofensiva neoliberal com seu projeto de privatização das principais empresas do Brasil. "Houve asfixia de grandes setores da engenharia nacional, em que investimentos foram negados para que houvesse sucateamento de todas as empresas estatais para justificar o processo de privatização. "Houve asfixia de grandes setores da engenharia nacional, em que investimentos foram negados para que houvesse sucateamento de todas as empresas estatais para justificar o processo de privatização. Esse filme é histórico, pois permite que o povo brasileiro conheça sua história e possa, assim, planejar um futuro melhor para cada cidadã e cidadão desse país", pontuou o presidente da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), Clovis Nascimento.

Outro destaque do filme é a propaganda feroz em defesa das privatizações, bem como o papel dos meios de comunicação no desmonte do Estado brasileiro. "Eu vivi todo o  processo de privatização no Rio de Janeiro. Lembro de cada cartaz que a gente fez, cada momento, cada bomba, cada corrida da polícia. Ou a gente conta essa história ou ela se perde. Perder essa memória é perigoso, porque pode significar a volta de um projeto, que arranca o sangue do povo brasileiro. Esse filme não engana e não disfarça, porque muitas das questões neoliberais se mantiveram", lembrou a jornalista e coordenadora do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), Claudia Santiago.

Cinema, a utopia necessária                                                                                      
 
A perspectiva da produtora e dos realizadores é promover o debate em todas as regiões do país como forma de avançar “na construção da consciência política e denunciar as verdades que se escondem por trás dos discursos hegemônicos”, afirmou Silvio Tendler. Realização do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) e da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), com o apoio da CUT Nacional, o filme traz a assinatura da produtora Caliban e a força da filmografia de um dos mais respeitados nomes do cinema brasileiro. Tendler lembrou que nos anos 50 a parceria entre sindicatos para produção de filmes acontecia mundo afora. "Num país de 200 milhões de habitantes não pode se resumir a 15 milhões de espectadores. A parceria com os sindicatos é fundamental. Nos anos 50 houve, na França e na Itália por exemplo, já havia esta parceria com entidades e produziram filmes ótimos. O Senge e a Fisenge ao fazerem isso não inovam, mas renovam", concluiu Tendler.

Vale registrar, ainda, o fato dos patrocinadores deste trabalho, fruto de ampla pesquisa, serem as entidades de classe dos engenheiros. Movido pelo permanente combate à perda da soberania em espaços estratégicos da economia, o movimento sindical tem a clareza de que “o processo de privatizações da década de 90 é a negação das premissas do projeto de desenvolvimento que sempre defendemos”. 

O filme completo está disponível no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=A8As8mFaRGU
Ou na página do Facebook: www.facebook.com/privatizacoes

sábado, 11 de outubro de 2014

FHC: A VELHA E CORRUPTA OLIGARQUIA.

Tijolaço: FHC é
o velho e o ruim

Tudo se resume a um Brasil Lulilma ou FHC.
O Conversa Afiada reproduz artigo de Fernando Brito, extraído do Tijolaço:

O NOVO É NÃO PERMITIR A VOLTA DO QUE É VELHO E RUIM


Feitas as análises convencionais, numéricas, do processo eleitoral, hora de pensar no sentido político do segundo turno das eleições.


Porque ele, agora, com menor influência das máquinas, ganha um peso muito mais expressivo.


O conservadorismo vão tentar dirigir a população para um duelo “petismo x antipetismo”.


O duelo não é esse, até porque Lula é imensamente maior do que o PT,  embora ele próprio, muitas vezes, não deixe isso claro e não perceba que ele tem o dever de sê-lo.


É o Brasil “versão Lula” e o que fez ao país Fernando Henrique Cardoso.


É o Brasil da exclusão ou o Brasil que saiu do mapa da fome.


O “fenômeno” Marina foi, agora como antes, algo que diante dos olhos de muitas pessoas eclipsou esta verdade.


Porque este confronto, desejemos ou não, é o real.


É mais importante do que virtudes ou defeitos pessoais que enxerguemos em Dilma, como administradora ou em sua habilidade política.


Porque é a direção em que se caminha.


Este é o mote, ao lado dos direitos sociais, que deve imperar na campanha.


O discurso da direita será monocórdio: corrupção, corrupção, corrupção. Com pitadas de recessão e inflação. No horário eleitoral e na mídia.


E o nosso deverá ser nacionalismo, nacionalismo, nacionalismo e povão, povão, povão.


É teu filho na universidade.


É a tua casa comprada a prestação.


É o carro, caidinho, que agora a família tem.


É a vida, é a vida e é a vida.


O resto é  fumaça.




Em tempo: relembre os tempos de FHC com as manchetes dos jornais d

A JUSTIÇA EM CAMPANHA.

Juiz da Petrobras
entra na campanha

“Inacreditável o papel a que a Justiça Brasileira está se prestando”


Conversa Afiada reproduz de texto de Fernando Brito, extraído do Tijolaço:


A JUSTIÇA EM CAMPANHA


Inacreditável o papel a que a Justiça Brasileira está se prestando.



