quinta-feira, 9 de outubro de 2014

OS TEMPOS DE FHC,DO PSDB.

Tem saudade do fantasma
FHC ? Lembra do que ele fez ?

Medidas impopulares ? É o princípio ativo dos tucanos.
Fernando ​Henrique Cardoso governou o Brasil por 8 anos. Entre 1995 e 2002, colecionou fracassos e terminou o seu segundo mandato com26% de aprovação.

​(​Lula, apenas como comparação, saiu do Governo aprovado por ​87% dos brasileiros.)

Príncipe da Privataria​ não empolgou nem seus correligionários. Tanto que Padim Pade ​​Cerra e Geraldo Alckmin não defenderam o legado de FHC em suas disputas eleitorais. Ambos o esconderam e não dividiram o palanque com o grão-tucano.

Afinal, como se sabe, o FHC vendeu as joias da família e aumentou a dívida da família. Um jênio !

Mas o tempo passa e, 12 anos depois de seu mandato, inúmeros feitos de FHC foram esquecidos. O Conversa Afiada, sempre preocupado em ajudar, relembra momentos marcantes do tucano. As manchetes da época são suficientes para matar a saudade de FHC.

DESEMPREGO








PRIVATARIA















(Clique aqui para ler que Bornhausen, agora, está com Dudu).




Clique aqui para ver que o Cerra foi decisivo na privatização da Vale (e da Light).



QUALIDADE DE VIDA















ESCÂNDALOS








FMI










ECONOMIA















João de Andrade Neto, editor do Conversa Afiada

 
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A COMPRA DA REELEIÇÃO DE FHC.

Como foi a compra da reeleição de FHC

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br
Por Paulo Henrique Amorim, no blogConversa Afiada:

Chega hoje, sexta-feira, 30 de agosto, às livrarias o ”Príncipe da Privataria”, do jornalista Palmério Dória - autor do best seller ”Honoráveis Bandidos”, que já vendeu 130 mil cópias.

“O Príncipe da Privataria” é Fernando Henrique Cardoso, muitas vezes chamado de “Príncipe da Sociologia”.

“Privataria” está no título de outro best seller da editora Geração, “Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Junior.

Dos 25 mil exemplares do “Príncipe” já impressos, 17 mil chegam hoje, às livrarias de todo o país.

Para isso, foi necessária uma operação de guerra da Geração.

Ela teve que manter em segredo as gráficas que imprimiam, variou as rotas de distribuição e, com isso, evitar vazamentos que antecipassem o lançamento do livro – e processos judiciais de censura.

O editor da Geração, Luiz Fernando Emediato, conta na “Nota do Editor” que um amigo tucano lhe telefonou para pedir que não publicasse o livro e contar que já constituía advogado.

Na verdade, a editora suspeita que o vazamento da notícia do lançamento do livro tenha partido de uma rede de livrarias paulistas, notoriamente tucana, ao saber da chegada dos exemplares.

O “Privataria Tucana” foi boicotado por algumas livrarias de São Paulo, apesar de se tornar um best seller em poucos dias.

Ser um best seller é o destino que espera “O Príncipe da Privataria”.

Entre as revelações está a identidade do “Senhor X”, personagem de uma série de reportagens assinadas pelo jornalista Fernando Rodrigues, da Folha.

O ”Senhor X” gravava as conversas dos deputados comprados para aprovar a reeleição do Fernando Henrique, em 1997, e entregava a Rodrigues.

Numa série de reportagens, depois de denuncia da compra de votos feita pela CNBB, Conferência Nacional dos Bispos, Rodrigues reproduzia as gravações que recebia do “Senhor X”.

E jamais o identificou.

Nem o PiG jamais se interessou em saber quem era o “Senhor X”.

Foi o que fez Palmério.

Ainda na Nota do Editor, Emediato conta que, um dia, num encontro em San Francisco, nos Estados Unidos, Fernando Henrique, em conversa com o sociólogo Bolivar Lamounier e ele, Emediato, teria se referido ao escândalo de Caixa Dois de PC Farias:

Nenhum partido e nenhum candidato pode prescindir de recursos ilegais.

“Mas, a diferença entre ‘nós’ e ‘eles’ – disse FHC – é que ‘nós’ gastamos nas campanhas enquanto ‘eles’ enfiam boa parte em seus próprios bolsos.

O livro descreve pormenorizadamente a Privataria desenfreada – e especial atenção merece a venda da Vale do Rio Doce por um terço do que valia.

E, nela, o papel decisivo de Ricardo Sergio de Oliveira.

E a pressão “irresistível” do Padim Pade Cerra, como o próprio FHC reconhece neste vídeo.

Ricardo Sergio de Oliveira – um nome que não se deve, por cortesia, pronunciar na frente de um tucano – , depois, reaparece, com raro brilho, na privatização das teles: “só um bobo dá a telefonia para estrangeiros”, disse Bresser-Pereira, antes mesmo de deixar o PSDB.

Ricardo Sérgio é o “Mr Big”, o cérebro articulador das operações do clã Cerra na Privataria Tucana do Amaury.

Palmério descreve, também, a tentativa de vender a Petrobrax.

Trata da relação monetária entre Fernando Henrique e um de seus principais financiadores, José Eduardo de Andrade Vieira, então dono do Bamerindus.

Palmério desmistifica o “Príncipe dos Sociólogos”: FHC levou bomba duas vezes na admissão ao Colégio Militar e uma, ao tentar entrar para Faculdade de Direito da USP.

Um jenio…

No PiG…

Sobre o jenio, leia, ali, o que Millor Fernandes e João Ubaldo Ribeiro diziam do jenio…

Palmerio traz uma tabela com tudo o que o FHC vendeu.

E outra que compara o desempenho do Presidente FHC com o Presidente Lula: é uma surra,como demonstrou João Sicsú.

E mostra, com detalhes, a cumplicidade da Globo, do Padim Cerra – e do PiG – na operação de abafa do que poderia ser um obstáculo à carreira de Fernando Henrique: o filho de uma repórter da Globo, em Brasília, e sua rápida remoção para Lisboa e Barcelona.

O ansioso blogueiro entrevistou nessa quinta-feira (29), por telefone, o autor do livro, o jornalista Palmério Dória.

*****

Acompanhe a conversa, com modificações para facilitar a leitura.

Esse livro tem uma revelação – entre muitas – que é a identidade do ”Senhor X”, o homem que conta tudo sobre a reeleição de Fernando Henrique Cardoso. Palmério, quem é o “Senhor X”?

O “Senhor X” é uma eminência parda do Acre, isso a gente percebeu logo que o encontrou. 

Uma figuraça, elétrica! 

Ele é dono de uma retransmissora do SBT; dono de acadêmias de ginástica; prédios e até de um cemitério.

Na campanha da reeleição, ele pegou pela proa a bancada acreana e tirou deles a confissão de que a reeleição estava sendo comprada pelo Serjão Motta (ex-ministro das Comunicações do Governo FHC); Orlei Cameli, então governador do Acre; e pelo Amazonino Mendes (ex-governador do Amazonas).

Isso era só a frente acreana. Na verdade essa compra, pelas contas do Senador Pedro Simon (PMDB-RS), chega a 150 deputados, pelo menos.


Ele (o ”Senhor X”) se chama Narciso Mendes, não é isso?
Isso, chama-se Narciso Mendes.

É um potiguar; passou por Belém; casou com uma moça chamada Célia; foi viver no Acre e fez a vida lá.

Foi deputado na Constituinte, depois não se reelegeu, mas a mulher dele se elegeu. Daí ele tinha acesso livre ao Congresso.

Como é um cara muito simpático, despachado, desempenado, ele foi procurado pelo repórter Fernando Rodrigues, da Folha (*), que através de uma intermediação feita pelo Carlos Aírton – outro deputado da época (também do estado do Acre) – Narciso começou a gravar com um gravadorzinho pequenino, que o Fernando Rodrigues tinha, japonês.

Nem precisava perguntar, as pessoas já chegavam contando tudo.

Isso dessa porção acreana da compra de votos.

Agora, o Narciso é também um segredo de polichinelo, né?

Por quê?
Porque todo mundo sabe que esse homem existe, que é o Narciso Mendes, e ninguém se ocupou, ninguém quis ouvi-lo; chegar lá e dizer: “então, o senhor é o ”Senhor X”, vamos conversar”.

E o Fernando Rodrigues reproduziu as gravações na Folha…
O Fernando Rodrigues reproduziu, essa matéria teve grande repercussão, o Fernando Rodrigues na época foi capa na revista Caros Amigos. Aliás, a capa foi o próprio gravador que ele usou nas gravações com o ”Senhor X”.

Pena que tenha chegado dez dias depois de a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) – que naquela época era a CNBB de guerra – denunciar que havia um esquema de compra de votos. Algum tempo depois, veio a matéria (da Folha).

Então, o Narciso Mendes gravou, passou a gravação ao Fernando Rodrigues, que transcrevia a gravação e sempre se referia a ele, Narciso, como ”Senhor X”?
Sempre se referia a ele como ”Senhor X”, e assim ele apareceu na capa de Caros Amigos.

Por que o ”Senhor X”, que era um segredo de polichinelo, resolveu sair da toca e se identificar agora?
Ele passou por maus bocados de saúde e achou que tinha de contar essa história antes de morrer.

Mas, o fato é que ele está muito longe disso, ele tem saúde para dar e vender e, seguramente, vai viver mais do que eu.

Ele tem um cemitério lá, né? Ele me levou para conhecer o cemitério e eu me candidatei a uma vaga para quando eles implementarem a cremação.