UM VÍDEO (sem imagens, apenas o teto de uma sala) onde o o ex-diretor ladrão da Petrobras – que aliás, admite ter sido enfiado na companhia a contragosto de Lula, por pressão de outros partidos –  diz, sem apresentar um mísero dado concreto, o que dirá uma prova, que “o comentário que pautava dentro da companhia” é que a diretoria das áreas de Gás e Energia, Serviços e Exploração e Produção, “os três por cento ficavam diretamente para o PT”


Vejam bem, os jornais afirmam que havia este desvio com base na declaração de Paulo Roberto Costa de que “o comentário que pautava dentro da companhia”.


Será que existe um lugar no mundo, repartição ou empresa, onde não haja “comentários”?


Conheço dois dos diretores mencionados e quem os conhece não pode deixar de achar um absurdo. Na diretoria de Gás e Energia, então, o diretor era Ildo Sauer, um professor universitário (da USP) E HOJE UM COLABORADOR DE MARINA SILVA. Na de Exploração e Produção, Guilherme Estrella, um geólogo de carreira da empresa, aposentado, que voltou à Petrobras e liderou a equipe que descobriu o pré-sal. Voltou à aposentadoria e cuida do jardim de sua casa, em Nova Friburgo, com a mesma simplicidade que cuidava antes.


Pois estes dois homens de quem nunca ouvi falar um ai contra a honradez de suas condutas, sem um fato, um papel, um depósito, um e-mail que seja estão expostos hoje no que só se pode definir como um comportamento indigno da Justiça e do jornalismo.


Na FOLHA, com base em uma suposta gravação do depoimento de Alberto Yousseff, doleiro já condenado, figura manjada que voltou às falcatruas depois de outra “delação premiada”,  no caso Banestado, diz o seguinte:


“Tinha uma outra pessoa que operava a área de serviços (da Petrobras), que se eu não me engano era o senhor João Vaccari”.


Como assim “se não me engano”? É “acho que era”? Qual é o valor disso para acusar uma pessoa, em letras garrafais e um partido político?


Eu também poderia achar que o finado Sergio Motta, tesoureiro do PSDB “operava” para os tucanos, mas eu achar e nada é a mesma coisa, salvo se eu tiver provas. E se não as tenho, como é que vou dar uma manchete destas?


É inexplicável o papel do Juiz Sérgio Moro, sobretudo depois de ver que surgiram versões clandestinas de outros depoimentos de Paulo Roberto Costa à Polícia, de permitir gravações editadas, com trechos do teor que citei, num processo que, pelos valores e gravidade que envolve, está sob sigilo, ou deveria estar.


O seu tribunal é uma “peneira” de furos seletivos.


Seria melhor que o juiz chamasse logo toda a imprensa para assistir e perguntar, pois talvez – só talvez – saísse alguma indagação sobre “que provas os senhores têm disso”?


A delação premiada, para ser válida, tem de ser acompanhada da produção de provas, não pode ser apenas concedida pela disposição de alguém, que ia gramar anos de xilindró e agora vai ser solto, sair atirando acusações para todo lado na base do “o que se comentava na companhia” ou do “se eu não me engano”.


Que Paulo Roberto Costa metia a mão na bufunfa para se beneficiar e aos seus padrinhos políticos – que não eram do PT, como ele próprio admite – está claro. Mas que um imoral destes possa sair acusando sem qualquer prova todo mundo e isso, também sem critério algum, seja publicado e transformado em matéria prima eleitoral, sob o patrocínio do Judiciário, é um escândalo.


Reflitam: não foi a “cavação” de um repórter furão que obteve o teor das declarações: elas foram feitas e divulgadas, quase que numa “coletiva”, nas barbas do juiz que sustenta que aquilo corre sob sigilo.


E, com mais de 30 anos de profissão, garanto a vocês, estes “furos coletivos” só acontecem quando acontece, também, uma armação inconfessável, embora evidente a qualquer pessoa decente.

A DENÚNCIA DE TARSO.

Tarso denuncia: usam a
Petrobras para dar o Golpe !

Globo e o zé Cardozo recriam a República do Galeão com a delação premiada que vaza.
“Acusações sem provas à beira da eleição, feita por ladrão confesso, é manipulação do processo eleitoral com ajuda da mídia que protege Aécio”, disse Tarso


O Conversa Afiada reproduz artigo da Carta Maior:

TARSO: HÁ UMA CONSPIRAÇÃO EM CURSO. CAMPANHA DILMA DEVE DENUNCIAR GOLPISMO MIDIÁTICO


O governador do Rio Grande do Sul denunciou na manhã desta sexta-feira, uma conspiração política em curso para manipular a vontade eleitoral no 2º turno.


O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT) denunciou na manhã desta sexta-feira, por meio de sua conta pessoal no twitter uma “conspiração política em curso para manipular a vontade eleitoral no segundo turno”. Diante disso, Tarso defendeu que a campanha Dilma deve reagir e denunciar o golpismo midiático que embala essa conspiração.

E acrescentou: “Acusações sem provas à beira da eleição, feita por ladrão confesso é manipulação do processo eleitoral com ajuda da mídia que protege Aécio”. Para o governador gaúcho, novo caso envolvendo a Petrobras foi preparado para estourar agora, reforçar Aécio, abafar o caso do aeroporto envolvendo o candidato tucano e esquecer o episódio da compra de votos para a reeleição de FHC.