Você diz que as gravações se referem à compra de votos para a reeleição de Fernando Henrique na bancada do Acre. Quanto se pagava por deputado na bancada do Acre?
Pagava 200 mil reais. Era um esquema dos tempos dos coronéis, pagava-se em cheque.

Era uma espécie de pré-pago. Depois (de votar) eles trocariam o cheque.

Mas, ai, alguém os advertiu: cheque, né? É como alguém dar um cheque para um traficante – não estou comparando os deputados com os traficantes, mas é por ai.

Ai alguém falou: “é melhor pagar em dinheiro”. Ai passaram a fazer o pagamento em dinheiro, os deputados saiam com sacolas de dinheiro.

E quem é que comprava?
Nessa operação, no caso do Acre, o Amazonino Mendes, então governador do Amazonas; o Orlei Cameli, do Acre, e outros que eu não sei.

Mas, o Acre é apenas uma ponta, como o Pedro Simon deixa claro.

O seu livro fala que, nas conversas (gravadas) aparecia claramente, como última instância do processo, o Sérgio Motta, ministro das Comunicações do Fernando Henrique.
Isso. Aparece na época claramente nos jornais. Publicaram o envolvimento dele, as acusações contra ele.

E depois, o Fernando Henrique, sem citar o nome de Narciso Mendes, fala desse episódio no livro ”Arte da Política” – um catatau de umas setecentas páginas, naquele estilo gorduroso de que você fala, né?

Isso, cheio de colesterol…
Cheio de colesterol!

O fato é que é segredo de polichinelo, Paulo, porque todo mundo sabia quem era a peça, quem era a figura, quem fez as gravações. A certa altura do livro, o Fernando Henrique, sem citá-lo, começa a falar dele, começa a desqualificá-lo.

Mas, o fato é que falaram em CPI nessa época, e não houve CPI. A Comissão de Constituição e Justiça ouviu alguns deputados – como você sabe, dois deputados acreanos renunciaram logo em seguida, sobre pressão.

Muito bem, o fato que é que quando se falava em ”Senhor X”, ninguém quis ouvi-lo, nem CPI nem a Comissão de Constituição e Justiça.

Então são 200 mil em dinheiro, para a bancada do Acre. O Pedro Simon calcula que tenham sido comprados 150 deputados. Então é 200 mil, vezes, 150, não é isso? E em dinheiro vivo!
Em dinheiro vivo! Bufunfa; maçaranduba; e em sacolas.

E eu acredito que os comprados do “sul maravilha” não se venderam por 200 mil reais.

Então deve ter sido mais ? Mais de 30 milhões de reais?
Eu acho que sim, acho que sim.

O problema do tucanato é o seguinte: eu até te perguntei de quanto deveria ter sido a roubalheira e você não consegue mensurar. Eu acho que nem um computador de última geração desses da NASA consegue mensurar a escala de roubo quando você fala de tucanato.

Agora tem esse negócio de Trensalão.
É, não dá pra você calcular…

Palmério, o Fernando Henrique já se referiu a esse episódio dizendo que ele e o PSDB não precisavam comprar ninguém, porque a maioria absoluta era a favor da reeleição. No seu livro, o Narciso Mendes contesta esse argumento. Como é que o Narciso contesta isso?
Ele diz que, por exemplo, o Orlei Cameli não se candidatou à reeleição.

Já começa por ai. No caso acreano, o governador não se candidatou à reeleição. Ele desmonta a tese do Fernando Henrique com esse simples fato.

Outro argumento do Fernando Henrique é que ele não precisava (buscar a reeleição), mas quem precisava eram os governadores, que estavam tão interessados na reeleição quanto ele. Porque se beneficiariam. Então, pelo mesmo raciocínio do Cameli, você desmonta esse argumento.
Claro, Claro, sem a menor dúvida.

Então, você vê o esforço que foi feito para ele ( Narciso) não ser ouvido. Como se passam 13 anos e esse cara nunca foi procurado para falar ? Nunca.

Você acredita que o Luís Eduardo Magalhães – você cita ele no seu livro como presidente da Câmara – interveio nesse processo bombardeando a ideia de uma CPI, é isso?
Sim, sim, foi criado ali um bloqueio total.

Era o bate-bola permanente entre os dois, os dois que faleceram, o Luís Eduardo e o Serjão.

O Serjão era o grande operador, ele e seu projeto de 20 anos (de tucanos no poder).

Você reproduz no livro uma frase muito interessante do Serjão: “95% das coisas que eu digo foi o Fernando Henrique quem falou; os os outros 5% é o que ele pensa e não diz”.
Ou seja, é impossível, que o Fernando Henrique não soubesse do que estava rolando nos bastidores.

O desconforto com o qual ele fala disso no livro é a maior bandeira.

O livro “Príncipe da Privataria” é, na verdade, um perfil muito rico, muito detalhado, uma pesquisa minuciosa feita por você e pela sua equipe, e que trata de muitos assuntos.

Trata da Privataria de uma forma geral; trata de outros tipos de financiamento da campanha do Fernando Henrique, como a ligação dele com o então presidente do Banco Bamerindus (Andrade Vieira); trata do processo vil que foi a venda da Vale do Rio Doce.

Tem um episódio muito importante narrado pelo delegado Protógenes Queiroz, que é uma ligação muito mal explicada pelo Fernando Henrique – a relação dele com títulos da dívida externa brasileira em posse do banco francês Paribas.
De quando ele era ministro da Fazenda e o Armínio Fraga era o homem do Banco Central.

Tem um componente importante desse seu livro que é a cumplicidade da imprensa brasileira no episódio do filho que o Fernando Henrique Cardoso pensou por muito tempo ter tido com uma jornalista da TV Globo.

Qual é a relação desse episódio com a TV Globo? Como que a Globo participa desse processo de acobertar um fato público, que é o presidente da República ter um filho, ou supor ter um filho, com uma jornalista de vídeo, da emissora de televisão mais vista do país.

Onde se casam – sem trocadilhos – Fernando Henrique Cardoso e a Globo nesse caso do filho que ele reconheceu e que, na verdade, não era dele.
É o Proer da imprensa, eis aí uma tese de doutorado, Paulo Henrique. A figura central da TV Globo nesse caso é o Alberico Souza Cruz – que tomou o lugar do Armando Nogueira depois que manipulou aquele debate Lula x Collor.

Então, ele passou a circular com desenvoltura por Brasília.

Ele era amigo da Míriam Dutra (jornalista que teve o suposto filho de FHC) – ela era subordinada dele, né? – e era muito amiga da Rita Camata (ex-deputada federal), que, por coincidência, começou a aparecer em todos os espaços (da Globo), especialmente no Jornal Nacional.

Ele (Alberico) era um dos bombeiros. O outro era o José Serra, o planejador; e o Serjão, o operador.

Foram eles que operaram a transferência da Míriam para SIC, (Sociedade Independente de Comunicação), em Portugal (associada à Globo).

Não à toa: o Alberico é padrinho do Tomás (suposto filho de FHC).

Então, o Alberico remove a Míriam para Lisboa e apadrinha o menino?
Apadrinha o menino, depois ela é transferido para Barcelona.

Agora, como houve o Proer dos bancos houve um Proer da imprensa.

Um dinheiro oficial, e até mesmo privado, em uma quantidade imensa, incalculável, para comprar o silêncio da mídia sobre o filho de Míriam Dultra, o “bolsa pimpolho”, como muitos denominaram.

Eu acho que todos os veículos de comunicação investigaram o caso, mas não publicaram. Alegaram que era para ter e usar apenas se o concorrente furasse; matéria de gaveta, como se diz.

Isso lembra um arsenal dissuasório, como se diz: ”olha, há bombas nucleares suficientes para destruir o planeta ‘N’ vezes, mas não é para usar, é para ter”. Então a chantagem campeia pela imprensa, né?

Na verdade, o que eu chamo de PIG, aqui, no nosso site, não chegou a usar essa bomba.
Não, não usou. E depois na matéria da Caros Amigos nós ouvimos, um a um, os diretores de redação de jornais e revistas da época.

E isso está no livro também. Palmério, só para concluir: depois de muito tempo, ficou confirmado que o filho que o Fernando Henrique supunha ter não era dele, era de outra pessoa.

E tem no livro – e é evidentemente que não podemos revelar aqui – uma cena de comédia italiana, que é o diálogo de Fernando Henrique e Míriam Dutra depois que ficou comprovado que o filho não era dele.
É, um amigo meu disse que deu uma estrondosa gargalhada com o fim do livro.  Agora eu só queria dizer uma coisa para você, Paulo Henrique, esse é um bom livro para ler na Semana da Pátria, não é?

Aliás, o 7 de Setembro que Fernando Henrique qualificou como uma palhaçada.
Exatamente, Exatamente…

Parabéns, Palmério, depois de desmontar o pessoal do ”Honoráveis Bandidos”, do José Sarney – quantos livros já vendeu o José Sarney?
O Zé Sarney já vendeu cerca de 130 mil livros. Mas, a turma do Zé Sarney, perto dessa turma do Fernando Henrique, não passa de amadores. É outra escala.

Os ”Honoráveis Bandidos” são amadores…
É, é outra escala, outra escala…

O PSDB E O PIG EM SÃO PAULO

Alckmin socorre Folha, Estadão e Veja

Por Altamiro Borges

O Estadão está falido e circulam boatos de que poderá ser vendido em breve. O Grupo Abril, que edita a asquerosa Veja, já fechou várias revistas, demitiu centenas de jornalistas e também está em dificuldades. Já a Folha não consegue conter a queda da sua tiragem e promoveu ajustes em seus cadernos. A crise só não é mais brava porque as famiglias Mesquita, Civita e Frias contam com um poderoso “aliado” em São Paulo. O atento José Augusto, do blog "Amigos do presidente Lula", descobriu que o governador tucano Geraldo Alckmin torrou mais R$ 3,8 milhões na compra 15.600 assinaturas destes veículos decadentes.

O blogueiro vasculhou o Diário Oficial de São Paulo e achou os extratos publicados em junho dos novos contratos efetuados com estes grupos midiáticos. O governo comprou 5.200 assinaturas do Estadão por R$ 1.554.800,00; outras 5.200 assinaturas da Folha pelo mesmo valor; e 5.200 assinaturas da Veja por R$ 669.240,00. A verba usada para esta generosa “ajuda entre amigos” foi tirada do orçamento da Secretaria de Educação. “Como desculpa para meter a mão nas verbas da educação, as assinaturas foram destinadas às escolas da rede estadual de ensino em um projeto chamado ‘sala de leitura’”.

Diante de tamanho absurdo, o blogueiro pergunta a quem serve a compra destas assinaturas:

“1- Aos barões da mídia, donos dos jornalões e revistas, que compensam a queda de vendas e assinaturas avulsas com as compras governamentais paulistas;

2- Ao governador Alckmin, que ganha a gratidão dos barões da mídia e é blindado no noticiário destas publicações;

3- Aos corruptos tucanos que receberam o propinão da Siemens e da Alstom, e os jornais e revistas não fazem jornalismo investigativo, limitando-se a publicar só o que já é fato consumado em investigações oficiais;

4- Ao PSDB que acredita que o noticiário do PIG (Partido da Imprensa Golpista) tem o poder de fazer lavagem cerebral nas cabeças juvenis dos estudantes, para eles se tornarem neoliberais reacionários lendo esta velha mídia.

5- Todas as anteriores.


Eu votei na última alternativa. E você?

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

O MESMO FHC DE SEMPRE.

FHC chama eleitor
do PT de ignorante

Tucano de SP é assim: o nordestino é burro …

Conversa Afiada reproduz trechos de matéria publicada pelo UOL:

PT CRESCEU NOS GROTÕES PORQUE TEM VOTO DOS MENOS INFORMADOS, DIZ FHC


O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse nesta segunda-feira (6) que o PT cresceu nos grotões do país e que o Partido dos Trabalhadores tem o voto dos “menos informados”. A declaração foi dada aos blogueiros do UOL Josias de Souza e Mário Magalhães.


“O PT está fincado nos menos informados, que coincide de ser os mais pobres. Não é porque são pobres que apoiam o PT, é porque são menos informados”, afirmou o ex-presidente.


“Essa caminhada do PT dos centros urbanos para os grotões é um sinal preocupante do ponto de vista do PT porque é um sinal de perda de seiva ele estar apoiado em setores da sociedade que são, sobretudo, menos informados”, disse FHC.


(…)



Leia mais:

O NORDESTE É TÃO IMPORTANTE QUANTO SP


IMPERDÍVEL: CERRA APLAUDE AÉCIO !


PESQUISAS: A MAIOR DERROTA !


Condições da Bláblá para apoiar o Aécio:
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

SÓ RESTA PROCESSAR OS INSTITUTOS DE PESQUISA .

PT deveria processar pesquisas?
Não ! Sim ! Vote !

Vote na nova enquete do ‘Não e Sim com Paulo Henrique Amorim’.

PT deveria processar pesquisas?



Não
O PT agasalhou o jatinho sem dono…

Sim

Elas só erram a favor da Direita.

CLIQUE AQUI E VOTE !



Leia também:

2014 REPETE 2010. DILMA ENFRENTA TUCANO


MG: PIMENTEL LEVA. MINEIRO NÃO VOTA EM AECIOPORTO


SENADO: SP ESCOLHE O TUCANO LEGÍTIMO

O MANCHETÔMETRO...

Manchetômetro desconstrói ombudsman (sic) da Fel-lha!

“Contrapoder” é o … !, se diz lá em Madureira.


EXTRA! EXTRA!


OMBUDSMAN DA FOLHA ENTREVISTA O MANCHETÔMETRO, MAS NÃO CITA



O MANCHETÔMETRO publica artigo no qual seu coordenador, João Feres Júnior, relata a entrevista que deu para a ombudsman do Jornal Folha de S. Paulo, que o procurou supostamente interessada em descobrir detalhes da metodologia adotada pela equipe. A conversa evoluiu de maneira com que a entrevistadora aos poucos foi convertida em entrevistada, e instada a explicar o viés do jornal revelado pela pesquisa do MANCHETÔMETRO. O primeiro argumento usado pela ombudsman para justificar o desequilíbrio da cobertura em prejuízo de um partido político e de sua candidata foi de que o jornal cumpre a função de contrapoder, ou seja, sempre é mais crítico de quem está no poder. A jornalista foi então convidada a visitar o hotsite da ELEIÇÃO DE 1998, no MANCHETÔMETRO, onde poderia constatar claramente que a Folha de S. Paulo, e os outros dois jornais, Estadão e O Globo, foram francamente favoráveis ao candidato da situação, então também em campanha de reeleição.


Ao ver refutado o argumento do contrapoder, a ombudsman da Folha produziu um segundo argumento: os dois pleitos não seriam comparáveis, pois em 1998 o PSDB estava somente há oito anos no poder, enquanto o PT está agora há 12: “o desgaste agora é muito maior”, disse ela. O coordenador do MANCHETÔMETRO discordou mais uma vez, e, diligentemente, partilhou com a jornalista resultados do estudo das eleições de 2010, feito pelo LEMEP, mas ainda não divulgado no MANCHETÔMETRO, que mostra que a candidata do PT em 2010, ao contrário do candidato do PSDB em 1998, recebeu cobertura marcadamente negativa. Tal evidência lançou por terra a tese do “desgaste somente depois dos 8 anos no poder”.



Por fim, o coordenador do MANCHETÔMETRO, já confortável na função de entrevistador, perguntou à ombudsman como poderia ela negar o viés patente da Folha de S. Paulo se nos últimos três dias (a entrevista ocorreu no dia 30 de setembro) o jornal havia publicado três manchetes de capa contrárias à candidata do PT.



Se você quer saber a resposta e ler uma análise do arremedo de MANCHETÔMETRO publicado pela ombudsman em sua coluna de domingo, dia do primeiro turno da eleição, acesse o artigo completo no NOSSO SITE.


Para acessar a página inicial do MANCHETÔMETRO, clique AQUI.

MPF CONTRA ALCKMIN.

Seca: MPF abre
processo contra Alckmin

Dois dias depois da eleição …

Do site do Ministério Público Federal:



MPF E MP-SP ABREM PROCESSO CONTRA SABESP PARA EVITAR COLAPSO DO SISTEMA CANTAREIRA



Agência Nacional de Águas e Departamento de Águas do Estado também são réus; autores da ação querem a proibição do uso da segunda parcela do volume morto


O Ministério Público Federal em Piracicaba e o Ministério Público do Estado de São Paulo ajuizaram uma ação civil pública para que a Justiça estabeleça restrições e limites à Sabesp na utilização das águas ainda disponíveis nos reservatórios do Sistema Cantareira. O processo visa a coibir o uso indiscriminado da segunda parcela do volume morto das reservas e evitar o seu possível esgotamento. Além da empresa paulista, a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE) também são réus na ação.


Diante da grave crise hídrica e do iminente colapso do sistema, os autores do procedimento requerem que seja determinada a revisão imediata das vazões de retirada da Sabesp. A companhia já solicitou o uso da segunda parcela do volume morto, mas o planejamento definido pelos gestores do Cantareira (ANA e DAEE) determinava que a primeira parcela deveria ser suficiente para o abastecimento da população até 30 de novembro. O estabelecimento de novas vazões deve também garantir que, em 30 de abril de 2015, o conjunto de reservatórios atinja, no mínimo, o mesmo nível de água registrado em 30 de abril deste ano (10% do volume útil).


Em relação à segunda camada do volume morto, a ação requer, com pedido de liminar, que a captação pela Sabesp seja proibida, uma vez que a retirada dos recursos hídricos comprometeria o abastecimento de vários municípios do interior do Estado, entre eles Campinas, Valinhos, Atibaia e Jundiaí. Cerca de 2,8 milhões de pessoas correriam o risco de ficar sem água. No entanto, caso o uso dessa parcela seja imprescindível, os autores da ação requerem que apenas parte da reserva seja liberada, na medida da estrita necessidade e conforme limites estipulados e metas de recuperação do sistema, sem que a extração comprometa a vazão para a bacia do Piracicaba.


Segundo a ação, não há justificativa para a omissão da ANA e do DAEE, enquanto gestores dos reservatórios, no ajuste das vazões de retirada da Sabesp desde 1º de julho, data do último comunicado do Grupo Técnico de Assessoramento para Gestão do Sistema Cantareira. Os autores ressaltam que os órgãos deveriam ter imposto medidas de restrição compatíveis com a gravidade da situação e com os horizontes de planejamento.


O número da ação é 0005930-92.2014.403.6109. Para consultar a tramitação, acesse http://www.jfsp.jus.br/foruns-federais/.


Para ler a íntegra da ação, clique aqui.

JORNAIS LOCAIS : UMA OUTRA VISÃO.

Os jornais locais sempre ajudaram suas comunidades

Escrito por: Roy Greenslade
Fonte: Observatório da Imprensa
Em meus tempos de repórter iniciante, logo aprendi que o jornalismo local é muito mais que a simples veiculação de uma notícia. O mais importante é oferecer informação, seguramente a chave mestra deste trabalho. Mas o jornal realmente se fortalece quando age em nome dos leitores. É forçar as coisas se rotularmos essa ação de “jornalismo de campanhas”. É muito mais sutil do que isso.
Um exemplo simples ilustra o trabalho desenvolvido no “Barking Advertiser”, em 1965. Um muro foi erguido no centro da principal rota rodoviária, que ligava o subúrbio de Barking, no leste de Londres, ao centro da cidade, a fim de impedir as pessoas de atravessarem o que era uma via perigosa. Havia apenas uma passarela para pedestres e mal situada. Muitas pessoas, portanto, a ignoravam, preferindo brincar com a morte ao escalar um muro entre CARROS e caminhões circulando em alta velocidade.
O editor enviou um fotógrafo para flagrar os escaladores do muro e um repórter para lhes perguntar por que estavam fazendo aquilo. E publicou uma foto de primeira página dos escaladores com uma história na qual eles explicavam suas frustrações.
Nada aconteceu. Então, na semana seguinte, ele persuadiu um grupo de vereadores a passar algumas horas observando as pessoas escalando o muro e publicou reportagem sobre essa visita, com novos depoimentos de escaladores, com a opinião da polícia e cartas de moradores com reclamações sobre a localização da passarela. Resultado: o Conselho local (espécie de subprefeitura) reviu a situação e concordou com a construção de nova passarela. O muro também foi levantado. A escalada parou. Ninguém morreu. Ninguém ficou ferido.
O “Barking Advertiser” agiu em nome de sua comunidade, como fez em várias outras “campanhas” semelhantes e discretas durante os três anos e meio em que eu estive na equipe. Um de seus atos pioneiros mais memoráveis foi arrecadar milhares de libras para ações de caridade, promovendo caminhadas anuais bem antes de elas se tornarem populares. A ideia surgiu a partir das preocupações com as dificuldades de financiamento de projetos comunitários locais.
Verdades eternas
Menciono tudo isso porque meus olhos se arregalaram quando me deparei com uma postagem no portal GigaOm, afirmando solenemente: “O jornalismo não é apenas informar os leitores, é também ajudá-los a tomar uma atitude.” Oh! Jornais locais (e nacionais) de sucesso na Grã-Bretanha sempre foram proativos. Editores que ouvem os problemas dos seus leitores não apenas os comunicam; eles fazem o seu melhor para ajudar. E sempre foi assim.
O autor na postagem no GigaOm, Mathew Ingram, pareceu surpreso com os esforços para arrecadação de fundos do “Manchester Evening News” (MEN), após um incêndio em um canil em 11 de setembro (observe-se que ele é canadense e talvez seja menos comum os jornais de lá se empenharem numa campanha dessas). Certamente, a resposta ao MEN foi incrível. O jornal informou que 1 milhão de euros (cerca de R$ 3 milhões) foi doado ao canil em um período de 24 horas. Mas a ideia de lançar a campanha não era nada nova. E o resultado é o que você esperaria.
Mesmo David Higgerson, o normalmente sensato diretor digital do grupo “Trinity Mirror”, parecia pensar que a iniciativa de “apenas DOAR” havia sido extraordinária, qualificando-a de “um momento de genialidade do jornalismo digital”. Não, não foi. As ferramentas digitais foram fantásticas, porque permitiram às pessoas doar dinheiro instantaneamente. Mas, não precisa ser um gênio para sugerir que um jornal local deveria tentar levantar dinheiro após uma tragédia local. Enfim, em vários pontos do seu blog, David deixou claro que essa era uma lição aprendida há muito tempo pelos editores.
“Bons jornalistas”, escreveu ele, “particularmente aqueles que trabalham em pequenas comunidades, sempre tiveram a habilidade de perceber quais as questões que estão em evidência em termos de interesse de uma comunidade.” Sim, eles tiveram e têm essa habilidade. Esse foi o jornalismo de então e é, ou deveria ser, o jornalismo atual, se sobrepondo às alegações de que, de alguma forma, foi transformado, ou até mesmo recriado pelo mundo digital – uma posição claramente errada em relação ao jornalismo tradicional.
Higgerson escreveu ainda: “As salas de redação do futuro precisam estar cheias de profissionais capazes de estar em sintonia com as comunidades que se formam na região, seja em torno de um evento ou de um problema”. Claro que sim, mas esse pensamento não é novo. Isso é o mesmo que ensinar um padre a rezar a missa e é mais um exemplo da maneira pela qual alguns ‘missionários’ digitais superestimam o significado das novas ferramentas, investindo nelas de forma mística.
Na realidade, existem verdades jornalísticas eternas, uma das quais é ser parte de uma comunidade e atuar em seu favor. Essa tem sido uma espécie de segunda natureza para editores e jornalistas que cresceram dentro do jornal impresso.
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Roy Greenslade, do Guardian

TEMAS POLÊMICOS.

Sobre princípios, escrúpulos e temas polêmicos

Escrito por: Sylvia Debossan Moretzson
Fonte: Observatório da Imprensa
Na era de séries televisivas de sucesso como House of Cards, a referência talvez soe anacrônica. Mas, em tempos de disputas eleitorais, seria muito útil assistir novamente – ou pela primeira vez, no caso dos mais jovens – a The Best Man, filme de 1964 dirigido por Franklin J. Schaffner, que expõe os bastidores da luta pela indicação de um candidato às eleições presidenciais americanas. Opõe um político que se poderia resumir como “ético” a outro que não tem qualquer escrúpulo.
(Dito assim, parece maniqueísta. Longe disso, ou o roteiro não seria assinado por Gore Vidal, autor da peça homônima na qual o filme se baseia: ambos os personagens têm contradições e vulnerabilidades, mas o que está em jogo é o respeito a princípios, a adesão ou a recusa à possibilidade de usar qualquer arma para vencer a qualquer preço. Daí, aliás, a impertinência da tradução do título para “Vassalos da ambição”).
A rigor, o filme se encaixaria mais precisamente no contexto de nossa primeira eleição direta para a Presidência após a ditadura, em 1989. Mas serve igualmente agora, diante do que assistimos neste recém-encerrado primeiro turno e do que está por vir na etapa final.
Agressões
Só neste Observatório, para não mencionar o que se publicou em jornais – por exemplo, as reiteradas manifestações de Janio de Freitas em sua coluna na Folha de S.Paulo –, foram vários os artigos que condenaram o “vale-tudo”. Num dos mais recentes (ver “O vale-tudo não acaba“), Alberto Dines anotou: “Com o pretexto de desconstruir o adversário mais ameaçador estabeleceu-se um modus matandi sem qualquer consideração de ordem moral”.
É possível que se insista nesta tática, a julgar pelo acirramento da disputa e pelo prazo exíguo até o momento de decisão. Nenhuma surpresa: apenas decepção pelo desperdício dessa oportunidade tão especial que qualquer campanha política potencialmente oferece para discutir as questões mais relevantes para a sociedade. Mesmo porque a política, esse substantivo abstrato, só consegue ter sua importância reconhecida quando ganha concretude, quando se demonstra como ela interfere na vida das pessoas comuns.
Uma questão urgente
Um dos temas mais importantes, sensíveis, polêmicos e concretos é o aborto, normalmente levantado como armadilha para candidatos que não podem afirmar com clareza o que pensam, sob pena de perder votos entre os setores mais conservadores. A tendência, nesses casos, é sair pela tangente, dizer que se trata de um assunto que precisa ser discutido pela sociedade etc.
No último debate antes do primeiro turno, a presidente Dilma Rousseff foi confrontada com esse tema pelo candidato do PV, Eduardo Jorge. Teria sido uma provocação? Provavelmente não: a morte recente de duas mulheres, uma no Rio, outra em Niterói, recolocou a questão em toda a sua densidade. Dilma, entretanto, preferiu esquivar-se e dizer que, por força do cargo, tinha de cumprir a lei.
Javert, o obstinado policial de Os Miseráveis, não conseguiu resolver o conflito entre o dever de cumprir estritamente a lei e o senso de justiça.
Discutir a lei
Leis existem para serem cumpridas mas, também, discutidas: que melhor oportunidade para isto, se não uma campanha eleitoral? Que melhor oportunidade para fazer avançar propostas que mexam com convicções cegas à tragédia do cotidiano?
Dizer-se a favor da descriminalização do aborto seria certamente um risco: em outras ocasiões, outras candidatas tiveram essa coragem e foram demonizadas por pastores evangélicos como “aborteiras”. Mas demonizadas seriam de toda forma: quem carrega um histórico à esquerda sempre levará a “pecha” de comunista, no velho estilo de comedor de criancinhas.
Sair pela tangente não é alternativa, especialmente para candidaturas progressistas; menos ainda quando a resposta sugere que as leis são imutáveis. Seria plenamente possível – mais que isso, seria absolutamente necessário – reconhecer a gravidade da questão e comprometer-se em incentivar a discussão do tema pelo Congresso Nacional. Inclusive acenando com o exemplo de outros países.
Há duas semanas O Globo teve a coragem de levantar esse debate, a partir do noticiário sobre a morte de Jandira dos Santos Cruz, que havia desaparecido depois de ir a uma clínica clandestina. Agora (6/10), volta à carga em editorial (ver aqui) que abre espaço para opinião contrária (aqui). Se continuar nessa linha e decidir investir nesse tema como investe nas denúncias contra a violência contra mulheres e homossexuais, talvez consiga ajudar a quebrar o preconceito que o envolve. E talvez esteja aí uma preciosa colaboração para que as campanhas eleitorais possam finalmente enfrentar esse debate.
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Sylvia Debossan Moretzsohn é jornalista, professora da Universidade Federal Fluminense, autora de Repórter no volante. O papel dos motoristas de jornal na produção da notícia (Editora Três Estrelas, 2013) e Pensando contra os fatos. Jornalismo e cotidiano: do senso comum ao senso crítico (Editora Revan, 2007)